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domingo, 12 de maio de 2013

Inquérito online

Gente ajudem-me aqui, eu preciso de saber quanto tempo é considerado o normal para se fazer o "moving on" da relação.

Quanto tempo? Um mês, dois meses, um ano? Será que ter alguém logo a seguir é sinal de moving on bem feito ou de rebound chick/guy (os tapa buracos mas em inglês soa melhor)? Será que andar meses a cortar os pulsos e a construir pilhas com as coisas que ele/ela nos deu para depois as atear com gasolina e fósforos é um processo necessário, ou temos que fazer um corte limpinho? Quanto tempo depois do fim, é muito tempo?


Liz

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Conselhos

Como já por aqui contei, no meu grupo de amigas funciono muitas vezes como conselheira sentimental e nem eu sei bem porquê pois não me sinto exemplo para ninguém mas, e segundo elas, tenho a capacidade de dizer a coisa certa na hora certa. 

A S. está apaixonada. A S. está apaixonada por um homem bonito, muito bonito, com uma profissão tentadora e cheia de mulheres à volta, mais velho, sabido, tentador. Se para qualquer pessoa isto seria a lotaria, para mim, é ver-me a rezar a todos os meus santos e deuses pedindo encarecidamente que já que não me pouparam, que a poupem a ela. Para ela, eu sou a sua consciencia, a sua Grilo Falante, a quem pede conselhos, a quem conta coisas que não conta a mais ninguem e eu gosto disso, gosto de ser merecedora deste tipo de confiança. E ela mais uma vez pede-me conselhos, o que fazer, o que dizer, como reagir. A coisa mais inteligente que lhe consegui dizer foi

Não faças a merda que eu fiz, não aceites tudo o que eu aceitei e não suportes aquilo que eu suportei. Contudo, se conseguires ser feliz como eu fui, então atira-te. 

Ela agradeceu e eu sorri. Não lhe posso pedir mais nada, não há mais conselhos que veja como úteis nesta nova fase da sua vida. São as escolhas dela e o caminho que por aí vem nem eu conheço, apenas posso desejar vê- la ridiculamente feliz, levitando, com aquele brilho nos olhos que nós mulheres adquirimos quando um parvalhão nos ama.




Liz

sábado, 20 de abril de 2013

Prelúdio

Bem não sei quem teve a oportunidade de ver o meu último post (que apaguei) mas que suscitou alguma polémica. Depois de uma tarde a apanhar muito sol nesta cabeça e a rir a bandeiras despregadas, cheguei a conclusão que sim, que vou reanimar o tema pois o post já foi pró galheiro! Mi aguardem...

Quanto à tarde de hoje...não podia ter sido melhor. Numa esplanada à beira da praia, com a companhia da S. e de uma amiga dela (completamente descompensada como nós) tive a oportunidade de rir, brincar e mirar os gatos que iam passando...miau miau!

E Gajo....hoje eu saio para me divertir, hoje eu saio pela primeira vez assumindo que sou solteira. Sinto-me bem, animada, como se tivesse tomado um shot de adrenalina e boa disposição! Amanhã há mais :)

(isto se o Moscatel não fizer das suas ai....)


Liz

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Verão #2

Este Verão vai ser diferente, nem que seja pelo simples facto de que, ao contrário dos anos passados, estou entregue à total inexistência de planos/viagens/qualquer actividade lúdica para além comer gelados. Este Verão tem por isso, a possibilidade de ser o Verão que eu quiser que seja, o Verão que me leva até onde a minha imaginação me permitir. Passo a explicar.

Não tens casinha com piscina e praia a 15 minutos em lado nenhum? Pega numa tenda e arranca para um campismo em qualquer lado. Ai mas passar férias sozinha numa tenda num sitio onde não conheço ninguém, eu, Liz Efigénia, registada no sindicato dos Bichos do Mato? Olha, bela merda de sindicato. Desvincula-te e deixa de ser parva que já está na hora de conhecer gente nova (mas não os assustes por favor).

Não tens companhia para tudo e mais alguma coisa, nem garantia de teres alguém que te ajude a lidar com os calores que o Verão te trás (bunny mode on)? Problema teu, se fosses uma gaja a sério tinhas assegurado um back up plan ao invés de seres séria e honesta e boa namorada e essas cenas que não interessam nem ao menino Jesus. Faz-te à vida, que nem és tão feia nem tão monstra nem tão estúpida que não haja um gajo neste país (ou estrangeiro, também marcha) que não queira brincar aos descobrimentos contigo.

Ah mas eu estou sem trabalho e ainda que tenha juntado algum/bom dinheiro dos tempos áureos a coisa não está fácil. Tens cama, mesa e roupa lavada, oh princesona! Tás´te a queixar do que?! Um par de estalos...tens melhor vida que a maioria da população portuguesa e ainda te queixas....

Mas...ok eu calo-me. 

Verão é calor, boa disposição, a possibilidade de fazer máquinas de roupa todos os dias e mais do que uma por dia que a roupa seca, é a vontade louca de sair de casa depois do jantar pois a noite está quente e eu também, é rir às gargalhadas até sentir as lágrimas a chegarem aos olhos, é observar os casais na praia e ver quantos estão nos meles e quantos se estão a espremer (nojo nojo nojo), é andar descalça no chão frio da cozinha, é dormir nua e sentir os lençóis frios a roçar na pele, é a boa disposição que custa mais a desaparecer, é comer nectarinas maduras e suculentas à dentada, é esperar o pôr do sol sem S. Torpes mas este ano sozinha, é sair à noite com um simples vestido e um blusão, é o cheiro a protector solar e a creme de manga, é comer um gelado na Santini´s de Cascais, é ter pouca vontade de dormir pois esta-se bem é na rua. 

Se o Inverno é um coração partido, o Verão, é a promessa de que mais amores virão.

(gajo ja sei, post grande pa c"#%&/)

Liz

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Verão #1

Passei boa parte da manhã/tarde a fazer as trocas entre armários, tirando do armário do "dia-a-dia" as coisas de Inverno, os casacos pesados e as camisolas de lã, para os trocar pelos primeiros vestidos, camisas de algodão e saias. Para mim o Verão começa assim, a remexer os armários e as gavetas e, como qualquer mulher, a chegar à conclusão que não tenho "nada"para vestir, como se no Verão passado tivesse sido uma nudista por Lisboa. 

Contudo, isto é só o começo. Para mim, o Verão é a altura feliz do ano, a altura das pernas a mostra e dos pés descalços. Altura de gelados de todos os sabores, de dias longos e de noites quentes. Altura de ver os corpos expostos e de os apreciar, com maior ou menor pudor. Altura de praia até ao por do sol e de mar até os lábios ficarem azuis. O Verão, é a altura em que exorcizo o mofo que em mim se acumulou trazido pela chuva e pelo frio e renasço para um corpo leve, confortável, aquele que devia ser sempre o meu corpo.

Os últimos Verões foram mais especiais do que os anteriores, pois foram os primeiros Verões a dois. Já aqui falei da casinha no Alentejo e das saudades que lhe sinto, não da casa mas da pessoa que eu um dia fui ali, feliz. As primeiras férias juntos foram perfeitas, era a primeira vez que tanto eu como ele íamos passar uns dias sozinhos só com o ser amado, sem amigos, sem família, sem mais ninguém no mundo. O que se espera de uma espécie de casal de adolescente que já trabalha e tem dinheiro mas que ainda se comporta como dois miúdos que nunca viram ninguém nu antes daquela pessoa que agora amamos? Perdemos-nos um no outro. As "munições" para aqueles dias eram à base de gomas, chocolates, crepes, batatas fritas e bifanas, pois, que mais precisamos comer quando temos a barriga cheia de amor? Da roupa que levámos a maioria ficou na mala pois um bikini e uns calções de banho foram o máximo de tecido com que nos permitimos cobrir. E os relógios, foram o primeiro item proibido naqueles dias que tirámos.

O calor entre nós concorria com o calor alentejano, que faz as cigarras cantarem bem alto e que deixa as moscas meias burras, meias moles. Amávamos-nos em qualquer lado, sem pudores, medos ou vergonha, pois se Adão e Eva tiveram o paraíso, nós tivemos aquela pequena casa e dali, ninguém nos ia expulsar. Na piscina, no chuveiro, na cama ou na sala. Com a lareira acesa (fetiche) ou no sótão, em qualquer local  pusemos por gestos e sons aquilo que os corações sentiam um pelo outro. Vivemos sem lei nem ordem, ele habituado a ter regras e horas para tudo, e eu, que tinha morrido se isso fizesse parar o tempo.

Os anos passaram e por muitas mais vezes voltámos à casinha no Alentejo mas nunca mais foi igual, nunca mais senti que o meu coração não ia aguentar de tanto amor por aquele homem, aguentar tanto amor correspondido. Hoje vejo que eu era pouco mais que uma criança, que sabia eu do amor? E essa inocência perdi-a mas ganhei mais, ganhei histórias felizes para contar, ganhei relatos hilariantes do que dois miúdos nus fazem numa casa sozinhos e, acima de tudo, reforcei a ideia de que os meus maiores tesouros são as minhas memórias, aquelas, que me entre tantas outras me lembram de uma casinha no Alentejo, onde um dia, eu fui muito feliz.


Liz

sábado, 19 de janeiro de 2013

Love Knock Out

Já la vão uns dias desde o último post e posso dizer que tenho 4 na calha e ainda não acabei nenhum. As ideias estão cá, toda a organização de como o texto vai ser criada também mas não consigo trazer las cá fora....estou num bloqueio poético/literário/existencial de como não tinha memória.

Acho que o que sinto só posso ser comparado à reacção física que o corpo de um boxeur sente:

Gancho com a esquerda, gancho com a direita, gancho nas costelas e os joelhos cedem com a dor lancinante que corre pelas costas e explode no pé. Ao fim de algum tempo o cansaço é tanto e a fadiga muscular torna-se tão dolorosa que a única coisa que conseguimos fazer é tentar proteger a cara com as luvas, encolhe-mo-nos e esperamos conseguir desviar os golpes mais duros.
Andamos nisto round after round after round after round. O treinador grita qualquer coisa mas o ouvido direito desfez-se há dois assaltos atrás e o esquerdo para lá caminha. Jogam-nos água frita pelo corpo numa tentativa de espevitar os músculos e na boca a mistura de sangue e saliva deixa-nos enjoados e enojados. Naquela que será uma mistura de coragem e falta de amor próprio  somos levantados por alguma força divina que nos coloca de novo no ringue. O adversário também está maltratado mas em comparação, parece um gigante viçoso, um Adamastor.
Estás no ringue e as luzes fortíssimas fazem com que custe ainda mais abrir os olhos, mas tu estás. E estás porque no fundo acreditas que ainda podes ganhar e porque começas a achar desnecessário todo o cenário dantesco que ajudas-te a criar. Aguentas-te, defendes-te mas ele é maior e mais forte e não está tão magoado como tu e, quando pensas que até te estas a aguentar.....surge um punho levantado contra a tua tempora e desligas. Já não depende de ti o facto de te manteres em pé, agora que manda é o teu corpo e ele não aguenta mais! Já não dá mais e o sistema faz um shut down, visto que se não vais a bem, vais a mal.
Cais duro no chão...mas nem te lembras de cair, aliás, não sabes sequer o teu nome nem onde estás nem quem é aquele gente a tua volta. Cais. Pura e simplesmente cais. Foi um K.O. limpo. Respiras mal, não ouves nem vês. A parte boa é que nada dói porque o centro de dor foi desligado e tu tas em "sistema de suporte de vida", assegurando somente as mais básicas funções.
Sabes que alguém te tira do ringue mas não sabes quem nem para onde te levam. Aqui já não és tu que mandas, aqui a tua vontade não existe. Foi um Knock Out.
A love Knock Out by Mr. Big (um dia explico).

Agora é hora de descansar o corpo e a mente. Uns pensos rápidos ou pontos, muitas bebidas isotónicas e dormir...muito. Eventualmente ficarás de novo na tua melhor forma física e para a próxima estarás em modo "Bulletproof". 

Good Night, Good Figth




Liz

domingo, 6 de janeiro de 2013

The sound....of Silence

Sempre fui uma miúda calada. Acho ridículo falar só por falar e alguns dos momentos mais belos e puros da minha vida foram pautados por um enorme e estridente...Silêncio.
Contudo, é capaz de ser uma das coisas que mais me assusta. Porquê? Porque talvez tenha vivido demasiado tempo em silêncio, porque me tenha forçado a estar em silêncio e, porque o silêncio, só sabe bem quando o procuramos.
Pois há uns dias, numa "sessão de esclarecimento" foi-me pedido que retirasse de um baralho de Tarot uma carta. Sem saber o que esperar e de uma forma intuitiva retirei uma carta e saiu-me o Silêncio .
Além de ser uma carta lindíssima, que inspira uma paz de espírito e remete à meditação é também a carta numero 17, número que me é muito querido e que para mim sempre significou sorte. A primeira pergunta que me fizeram:

-"Porque achas que te saiu esta carta?"
- Para deixar de estar em silêncio?
-"Será? Ou será para pela primeira vez, aprenderes a viver com ele de forma pacifica?"
-Não sei...as duas opções parecem-me lógicas e adequadas ao momento que atravesso.
-"Não sei....pensa. Reflecte e eu tenho a certeza que dentro de ti encontraras o porquê de entre uma baralho com 79 cartas escolheste O Silêncio".

Fui pesquisar o significado da carta e indica que este é um momento de reflecção e que tenho dentro de mim todas as minhas respostas, só tenho que me encontrar aqui no meio do caos, pois normalmente, esta carta significa que temos à nossa volta pessoas que só existem para destabilizar, julgar e por em causa.

Na mouche!!!

A verdade é que por enquanto o silencio dói. Por norma, só procuro o silencio e o isolamento quando estou bem comigo e me sinto bem com os meus pensamentos e não é assim que me sinto agora. Contudo espero chegar rapidamente às minhas 3000000 respostas que neste momento procuro....

A dor e o sofrimento que associamos a algo só tem a dimensão que lhe damos. Tudo pode ser racionalizado e relativizado e como o povo diz

"Para tudo há solução, menos para a morte"

E eu não morri. Só tenho que sair do meu silencio, ou abraça-lo.

Liz

sábado, 5 de janeiro de 2013

Blood, sweat and tears

Ainda não fui capaz de fazer o resumo de 2012 e acho que até já vou com algum atraso...
Sempre tive este ritual, meditar o meu ano, escreve-lo, pensar onde estive bem e onde estive mal e o que não posso voltar a repetir. Assim sendo:

Janeiro - Passagem de ano meio estranha, mas não foi de todo má. Ele estava em mais uma "daquelas suas fases" e eu ali....a tentar navegar um cargueiro pelo Atlântico Norte com o uso de dois remos de madeira. O mestrado estava a dar trabalho e eu sem trabalho. Desejei que a sorte me sorrisse neste novo ano que entrava e que pelo menos a situação laboral melhorasse pois os amigos e a família estavam bem e o amor, também (mal tu sabias Liz...mal tu sabias)

Fevereiro - Fim das férias retorno ao mestrado e a pergunta constante de porque raio estava eu naquele mestrado, visto sentir-me la tão bem e tão à vontade como um bife dentro de um aquário com piranhas. Ele já se estava a deixar dos seus achaques e momentos diva e tudo se parecia encaminhar. Iríamos morar juntos até ao Verão e eu continuava à procura de emprego. Surge uma possibilidade...será?

Março - Mais uma vez a minha estabilidade vai para o espaço sideral  Ele teve uma proposta para ir para fora do país e está a pensar seriamente nesse assunto. Aquilo que lhe propõe soa a ouro e mel numa época em que metade do mundo está sem trabalho e a outra a tentar agarrar o que tem, e eu, nunca lhe poderia dizer que não. Apoiei, incentivei, ajudei, organizei e agarrei-me às palavras que diziam "eu não vou sem ti. Não vou aguentar". Dia 26 chegou e tu foste-te...

Abril - Abril até foi giro. Entre correrias com o mestrado, a perspectiva de um trabalho que por enquanto era dinheiro, a 1ª visita ao namorado logo ao fim de um mês e a Liz que perde o avião na volta.....Ah! As vezes acontece-me isto....aquilo que costuma ser um cérebro que ate funciona relativamente bem é substituído por um grande amontoado de alpista ou serradura e eu....perco aviões. Soube bem vê- lo mas sei que fui cedo demais.....

Maio - O drama, o horror e a tragedia! o Fim do ano lectivo aproxima-se e eu num completo caos de trabalho cujos títulos lia e relia e só compreendia isto:

"Sabendo que a distancia da Terra à Lua pode ser medida em azul, indique a idade da Joana quando o gato fez miau"
Tinha trabalho, o que já animava, mas queria deixa-lo o mais depressa possível por algo que realmente valesse a pena.

Junho- Marrar, escrever, chorar e comer e dormir quando calhava. Ele vinha cá ao fim de 3 meses e guess what?!

"Desculpa mas...estou confuso. Estou a viver algo muito bom aqui sozinho, pela primeira vez não tenho regras nem horários e isso sabe-me bem. Não quero que venhas para cá" 1st round 

Ainda assim...esperei-o no aeroporto e estive com ele esse fim de semana. Ele foi-se embora, mudou de ideias e a vida continua...

Julho- Exames feitos, sensação de alivio transcendente, trabalho...ainda o mesmo. Ia visita-lo pela 2ª vez e esperava que desta corresse melhor. Seriam 10 dias que iriam servir para ver como seria "morarmos" juntos (ai inocência ..). Foram os melhores 10 dias que passamos juntos em muitos meses. Eu não trabalhava mas depressa arranjei como me entreter numa cidade fria, minúscula e onde a todo o lado se vai a pé. Chega a véspera de ir embora e eu, como seria lógico, pergunto para quando combinamos a minha chegada. Resposta:

"Não estou preparado para isto. Estes dias foram óptimos mas sinto não estar preparado para isto. Tenho muito trabalho, trabalho a mais e sei como sou quando tenho muito trabalho. Mas continuo a querer estar cntg!" 2nd round
De coração partido em mil pedaços meto a viola no saco e venho embora na manha seguinte. Ah! Como foi essa noite!? Maravilhosa, com jantar e musica ao vivo. Voltar para casa e fazer um esforço imenso para não chorar..

Agosto- O melhor mês do ano todo! Gandaia e mais gandaia, sei que dormi 1 fim de semana em casa. Não quis pensar em toda a situação mas também não quis reagir e a minha desgraça foi essa. Mês de alivio e sem dores de maior, para variar um bocadinho. E desisti do mestrado. Se fiz mal? Provavelmente mas agora também não vale a pena pensar nisso...um dia voltarei.

Setembro- Sem mestrado, sem um trabalho de jeito e ele chega para 15 dias. Vem felicíssimo  Está animado e agora diz que afinal me quer la, que trabalho não é tudo (isto foi uma semana depois de ter dito o contrario..). Passamos umas boas ferias juntos mas havia qualquer coisa que já não estava bem..uma falta de habito, um desconforto..um coração magoado há muito pouco tempo? Não sei....

Outubro- Mês de caca. Más noticias... péssimas e o meu aniversario estragado. Um sentimento de tristeza na família toda e eu a sentir-me de mãos e pés atados. Recebi um presente dele e apesar de ter gostado muito...um ramo de rosas vermelhas entregues à minha porta logo pela manhã tinham feito o meu dia. Não foi dia de anos, foi um dia como outro qualquer. Vale-me o pensamento de que para o ano há mais.

Novembro- Nothing interesting to report.

Dezembro - Ah Dezembro......aqui a coisa ganhou toda uma nova dimensão! Eu trabalhando e bem disposta, com o espírito natalício a apoderar-se da minha pessoa e eis que....adivinhem quem do nada volta a dizer as palavrinhas mágicas!?

"Desculpa, não me sinto bem, não me sinto bom namorado nem bem contigo. Não estou preparado para isto e tu, tens que olhar por ti e pela tua vida" 3rd round

Desta vez não dá mais. Se isto não bastasse os comportamentos posteriores foram simplesmente vergonhosos para um homem do tamanho dele e fizeram-me perder qualquer respeito pelo sua pessoa! Mas eu afasto-me, tento, quero.me afastar e Ele não deixa. Não diz que me ama, não diz que sente a minha falta, não quer estar comigo nem me procura....mas não me deixa.

Lendo isto só penso pensar duas coisas:
-Merecia uma surra de cinto pela forma como deixei levar 2012;
-Será que o ano foi assim tão mau....ou eu é que o fiz mau?!

Sinto-me genuinamente mal e envergonhada comigo pois eu não sou esta pessoa, eu não sou assim. Sempre me orgulhei da minha espinha dorsal e estas posturas, esta inércia...que vergonha Liz. Que vergonha..
Será que em 2013 me redimo?

Liz

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quiet people have the loudest minds

Querido Blog,

Sinto que devemos ter esta conversa. Sei que nem sempre tenho estado presente e que te tenho negligenciando em prol de outras coisas. Desculpa, não foi por mal, simplesmente estava em demasiados sítios ao mesmo tempo para conseguir estar só aqui. A partir de agora vais começar a ver-me com uma maior e melhorada assiduidade e só te peço que não estranhes nem temas que te volte a "abandonar".
O porquê desde regresso da filha pródiga? Bom......digamos que a coisa por estes lados não está boa. Preciso falar, verbalizar tudo o que penso e sinto, uma e outra vez até sentir....que já não sinto nada. Nunca fui boa a falar, nunca soube bem o que dizer e sempre me assumi publicamente como Liz aka O Bicho do Mato. Não te assustes  Tenho capacidades suficientes para a vida em sociedade e não te escrevo de uma ermida no meio do monte! Só que escrever....faz bem ao corpo e à mente. Escrever é eternizar o que a cabeça pensa e o que a boca não consegue dizer. Escrever, para mim, é a minha terapia da fala. 
Sobre o que vou escrever? Não sei bem. Tudo e nada, o que devo e o que se calhar não devo, mas acima de tudo, o que preciso dizer e não consigo.....pois a pessoa a quem o quero dizer perdeu o direito vital a merecer ouvir o que eu penso. Porquê? Eu depois conto..
Só te peço paciência  calma (muuuuita calma) e que me oiças, ou leias, tu é que decides. Deixo ao teu critério a "qualidade" do que aqui vai ser publicado, visto não procurar público ou um contrato com uma editora, nem pretendo fazer do meu blog um Diário da Tua Ausência em que exponho diariamente o quão coitadinha, sofridinha e magoadinha estou! 

"I´m a "guy" and "guys" don´t cry....well, sometimes they do" 

Não acreditando eu em psicólogos,  psiquiatras  e outros que tais(mas respeitando a profissão e entendendo a falta que eles fazem numa sociedade a morrer por dentro), farei de ti a minha terapia, escreverei aqui tudo o que quero ler daqui a alguns anos, pois o meu único objectivo é ver o quão na fossa estou e o quão bem fiquei, ver que nada é mau para sempre e que por mais que doa eu me levanto, e levanto, e levanto...

Morta por dentro. Mas de pé, como as árvores 


Liz

Really?...1#

Faz hoje um mês desde o meu último post, aquele em que falava do primeiro AMOR. Em que o descrevia como  a coisa mais espectacular e que meu deu momentos em que me senti a desencarnar. Desde esse post, e para não fugir àquilo que tem sido a minha realidade durante este ano, a minha vida mudou toda de pernas, braços, nariz e cabelos para o ar. 
Neste último mês comecei a ter aquilo que julgava ser o renascimento da Liz deprimida, magoada, instável e com um pezinho no desespero que fui durante 2012. Andava animada, com os meus dois trabalhos e a perspectiva de rendimentos mais avultados. Estávamos às portas do Natal, época do ano que me deixa uma tótó completa e que por norma me transmite uma sensação de felicidade e "calor que vem de dentro" imensa, e Ele ia chegar dali a uns dias do seu exílio mais ou menos forçado, mais ou menos difícil.  Pela primeira vez em 3 meses iria estar com Ele, abraça-lo, cheira-lo, beija-lo (e outros que tais) e íamos ter aqueles momentos só nossos , aqueles momentos ridículos e completamente vergonhosos, mas que fizeram com que o meu coração batesse mais forte durante 3 anos. Estava num êxtase ridículo e aproveitando a época natalícia, all I wanted for X-mas was you. E foi a única coisa que não tive. 
Andávamos bem, meio acelerados mas não discutíamos e as coisas pareciam caminhar a passos largos para a concretização do que andava a ser planeado (e des-planeado) há já 9 meses. Tinha o teu presente comprado (aquele que me pedis-te especificamente com direito a foto e descrição física da coisa) e estava tão ou mais entusiasmada do que tu com o momento em que to daria. Fui-te buscar ao aeroporto como sempre e a espera de uns ridículos 20 minutos parecia sem fim! E tu apareces-te....como sempre, de t-shirt e meio encalorado da correria entre avião, malas e cartões e, imediatamente, levantas-te a cabeça a minha procura. Eu fiz o mesmo e quando nos vimos, corri. Corri meia aos saltinhos pois o aeroporto estava um completo caos e eu tinha que me desviar de gente tão ansiosa como eu. Saltei-te ao pescoço e fiz o de sempre: cheirei-o com os olhos fechados e beijei-o. 
Passaram-se 3 meses e estavas finalmente ali, tinha-te finalmente nos meus braços e era uma sensação espectacular! Aquela sensação de quando chegamos a casa ao fim de um dia de cão e o jantar já está feito, ou quando tomamos um banho quente que nos permite voltar a sentir os pés, ou ainda, a materialização de algo tão bom, tão maior que nós e que nos aquece o peito de tal forma que nos faz dizer baixinho....chegas-te. 
Depois disto? Depois disto o 6º sentido liga-se e todo o Universo parece trabalhar para que no fim do processo o teu "grilo falante" te diga ao ouvido...eu avisei-te. 

Liz

sábado, 1 de dezembro de 2012

My First and....maybe....endless LOVE?!

Quem já amou?
Não me refiro às borboletas no estômago ou a vontade louca e incontrolável de estar junto, de beijar, de abraçar, de cheirar. Não. Falo de AMOR. Falo daquele sentimento que quase tudo suporta, que quase tudo desculpa e , acima de tudo, que quase tudo expressa pelo outro. Já muitos tentaram escreve-lo e passa-lo a palavras, já se editaram verdadeiras obras literárias (quem não conhece o poema do Genialissímo Camões?) e não serei eu a defini- lo com este post...quem sou eu para definir o AMOR?
Em primeiro lugar, porque escrevo sempre AMOR com letras maiúsculas?  Porque para mim AMOR é um sentimento nobre, dos mais nobres que se pode nutrir por outro ser humano ou animal. À minha "definição" de AMOR irei aplicar aquilo que sei graças ao que vivo/vivi.
Para mim o primeiro amor não tem que ser a primeira paixão da adolescência, não tem que ser uma relação nova, nem tem que ser algo louco e fugaz que nos consome. O meu primeiro amor não foi assim....O meu primeiro AMOR foi em 2ª mão quando eu dali já não esperava nada e tornou-se num "tudo" a que agora irei para sempre associar o que é estar em relação. O meu primeiro AMOR foi louco também, foi quente, foi tresloucado e levou-me (por vezes ainda leva..) a partes de mim que não sabia que tinha....quer sejam elas boas ou más. O meu primeiro AMOR ensinou-me muita coisa e todos os dias aprendo algo novo, algo como o nunca dizer "eu nunca permitiria!". Atenção...não sou, nem fui nem me deixarei ser uma vitima de violência doméstica....falo de clichés que vemos nas relações das amigas que nos fazem gritar bem alto "que dessa água não beberei".
O meu primeiro AMOR ensinou-me, acima de tudo, a AMAR. O primeiro AMOR é aquele a que nós associamos os primeiros "tudos" e os primeiros "nadas". É aquele local onde fomos pela primeira vez de mão dada com alguém  ou a primeira experiência física (ou metafísica) partilhada com AQUELA PESSOA. No primeiro AMOR tudo é exagerado, tudo dói muito ou faz muito feliz, tudo é "a melhor coisa que já me aconteceu" ou "eu não vou sobreviver a isto"; O primeiro AMOR tem borboletas e suspiros mas esta ainda é a fase da paixão, em que a outra pessoa não tem defeitos, nem nós! Esta é a fase em que mostramos às amigas as mensagens que o ser AMADO nos envia pela manhã e que nos deixam com um sorrisinho aparvalhado para o resto.....do mês!! É a fase em que o sol nasce e se põe naquele ser humano que nos foi enviado pelos deuses para nos fazer a miúda mais feliz na face da Terra! Esta fase temos muitas, tantas, tantas vezes....o que custa, da trabalho, é sobreviver ao pós-paixão. Se sobrevivermos...é porque algo parecido com AMOR está a crescer...
No pós-paixão começa a aparecer o papão de todas as relações: a rotina. A rotina tem que ser doseada quase como os pesticidas. Um pouco só faz bem, é normal, dá segurança e ajuda a estabelecer padrões no casal que mais tarde ajudam à construção de algo mais. Mas em demasia os efeitos são os mesmos dos pesticidas: mata tudo, as ervas daninhas e as plantas para consumo. Quem consegue regular a rotina entra então no 3º estádio da relação: o aprofundamento.
Aqui começamos a conhecer o outro , e vice-versa, quase como a nós mesmos. Sabemos do que gosta e como, sabemos o que o tira do sério e o que o faz muito feliz. Sabemos onde ir, o que fazer e sentimos-nos aceites nesta "coisa" a 2. Sentimos que aquele peito é o melhor lugar para dormir e que aquele gajo nos vai tirar do sério. Sentimos vontade de chorar e de rir e de tudo e mais alguma coisa mas não com a mesma intensidade da paixão. Nesta fase, olhamos para ele em fato de treino ou pijama a comer torradas na cama e a beber o café com leite daquilo que parece uma aquário e pensamos...AMO-O.
Estamos naquela fase em que...ele e o que construímos com ele se torna o exemplo que damos às amigas quando as relações delas não estão bem.Até que tudo muda, a tua realidade é virada de pernas para o ar e tudo o que conhecias como relação, foi-se! É neste momento que ficas no meio da ponte e pensas: ou vou em frente e luto por isto ou baixo as armas e desisto.
Quando as coisas se foram e tu continuas com ele....é porque o AMAS. É porque apesar de todas as condicionantes  todos os "nãos" todos os "não vale a pena" e todo o Cansaço que se acumulou em ti e na relação....tu continuas. E nem sabes bem porquê , pois tudo está errado, tudo corre mal, tas farta, dás por ti a ter atitudes que não tinhas, a apontar dedos e a dizer palavras que nunca pensas-te dizer. Será estupidez, para quê ficar!? Falta de amor próprio? Não... AMOR a mais dentro do peito.
O primeiro AMOR faz destas coisas, da o céu para tirar o chão e ainda assim, dure ou não este amor, será sempre a ele que iremos associar algumas das nossas memórias mais puras e belas....é a nossa bolha de sabão, a nossa efémera! É o nosso PRIMEIRO AMOR, é nosso, pessoal e intransmissível e quase como uma tatuagem, atravessar-nos-à o coração para sempre.
Citando Miguel Esteves Cardoso...como se esquece alguém que se ama?