Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Das coisas boas

Já por aqui disse que sou a minha pior inimiga, que mais ninguém me deita abaixo com a eficácia com que eu o faço e sou a primeira a julgar-me e a castigar-me, até mesmo quando a culpa não é minha. É assim que sou, é assim que sempre fui, dizem, que por ter sido mal amada. Pessoalmente, não acredito, pois o que não falta neste mundo é gente mal amada que se torna insuportável de tanto ego e amor próprio. Sinceramente? Acho que quando somos os nossos maiores críticos, as críticas dos outros tornam-se muito menos dolorosas. 

Contudo, no meio deste meu auto-jugo eu devo estar a fazer alguma coisa bem, não por mim mas pelos outros pois, por vezes, muitas vezes sem eu saber bem como, coisas boas acontecem, coisas que eu não sei porque me acontecem e às quais não sei como reagir. Não sinto que faça nada demais pelos outros e, quando o faço, não me gabo. Não gosto de me gabar de quando ajudei alguém pois fico com a sensação de que o bom dessa situação está a ser dissecado na minha "conta kármica", como se eu tivesse uma espécie de cartão de pontos kármicos, que acumula boas acções e que, um dia, me vai dar um lugar no Céu. 

Talvez por pensar assim me surpreenda quando alguém tem um gesto bonito comigo, quando alguém me diz que gosta de mim, que tem saudades minhas ou que eu faço falta. Eu muito raramente verbalizo este tipo de coisas e nos últimos tempos então....ou estou numa situação de choro em cascata ou com os copos e como chorar faz rugas e costumo ser a designated driver, não é algo que aconteça muito. Mas quando digo....bolas, sinto o peito crescer, riu-me com os olhos e com o corpo todo, emano um calor qualquer sobrenatural e vejo borboletas azuis à volta da minha cabeça. É desta maneira que sou, meia lamechas, meia durona, do 8 e do 80, do muito feliz e da tristeza profunda, do Pico e do Abismo, do tudo e do nada. Se eu podia mudar? Não....já tentei e não consegui. 

Vidas....




Liz

De boas contas

11743 visitas, 350 mensagens, 36 seguidores

Matematicamente, isto é o meu blog. Felizmente, eu nunca fui boa a matemática e por isso prefiro por as coisas nestes modos:

-Por 11743 vezes alguém me leu, alguém me procurou, alguém gostou do que escrevi, alguém soube exactamente do que falava, alguém odiou, alguém não gostou, alguém voltou para uma segunda vez;

-Por 350 vezes eu fiz-me de letras e desabafos. Escrevi sobre mim, talvez demasiado, talvez sobre demasiadas coisas, mas precisei, teve que ser, pois ou vos escrevia aqui ou tinha morrido sufocada nas palavras que nunca direi. 

-Com os meus 36 seguidores eu partilho a estupidez crónica dos meus dias, os meus desabafos mais profundos, as minhas piadas parvas, os meus vídeos engraçados, as minhas músicas tristes. Com os meus 36 estranhos falei de coisas que não consegui contar a alguns dos meus conhecidos mais chegados, por isso, os meus 36 estranhos são hoje os meus 36 colos, abraços, ralhetes, parceiros.

E é isto, o meu blog. Uma página da internet onde não sou capaz de colocar um foto minha ou de dizer como me chamo mas onde, efectivamente, toda a gente me conhece. Obrigada.


Liz

domingo, 21 de julho de 2013

Leva-me #2

Decisão tomada, compro o passe de 3 dias e está resolvido. Se não me posso dar a estes luxos e extravagâncias quando o meu dinheiro ainda é só meu quando o vou fazer? To hell with that...

Trouxa feita e levada para o trabalho, 18:30 e saiu rumo ao Meco. Ansiosa, animada, aos pulos dentro do carro, eu só queria chegar aos concertos! Jantar rápido, trocar para uma roupa mais festival-logo-merdosa-que-já-se-sabe-que-vai-haver-pó-e-coisas e siga para o recinto. Foi o meu primeiro SBSR por isso só posso falar do que sei e o que sei é que toda a gente falava cobras e lagartos do recinto, empoeirado e caótico, com um campismo terrível e umas parcas condições de higiene. Pois que fiquei bastante surpreendida: apesar de ter vindo para casa com as pernas e os ténis castanhos, de ter estado durante um ou outro concerto a roer poeira e de ter visto na wc portátil onde fui a maior poia da minha vida, no geral, foi confortável e o espaço estava muito giro. 

Os concertos. Bem, os concertos foram só assim a atirar para o genial: 

Dia 1- perdi Arctic Monkeys porque os senhores do festival acham por bem começar uma coisa destas a uma 5ª feira quando toda a gente trabalha no dia seguinte, logo, o primeiro dia ia ser perdido. Pelo que me relataram e pelo que já vi no Youtube, terá sido o melhor concerto dos Macacos em Portugal, com o público e a banda ao rubro.

Dia 2- A começar pelos Kaiser Chiefs as apresentações estavam feitas! Vocalista louco, animal de palco, animadíssimo, a correr junto ao público e a tirar às meninas uns sofridos gritinhos cheios de estrogéneo. Seguindo para os cabeças de cartaz The Killers confesso que tive ali um momento ou outro que ia chorando. O espectacular show de luzes, o fogo de artifício, conffetis, chuva de fogos e a sensação de que eu estava num concerto privado e não num festival fizeram-me ficar ainda mais fãs destes senhores. Ah e a camisa às estrelas do Brando Flowers deu-me fornicocos nos joelhos!

Dia 3- Noite mal dormida, um dedo negro e uma forme de leão. Vamos para a praia, escaldão nas maminhas e um almoço feito de bolas de berlim. Chegar a casa, banho de água fria que o gás acabou, ir ao restaurante, sair para o festival. Confesso que me senti algo desiludida com o Gary Clark Jr. Dentro dos meus parcos conhecimentos musicais, só posso dizer que inventou demasiado, muita guitarrada e poucas letras. E chegam os Reis da noite: Queens of the Stone Age. Não sou fã de carteirinha, mas gosto muito de algumas das músicas e meus senhores, que concerto! Recinto cheio, metaleiros, rastafaris e betos, tudo aos saltos pela mesma banda. Moches, subir às cavalitas, 3 filmes no telefone. Um som fantástico, um show de luzes igual e um vocalista emocionado com a especialidade tuga: ser o melhor público para quem um artista pode actuar.

E hoje acordar sem voz e a cheirar a coisas que nem quis identificar, com um ninho de ratos num cabelo liso mas de barriga cheia, de emoções e não de comida. Gosto disto dos festivais, uma plateia inteira, milhares de pessoas em uníssono, a pensarem e a verem o mesmo, juntos, unidos, daquelas coisas bonitas de que o ser humano ainda é capaz. Uma pequena depressão-pós festival e até para o ano!



A abertura do concerto



O melhor de todos


Last but not Least
Liz

Leva-me #1

Fazer as malas é uma das coisas que mais gosto. Para passar a noite na companhia de quem se ama, para um fim de semana com os amigos, para uma semana na terrinha, é sem dúvida uma das coisas que mais me anima e me deixa com um sorriso. Pensar no que levar (e esquecer-me sempre de alguma coisa), fazer os conjuntos, planear, deixar-me ir de uma forma física já que a mente não se desliga nunca. Nunca.

Passei o fim de semana fora, festival no Meco, calções, tops curtos, escaldão no peito, sangria, gargalhadas, noites geladas, conduzir uma espécie de tractor familiar, ouvir bandas de luxo, saltar até me doerem todas as articulações da cintura para baixo, bandanas coloridas, ténis porcos, pó, 3 palcos, não ter horas para chegar, não ter horas para nada, um Sharpei preto com 2 meses, ouvir esta ás cavalitas de um amigo feito há um dia, lembrar-me da primeira vez que a ouvi, dormir numa tenda sendo levemente claustrofóbica, ir adormecendo com a cara no prato, comer os melhores secretos de porco preto da minha vida, beber o melhor café com leite de sempre e não sonhar todas as noites, um luxo para mim.

A merda é quando tem que se voltar e se está à porta de casa, carregada com as malas e a vontade de entrar não existe. Não por quem me espera mas pelo o que me espera, o mesmo, o igual, o "todos os dias". E a cidade que amo, a menina dos meus olhos, que todos os dias me dá motivos para me lembrar de quem me quero esquecer, com as suas curvas e esquinas onde um dia fui feliz e onde hoje, ou sinto um pequeno aperto no peito ou, ainda pior, não sinto nada. E sou dada a estas coisas, a estas estupidezes a que mais ninguém se dá, às quais mais ninguém se entrega. Já por aqui disse que emocionalmente sou um acidente de percurso e que vivo as coisas a extremos, ora ridiculamente feliz ora muito em baixo e isso ainda me vai dar conta do sistema mas, fazer o quê, quando nos fizeram nascer com o coração maior do que o peito?

Neste momento, só queria que alguém me levasse....

Liz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sofrimento que me acomete

Eu preciso confessar algo: não sei lidar com gente burra. É verdade, sei que sou eu que estou mal e que eu é que tenho o defeito e não os burros em si mas não consigo. Eu tento, respiro, faço ali uns segundos de Yoga, penso no Gosling nu, mas não consigo. Há um calor que se apodera de mim e não é um calor dos bons, é daqueles calores que iniciaram conflitos bélicos ou que fazem pessoas andarem à pancada no trânsito. 

Porquê todo este discurso? Passo a explicar:

Conheci uma miúda porreirissima no curso, super disponível, queridinha,  mitrinha, mas boa miúda e eu, Liz A Diplomata, aceitei-a no grupo de pessoas que deixo que falem comigo e às quais respondo com educação. Mas ela tem uma pequena falha, que consiste no curto circuito que por vezes se dá entre o hemisfério direito e o esquerdo da massa cor-de-rosa que reside dentro do seu loiro crânio (sem conotação com as loiras mas acho que o pigmento se entranhou...). E hoje, tive mais um momento lúdico com essa piquena amorosa:

-Olá estás boa miga (trato-a assim..)?
-Heyyyy sim migaaaaaa e tu?? (entendem agora?)
-Sim está tudo! Olha conheces alguma depiladora boa e que não seja muito cara?

Cito:

Máquina para fazeres? Se quiseres empresto-te a minha que nunca a usei e a minha arranca! Senão vê no forretas.com. Há la muitos descontos de depilação. Era lá que comprava.

.......
-Não querida! Eu quero é uma senhora depiladora. Conheces?
-Bah não sei mesmo! Já viste nos forretas.com?

Meus caros, a não ser que agora nos sites de compra e venda de coisas o tráfico humano seja permitido e estejam lá senhoras esteticistas/depiladoras à venda, por nacionalidade, experiência e especialidade, estou perante um caso gravíssimo de estupidez. A minha que ainda enviei uma segunda mensagem depois da primeira respostas dela....


Liz

Pequenas constatações em 4 dias

Nestes últimos quatro dias da minha vida profissional adquiri para mim estas pequenas constatações:

-Almoçar numa mini cozinha cheia de mulheres é como estar no Parlamento Europeu no dia em que a Alemanha disser que vai sair do Euro. Todos os dias!

-Se nos fizermos assim de meio distraídas ficamos a saber a vida de toda a gente sem ser preciso fazer uma única pergunta.

-Nunca contes a tua vida a ninguém!!!!

-Diz muitas vezes "desculpe", "obrigada", "com certeza" e "sim senhora".

-Come bolos e tostas carregadas com doce em frente à gaja que está a fazer dieta e ninguém te vai renovar o contrato.

-Um homem que trabalhe por um longo periodo de tempo num ambiente com muitas mulheres das duas uma: ou entra em modo "música de elevador" e ignora metade da informação ou vira gaja e começa a guinchar como elas.

-Gravidez, tampões, menopausa e manicure são temas de conversa comuns e recorrentes.

-Dizeres que moras ao pé de 3 bairros sociais já não provoca medo mas admiração.

Esperemos pelos próximos episódios!




Liz

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Klling me Softly #26

Não ter ninguém há meses. Conhecer um rapaz, super normal, nada demais. Ver que ele até tem uma conversa bacana, tem boa cabeça para a idade e aparenta ter projectos e objectivos. Tem como maior sonho ser pai, adora viajar e todos os dias me diz que sou linda, gira, jeitosa, com um feitio de m***** mas que é meu fã. 

A questão


Estar ao pé dele ou de uma rapariga é o mesmo. Zero, nada, nicles! Não mexe comigo, não me dá borboletas (nem gafanhotos quanto mais borboletas), não me faz fantasiar nada e nem com os copos ficou mais bonito ou sexy.


.....e os deuses sentados lá em cima, rindo às gargalhadas enquanto apontam o dedo para a minha foto, fazendo apostas a amendoins e tremoços. Cacete pah...


Liz

Primeiro dia!

Ora pois sobrevivi! Tretas, foi muito mais fácil do que pensava o que me deixa um pouco receosa pois pintaram-me a coisa um bocado negra e acelerada e, olhando para o dia da senhora que vou substituir, só me resta pedir ao Jesus que tenha pena de mim! 

Temendo o trânsito Lisboeta saí de casa uma hora antes. Resultado, em 15 minutos estava no trabalho (o meu Ferrari é liiiindo) e fiquei quase uma hora a olhar para o boneco dentro do carro. Deu para observar a quantidade de velhos que aquela hora já está a pé a fazer coisas e cenas de velhos, que a maioria das pessoas que vai abrir os escritórios chega atrasada e a correr, que a melhor parte de chegar uma hora antes ao trabalho é que se escolhe o lugar que se quer para estacionar e, em suma, eu fazia dinheiro a seguir pessoas pois ninguém pareceu notar que eu ali estava. 

Quanto ao trabalho: demasiada gente para decorar os nomes, malta jovem que posso tratar por tu, uma senhora engenheira, 3 homens numa firma com 22 empregados, sou a maior aos telefones e sinto-me pela primeira vez na minha vida constrangida pela quantidade de comida que consigo comer. Vou ser um bocado pau para toda a obra mas não me importo, desde que no fim do mês ele caia certinho.

Chegada a hora de almoço fui para a cozinha: 6 mulheres a comerem ao mesmo tempo, autêntico galinheiro, todas na base da saladinha, duas almôndegas, um ovo estrelado e um tomate e a xô dona Liz com um Tupperware com cerca de meio kilo de jardineira de frango. Ora pois que não pude despejar aquilo tudo no prato ou logo no primeiro dia me tornaria "A Alarve" e esta figurinha de vespa não comporta tais alcunhas! Contudo, continuo a não entender como mulheres adultas vivem a alface e atum, sem hidratos de carbono, calorias ou gorduras saturadas. Gajas..

O dia passou bem, voo, e eu a pedir aos meus santinhos todos que assim fosse. Não sirvo para estar parada, sentada, sem stress. Preciso sentir necessidade de me sentar e de fugir para lanchar ou fazer o xixizinho. Em suma, o dia passou bem, sou capaz de me sentir bem ali e, se tudo correr bem, comecei hoje a ser crescida :)




Liz

Brand new Start

E é hoje. É hoje que começo a trabalhar. Estou nervosa (em pânico), tenho medo de falhar, de fazer feio, de não estar a altura, de desiludir, de me desiludir. Estive parada 7 meses e assim tinha que ter sido. Quem me lê há algum tempo sabe que os últimos meses me morderam os tornozelos e me mandaram de cara ao chão algumas vezes. Foi uma altura de mudanças, redireccionamentos, reposicionamentos, reorganização planetária e de descoberta. 

Criei novas crenças e aboli algumas do antigamente, descobri que há coisas que não duram para sempre mas que as memórias são eternas, que os corações de carne também se partem e que isso dói, muito. Aprendi que não sou menos do que ninguém mas que sou um portento de rapariga, sei agora quem vai ficar comigo e quem não pode estar perto de mim, quem me faz feliz e quem só me deixa triste. E passou rápido, passou tão rápido...

A partir de hoje e se tudo correr bem, eu passo a fazer parte dos sortudos da sociedade, passo a ter um bem de luxo e de primeira necessidade. Desejem-me sorte que vou precisar dela!




Liz

Sexo e a Cidade

Eu pecadora e gaja me confesso: sou viciada nisto! Na sua futilidade, nas suas roupas bonitas, nos seus diálogos parvos e de como tudo isto acaba por se encaixar na dita vida  "real". Desde adolescente que vejo esta série mas só agora começo a entender algumas das piadas que fazem parte do guião. Em tempos passados tive um blog que assinava como Carrie (pita) e onde escrevia das futilidades de que uma miúda de 17 anos escrevia e era feliz até que um dia a coisa deu para o torto e eu encerrei o blog mas o gosto pela série continuou.

Sei como a série é mal falada por muitos, uma espécie de "delírio cor-de-rosa" fútil e fora da realidade pois nem as mulheres são assim tão amigas nem podem ser tão bem sucedidas como aquelas 4 são, todas ricas e poderosas e divas e tão novaiorquinas. Mas eu permito-me dar à história a minha interpretação e eu gosto, gostei e vou continuar a gostar muito. Há episódios fortes que me fizeram chorar que nem uma menina pequena e outros que me deixaram bem disposta. Há coisas em que me revejo e outras que me passam completamente ao lado. Há uma profissão que eu quero e, talvez, eu a consiga. Contudo, há coisas que nem eu consigo digerir muito bem:

Samanta: Mulher nenhuma faz tanto sexo como ela sem apanhar doenças venéreas, ficar grávida ou acabar mal falada, mesmo em Nova Iorque. Não é uma visão machista da personagem mas para mim ela é um bocado anedota. Em suma, faz aquilo que todas as mulheres queriam fazer mas que nenhuma tem coragem de assumir.

Miranda: Um misto de sapatona com dona de casa desesperada, Nunca gostei muito dela mas confesso que ela até diz umas coisas bem ditas.

Charlotte: Não tivesse eu uma amiga assim cor de rosa como ela e arriscava-me a dizer que ninguém é assim! Que mulher nenhuma passa pelas relações e continua uma princesa linda e a acreditar no amor. Claro que ela tinha que ficar afectada das ideias ou não casaria com um judeu gordo e que parece um macaco só porque o sexo é bom. Na..

Carrie: Aquela com que mais me identifico, até no Big. Escritora, desbocada, mais frágil do que se pinta, só gosta do que é bom e é apaixonada. Infelizmente, toda a série congenima em torno da história de "amor" dela com o Big trasmitindo a todas as mulheres por este mundo fora a seguinte ideia

Por mais merda que ele vos faça, mesmo que vos deixe no altar, mesmo que seja mulherengo, mesmo que não vos dê segurança, mesmo que vos tenha deixado na mão 1000 vezes, mesmo que só vos queira quando estão ocupadas e felizes

NÃO DESISTAM DELE!

É o que mais me enerva em toda a série: um homem que ok, é charmoso, sexy, rico, sabe dizer as coisas certas, mas que não passa de um cabrão que durante 10 anos a deixa andar na cepa torta por ele. Em parte porque ela quer, em parte porque ele não desaparece. E com isto, durante anos, esta série transmitiu a todas as mulheres que a ela assistiam a ideia de que mais vale um cabrão na mão do que um marido e dois filhos. E o pior? Impossível não torcer por aqueles dois...

 Enfim...fora as más línguas, vou continuar a vê-la e a digerir cada episódio como se fosse o último, o meu guilty pleasure. 




Liz

domingo, 14 de julho de 2013

Back in the Business

Bem minha gente, confessem lá a vossa Liz: quantos de vós já ponderavam ligar amanhã para os hospitais todos de Lisboa à minha procura?? Mas nada temam, a menina está de saúde e recomenda-se mas tive coisas para pensar, situações para digerir e planos para fazer. Amanhã conto.

De resto, o tempo da treta deixou-me toda toda com um ameaço de depressão que a cor boa de Verão já se começa a escapulir-se-me do corpo, estou naquela altura do mês em que vou pedir para a porta das Igrejas e há 6 meses que não dou um beijinho num moço jeitoso e isso começa a afectar-me o sistema!

Na manhã de ontem fui uma linda e dediquei-me à bicharada: Literalmente! A convite fui ter com a APCA em Sintra com a intenção de passear um cão. Confesso que a minha conforto zone me remete para gatos e coisas assim mais pró piqueno mas não podia ter gostado mais. Calhou-me a Violeta, uma princesa com uns anitos e nervosa, muito nervosa. Acreditem que passear pela serra de Sintra aka monte das cabras com um cão stressado que puxa e corre e foge deixa as suas mazelas mas sinto-me bem (fora a dor nas pernas e o braço direito no limiar de me cair). Ao fim de uma meia hora ela já estava muito mais calma e eu a sentir-me o senhor César Milan!! muahah Escusado será dizer que o que custa mesmo é devolvê-los ao canil, ver como ficam pé para não entrarem e como olham para nós como quem diz "então?". A repetir. 

Deixo-vos aqui a foto da minha boneca


De resto....ando a ter sonhos eróticos com quem não devia mas que me fazem acordar com um sorrisinho, chega a 00:30 e eu cheia de sono (progresso para quem não sentia ponta de sono antes das 2h da matina), afinal não estava mais gorda as pernas é que incharam com o calor (prevejo uma gravidez pacata daqui a uns anos...humpf) e amanha é um dia importante! Bom resto de domingo meus queridos *


Liz

sábado, 11 de maio de 2013

Wide Awake

Acabo de ver o documentário sobre a Katty Perry, sim aquela cantora pop que deita chantilly do sutien. Mas ela é mais do que isso...tão mais do que isso, acima de tudo, é uma miúda e se já gostava dela antes, então agora.....

Ficam aqui o documentário e sabem que mais? Eu não sei porque algumas pessoas pensam que devo ter vergonha de ouvir estas músicas coloridas e felizes. Eu gosto de coisas que me deixam a pensar, que mexem comigo, quer sejam os FooFighters, Depeche Mode, Bruno Mars ou Katty Perry. Eu não tenho vergonha daquilo que gosto de ouvir pois isso significaria ter vergonha de mim.

http://www.movie2k.to/Katy-Perry-Part-of-Me-watch-movie-1697324.html

Liz

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sie sprechen Deutsch?

Bom hoje iniciei, um curso de Alemão que me vai tomar as manhãs dos próximos dois meses. Como, porquê, onde? Centro de Emprego, porque quero aprender mais uma língua e o Alemão neste momento, é a Língua e o sítio é o centro de emprego do guetto fabulous. Passo a explicar: imaginem chegar a uma escola/centro de formação e automaticamente na vossa cabeça começa a tocar isto. Porquê? Porque aquilo é um autêntico faróeste! Eu cresci e ainda moro numa zona nada chique da cidade e toda a vida convivi com os índios aqui da zona, nunca tive problemas, e caso tivesse, tenho boas pernas e um vozeirão que parece a sirene dos bombeiros, portanto, devia estar mais do que habituada a ver mitras, xungas, props niggas, street niggas e outros que tais. Agora imaginem o que por ali ia para eu, filha do "guetto", me ter encolhido quando passo por aqueles corredores tortuosos e cheios de Neides Vanessas e Wilsons Patricks. Ainda por cima fui para ali toda betinha e bem vestida.... amanhã a coisa já muda de figura. 

Chegada à sala de aula, começam as apresentações e esta parte não é para brincadeiras: ali dentro estavam 3 engenheiros, uma psicóloga, uma arquitecta, 2 gestores comerciais, um físico nuclear (um génio portanto), um fasmacêutico, uma técnica de ecoturismo com formação em vida selvagem, uma advogada e eu. Todos nos apresentámos e contas feitas, estamos ali todos para o mesmo, aprender uma língua que é falada na maior potência europeia com o objectivo de mais cedo ou mais tarde nos pormos na alheta. Triste hein?

A professora pareceu-me uma porreira, nada Frau Preceptora alemã cabra nas horas, a turma tem tudo para ser genial pois somos todos relativamente porreiros e espertos e, aparte de passar os próximos dois meses com 3 horas diárias de Alemão de 2ª a 6ª feira, tem tudo para ser uma experiência fantástica que eu tenho mais é que aproveitar!

Ah e estou tão orgulhosa ! No primeiro dia de aulas já consegui fazer amigos! Tão lindinha Liz....tão lindinha, tu que, por norma, precisavas de um mês para abrir a boca já tens amiguinhos! Vai ser bom....vai ser muito bom.

Liz


sábado, 4 de maio de 2013

Teatro

Gosto das artes, de música, de cinema, de literatura mas confesso que o teatro tem em mim um cantinho especial. É que no teatro temos perante nós, à distância por vezes de um braço, um autêntico mito, a personificação de um personagem diabólico ou do deus que existe em cada um. Costumo dizer que se o cinema é fazer amor com as luzes apagadas, o teatro, é fazê- lo com as luzes acesas. No teatro à lugar para tudo: para esquecimentos, para choros, para vergonhas, para identificação, para reacção, para medo e para libertação. No teatro, deixamos que o actor se exponha para nós sem filtro, sem segundos takes, dando-nos por vezes mais do que estamos preparados para receber. 

E não será assim, o amor? Se há quem entre numa relação recorrendo a efeitos especiais, duplos e greenscreen´s com o único objectivo de, contas feitas, ver o seu desempenho reconhecido sobre a forma de um Óscar, quem entra numa relação como se essa fosse uma peça de teatro sujeita-se a que tudo corra mal sem que dê para filmar de novo. É certo que temos o contra-ponto, uma cábula escrita na mão ou mesmo, em último caso, mandamos que se apaguem as luzes,contudo, nunca deixamos de estar expostos ao nosso "público" e ele, se for esperto, vai perceber se somos ou não bons "mentirosos".

Tenho pena de não ir mais vezes ao teatro e tenho pena de não ter para isso mais companhia, mas tal como o ano passado comecei a ir sozinha ao cinema (experiência a não repetir) talvez este ano seja a vez de ser o teatro um dos meus novos prazeres a solo. 


Liz

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Presos

Está em cena no teatro rápido, no Chiado, uma peça com a actriz Rita Ribeiro que aborda um tema que a mim me comove muito, que mexe muito comigo: a transsexualidade.

Comove-me pois eu não imagino o que seria para mim, mulher, orgulhosa do meu género e do meu corpo, acordar todos os dias num corpo masculino, com todas as características de homem, com voz de homem, barba, um pénis. Não imagino o que será acordar nesse corpo todos os dias e todos os dias ter que lidar com ele, presa, contida, constrangida por aquele que devia ser o meu templo, o meu casulo. Sentir-me mulher, feminina, querer envergar um vestido e vê-lo assentar de uma forma perfeita no peito, na cintura, nas ancas, mas não ter nenhuma destas coisas. 

Se gozada, rejeitada, magoada, descriminada até por aqueles que me puseram no mundo pois para eles, sou um paneleiro, um bixa, um merdas. Quando contas feitas, a única coisa que sou é uma mulher presa dentro do corpo de um homem. A peça fala de Gisberta, um rapazinho brasileiro que se recusou a viver para sempre nesta condição, tornando-se uma mulher muito bela que acabou a viver como sem-abrigo, morrendo sozinha, doente. 

Acho que poucas vezes valorizamos as coisas que realmente contam e queixamos-nos de coisas fúteis como um peito descaído, uma barriga redondinha ou um rabo que custa enfiar num qualquer par de calças. Queixamos-nos de coisas fúteis, coisas de mulher, quando no mundo há tantos homens que morrem em mesas de cirurgia clandestinas, com o sonho de ter um pouco daquilo que já nasceu connosco, por uma condição com a qual fomos abençoadas. As vezes vejo como sou uma sortuda.


Liz

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tristeza

Há qualquer coisa em mim que me faz sentir que só escrevo realmente bem, quando escrevo triste. Deve ser  desta coisa do "ser" portuguesa e desta tristeza que nos acompanha, ora pelo triste fado de sermos tantos e tão grandes e nos termos tornado tantas vezes tão pequenos e tão fracos, ora pelo mais português dos sentimentos, a saudade. 

Já por aqui tenho escrito muito, sobre muitos temas, uns fúteis e desligados de  mim, outros, tão meus como a minha alma, ou não seriam eles, fotografias literárias da mesma. Tenho textos engraçados, caricatos e pautados pelo humor mas não os considero bons, são simplesmente textos. Agora os bons, que por vezes releio e com os quais me deixo ficar incrédula (passando a modéstia) pela riqueza da escrita e do sentimento lá exposto, são os tristes, o que chorei enquanto escrevia. 

A tristeza, ao mesmo tempo que me leva para o sítio frio e escuro onde me refugiu do resto da humanidade, dá-me o tom e a audácia para brincar com as palavras, para me atrever a brincar com algo que respeito tanto como admiro, as palavras. As palavras são como a pintura, a música, a escultura, uma forma de arte, sendo os poetas os seus artistas. Não digo escritores pois qualquer um que se atreve a brincar com palavras não é escritor mas poeta, pois tal como um carpinteiro constrói em madeira, é o marceneiro que a molda e lhe dá espaço para ela se tornar numa obra de arte.

Se me acho poeta? De todo, pois apesar de brincar com as palavras não passo de uma curiosa das letras que deixa a sua tristeza e os muitos livros já lidos pautarem o que escrevo numa página da internet, tão impessoal como minha, como palpável. Deixo-me escrever o que sai e poucas vezes revejo o que escrevi, aceito o que escrevo e aceito que nem sempre consegui dizer o que realmente queria. Estou triste e as palavras fluem, estou feliz e nada parece fazer sentido. As vezes é complicado ser assim, complicada, cheia de arestas e contradições. As vezes é a minha maior virtude, pois a mente não precisa contorcer-se muito para que as ideais saltem. Há dias que penso se não seria este o meu dom e noutros, sei que nunca vou conseguir.

Liz

sábado, 19 de janeiro de 2013

Love Knock Out

Já la vão uns dias desde o último post e posso dizer que tenho 4 na calha e ainda não acabei nenhum. As ideias estão cá, toda a organização de como o texto vai ser criada também mas não consigo trazer las cá fora....estou num bloqueio poético/literário/existencial de como não tinha memória.

Acho que o que sinto só posso ser comparado à reacção física que o corpo de um boxeur sente:

Gancho com a esquerda, gancho com a direita, gancho nas costelas e os joelhos cedem com a dor lancinante que corre pelas costas e explode no pé. Ao fim de algum tempo o cansaço é tanto e a fadiga muscular torna-se tão dolorosa que a única coisa que conseguimos fazer é tentar proteger a cara com as luvas, encolhe-mo-nos e esperamos conseguir desviar os golpes mais duros.
Andamos nisto round after round after round after round. O treinador grita qualquer coisa mas o ouvido direito desfez-se há dois assaltos atrás e o esquerdo para lá caminha. Jogam-nos água frita pelo corpo numa tentativa de espevitar os músculos e na boca a mistura de sangue e saliva deixa-nos enjoados e enojados. Naquela que será uma mistura de coragem e falta de amor próprio  somos levantados por alguma força divina que nos coloca de novo no ringue. O adversário também está maltratado mas em comparação, parece um gigante viçoso, um Adamastor.
Estás no ringue e as luzes fortíssimas fazem com que custe ainda mais abrir os olhos, mas tu estás. E estás porque no fundo acreditas que ainda podes ganhar e porque começas a achar desnecessário todo o cenário dantesco que ajudas-te a criar. Aguentas-te, defendes-te mas ele é maior e mais forte e não está tão magoado como tu e, quando pensas que até te estas a aguentar.....surge um punho levantado contra a tua tempora e desligas. Já não depende de ti o facto de te manteres em pé, agora que manda é o teu corpo e ele não aguenta mais! Já não dá mais e o sistema faz um shut down, visto que se não vais a bem, vais a mal.
Cais duro no chão...mas nem te lembras de cair, aliás, não sabes sequer o teu nome nem onde estás nem quem é aquele gente a tua volta. Cais. Pura e simplesmente cais. Foi um K.O. limpo. Respiras mal, não ouves nem vês. A parte boa é que nada dói porque o centro de dor foi desligado e tu tas em "sistema de suporte de vida", assegurando somente as mais básicas funções.
Sabes que alguém te tira do ringue mas não sabes quem nem para onde te levam. Aqui já não és tu que mandas, aqui a tua vontade não existe. Foi um Knock Out.
A love Knock Out by Mr. Big (um dia explico).

Agora é hora de descansar o corpo e a mente. Uns pensos rápidos ou pontos, muitas bebidas isotónicas e dormir...muito. Eventualmente ficarás de novo na tua melhor forma física e para a próxima estarás em modo "Bulletproof". 

Good Night, Good Figth




Liz

domingo, 6 de janeiro de 2013

The sound....of Silence

Sempre fui uma miúda calada. Acho ridículo falar só por falar e alguns dos momentos mais belos e puros da minha vida foram pautados por um enorme e estridente...Silêncio.
Contudo, é capaz de ser uma das coisas que mais me assusta. Porquê? Porque talvez tenha vivido demasiado tempo em silêncio, porque me tenha forçado a estar em silêncio e, porque o silêncio, só sabe bem quando o procuramos.
Pois há uns dias, numa "sessão de esclarecimento" foi-me pedido que retirasse de um baralho de Tarot uma carta. Sem saber o que esperar e de uma forma intuitiva retirei uma carta e saiu-me o Silêncio .
Além de ser uma carta lindíssima, que inspira uma paz de espírito e remete à meditação é também a carta numero 17, número que me é muito querido e que para mim sempre significou sorte. A primeira pergunta que me fizeram:

-"Porque achas que te saiu esta carta?"
- Para deixar de estar em silêncio?
-"Será? Ou será para pela primeira vez, aprenderes a viver com ele de forma pacifica?"
-Não sei...as duas opções parecem-me lógicas e adequadas ao momento que atravesso.
-"Não sei....pensa. Reflecte e eu tenho a certeza que dentro de ti encontraras o porquê de entre uma baralho com 79 cartas escolheste O Silêncio".

Fui pesquisar o significado da carta e indica que este é um momento de reflecção e que tenho dentro de mim todas as minhas respostas, só tenho que me encontrar aqui no meio do caos, pois normalmente, esta carta significa que temos à nossa volta pessoas que só existem para destabilizar, julgar e por em causa.

Na mouche!!!

A verdade é que por enquanto o silencio dói. Por norma, só procuro o silencio e o isolamento quando estou bem comigo e me sinto bem com os meus pensamentos e não é assim que me sinto agora. Contudo espero chegar rapidamente às minhas 3000000 respostas que neste momento procuro....

A dor e o sofrimento que associamos a algo só tem a dimensão que lhe damos. Tudo pode ser racionalizado e relativizado e como o povo diz

"Para tudo há solução, menos para a morte"

E eu não morri. Só tenho que sair do meu silencio, ou abraça-lo.

Liz

sábado, 5 de janeiro de 2013

Blood, sweat and tears

Ainda não fui capaz de fazer o resumo de 2012 e acho que até já vou com algum atraso...
Sempre tive este ritual, meditar o meu ano, escreve-lo, pensar onde estive bem e onde estive mal e o que não posso voltar a repetir. Assim sendo:

Janeiro - Passagem de ano meio estranha, mas não foi de todo má. Ele estava em mais uma "daquelas suas fases" e eu ali....a tentar navegar um cargueiro pelo Atlântico Norte com o uso de dois remos de madeira. O mestrado estava a dar trabalho e eu sem trabalho. Desejei que a sorte me sorrisse neste novo ano que entrava e que pelo menos a situação laboral melhorasse pois os amigos e a família estavam bem e o amor, também (mal tu sabias Liz...mal tu sabias)

Fevereiro - Fim das férias retorno ao mestrado e a pergunta constante de porque raio estava eu naquele mestrado, visto sentir-me la tão bem e tão à vontade como um bife dentro de um aquário com piranhas. Ele já se estava a deixar dos seus achaques e momentos diva e tudo se parecia encaminhar. Iríamos morar juntos até ao Verão e eu continuava à procura de emprego. Surge uma possibilidade...será?

Março - Mais uma vez a minha estabilidade vai para o espaço sideral  Ele teve uma proposta para ir para fora do país e está a pensar seriamente nesse assunto. Aquilo que lhe propõe soa a ouro e mel numa época em que metade do mundo está sem trabalho e a outra a tentar agarrar o que tem, e eu, nunca lhe poderia dizer que não. Apoiei, incentivei, ajudei, organizei e agarrei-me às palavras que diziam "eu não vou sem ti. Não vou aguentar". Dia 26 chegou e tu foste-te...

Abril - Abril até foi giro. Entre correrias com o mestrado, a perspectiva de um trabalho que por enquanto era dinheiro, a 1ª visita ao namorado logo ao fim de um mês e a Liz que perde o avião na volta.....Ah! As vezes acontece-me isto....aquilo que costuma ser um cérebro que ate funciona relativamente bem é substituído por um grande amontoado de alpista ou serradura e eu....perco aviões. Soube bem vê- lo mas sei que fui cedo demais.....

Maio - O drama, o horror e a tragedia! o Fim do ano lectivo aproxima-se e eu num completo caos de trabalho cujos títulos lia e relia e só compreendia isto:

"Sabendo que a distancia da Terra à Lua pode ser medida em azul, indique a idade da Joana quando o gato fez miau"
Tinha trabalho, o que já animava, mas queria deixa-lo o mais depressa possível por algo que realmente valesse a pena.

Junho- Marrar, escrever, chorar e comer e dormir quando calhava. Ele vinha cá ao fim de 3 meses e guess what?!

"Desculpa mas...estou confuso. Estou a viver algo muito bom aqui sozinho, pela primeira vez não tenho regras nem horários e isso sabe-me bem. Não quero que venhas para cá" 1st round 

Ainda assim...esperei-o no aeroporto e estive com ele esse fim de semana. Ele foi-se embora, mudou de ideias e a vida continua...

Julho- Exames feitos, sensação de alivio transcendente, trabalho...ainda o mesmo. Ia visita-lo pela 2ª vez e esperava que desta corresse melhor. Seriam 10 dias que iriam servir para ver como seria "morarmos" juntos (ai inocência ..). Foram os melhores 10 dias que passamos juntos em muitos meses. Eu não trabalhava mas depressa arranjei como me entreter numa cidade fria, minúscula e onde a todo o lado se vai a pé. Chega a véspera de ir embora e eu, como seria lógico, pergunto para quando combinamos a minha chegada. Resposta:

"Não estou preparado para isto. Estes dias foram óptimos mas sinto não estar preparado para isto. Tenho muito trabalho, trabalho a mais e sei como sou quando tenho muito trabalho. Mas continuo a querer estar cntg!" 2nd round
De coração partido em mil pedaços meto a viola no saco e venho embora na manha seguinte. Ah! Como foi essa noite!? Maravilhosa, com jantar e musica ao vivo. Voltar para casa e fazer um esforço imenso para não chorar..

Agosto- O melhor mês do ano todo! Gandaia e mais gandaia, sei que dormi 1 fim de semana em casa. Não quis pensar em toda a situação mas também não quis reagir e a minha desgraça foi essa. Mês de alivio e sem dores de maior, para variar um bocadinho. E desisti do mestrado. Se fiz mal? Provavelmente mas agora também não vale a pena pensar nisso...um dia voltarei.

Setembro- Sem mestrado, sem um trabalho de jeito e ele chega para 15 dias. Vem felicíssimo  Está animado e agora diz que afinal me quer la, que trabalho não é tudo (isto foi uma semana depois de ter dito o contrario..). Passamos umas boas ferias juntos mas havia qualquer coisa que já não estava bem..uma falta de habito, um desconforto..um coração magoado há muito pouco tempo? Não sei....

Outubro- Mês de caca. Más noticias... péssimas e o meu aniversario estragado. Um sentimento de tristeza na família toda e eu a sentir-me de mãos e pés atados. Recebi um presente dele e apesar de ter gostado muito...um ramo de rosas vermelhas entregues à minha porta logo pela manhã tinham feito o meu dia. Não foi dia de anos, foi um dia como outro qualquer. Vale-me o pensamento de que para o ano há mais.

Novembro- Nothing interesting to report.

Dezembro - Ah Dezembro......aqui a coisa ganhou toda uma nova dimensão! Eu trabalhando e bem disposta, com o espírito natalício a apoderar-se da minha pessoa e eis que....adivinhem quem do nada volta a dizer as palavrinhas mágicas!?

"Desculpa, não me sinto bem, não me sinto bom namorado nem bem contigo. Não estou preparado para isto e tu, tens que olhar por ti e pela tua vida" 3rd round

Desta vez não dá mais. Se isto não bastasse os comportamentos posteriores foram simplesmente vergonhosos para um homem do tamanho dele e fizeram-me perder qualquer respeito pelo sua pessoa! Mas eu afasto-me, tento, quero.me afastar e Ele não deixa. Não diz que me ama, não diz que sente a minha falta, não quer estar comigo nem me procura....mas não me deixa.

Lendo isto só penso pensar duas coisas:
-Merecia uma surra de cinto pela forma como deixei levar 2012;
-Será que o ano foi assim tão mau....ou eu é que o fiz mau?!

Sinto-me genuinamente mal e envergonhada comigo pois eu não sou esta pessoa, eu não sou assim. Sempre me orgulhei da minha espinha dorsal e estas posturas, esta inércia...que vergonha Liz. Que vergonha..
Será que em 2013 me redimo?

Liz

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quiet people have the loudest minds

Querido Blog,

Sinto que devemos ter esta conversa. Sei que nem sempre tenho estado presente e que te tenho negligenciando em prol de outras coisas. Desculpa, não foi por mal, simplesmente estava em demasiados sítios ao mesmo tempo para conseguir estar só aqui. A partir de agora vais começar a ver-me com uma maior e melhorada assiduidade e só te peço que não estranhes nem temas que te volte a "abandonar".
O porquê desde regresso da filha pródiga? Bom......digamos que a coisa por estes lados não está boa. Preciso falar, verbalizar tudo o que penso e sinto, uma e outra vez até sentir....que já não sinto nada. Nunca fui boa a falar, nunca soube bem o que dizer e sempre me assumi publicamente como Liz aka O Bicho do Mato. Não te assustes  Tenho capacidades suficientes para a vida em sociedade e não te escrevo de uma ermida no meio do monte! Só que escrever....faz bem ao corpo e à mente. Escrever é eternizar o que a cabeça pensa e o que a boca não consegue dizer. Escrever, para mim, é a minha terapia da fala. 
Sobre o que vou escrever? Não sei bem. Tudo e nada, o que devo e o que se calhar não devo, mas acima de tudo, o que preciso dizer e não consigo.....pois a pessoa a quem o quero dizer perdeu o direito vital a merecer ouvir o que eu penso. Porquê? Eu depois conto..
Só te peço paciência  calma (muuuuita calma) e que me oiças, ou leias, tu é que decides. Deixo ao teu critério a "qualidade" do que aqui vai ser publicado, visto não procurar público ou um contrato com uma editora, nem pretendo fazer do meu blog um Diário da Tua Ausência em que exponho diariamente o quão coitadinha, sofridinha e magoadinha estou! 

"I´m a "guy" and "guys" don´t cry....well, sometimes they do" 

Não acreditando eu em psicólogos,  psiquiatras  e outros que tais(mas respeitando a profissão e entendendo a falta que eles fazem numa sociedade a morrer por dentro), farei de ti a minha terapia, escreverei aqui tudo o que quero ler daqui a alguns anos, pois o meu único objectivo é ver o quão na fossa estou e o quão bem fiquei, ver que nada é mau para sempre e que por mais que doa eu me levanto, e levanto, e levanto...

Morta por dentro. Mas de pé, como as árvores 


Liz