sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Happy Birthday...

Faríamos amanhã 3 anos. 
Devia ser um dia bom, um dia feliz, ainda que contigo longe...
Faríamos amanhã 3 anos. 
Ainda que estejas a mais de 2000km e eu me tenha vindo a contentar com as migalhas emocionais que te dispuseste a dar durante o ano que passou.
Ainda assim, faríamos amanhã 3 anos. 

Sei que não vale a pena relembrar os outros aniversários, pois se um foi perfeito no outro senti que não passaríamos daquela noite. Não vale a pena também pensar como podia ser o deste ano. 
Eu podia dizer tanto neste texto, podia escrever tudo o que não te consigo dizer, tudo o que já não posso fazer-te ouvir. Podia por mil fotos nossas, falar dos mil locais que já visitámos, podia recordar o que fomos e imaginar o que poderíamos ter sido. Podia ainda cair na tentação de ir contra o que foi "estipulado" e ligar-te, mandar mensagem ou procurar uma forma de ver que tu te lembras-te. Contudo, a única coisa que consigo dizer, é que amanhã faríamos 3 anos.

Parabéns Mr. Big.






Liz

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pettit Prince...

Tu és eternamente responsável por quem cativas

Para mim esta frase sempre fez todo o sentido, aliás, todo o livro sempre fez sentido. Fala de relações, daquelas que nem toda a gente tem e que cada vez menos gente vai tendo.
O que me diz esta frase? Que não temos culpa de cativar ninguém mas, depois de cativos, somos responsáveis por aquela pessoa. Parece uma imensa responsabilidade, até um sentimento castrador...ser responsável por todos aqueles que cativo! Mas ninguém se deixa cativar pelo nada (ok há os platónicos, os stalkers, os malucos de "carteirinha"....), mas regra geral e recorrendo à normalidade do ser, ninguém é cativado pelos picos, mas pelo aroma da rosa. 

Cativamos com um sorriso sincero, com um abraço apertado, com um beijo na testa e com uma gargalhada sonora. Cativamos com uma boa conversa, com um passeio sem destino ou com a mensagem certa na hora certa. Cativamos.....e nem nos damos conta de o ter feito. Deixamos que o outro absorva tudo o que de espectacular está em nós, desde o verde dos olhos, às mãos perfeitas ou o peito largo e forte. Deixamos que ele se chegue que nem bixo assustado e abrimos a nossa porta, deixando-o entrar e acomodar-se ás nossas paredes. Vamos deixando....e quando ele se mudou de armas e bagagens para dentro de nós, somos responsáveis pelo seu conforto, pela sua segurança e pelo bater do seu coração. 

Tu descartas-te-te. Descartas-te-me e puseste-me na rua numa noite de inverno, à chuva, ao frio e ao que mais houvesse. Puseste-me na rua e nem perguntas-te se tinha para onde ir, com quem ficar, se tinha abrigo à minha espera. E eu não tinha, nem tenho nem sei quando terei de novo consolo ou aconchego, mas também não o procuro. Não mais me darei assim, não mais me acomodarei assim, não mais amarei assim. 
Pois eu sou responsável  pois eu sei que se cativar, terei que zelar por quem cativo e eu, não posso zelar por ninguém enquanto sou uma "sem-abrigo". 

Deverias ter sido eternamente responsável por me teres cativado mas acima de tudo, responsável por me teres feito amar-te deste jeito louco, doente, que faz doer no peito. Tu eras responsável mas acho que responsabilidades já tens muitas....e eu não posso ser mais uma entre as outras. 
Eu mereço ser A Responsabilidade.


Liz

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Whenever I´m down....

Acordar e olhar para o telemóvel tornou.se rotina e vicio principalmente desde que comecei a ter uma mensagem de bom dia à minha espera todos os dias... Hoje, acordei, olhei para o telemóvel e tinha uma mensagem da C. Esperava-me o seguinte:

Quero que saibas que és uma mulher com M, que ainda nem percebeste o teu potencial e que tens muito pela frente! És linda, inteligente, profissional, despachada, competente, divertida, sabes sempre estar e lidar com tudo e tens um coração brutal! Sei que é um momento difícil mas é apenas isso, um momento! Keep yourself up, keep your head up high! Dorme bem e estou sempre aqui! 
Adoro-te 


Depois de soluçar durante uns segundinhos, realizei que o Universo tem destas coisas: tira-nos o chão debaixo dos pés, corta a oxigenação do cérebro e arranca-nos o coração do peito, para logo de seguida, nos colocar nos braços desta espécie de "curandeiras". Quem é mulher entende o que eu digo, pois são raras as amizades puras, genuínas e desprendidas de maldade e inveja que uma mulher consegue ter com outro ser do sexo feminino. Tão raras....que eu não tenho amigas, eu tenho unicórnios! 
Hoje, o dia vai custar um pouco menos a passar, hoje vai doer um bocadinho menos.
Hoje, a minha música será esta.


Liz

Reallity check

Hoje decidimos não nos falar mais.
Acabaram as mensagens, as conversas arranjadas com assuntos insignificantes mas que ainda assim me sabiam pela vida ter, acabaram-se os boas noites e os bons dias.
Não consigo respirar e doem-me os olhos e a cabeça.
Preciso dormir mas sei que hoje isso não vai acontecer.
A única coisa que me imponho dizer como auto-consolo

Eu vou ficar bem, isto é melhor assim

Mas o meu corpo esta e guerra comigo e castiga-me ainda mais.
E dói...ta doendo.
E eu não consigo dormir.


Liz

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Really !?#....2

Tinham-se passado os primeiros dois dias depois de três meses a namorar por skype. Confesso que até para mim foi estranho voltar a ter um homem, o meu homem, para vir comigo a todo o lado a toda a hora! Eu estava sozinha há 3 meses!!! 
Se me enervavas com as tuas perguntinhas chatinhas e repetitivas, tão tuas ? Se me sentia estranha por "ao fim de tanto tempo estares de novo do meu lado e fazermos outras vez "aquelas coisas de namorados"?! Se sentia que algo de estranho sondava a nossa normalidade? Sim, sim e sim...

Ao fim de uns dois ou tres dias ficas-te diferente. Tudo te doía, o teu cansaço era maior e em maior quantidade do que o normal, respondias torto e por tudo e por nada bufavas! Quis planear coisas mas tinha que ser "sempre rápido" porque "tenho muitas coisas para fazer". Passados estes tempos (quase um mês) noto mas naquela altura...era Natal. E tu sabes como eu ligo ao Natal. 

Passei a noite de Natal (uma diferente de todas as noites de Natal que ate aqui tinha tido mas não necessariamente má) e tu estavas animado, pelo menos era o que percebia nas mensagens. Dia de Natal e eu ia ter contigo para namorarmos um pouco. Quando chego, vejo um ser amorfo e disforme sentado no sofá da sala da tua irmã. Para meu espanto, eras tu. Levantaste.te com o esforço típico de quem tem 75 anos e artroses e deste-me um beijinho. Na sala estava também a tua família quase toda e por muito a vontade que sempre me tenham feito sentir não era a mesma coisa que estar sozinha contigo... Foi uma tarde com "necessidades especiais": comeste panados, vimos filmes, queixaste-te de como te doía o corpo todo por causa do jogo de futebol , voltas.te a comer mais, desta vez eram sonhos, o filme acabou e eu vim-me embora. 

-Amanhã podíamos fazer algo...já que não te vejo nos nossos 3 anos podíamos celebra-los amanha (ai inocente...)
- Sim pode ser. 
- Um piquenique talvez?
- (silêncio constrangedor.......)
- Ok vamos só almoçar então.

Pois foi a puta (perdoe.me as mentes conservadoras) do dia todo a marcar a puta (ai ai ai ) do jogo da bola do dia seguinte!  O dia todo! "Ai deixa-me mandar mensagem aquele, ai deixa-me ligar ao outro, ai que nem sei a quem mais ligar!" E eu ali...sentindo-me a Mrs. Mourinho mas menos importante. E para não variar...ele estava enfadado, ele estava cansado, ele estava com o "período" e eu que o aturasse. Almoçámos, eu ,ele e os 21 homens que iam jogar a bola, quando oiço um maravilhoso:

-Estou a pensar voltar. Quer dizer...não estou mas é possível que surja essa variável e eu voltaria com as condições X pelo ordenado Y. 
(empurrando a picanha em esforço goela abaixo)
- Voltar? Então...e nós?
-Não faço a mínima ideia!
-Han..?
-Não faço a mínima ideia! 
(isto dito sem olhar para a minha cara e mexendo no bendito telemóvel)

Escusado será dizer que a picanha não desceu....E o que até aqui me começava a soar a mais uma "crise" só conseguiu descambar mais.

-Sabes, se eu voltar devias considerar acabar o mestrado! Ao menos assim ficavas com um título de alguma coisa. Um título que nem toda a gente tem!
-Mas tu estas cansado de saber que eu não gostava do mestrado...
-Sim ok mas era um título. 

Títulos já eu coleccionava há 3 anos no sótão da minha casa, qual sala de troféus do Benfica!

-Miss Perdoa mas não Esquece;
-Miss Mas eu gosto tanto dele;
-Miss Eu devia falar mas não quero levantar ondas;
-Miss Insegurança;
etc..

Nessa noite não dormi lá em casa, não nos falámos muito e nem tenho memória de me teres dado as boas noites...o medo acumulava cá dentro e eu preparei-me como se fosse entrar numa montanha russa: agarrei-me com força e preparei-me para gritar.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Just a note...

Este post é dedicado a todas as porcas aladas que por alguma razão têm comentado/likado o feicebuke do meu namorado/és namorado:

-sim é lindo, sexy e musculado mas tem medo de trovoadas;
-sim tem uma conversa fantástica e inteligente mas eventualmente vos dirá "conversas inteligente tenho no trabalho. Contigo quero é ser estúpido";
-sim tem um senso estético irrepreensível e tece comentários fantásticos em relação à vossa toillette mas acreditem em mim....não há nem nunca vai haver espaço suficiente nos armários ou gavetas dele para as vossas coisas;
-como será dormir com ele? Uma noite inteira a ser cilindrada por 90kg de homem que não se vira na cama. Salta.
-se vos fala de restaurantes caros e sexys onde vocês iriam comer 3 ervilhas com molho de ar? Fala...mas o que ele gosta mesmo é de comer no Burger King.
-se é charmoso e elegante e se vos aparenta ser o homem mais composto a face da terra? Ele faz "helicópteros" quando está nu.
-se vos promete mundos e fundos, se vos diz que quer filhos vossos e vos apresenta à família toda? Sim....mas depois diz que "não és tu, sou eu".

E por fim....se eu tenho alguma moral para sentir ciúmes ou revoltas por vos ver a vós, porcas aladas, a tentar conquistar território por mim desbravado e cultivado tantas e tantas vezes...nenhuma. Mas sou mulher, o que me faz sentir todo o direito de fazer xixi no poste e por as garras de fora para vós, porcas aladas.


Liz

You´re so fluffy....I´m gonna kill You!

Não sei porque pensas que por seres porreirinho, amiguinho, educadinho e bonitinho pensas que resolves alguma coisa comigo. Se soubesse que te tornarias nesta pessoa fofinha nunca me teria envolvido contigo, pois 3 anos de vida passados contigo teriam sido pura e simplesmente desperdiçados. Mas a verdade é esta: não só te tornas-te um ex namorado, como um ex namorado fofinho! E como isso me faz ferver o sangue nas veias...

É que sabes, o que me fez cair perdidamente pela tua pessoa foi a tua tempestuosidade, o facto de seres um terramoto humano, que abalou o meu mundo fazendo um estrago como nem o Marquês de Pombal viu. És fogo, és quente, exibicionista, exagerado, maldizente, estridente, desavergonhado, em suma, o que conhecemos por larger than life. E conhecer alguém assim, sendo eu um bixinho do mato "de carteirinha" foi a experiência mais explosiva que vivi nos últimos anos. Ainda que te tenha pedido que te afastasses quando me tratavas por amor e me enviavas pelotões de @ (ignorando completamente o estado em que as coisas estão) pois não sentia que magoada como estou te voltasse a tratar desse jeito durante o próximo século, dói- me que te tenhas tornado nesta coisa amorfa.....e fofinha. 

Não gritas, não esperneias, não dizes palavrões  Não me ligas as 4h da manhã perdido de bêbado a dizer que me amas, nem dizes que não vais aguentar continuar a tua existência sem a minha existência. Ao invés  mandas mensagens correctas perguntando como estou, ou o que fiz durante o dia. Se se me pedis-te para por favor não fugir nem desaparecer? Sim pedis-te, mas pouca ou nenhuma diferença te faria se eu o fizesse, é o que constato com as tuas mensagens.....fofinhas! 

"Cometemos erros, eu e tu, mas fazemos por gostar, pelo habito, pela vontade, pela necessidade"

Vontade não manda "um beijinho" acompanhado por um smile enjoadinho e irritantemente feliz. Hábitos...tenho muito, tu não és um deles. Necessidade? Necessidade sinto eu de fazer xixi, de beber água e de te mandar a merda quando és deste jeito. Se me dá uma falsa sensação de segurança  que todos os dias me procures e tentes falar comigo? Dá, infelizmente, mas dá. Agora, se a única coisa que tu neste momento consegues ser para mim, se a única forma de amor que me podes demonstrar é sendo fofinho, então meu amor, meu grande amor....adeus. 

E hoje as "torneiras" estiveram abertas desde as 11h da manhã até...ok ainda não fecharam. O que já me causou alguns embaraços...e ainda que com a cara em obras, ao menos hoje deito-me sabendo que não fui fofinha. 

When the night falls...

....eu vou com ela.
Durante o dia comporto-me e importo-me como uma pessoa normal. Tenho o que fazer e quando não tenho, invento e como eu sou boa a inventar! Faço por ir mandando mensagens à A. que (como dela é tão característico  me responde sempre prontamente e de um jeito meigo, o jeito dela. Saio de casa e vou "trabalhar" e durante aquelas horas estou ali meio entretida com as "minhas" crianças. Gosto deles...é a única coisa que gosto neste trabalho, gosto da inocência deles, fazem-me lembrar alguém  Durante o dia porto-me bem, aguento-me, sou uma linda.

O problema começa de noite....porque quando fica de noite só me posso lembrar de quando, depois de jantar, recebia uma mensagem do Big dizendo somente "desce". E eu descia e íamos ao cinema, ou ver lojas, ou a Belém beber um café, ou onde quer que fosse que a nós nunca nos faltou onde ir ou o que fazer. Era também a noite que te via, que podia ser tua namorada e era quando namorávamos...na tua casa, falando baixinho porque já todos dormiam, no carro parados em Sintra e, mais uma vez, namorávamos onde fosse porque a nós nunca faltou vontade ou motivo para namorar. Era a noite que te tinha, que te abraçava, que te cheirava, que me deitava nesse peito "com mais de metro" e que me fazia sentir pequena, segura, confortável.  Deixei de ter isto e, o que fisicamente me era terno,tornou-se em algo fosse suficiente com um computador pelo meio.
Depois de ires, a noite tornou-se aquele espaço em que te "via", em que falávamos,  em que ríamos e em que eu podia sentir que de alguma forma ainda eras o meu namorado, que ainda estavas "aí". Mas até isso me levas-te.
Agora, a noite é aquele aglomerado de horas infinitas que por mais confortavel que a minha cama esteja, por mais pares de meias que eu calce, ou mais "chás-que-fazem-dormir-como-um-bebe" eu tome não há maneira de o sono me pegar, pois já não há o consolo de uma mensagem de boa noite ou um beijinho, nem a minha estúpida mente se permite descansar de pensar no assunto que já não tem nada que se lhe diga ou pense. É a noite que posso chorar, ainda que seja obrigada a chorar para dentro, baixo e engolindo as lágrimas pois são estas as condições que tenho e nem liberdade para chorar me dão.

A noite custa, dói, e faz.me pensar que é desta que eu não passo. Mas em semelhança, a noite reflecte tudo aquilo que eu me sinto: ás escuras.

Quanto a ti, sei que não choras, que dormes como um anjo e que de manhã te sentes revigorado pela noite bem dormida. Mas esta é só uma das nossas muitas diferenças entre nós...


Liz


domingo, 20 de janeiro de 2013

"Oh...but you are young!"

Há qualquer coisa, qualquer hormona descompensada que invade o corpo de uma mulher quando uma amiga lhe diz que já não namora. Vacilando entre um sentimento de "pena" e um "eu matava em esse gajo sem pensar duas vezes" aquilo que eu mais tenho ouvido é

"Agora bola para a frente que ainda és nova!"

Epah....ok que já vou com um quarto de século mas ouvir isto nesta fase soa a

"Amiga não desanimes!! Ninguém te da a idade que tens por isso ainda estás mais do que apta a conquistar e a reintegrar o mercado! Mas não estejas com muitas merdas....ok?"

Eu entendo perfeitamente que isto seja um conselho bonito, querido, animador. Entendo também que quem mo tenha dado nem se tenha apercebido que o  disse e muito menos se aperceba do meu escândalo interno ao ouvi-lo. Mas não pude evitar sentir-me um jogador da bola que já passou os 30`s e apesar de ainda fazer   melhores fintas e passes do que muito menino das academias de futebol, já viu o valor do seu passe diminuído nuns milhoeszitos! 
Quando aos 25 anos, no fim de uma relação que me levou couro e cabelo, eu oiço um "ainda és nova" 
começo a entender o que uma mulher de 30 anos deve sentir se ainda for "a-amiga-solteira-que-vai-aos-casamentos-das-outras-amigas-mas-não-passa-da-mesa-dos-solteiros". Isto tem uma parafrenália de teoremas e teses académicas por trás  mas todo o comum mortal sabe que se aos 30 anos um homem esta solteiro é um bon vivan, mas se for uma mulher, é bom que se despache e agarre o primeiro ser do sexo masculino com trabalho, casa e carro porque já não vai para nova! E a bem dizer, já todos ouvimos uma daquelas historias da Maria ou da Manela que nos anos áureos da sua vivência aos 20`s só namorava o gato da praia, o gato do ginásio ou o gato do vizinho e que de repente casa com um moço careca, com barriga e com um sinalão preto no meio da testa! Todos nos perguntamos porquê, o que terá ela visto nele, até que o corpo dela enverga orgulhosamente um barrigão de 7 meses! "AH AH" moment!

Foi o útero!!!! Foi o útero da Maria ou da Manela que a obrigou a encantar-se por aquele ser desprovido de encanto, lançando um cocktail hormonal que a deixou em modo Must.Give.Birth. Porque (e aqui mais uma vez volto à comparação homem-mulher) se uma mulher aos 30 anos não tem filhos vai ficar para tia porque se não se despacha não só as probabilidades de ter um bebe lindo e saudável e coradinho são menores, como as garantias de ficar uma trambolha "desmanchada" depois de o ter são certas. É lixado ser mulher, mas se no aproximar dos 30`s não tens casa e marido, minha amiga, You Better Run!

Quanto a mim....bom....gosto de pensar que ainda estou muito bem para a "avançada" idade que tenho e por dentro posso mesmo dizer me sinto a adolescente de há uns anos atrás  só que desprovida da inocência que tinha nessa altura (onde é que ela já vai...). 

(Mr. Big....I miss you)


Liz

sábado, 19 de janeiro de 2013

Love Knock Out

Já la vão uns dias desde o último post e posso dizer que tenho 4 na calha e ainda não acabei nenhum. As ideias estão cá, toda a organização de como o texto vai ser criada também mas não consigo trazer las cá fora....estou num bloqueio poético/literário/existencial de como não tinha memória.

Acho que o que sinto só posso ser comparado à reacção física que o corpo de um boxeur sente:

Gancho com a esquerda, gancho com a direita, gancho nas costelas e os joelhos cedem com a dor lancinante que corre pelas costas e explode no pé. Ao fim de algum tempo o cansaço é tanto e a fadiga muscular torna-se tão dolorosa que a única coisa que conseguimos fazer é tentar proteger a cara com as luvas, encolhe-mo-nos e esperamos conseguir desviar os golpes mais duros.
Andamos nisto round after round after round after round. O treinador grita qualquer coisa mas o ouvido direito desfez-se há dois assaltos atrás e o esquerdo para lá caminha. Jogam-nos água frita pelo corpo numa tentativa de espevitar os músculos e na boca a mistura de sangue e saliva deixa-nos enjoados e enojados. Naquela que será uma mistura de coragem e falta de amor próprio  somos levantados por alguma força divina que nos coloca de novo no ringue. O adversário também está maltratado mas em comparação, parece um gigante viçoso, um Adamastor.
Estás no ringue e as luzes fortíssimas fazem com que custe ainda mais abrir os olhos, mas tu estás. E estás porque no fundo acreditas que ainda podes ganhar e porque começas a achar desnecessário todo o cenário dantesco que ajudas-te a criar. Aguentas-te, defendes-te mas ele é maior e mais forte e não está tão magoado como tu e, quando pensas que até te estas a aguentar.....surge um punho levantado contra a tua tempora e desligas. Já não depende de ti o facto de te manteres em pé, agora que manda é o teu corpo e ele não aguenta mais! Já não dá mais e o sistema faz um shut down, visto que se não vais a bem, vais a mal.
Cais duro no chão...mas nem te lembras de cair, aliás, não sabes sequer o teu nome nem onde estás nem quem é aquele gente a tua volta. Cais. Pura e simplesmente cais. Foi um K.O. limpo. Respiras mal, não ouves nem vês. A parte boa é que nada dói porque o centro de dor foi desligado e tu tas em "sistema de suporte de vida", assegurando somente as mais básicas funções.
Sabes que alguém te tira do ringue mas não sabes quem nem para onde te levam. Aqui já não és tu que mandas, aqui a tua vontade não existe. Foi um Knock Out.
A love Knock Out by Mr. Big (um dia explico).

Agora é hora de descansar o corpo e a mente. Uns pensos rápidos ou pontos, muitas bebidas isotónicas e dormir...muito. Eventualmente ficarás de novo na tua melhor forma física e para a próxima estarás em modo "Bulletproof". 

Good Night, Good Figth




Liz