sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tomorrow´s another day

É este o meu lema de vida

Tomorrow´s Another Day

E porquê? Fora a explicação cientifica de que os dias e o tempo não se repetem e que o dia de hoje não será jamais em tempo algum o dia de amanhã, este lema de vida baseia.se em todas as noites que não dormi por não aguentar o que me tinha acontecido naquele dia. Fala de ter pensado em situações criticas que "é desta que não sobrevivo". Fala daquilo que eu me digo a cada manhã depois de uma noite sofrida até à exaustão...amanhã é outro dia. 
Vais-te levantar, vais-te vestir e vais sair de casa com o mesmo nariz empinado e sorriso fácil. Vais e pronto. Porquê? Porque se ontem aquilo era a pior coisa que me tinha acontecido na vida, hoje, aquilo que me aconteceu ONTEM foi a pior coisa que me aconteceu na vida. 
E prometo não descansar enquanto não marcar no corpo o lema da vida. 

Liz

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Rehab

Tenho tantas saudades tuas...
Desde ontem que me contorço com a dor que vem de dentro e me queima até o ar custar a entrar. Tenho tantas saudades tuas....de me rir contigo, de falar contigo, de te ver, de te abraçar, de deitar no teu peito e ouvir o teu coração bater. 
Tenho tantas saudades tuas....
Só queria ter um sinal teu, ver que de alguma forma também me sofres e nos choras como eu todos os dias. Saber que não estou sozinha neste barco e que andas por aí sem rumo nem destino, querendo também tu ficar sozinho e chorar-nos. O nosso amor acabou e eu com tanto por dizer..
Queria ligar.te para ouvir a tua voz mas não me permito pois internei-me e estou oficialmente em rehab. Dizem que as dores atrozes que sentimos por todo o corpo são normais, é a falta do outro. Dizem que dormir mal ou não dormir também é normal pois o corpo e a mente estão descontrolados com a ausência do seu vicio. Dizem que com o tempo isto passa, dizem que "metadona" ajuda mas eu vou fazer esta travessia sozinha, a seco, sem o auxilio de placebos físicos e sentimentais. E o mais triste? Eu ter há demasiados meses a perfeita noção de que tu já não eras um escape mas a fonte da minha desgraça e, ainda assim, não te desisti.
Impus-me o desmame de ti, impus-me o desmame da heroína da alma que tu te tornas-te. Impus-me retirar do meu corpo a substancia da qual me alimentei e fiz minha bengala emocional durante 3 anos. Impus-me a tua ausência e tu respeitas.te. E como isto me dói.... mas no ponto a que chegamos já nada vindo de ti me devia surpreender e ainda assim, tu arrancas-me mais um aplauso. São 2 semanas sem falarmos e para aquilo que construímos, 2 semanas são o equivalente a 2 meses sem contacto, sem noticias, sem um oi. 
Dizem que gritar ajuda o corpo a suportar a dor mas nem isso eu posso fazer. Tenho que gritar para dentro, afundar-me para dentro de mim e deixar que o meu abismo me devolva quando o meu lugar já não for presa nas tuas teias emocionais. 

Em suma,



Liz

WishList

Percorrendo os meandros tortuosos do meu computador encontrei no "fundo do baú" a minha primeira wishlist. Depois de me espantar por há 6 anos atrás ambicionar ter dinheiro para comprar um Valentino ou sonhar em dar a volta ao mundo de mochila ás costas, pude rir-me de mim mesma e ver como cabecinha de vento conseguia ser naquela altura e o que eu considerava necessário para a minha felicidade. Ainda assim, dei-me uma palmadinha nas costas por ver que nem só de devaneios de adolescente vivia esta cabeça e na minha lista de desejos apareciam coisas que repito na Wishlist do Hoje:

- Emprego que me faça feliz. Quero trabalhar muito, dar muito de mim e sentir-me reconhecida. Quero defender o meu posto de trabalho tendo a certeza de que sou excelente naquilo que faço. Ainda que ninguém viva de ar e vento, dinheiro nenhum neste mundo paga o luxo de se fazer o que se gosta;

- Viajar. Viajar muito, até o meu passaporte estar coberto de carimbos e a minha máquina fotográficas de recordações preciosas;

- Ter do meu lado um Homem. Que me dê segurança e estabilidade mas que também tenha uma pontada de loucura e paixão. Alguém que eu admire e que me admira, que seja companheiro, melhor amigo, amante e meu eterno namorado, que não fuja quando os problemas surgirem e que dê comigo as melhores gargalhadas da sua vida. Em suma, quero um Homem e não um puto. 

-Quero ser pedida em casamento e quero ligar para toda a gente em pleno êxtase e devaneio de felicidade gritando a plenos pulmões que "VAMOS CASAR!" Se assinar um papel me vale de alguma coisa? Nada disso. Mas quero passar por isso, quero que alguém assuma comigo um compromisso deste tamanho sem medo do que pode acontecer a partir daquele dia. 

- Ainda que seja loucura dizer isto nos tempos que atravessamos...quero uma casa cheia de mini me´s e mini he´s! Até 3 acho que a minha sanidade mental aguenta e nada neste mundo deve ser mais compensador que que criar algo tão nosso como um filho.

- Quero um cão chamado Django, uma gata chamada Selina e um casal de periquitos, a Bonnie e o Clyde. 

- Quero ter tempo. Um dos meus maiores terrores é deixar que a minha vida se enrole de tal forma que eu acabe a ser consumida por ela ao invés de a viver. Quero ter tempo para o meu pai e a minha mãe para que não se sintam velhos e sozinhos, quero tempo para os meus unicórnios, quero tempo para os mini me´s e maridão e quero tempo para ser EU.

-A minha casa....nada demais. O único luxo que pedia era a vista, para o mar. Ou que pelo menos conseguisse sentir o cheiro a mar e o pudesse ouvir ao acordar e ao adormecer. Apartamento com varanda em todo o cumprimento ou uma vivenda térrea, com um alpendre em madeira, uma cama de rede e um roseiral. Tem que ter muita luz, tem que inspirar conforto e aconchego, tem que ser o meu ninho.

- Deixando esta linha para os devaneios da mente e da carteira....quero uns destes, uns destes e uns destes. "Ah sua dondoca fútil e gastadora!" gente.......sonhar não custa e para mim isto não são sapatos, isto são jóias para os pés. 

-Um Mustag de 67, preto. Todo preto! Somente com uns pequenos detalhes em cromado....Fetish car

- Quero ser capaz de superar as perdas que vou ter durante a minha jornada por cá, levantando a cabeça e dando o peito para a luta. Quero sem fiel a mim mesma e dar-me aos meus sem medos e ressentimentos. Quero viver uma vida que não tem que ser longa mas tem que ter valido a pena. Quero que no dia em que chegar a minha hora possa dizer que estive bem no meu papel. Quero dizer, que fui feliz. 


Sem ambiciono demais e se "pedi" demasiadas coisas? Talvez....mas sonhar não custa não é?


Liz

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Parachutte

Analisando-me à luz das teorias da inteligência emocional eu seria o exemplo de como não podemos em momento algum ser, pois segundo estas teorias, quem é emocionalmente inteligente afasta-se de quem magoa, de quem faz sofrer. Não se sujeita a situações de dor e põe se acima da relação, não deixando que esta o/a consuma. Sabe dizer não quando quer dizer não, sabe afastar-se quando a relação acarreta uma carga emocional demasiado grande e luta somente por relações saudáveis. Posto isto podia ser considerada um caso de estudo. Pessoalmente, acho que me limito a amar sem para-quedas. 

Eu não me dou facilmente, ou não teria aos 25 anos dois namorado no meu historial (sendo um deles um come back), mas quando me dou, dou e pronto. Claro que nem sempre fui assim, na adolescência apaixonava-me ate pelos actores das Marés Vivas! Mas isso eram as hormonas e não eu... Hoje vejo como me sentia carente e sempre com a necessidade de me sentir querida, desejada. Por isso não me critico, mas critico-me por me ter posto em N situações extremamente desconfortáveis e ridículas só para me sentir aceite, querida. Não tenho por norma pensar no que passou, prefiro pensar no que aprendi. Fica a lição.

Eu não me dou a muita gente. Tenho uma mão cheia de amigas, as quais trato por meus unicórnios por serem uns seres tão raros e espectaculares a quem conto tudo. Com elas choro, grito, vou-me abaixo, dou as minhas melhores gargalhadas e em conjunto, comporta-mo-nos como um bando de rapazolas sem vergonha (sim, rapazolas, sem conotação de orientação sexual). Com elas eu deixo-me ser como sou, mas só com elas. Para os restantes...mostro o que me convém, o que me permito mostrar, pois cansei de ser tomada por parva por querer ajudar, ou por permissiva por dar a outra face. Fora os meus unicórnios  só uma pessoa me conheceu assim e essa pessoa acabou por se tornar amante, namorado, melhor amigo, sidekick! 

Ele foi o primeiro homem com quem eu me consegui comportar como me comporto com as minhas amigas e que ainda por cima ele adorava que eu assim fosse. Ele adora que eu goste de futebol e me comporte como treinador de bancada, adora que eu conduza melhor que ele, adora que eu coma como um homem e ainda assim tenha curvas, adora que eu ria alto e dum jeito sem vergonha, adora que eu me arme em coronel Jesuíno dizendo de um jeito altivo "deite-se. eu vou lhe usar!". Adora que eu compare orgulhosamente o músculo residual que o meu braço aka caniço com os dois troncos que ele usa como braços. Adora que no meio das lutas em que eu, mais uma vez, subestimo a sua força, acabe a gritar "não quero brincar mais!" Adora....talvez devesse ter escrito adorava, pois agora as minhas piadas estúpidas que lhe arrancaram boas gargalhas irritam-no e tudo na minha existência lhe causa desconforto. A verdade, é que vendo que com ele poderia ser o rapazinho que gosto de ser...me dei. 

Dei tudo. Dei corpo, alma, coração e, se me pedisse, o c* e 10 tostões. Dei-me sem pensar duas vezes, deixei que as suas palavras e os seus gestos me levassem à certa, deixe que virasse o meu mundo de há 3 anos (um mundo de que eu gostava muito) de pernas para o ar. Deixei...e deixava novamente pois em momento algum me arrependo de ter sido um rapazinho pois ao menos hoje eu digo

Amei, fui amada, fiz alguém feliz e fui estupidamente feliz. Foi o meu primeiro amor, foi com quem eu tive mais primeiras vezes e a quem daria o direito de ter todas as outras primeiras vezes que quero para mim. Chorei até quase desmaiar e ri até me doer a barriga. Conduzi milhares de km´s para estar contigo alguns minutos e esperei cada regresso teu com uma ansiedade que me tomava as noites de sono, parecia Natal nesses dias. Fizeste-me extremamente feliz, aquele tipo de feliz que nos deixa mais bonitas e mais bem dispostas e mais tudo. Não foi sempre, nem foi assim durante tanto tempo...mas fizeste-me feliz.

O problema de me ter dado a alguém desta forma? Eu não uso para-quedas, eu sou uma skydiver do amor. Se tiver que me espetar dum jeito horroroso eu espeto mas a viagem fez com que tudo valesse a pena. Espetei-me....esperei, pedi, implorei que me agarrasses e tu deixaste-me cair. Ainda assim, só posso dizer que desde que o ano começou a atitude mais inteligente já tomei foi a de me afastar e pedir que te afastasses. É que neste momento são demasiados os ossos que tenho para cicatrizar para me poder dispor a ajudar-te a cicatrizar os teus. 

Se me sinto culpada de alguma coisa? Sim. Amei-te demais. 



Liz

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Feminist...until you get married!

Vi esta frase há uns tempos e não podia concordar mais! Que as mulheres são um bicho estranho já ninguém contesta, mas a transformação que se dá de mulher solteira a mulher comprometida é aterradora!
Todos nós conhecemos aquelas mulheres solteiras que apregoam para todo o mundo ouvir "sou solteira e feliz!". Apresentam-se como mulheres bem resolvidas, bem cuidadas e para as quais os homens são um mero acessório de prazer. São independentes, altivas e juram com a mão no peito que não precisam dos homens para nada, que deles não querem nem o cheiro! Fazem pouco das apaixonadas e das que sofrem por amor, chamam-lhes ridículas....coitadas. São até um pouco duras com as outras e consigo mesmas e nunca, ou quase nunca, falam das suas relações. E é neste ponto que nós, as ridículas e as sofridas, as topamos: no fundo, são capazes de estar bem mais magoadas que nós.
Não entendo este tipo de "feministas". Talvez pela minha maneira de ser, talvez por não conseguir sofrer calada nem guardar dentro do peito o me que machuca e, muito menos, por não conseguir dizer que os homens não prestam para nada. Posso estar neste momento de coração partido, posso dar por mim a fazer exercício (eu couch potato assumida!) só para me sentir cansada e conseguir dormir bem, posso ter sentido a necessidade de criar um blog para escrever o que já não consigo verbalizar e posso sentir-me mal por ás vezes "pintar" o amor da minha vida como uma perda de tempo. Posso fazer isto tudo mas não posso dizer que os homens não prestam. 
Se os homens não prestassem, nós mulheres não gostávamos tanto deles! É verdade que existem alguns seres que são um desperdício de material genético mas, por norma, há sempre qualquer coisa de bom em cada homem. Amiga nenhuma nos consegue fazer sentir tão bonita como um homem. Um homem, quando nos acha bonita, nem precisa de o dizer (apesar de eu o incentivar!!!), basta olhar para nós. Há qualquer coisa naqueles olhos que nos percorrem da cabeça aos pés e que nos dizem tudo, fazendo-nos sentir a última coca.cola do deserto. E os cavalheiros? O que têm de raros têm de adoráveis! Abrir a porta para entrarmos primeiro(ainda que seja um pretexto para nos olharem para o rabo), puxar a cadeira para nos sentarmos, deixar-nos escolher onde queremos jantar ou oferecer-nos o braço para nos apoiar-mos pois os saltos são mais que altos e a calçada portuguesa não foi feita para estes artefactos de moda. Outra característica que aprecio no homem a sério é a inteligência.
Uma das minhas máximas é a Intelligence is Sexy. E é mesmo! Já conheci muita gente, já falei com muita gente e, se há coisa que me tira do sério, é a gente burra! As chamadas abéculas mentais, as quais não são capazes de construir duas frases sem erros ou as que voltam sempre ao mesmo assunto pois não são fisicamente capazes de falar de outra coisa. Eu pecadora me confesso, deixei-me uma vez ir pelo corpo de atleta e pelos Deuses, como me arrependo! Era doloroso ouvi-lo falar e não conter o riso tais não eram as barbaridades proferidas! Serviu.me a lição...Agora, uma boa conversa, capaz de fluir durante horas, mesmo que se digam barbaridades, mas que estas sejam acompanhadas de boas gargalhadas pois estamos os dois cientes do grau de estupidez da coisa....isso é priceless! Um homem educado, cavalheiro, com sentido de humor e inteligente...já nem precisa de ser lindo!!Claro que ligo ao físico, os olhos são os primeiros a "comer", mas quem não liga? Ninguém gosta de dragões! Mas algumas características como um sorriso bonito, uma cara que fique bem com barba, umas mãos de homem, um físico saudável e a sorte de ter mais de 1,75, fazem qualquer mulher virar a cabeça!
 As mulheres não querem homens muito complicados, muito perfumados, muito filósofos ou muito geniais. As mulheres querem homens que as amem. Tão simples quanto isto, amem uma mulher e ela é vossa. O problema é quando o amor não é dado nem recebido na mesma medida mas isso já são outros 500...
Voltando às feministas, acredito piamente que até as mais rígidas concordam com o que digo e se não concordam, mereciam morrer secas e rodeadas de gatos mijões! As plantas precisam de sol, as mulheres de amor. E o mais caricato acontece quando as senhoras donas feministas matadoras de homens se casam! Ai o mundo fica cor-de-rosa, os homens já não são uns brutos nojentos e querem até por mais homens no mundo! As mulheres não têm que ser nem feministas nem "prostitutas sentimentais", dando-se demais a cada homem no seu caminho, as mulheres têm, acima de tudo, que se amar. Pois quem se ama, ama de um jeito muito melhor.
Portanto não me venham com a velha historia de que os homens são todos uma merda quando não é verdade e se hoje são feministas, e se hoje sofrem em silencio é porque já amaram! A ciência está em não congelar por dentro ao ponto de não se ser capaz de dar nada, ou sentir nada. Nós precisamos deles e eles de nós.... só há que arranjar forma de não precisarmos demais..

Liz 

(primeiro post em que não falo de ti ou de nós....acho que não o consigo fazer pois as saudades já são demasiadas e ia sair asneira.....)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Oh Bruno...

Acho que todos temos aquelas músicas que parecerem ser feitas para nós, na hora certa e no momento em mais precisávamos de a ouvir. Eu descobri esta do adorável Bruno Mars e confesso que aos primeiros acordes já me tinha ganho. Tem tudo, tudo aquilo em que penso, tudo aquilo de que sinto falta e tudo aquilo que me magoou. 
Não me oferecias flores pois para ti "é uma gastação de dinheiro para algo que dura tão pouco". Não saíamos os dois para dançar, por muito que eu te pedisse e por muito que eu quisesse, pois tu não gostas de dançar nem de "sair só com a namorada". Se me davas a mão? Sim, mas por hábito e não vontade...

Não, ainda não tenho quem me dê flores, quem me leve para dançar nem quem me dê a mão mas também não quero. A única coisa que me permito desejar neste momento chama-se tempo. Tempo para mim, para me curar, para me voltar a sentir bem sozinha, pois quando te conheci estar sozinha era bom, mas agora, é algo maior que eu e não há multidão que preencha o teu enorme vazio..

Same bed, but it feels just a little bit bigger now
Our song on the radio, but it don't sound the same
When our friends talk about you all that it does is just tear me down
Cause my heart breaks a little when I hear your name
And it all just sound like uh, uh, uh

Hmmm too young, too dumb to realize
That I should have bought you flowers and held your hand
Should have gave you all my hours when I had the chance
Take you to every party cause all you wanted to do was dance
Now my baby is dancing, but she's dancing with another man.

My pride, my ego, my needs and my selfish ways
Caused a good strong woman like you to walk out my life
Now I never, never get to clean up the mess I made
And it haunts me every time I close my eyes
It all just sounds like uh, uh, uh, uh

Too young, too dumb to realize
That I should have bought you flowers and held your hand
Should have gave all my hours when I had the chance
Take you to every party cause all you wanted to do was dance
Now my baby is dancing, but she's dancing with another man.

Although it hurts I'll be the first to say that I was wrong
Oh, I know I'm probably much too late
To try and apologize for my mistakes
But I just want you to know
I hope he buys you flowers, I hope he holds your hand
Give you all his hours when he has the chance
Take you to every party cause I remember how much you loved to dance
Do all the things I should have done when I was your man!
Do all the things I should have done when I was your man!


Liz

domingo, 27 de janeiro de 2013

Now that I think about it....

Fiz ontem uma pequena análise das situações que anteciparam o inicio da melhor das "coisas" que agora se finda:

-Volto a permitir que me fales 3 anos depois de me teres desvirtuado corpo e mente (sim isso mesmo que pensam...);
-Falamos durante um mês e eu, morta de medo de te voltar a ver, evito todo e qualquer convite da tua parte com desculpas como " eu até gostava de aceitar o teu convite mas amputaram-me os pés pelo que não será possivel!";
-Quando finalmente, ao fim deste mês em que todo o santo dia eu falei contigo, eu ri contigo e comecei a sentir coisas que não queria nem me podia permitir sentir por ti.... aceitei encontrar-me contigo;
-Três horas antes de da minha caminhada voluntária para a forca digo que não posso porque me apareceram cenas e tenho que resolver umas cenas!!! Tu berras comigo, insultas-me e dizes que no dia seguinte era bom estar no local marcado;
-Estúpida fui (adoro um homem que me põe nos eixos);
-Quando ao fim de 3 anos...te volto a ver....se não tivesse de saltos altos e se tu não fosses um velocista em potencia tinha corrido na direcção oposta ao estilo "os-pés-até-batem-no-rabo", mas temi ser placada por 90 kg de homem;
-Estranho e contagiante à vontade com a tua pessoa (e a fixação pouco discreta pelo espectacular peitoral  que sempre tiveste) passamos a tarde a ser estúpidos e, quando qual cavalheiro, me acompanhas até ao carro, das-me o melhor abraço que tinha recebido em anos....e os joelhos, ai os joelhos como tremeram;
-Passado este dia, vamos combinando sempre qualquer coisa pelo menos uma vez por semana...até eu me aperceber que já andavas há 3 meses (TRÊS MESES) para em engatar! Poças homem....
-Morrendo de medo com a possibilidade de namorar contigo, venho com uma conversa equiparável a porrada verbal e penso que é melhor assim. Duas horas depois e ando a fazer likes facebookianos em tudo o que se relaciona-se contigo...
-Encontro é-desta-que-ele-me-pede-em-namoro e tu dizes-me que andas-te pelo Lux na noite passada no roça roça com uma individua que, por favor, é um dragão! Fico em choque, bebo de uma vez um café a 70º celsius e venho-me embora. Dizes-me mais tarde que a minha reacção era o espelho de que eu gostava de ti...dei aqui o meu primeiro tiro no pé;
-Vamos ao cinema e finalmente, beijas-me.Por todo o meu ser foram libertadas as hormonas congeladas por 2 anos e meio sem namorado ou roça roça ou mero trocar de olhares;
-Eu, Sportinguista linda e assumida, acabo a ser pedida em namoro no Estádio da Luz (eu devia ter lido os sinais...);
-Dou-te o "sim" no dia seguinte, desta vez, no Tagus Park (Sinais sinais...);
-Conduzo até casa sem saber bem como, pois tinha borboletas a sairem-me pelo nariz e só queria gritar a plenos pulmões que namorava contigo...coisa que acabei por fazer.
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3 anos depois e eu vou lanchar com a tua mãe, bebo mais dois cafés a 70º para não me entregar às lágrimas, saio com as amigas e acabo a beber o juízo.... E não falo contigo há 7 dias...


Liz

....


Pode ser um texto construído  um mero spot publicitário ou um ensaio de alunos de cinema. A mim pouco me importa....pois fala de algo que me faria dar um coração que já não tenho, só para ouvir. Quem me dera que estas palavras a mim fossem dirigidas, mas a mim...calhou-me o silencio. Um longo, doloroso, colossal...silêncio.

E se a cabeça diz que não vale a pena....o coração sofre cada segundo de cada dia com a tua ausência.
O que eu daria por um momento de fraqueza teu..


Liz

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Happy Birthday...

Faríamos amanhã 3 anos. 
Devia ser um dia bom, um dia feliz, ainda que contigo longe...
Faríamos amanhã 3 anos. 
Ainda que estejas a mais de 2000km e eu me tenha vindo a contentar com as migalhas emocionais que te dispuseste a dar durante o ano que passou.
Ainda assim, faríamos amanhã 3 anos. 

Sei que não vale a pena relembrar os outros aniversários, pois se um foi perfeito no outro senti que não passaríamos daquela noite. Não vale a pena também pensar como podia ser o deste ano. 
Eu podia dizer tanto neste texto, podia escrever tudo o que não te consigo dizer, tudo o que já não posso fazer-te ouvir. Podia por mil fotos nossas, falar dos mil locais que já visitámos, podia recordar o que fomos e imaginar o que poderíamos ter sido. Podia ainda cair na tentação de ir contra o que foi "estipulado" e ligar-te, mandar mensagem ou procurar uma forma de ver que tu te lembras-te. Contudo, a única coisa que consigo dizer, é que amanhã faríamos 3 anos.

Parabéns Mr. Big.






Liz

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pettit Prince...

Tu és eternamente responsável por quem cativas

Para mim esta frase sempre fez todo o sentido, aliás, todo o livro sempre fez sentido. Fala de relações, daquelas que nem toda a gente tem e que cada vez menos gente vai tendo.
O que me diz esta frase? Que não temos culpa de cativar ninguém mas, depois de cativos, somos responsáveis por aquela pessoa. Parece uma imensa responsabilidade, até um sentimento castrador...ser responsável por todos aqueles que cativo! Mas ninguém se deixa cativar pelo nada (ok há os platónicos, os stalkers, os malucos de "carteirinha"....), mas regra geral e recorrendo à normalidade do ser, ninguém é cativado pelos picos, mas pelo aroma da rosa. 

Cativamos com um sorriso sincero, com um abraço apertado, com um beijo na testa e com uma gargalhada sonora. Cativamos com uma boa conversa, com um passeio sem destino ou com a mensagem certa na hora certa. Cativamos.....e nem nos damos conta de o ter feito. Deixamos que o outro absorva tudo o que de espectacular está em nós, desde o verde dos olhos, às mãos perfeitas ou o peito largo e forte. Deixamos que ele se chegue que nem bixo assustado e abrimos a nossa porta, deixando-o entrar e acomodar-se ás nossas paredes. Vamos deixando....e quando ele se mudou de armas e bagagens para dentro de nós, somos responsáveis pelo seu conforto, pela sua segurança e pelo bater do seu coração. 

Tu descartas-te-te. Descartas-te-me e puseste-me na rua numa noite de inverno, à chuva, ao frio e ao que mais houvesse. Puseste-me na rua e nem perguntas-te se tinha para onde ir, com quem ficar, se tinha abrigo à minha espera. E eu não tinha, nem tenho nem sei quando terei de novo consolo ou aconchego, mas também não o procuro. Não mais me darei assim, não mais me acomodarei assim, não mais amarei assim. 
Pois eu sou responsável  pois eu sei que se cativar, terei que zelar por quem cativo e eu, não posso zelar por ninguém enquanto sou uma "sem-abrigo". 

Deverias ter sido eternamente responsável por me teres cativado mas acima de tudo, responsável por me teres feito amar-te deste jeito louco, doente, que faz doer no peito. Tu eras responsável mas acho que responsabilidades já tens muitas....e eu não posso ser mais uma entre as outras. 
Eu mereço ser A Responsabilidade.


Liz