terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Lady at the table and a......in bed

Nos últimos dias tive que me vestir como "uma senhora", eu, menina de Converse no pé, calça de ganga e sobretudo, tive que me vestir como uma senhora. Saltos altos, saia travada, camisa, blazer e gabardine. Aparte do desconforto físico que foi para mim andar assim vestida, confesso que gostei do que vi e, efectivamente, me senti uma senhora. 

O cabelo impecavelmente arranjado e apanhado num coque, a maquilhagem cuidada e o ter que me comportar e andar como uma senhora soube-me bem à vista. Nunca me achei bonita ou um mulheraço, apesar de não ser baixinha. Nunca me achei miúda de dar nas vistas e isto, conjugado com umas capacidades sociais à vontade junto de gente estranha inexistentes, sempre me valeram a alcunha de bixinho do mato. Contudo, ao ver-me assim vestida e arranjada e a ter que ser sociável e social....senti-me fantástica!  Senti que me conseguia vestir assim todos os dias (para mal dos meus pés e da minha carteira) e, acima de tudo, vi que a puberdade fez maravilhas na minha pessoa! 

Senti-me também muito mais sexy do que com uma mini saia ou um decote vertiginoso e acreditem, a fatiota era muito simples e discreta, mas posso dizer que nesta fase da minha vida mas sinto muito mais sexy sendo uma senhora do que sendo mais uma miúda igual a tantas outras usando cuecas de ganga (que não uso) e nano micro tops! É sem qualquer duvida que digo que um bom vestido preto, com um bom corte e tecido, justo e pelo joelho, não precisando sequer de decote, me faz sentir muito mais bonita do que um vestido que me faça escolher entre o peito ou o rabo pois o pano não chega para tudo! 

Sempre abominei vulgaridades, pecar por excesso, neste caso, de pele. Não penso que andar com tudo à mostra me torne mais desejável ou atraente pois a criatividade que devemos incentivar no sexo masculina morre ao dar-lhes tudo de mão beijada. Um puto gosta de uma gaja boazona, com mini saias ou mini vestidos, que se vista mais para fazer inveja aos amigos do que para ele. Não os critico pois cada um sabe do que gosta numa mulher mas há por aí casais que deviam ser presos por atentados ao pudor e ao bom gosto. Agora um homem, um homem gosta de uma senhora. Uma mulher que possa levar para qualquer local, para qualquer ambiente e para qualquer grupo, sejam os amigos chegados, os colegas da empresa, ou mesmo a família. Da mesma forma que quero do meu lado um homem assim, qualquer homem que goste de guardar para si o que é seu gostará de ter a seu lado uma senhora.

Se ser uma senhora dá trabalho? Claro que dá, pois um belo par de maminhas de fora atrai muito mais atenções do que um vestido sem docote mas justo ao corpo! Mas o segredo, está em usar um vestido sem decote no peito mas super decotado nas costas. Isto é so um exemplo mas há o bom gosto e há o gosto caro, e o gosto caro é mantido em marcas caras enquanto o bom gosto, é algo com que se nasce. 

Talvez por pensar nesta forma tenha uma foto da Ava Gardner no meu perfil e tenha pelos 30´s e 40´s um fascinio total. A meu ver, nunca as mulheres foram tão lindas, tão deusas, como naquelas décadas, apresentando-se sempre impecavelmente vestidas e penteadas e comportando-se como senhoras até quando não o eram. Há uma frase da diva Marylin que adoptei para mim

Your clothes should be tight enough to show you´re a woman, but loose enough to show you´re a lady

Acho que diz tudo. Um ombro despido, umas costas decotadas ou uma saia travada podem ser infinitamente mais sexys e sedutores do que uma peça de roupa que caia na vulgaridade e cada uma se deve sentir confiante com a roupa que usa, seja qual for o seu estilo, desde que a faça sentir bonita e confiante. 


Liz

Killing me Soflty #3

Por norma é-me "fácil" ler nas entrelinhas masculinas (salvo seja). Por norma, quando um homem me diz algo, facilmente identifico as intenções do que foi dito, mesmo  naquelas vezes em que a realidade me causa demasiada vergonha ou desconforto e aí opto por me fazer de parvinha, rindo-me e virando as costas. Contudo, há um indivíduo cujas frases e atitudes me ultrapassam em demasiados sentidos  fazendo.me sentir que ou sou efectivamente burra e que ele me consegue desligar o pessoómetro (objecto que me permite ler pessoas). Quem é ele? O Big como é óbvio.

Depois de duas semanas sem falarmos, sem ele ter um momento drunk dialling e me ter ligado a chorar a dizer que me ama, sem uma mensagem enviada "por engano", sem um like no que fosse, eu recebo a seguinte mensagem via facebook:

Gostei das fotos novas, estás gira.

Admito que durante 5 minutos saltei, mandei mensagens à A e à C e pensei que de alguma foto a minha existência ainda o afecta. Ele não fez conversa, não puxou assunto. Disse isto, eu agradeci e ele calou-se, deixando-me a envelhecer enquanto esperava que me respondesse à pergunta que lhe tinha feito. Surgiram então duas teorias:

- Que ele não aguentou o quão lindinha e princesona estou nas fotos e teve que mo vir dizer;
- Que isto foi uma tentative de "olha que eu ainda aqui estou e não me esqueci de ti por isso não te quero ver muito lindinha por aí que não gosto disso";

Eu, pessoalmente, não acho que seja nem uma nem outra e que ele simplesmente me veio dizer isto do alto da sua lata e indiferença, tal como me costumava dizer que as meninas dos RH da sua empresa o achavam o homem mais bonito da firma. 

Não percebo nada de homens, não entendo este homem e posto isto, vou-me dedicar aos gatos. 

Liz

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Till I Collapse

Hoje recebi mais um não. Mais uma desistência das minhas capacidades pessoais e profissionais, mais um "maybe next time" e o pior foi não me terem dito o porquê. Nunca gostei de coisas mal explicadas e mal consegui juntar duas sílabas a palavra que mais pronunciei foi porquê.

Eu sou boa, reconheço o meu valor e sei que esta cabeça não serve unicamente para usar totós e chapéus bonitos. Sou osso duro de roer e não levo desaforo para casa, mas também sei que para tudo me dou por inteiro. O não de hoje podia ter doído muito mais se este cargo fosse o emprego da minha vida, a minha ambição pessoal, mas não é. Quero alcançar algumas das coisas a que me propunha neste cargo mas certas variáveis incomodavam-me..muito.

Por isso, hoje, enxuto a poeira, levanto o nariz e mostro o meu melhor sorriso. Porque apartir de hoje o mood é este




Till my legs give out, can't shut my mouth 
Till the smoke clears out - am I high? Perhaps 



Liz

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Blame it on the Ladies

Eu sou mulher e até eu que sou mulher, me sinto por vezes ultrapassada pela maneira como as mulheres funcionam. Complicamos muitas coisas, simplificamos outras que tais, amamos como homem nenhum consegue amar e temos atitudes que nos fazem parecer autenticas Medusas petrificadoras. Eu aceito isto, eu entendo isto, mas há algo que me ultrapassa:

Porque razão, quando uma mulher é traída e descobre, a primeira pessoa que ela culpa é a outra, a "porca que lhe deu a volta e fez com que ele me traísse!" 



É que minhas amigas, não é ela que nos deve contas, não é ela que nos deve fidelidade, honestidade e sinceridade. Que eu saiba, homem nenhum alega violação ou coação à pratica sexual. É verdade que soltam argumentos como "ela provocou-me" ou "eu não sei porque o fiz e amo-te muito!", mas não foram, nunca, em tempo algum obrigados/forçados à pratica do encornamento da pessoa "amada". 

Este assunto é-me particularmente sensível  pois mexe com tudo aquilo que sou como pessoa e com tudo aquilo que me enoja e me faz detestar profundamente outro ser humano. Não digo que nunca o farei mas, se me respeito e se me tenho em alta consideração, não irei envolver-me com outro homem enquanto tenho um compromisso assumido e além disso, assumo-me uma mulher que quando está apaixonada e quando ama consegue transformar todos os homens à sua volta em gajas barbudas. 

Nisto sou prática: quem está mal muda-se. Ah porque o meu casamento já não tinha uma vida sexual activa. Que fizesse por ter uma vida sexual que não se resumisse a missionários de 10 minutos onde nem a roupa toda se tira! Ah porque não me sentia ouvido ou compreendido pela minha parceira. Pois não coitado, dividia com ela cama, mesa e máquinas de roupa mas não era homem para desabafar com a "companheira de casa". Ah porque desde que tivemos filhos a nossa relação morreu. Ok, eu aqui não teço comentários pois nunca fui mãe e não sei como será quando for a minha vez mas o casal tem que trabalhar os dois na relação e não deixar para ela aquele ser minúsculo e dependente que ajudaram os dois a fazer....é o que penso. 

Agora....trair, envolver-se emocional e fisicamente com outra mulher/homem? Eu não entendo. Chamem-me quadradona, digam-me que nada percebo da vida, digam.me que não é defeito é feitio e que há gente que nasce com os genes da traição, comigo não pega! Disse e repito, quem está mal muda-se e algo de muito errado se passa para se chegar a este ponto. 

Se flirt é trair? Tecnicamente não mas eu não gosto que meu homem  o faça (namorei 3 anos com o rei do flirt e só agora a ficha me caiu). Se mensagens, chats, telefonemas, é trair? Como é óbvio depende do conteúdo das mesmas mas, para mim, é. Se me magoaria mais saber que há nas minhas costas uma relação e não só um desvario da carne, uma vez sem exemplo? Magoaria, muito. Porque para uma mulher que o seu homem se divida em carne com outra é uma coisa, mas que diga a essa outra que gosta muito dela, que sente a sua falta, que tem saudades, isto é sentir que dividem o homem por inteiro. Mas daqui podia nascer a velha questão do ir às pegas ou ter uma amante (aguardem o próximo episódio).

Se há mulheres que só se sentem atraídas por homens comprometidos? Há que eu conheço uma. Falando com ela pergunto-lhe o porquê de se interessar tanto por homens que já têm "dona" e ela responde-me:

Porque são descomplicados, porque não fazem ciumes e porque não lhes devo nada. Se sou a outra? Sou, mas não sou eu que sou casada, nada devo a ninguém. 

E é isto...este tema dava pano para mangas, as opiniões e histórias de vida são mais que muitas e decerto haverá quem concorde comigo e quem me ache completamente errada. A minha opinião é esta, o blog é meu e eu digo o que quero.



Liz

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Have you ever..?

No mundo das artes encontramos por vezes verdadeiras pérolas de beleza pura. Peças ou representações tão sublimes e dignas de perfeição que nos deixam entre o êxtase e as lágrimas, entre o aplauso louco e o desfalecimento. 

Este foi para mim um desses momentos



De cada vez que vejo choro, perco-me nas palavras e na mulher que flutua sobre as cabeças de outros artistas.

 Perfeita.

Liz

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dating...myself

Nunca me senti bem sozinha. Sempre existiu em mim um qualquer medo que nunca consegui explicar, um medo de ficar sozinha, de acabar sozinha. Tal medo era inflamado aquando das discussões que todas as raparigas adolescentes têm com as suas respeitosa mães e, sendo a minha o exemplo perfeito duma senhora que diz tudo sem pensar, não raras vezes me disse 

Com esse feitio vais acabar sozinha!!!

Quando eu ouvia frases como esta sentia um cutelo a abrir-me ao meio num corte limpo. Pois se em discussão eu não tenho medo de armar o barraco, rodar a baiana, deitar a barraca abaixo, há em mim uma qualquer característica diplomática  que me faz ter uns 2 segundos racionais antes de lançar o próximo argumento, talvez por ser tão fácil sentir-me magoada com aquilo que me dizem. É verdade que quando os ânimos estão mais acesos são ditas coisas que não são de todo sentidas, contudo, eu acredito que tudo o que é cuspido a meio de uma discussão tem sempre, mas sempre, um fundo de verdade que só precisava de uma oportunidade para ser exposto. E eu...eu prefiro genuinamente ser mandada para aquele sítio aonde ninguém quer ir, do que discutir com gente politicamente correcta que mantém um ar nojentinho e composto que em tudo se assemelha ao dos senhores deputados na Assembleia, mas isto sou eu...


Voltando ao sozinha, sim tenho medo. Tenho medo de no fim dos meus dias ver que tive uma carreira de fazer inveja, que consegui um percurso profissional de excelencia mas que não consegui realizar-me como pessoa. Se para muitas mulheres só a parte profissional chega (não as julgo, de todo) para mim não e, sendo eu uma eterna amante dos filmes da Disney (aceito as consequencias desta postura), quero ter o direito de ter a minha historia. Contudo, aprendi também que as "abelhas não vêm ao vinagre" e que temos que estar dispostos a dar-nos ao outro, ficando na mãos da outra pessoa o direito de escolha, de querer ou não. E estar disposta a dar-me é coisa que neste momento não estou. 

Não quero um namorado, não quero um amorzinho, não quero dar-me nem em corpo nem em mente. Sinto que o caminho que me falta para me sentir bem como mulher, para me sentir bem comigo, é longo e o seu fim ainda está distante, pois é com muita dificuldade que me afasto de uma relação como aquela que tive, ainda que já não fosse feliz. Ainda que me contradiga, a única coisa que me ambiciono em termos emocionais neste momento é o ser feliz sozinha. Feliz sem a atenção de um namorado, feliz sem os planos a dois, feliz sem as juras de amor, feliz no meu castelo com o meu dragão à porta e sem principe à vista.

Estou oficialmente numa relação comigo e ainda que não conheça muito bem esta miúda com quem me vou "enrolar" para os próximos tempos, acho que temos fortes possibilidades de sermos felizes uma com a outra.


Liz

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Killing me Softly #2

Momento Killing me Soflty do dia:


Ver uma senhora extremamente grávida e feliz receber do marido um ramo de rosas vermelhas. 


Ora quando o nosso organismo esta numa total descompostura hormonal e nos pede bebés a todo o custo, conjugado com um coração partido que adora rosas vermelhas.....temos uma mulher crescida a ir desesperadamente à bolsa buscar os óculos de sol pois as torneiras estavam oficialmente abertas.

Liz

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Really!? # 3

Tínhamos combinado uma hora para termos a tal conversa que previmos na noite anterior. Fui ter a tua casa, estavas no quarto, imerso em arrumações, o que logo aí, nunca é bom sinal, pois tu só arrumas o teu quarto por duas razões:

-perdes-te alguma coisa;
-estás extremamente nervoso e precisas de fazer algo porque se paras, rebenta-te uma veia na cabeça;

Sentaste-te na cama e eu de frente para ti sentei-me também. Estávamos em Dezembro mas estava um dia bonito, quente e isso ajudou a disfarçar o clima gélido que se sentia naquele quarto. Deixei que fosses tu a falar, que falasses tudo de uma vez, como sempre fiz nas nossas conversas/discussões. As palavras que ouvi já as tinha imaginado mas nunca em tempo algum imaginei a sua materialização e nunca da forma como o fizeste, a sangue frio.

"Não me sinto um bom namorado, o namorado ao qual te habituei, nem sequer me sinto um namorado. Não me apetece dar do meu tempo, fazer coisas coisas que o outro quer mas que eu não quero fazer, perder o meu tempo que quero só para mim. Até quando tu dizes que nunca irei encontrar ninguém que me faça rir como tu fazes....tu enervas-me. Quando estás muito bem disposta ou muito feliz e de tudo fazes uma piada enervas-me! Não me apetece estar com ninguém  nem contigo....e nem amor me apetece fazer. Só quero estar quieto"

Eu ouvi isto, cada palavra, cada frase, e tinha-me doído menos se me tivesses batido. O coração disparou louco e os olhos não conseguiram conter cada palavra tua que imediatamente me escorreu pela cara e me manchou as calças de ganga. Foi uma torrente de choro. Foi um soluçar desesperado que eu não consegui conter e que te deixou em pânico  Soltas um "eu não quero acabar Liz! Eu não quero acabar contigo!" e chegas-te para mim do mesmo jeito que nos precipitamos para um bebé quando este cai e se magoa. Afastei-me, afastei-te e enxuguei as lágrimas. Preparei-me para o que vinha.

Voltas-te a dizer que não querias acabar comigo, que isto não seria o nosso fim, mas mais uma fase! Mais uma "crise" igual às outras 4 que já tinhas tido durante o ano, desde que te foste embora, desde que nos deixas-te em prol de ti do que tu procuras para ti. És egoísta  egocêntrico e as vezes mesmo megalómano, mas na relação que talhas-te comigo sempre te deste por inteiro, mais do que eu até e isso fez que durante um ano longe de ti me agarra-se ao que tivemos e ao que me prometias que ainda íamos ter. Era só mais uma fase dizias tu e, não sei se por aflição ou por finalmente teres noção das barbaridades que disseste, agora também tu choras.

Passam-se duas horas. As duas horas mais tristes da minha vida, duas horas em que estou certa de ter perdido 5 anos de vida e vigor pois saí de perto de ti completamente consumida, exausta, curvada perante as evidencias. Foram duas horas em que falámos de tudo, do que passámos e do que poderíamos ter vivido, Duas horas em que eu pela primeira vez tive coragem de te dizer tudo o que pensava e sentia, coragem para te dizer que a única relação que agora consegues nutrir é a que construíste contigo mesmo.

"Não estou preparado para isto, para que vivas comigo. A minha vida é o trabalho, não tenho tempo nem para mim e sei que não ia conseguir ser o apoio que mereces e precisas num momento de mudança como este"

Não só me fizeste sentir um estorvo, como um estorvo inútil que por alguma razão achavas incapaz de construir a sua vida e a sua independência num país que não o seu (coisa que tu conseguiste) como ainda me fizeste sentir que a ir ter contigo, iria concorrer pelo ar que respiras. Mais tarde viria a descobrir que vieste a casa com esta conversa pensada.....mais traída me senti. 

A luz morna que entrava pela janela transformou-se num ar gélido onde quase conseguia ver a minha respiração. Eu estava gelada e não te podia pedir calor como me habituei a fazer. Das vezes que olhava para ti via que também tu não previas que as coisas corressem como estavam a correr, também tu estavas meio que em choque mas comigo, por eu te dizer que acabou aqui, que eu estou cansada disto e que para mim já não dá mais. E passaram-se duas horas....e eu não me conseguia ir embora. A ideia de que o amor da minha vida acabava ali, naquele quarto, naquela cama, onde tantas vezes o validámos, matava-me por dentro. Mas que amor é este que nos faz sofrer deste jeito? Que nos faz chorar em coro durante horas sem que o outro o saiba como consolar? Isto já não era amor...era tortura. 

Levantei-me, tinha que ir trabalhar (coisa que acabou por não acontecer pois tinha a cara em obras). Vesti o casaco, fui à casa de banho ver se havia maneira de disfarçar o estado em que me encontrava  voltei ao quarto e olhei para ti. Por momentos, quando te vi sentado na cama, um homem com o teu tamanho enrolado em si mesmo, chorando, quase te tomei nos braços e te aconcheguei no meu colo...e foi o que fiz. Pedi-te um abraço pois não conseguia virar costas a 3 anos da minha vida sem lhes dar pelo menos um abraço. E que abraço...pelos deuses, que abraço! 

Não sei quanto tempo durou, sei que o choro que tinha conseguido controlar se soltou de novo e não havia forma de o agarrar. Os teus braços À minha volta, os meus apertando-te o corpo e as mãos passando pelas tuas costas como se procurando uma memória física que me fizesses lembrar um dia de como era abraçar-te. Tu passavas os dedos no meu cabelo, beijavas-me a testa e dizias baixinho "calma.....respira....." enquanto eu afundava a cara no teu peito e agarrava a tua camisola. 

-eu não sei como isto se faz....
-e eu nunca o fiz a gostar tanto de alguém, respondes-te

Olha-mo-nos, beijámos.nos, e um não conseguia soltar o outro. Soltei em sussurro um amo-te...disseste que um dia....um dia tudo ia ficar bem e nós íamos ficar juntos. Afastei-me, baixas-te a cabeça e saí. 

Podia escrever sobre o que se passou nos restantes dias, podia dizer o que me apeteceu fazer-te perante os 5 dias que se seguiram e perante as atitudes que tiveste. Podia enxovalhar-te e mostrar ao mundo a merda de pessoa e de homem que consegues ser quando o teu orgulho se sobrepõe a ti mas não vale a pena. Prefiro pensar em ti neste momento, sofrido como eu sofri, com medo de me perder, de perder aquela a quem chamas-te mulher da tua vida, de quem querias filhos e uma vida a dois, vida que cada vez mais sei não ser para ti. Perdoei-te mais do que uma vez, por mais do que um motivo, mas deste vez não deu, não deu mais. Deixas-te-me por minha conta na fase mais complicada e triste da minha vida e isso não faz, um amor verdadeiro e para a vida toda não faz isto. 

E agora, que sei eu de ti? Se me sofres ou me procuras, se já te arrependes-te ou se continuas a achar que assim foi melhor. Se já tens quem te aconchegue nas noites frias que só nesses países existem ou se ainda guardas o lado direito da cama para mim, tu, que nunca te ajeitas-te a dormir comigo e eu, que sempre dormi colada a ti. Deixei-te, deixo-te mas não te consigo virar as costas, talvez por hábito, necessidade, talvez, por durante tanto tempo te ter visto como o homem da minha vida. 


Liz

Killing me softly....#1

Momento Killing me Softly do dia:

Quando a mãe do Big me liga e me trata por minha menina, minha querida e me diz que gosta muito de mim. 

Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe....


Liz

Advices

Há uns tempos estava eu na padaria alegremente pensando em pão quente com manteiga e já ficando gorda com a ideia , quando oiço uma mui respeitável idosa (170 anos mais coisa menos coisa) dizer o seguir:

"Ai filhas! Vocezes deviam era ser espertinhas e deixarem-se de m*****! Façam como a minha mãezinha me disse e arranjem um homem Muito: Muito velho, Muito doente e Muito rico!" 


Eu ri-me, as "filhas" a quem a senhora se dirigia também e o conselho ficou.

Liz