terça-feira, 23 de julho de 2013

Um anjo cantando

Imaginem que o Apu dos Simpsons tinha um caso com um dos miúdos dos 1Direction. O resultado, estou convencida, que seria este

http://www.istosorir.com/a-pior-musica-do-ano/

Agora digam que a Liz não é amiga :)


Liz

domingo, 21 de julho de 2013

Leva-me #2

Decisão tomada, compro o passe de 3 dias e está resolvido. Se não me posso dar a estes luxos e extravagâncias quando o meu dinheiro ainda é só meu quando o vou fazer? To hell with that...

Trouxa feita e levada para o trabalho, 18:30 e saiu rumo ao Meco. Ansiosa, animada, aos pulos dentro do carro, eu só queria chegar aos concertos! Jantar rápido, trocar para uma roupa mais festival-logo-merdosa-que-já-se-sabe-que-vai-haver-pó-e-coisas e siga para o recinto. Foi o meu primeiro SBSR por isso só posso falar do que sei e o que sei é que toda a gente falava cobras e lagartos do recinto, empoeirado e caótico, com um campismo terrível e umas parcas condições de higiene. Pois que fiquei bastante surpreendida: apesar de ter vindo para casa com as pernas e os ténis castanhos, de ter estado durante um ou outro concerto a roer poeira e de ter visto na wc portátil onde fui a maior poia da minha vida, no geral, foi confortável e o espaço estava muito giro. 

Os concertos. Bem, os concertos foram só assim a atirar para o genial: 

Dia 1- perdi Arctic Monkeys porque os senhores do festival acham por bem começar uma coisa destas a uma 5ª feira quando toda a gente trabalha no dia seguinte, logo, o primeiro dia ia ser perdido. Pelo que me relataram e pelo que já vi no Youtube, terá sido o melhor concerto dos Macacos em Portugal, com o público e a banda ao rubro.

Dia 2- A começar pelos Kaiser Chiefs as apresentações estavam feitas! Vocalista louco, animal de palco, animadíssimo, a correr junto ao público e a tirar às meninas uns sofridos gritinhos cheios de estrogéneo. Seguindo para os cabeças de cartaz The Killers confesso que tive ali um momento ou outro que ia chorando. O espectacular show de luzes, o fogo de artifício, conffetis, chuva de fogos e a sensação de que eu estava num concerto privado e não num festival fizeram-me ficar ainda mais fãs destes senhores. Ah e a camisa às estrelas do Brando Flowers deu-me fornicocos nos joelhos!

Dia 3- Noite mal dormida, um dedo negro e uma forme de leão. Vamos para a praia, escaldão nas maminhas e um almoço feito de bolas de berlim. Chegar a casa, banho de água fria que o gás acabou, ir ao restaurante, sair para o festival. Confesso que me senti algo desiludida com o Gary Clark Jr. Dentro dos meus parcos conhecimentos musicais, só posso dizer que inventou demasiado, muita guitarrada e poucas letras. E chegam os Reis da noite: Queens of the Stone Age. Não sou fã de carteirinha, mas gosto muito de algumas das músicas e meus senhores, que concerto! Recinto cheio, metaleiros, rastafaris e betos, tudo aos saltos pela mesma banda. Moches, subir às cavalitas, 3 filmes no telefone. Um som fantástico, um show de luzes igual e um vocalista emocionado com a especialidade tuga: ser o melhor público para quem um artista pode actuar.

E hoje acordar sem voz e a cheirar a coisas que nem quis identificar, com um ninho de ratos num cabelo liso mas de barriga cheia, de emoções e não de comida. Gosto disto dos festivais, uma plateia inteira, milhares de pessoas em uníssono, a pensarem e a verem o mesmo, juntos, unidos, daquelas coisas bonitas de que o ser humano ainda é capaz. Uma pequena depressão-pós festival e até para o ano!



A abertura do concerto



O melhor de todos


Last but not Least
Liz

Leva-me #1

Fazer as malas é uma das coisas que mais gosto. Para passar a noite na companhia de quem se ama, para um fim de semana com os amigos, para uma semana na terrinha, é sem dúvida uma das coisas que mais me anima e me deixa com um sorriso. Pensar no que levar (e esquecer-me sempre de alguma coisa), fazer os conjuntos, planear, deixar-me ir de uma forma física já que a mente não se desliga nunca. Nunca.

Passei o fim de semana fora, festival no Meco, calções, tops curtos, escaldão no peito, sangria, gargalhadas, noites geladas, conduzir uma espécie de tractor familiar, ouvir bandas de luxo, saltar até me doerem todas as articulações da cintura para baixo, bandanas coloridas, ténis porcos, pó, 3 palcos, não ter horas para chegar, não ter horas para nada, um Sharpei preto com 2 meses, ouvir esta ás cavalitas de um amigo feito há um dia, lembrar-me da primeira vez que a ouvi, dormir numa tenda sendo levemente claustrofóbica, ir adormecendo com a cara no prato, comer os melhores secretos de porco preto da minha vida, beber o melhor café com leite de sempre e não sonhar todas as noites, um luxo para mim.

A merda é quando tem que se voltar e se está à porta de casa, carregada com as malas e a vontade de entrar não existe. Não por quem me espera mas pelo o que me espera, o mesmo, o igual, o "todos os dias". E a cidade que amo, a menina dos meus olhos, que todos os dias me dá motivos para me lembrar de quem me quero esquecer, com as suas curvas e esquinas onde um dia fui feliz e onde hoje, ou sinto um pequeno aperto no peito ou, ainda pior, não sinto nada. E sou dada a estas coisas, a estas estupidezes a que mais ninguém se dá, às quais mais ninguém se entrega. Já por aqui disse que emocionalmente sou um acidente de percurso e que vivo as coisas a extremos, ora ridiculamente feliz ora muito em baixo e isso ainda me vai dar conta do sistema mas, fazer o quê, quando nos fizeram nascer com o coração maior do que o peito?

Neste momento, só queria que alguém me levasse....

Liz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sofrimento que me acomete

Eu preciso confessar algo: não sei lidar com gente burra. É verdade, sei que sou eu que estou mal e que eu é que tenho o defeito e não os burros em si mas não consigo. Eu tento, respiro, faço ali uns segundos de Yoga, penso no Gosling nu, mas não consigo. Há um calor que se apodera de mim e não é um calor dos bons, é daqueles calores que iniciaram conflitos bélicos ou que fazem pessoas andarem à pancada no trânsito. 

Porquê todo este discurso? Passo a explicar:

Conheci uma miúda porreirissima no curso, super disponível, queridinha,  mitrinha, mas boa miúda e eu, Liz A Diplomata, aceitei-a no grupo de pessoas que deixo que falem comigo e às quais respondo com educação. Mas ela tem uma pequena falha, que consiste no curto circuito que por vezes se dá entre o hemisfério direito e o esquerdo da massa cor-de-rosa que reside dentro do seu loiro crânio (sem conotação com as loiras mas acho que o pigmento se entranhou...). E hoje, tive mais um momento lúdico com essa piquena amorosa:

-Olá estás boa miga (trato-a assim..)?
-Heyyyy sim migaaaaaa e tu?? (entendem agora?)
-Sim está tudo! Olha conheces alguma depiladora boa e que não seja muito cara?

Cito:

Máquina para fazeres? Se quiseres empresto-te a minha que nunca a usei e a minha arranca! Senão vê no forretas.com. Há la muitos descontos de depilação. Era lá que comprava.

.......
-Não querida! Eu quero é uma senhora depiladora. Conheces?
-Bah não sei mesmo! Já viste nos forretas.com?

Meus caros, a não ser que agora nos sites de compra e venda de coisas o tráfico humano seja permitido e estejam lá senhoras esteticistas/depiladoras à venda, por nacionalidade, experiência e especialidade, estou perante um caso gravíssimo de estupidez. A minha que ainda enviei uma segunda mensagem depois da primeira respostas dela....


Liz

Pequenas constatações em 4 dias

Nestes últimos quatro dias da minha vida profissional adquiri para mim estas pequenas constatações:

-Almoçar numa mini cozinha cheia de mulheres é como estar no Parlamento Europeu no dia em que a Alemanha disser que vai sair do Euro. Todos os dias!

-Se nos fizermos assim de meio distraídas ficamos a saber a vida de toda a gente sem ser preciso fazer uma única pergunta.

-Nunca contes a tua vida a ninguém!!!!

-Diz muitas vezes "desculpe", "obrigada", "com certeza" e "sim senhora".

-Come bolos e tostas carregadas com doce em frente à gaja que está a fazer dieta e ninguém te vai renovar o contrato.

-Um homem que trabalhe por um longo periodo de tempo num ambiente com muitas mulheres das duas uma: ou entra em modo "música de elevador" e ignora metade da informação ou vira gaja e começa a guinchar como elas.

-Gravidez, tampões, menopausa e manicure são temas de conversa comuns e recorrentes.

-Dizeres que moras ao pé de 3 bairros sociais já não provoca medo mas admiração.

Esperemos pelos próximos episódios!




Liz

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Klling me Softly #26

Não ter ninguém há meses. Conhecer um rapaz, super normal, nada demais. Ver que ele até tem uma conversa bacana, tem boa cabeça para a idade e aparenta ter projectos e objectivos. Tem como maior sonho ser pai, adora viajar e todos os dias me diz que sou linda, gira, jeitosa, com um feitio de m***** mas que é meu fã. 

A questão


Estar ao pé dele ou de uma rapariga é o mesmo. Zero, nada, nicles! Não mexe comigo, não me dá borboletas (nem gafanhotos quanto mais borboletas), não me faz fantasiar nada e nem com os copos ficou mais bonito ou sexy.


.....e os deuses sentados lá em cima, rindo às gargalhadas enquanto apontam o dedo para a minha foto, fazendo apostas a amendoins e tremoços. Cacete pah...


Liz

Primeiro dia!

Ora pois sobrevivi! Tretas, foi muito mais fácil do que pensava o que me deixa um pouco receosa pois pintaram-me a coisa um bocado negra e acelerada e, olhando para o dia da senhora que vou substituir, só me resta pedir ao Jesus que tenha pena de mim! 

Temendo o trânsito Lisboeta saí de casa uma hora antes. Resultado, em 15 minutos estava no trabalho (o meu Ferrari é liiiindo) e fiquei quase uma hora a olhar para o boneco dentro do carro. Deu para observar a quantidade de velhos que aquela hora já está a pé a fazer coisas e cenas de velhos, que a maioria das pessoas que vai abrir os escritórios chega atrasada e a correr, que a melhor parte de chegar uma hora antes ao trabalho é que se escolhe o lugar que se quer para estacionar e, em suma, eu fazia dinheiro a seguir pessoas pois ninguém pareceu notar que eu ali estava. 

Quanto ao trabalho: demasiada gente para decorar os nomes, malta jovem que posso tratar por tu, uma senhora engenheira, 3 homens numa firma com 22 empregados, sou a maior aos telefones e sinto-me pela primeira vez na minha vida constrangida pela quantidade de comida que consigo comer. Vou ser um bocado pau para toda a obra mas não me importo, desde que no fim do mês ele caia certinho.

Chegada a hora de almoço fui para a cozinha: 6 mulheres a comerem ao mesmo tempo, autêntico galinheiro, todas na base da saladinha, duas almôndegas, um ovo estrelado e um tomate e a xô dona Liz com um Tupperware com cerca de meio kilo de jardineira de frango. Ora pois que não pude despejar aquilo tudo no prato ou logo no primeiro dia me tornaria "A Alarve" e esta figurinha de vespa não comporta tais alcunhas! Contudo, continuo a não entender como mulheres adultas vivem a alface e atum, sem hidratos de carbono, calorias ou gorduras saturadas. Gajas..

O dia passou bem, voo, e eu a pedir aos meus santinhos todos que assim fosse. Não sirvo para estar parada, sentada, sem stress. Preciso sentir necessidade de me sentar e de fugir para lanchar ou fazer o xixizinho. Em suma, o dia passou bem, sou capaz de me sentir bem ali e, se tudo correr bem, comecei hoje a ser crescida :)




Liz

Brand new Start

E é hoje. É hoje que começo a trabalhar. Estou nervosa (em pânico), tenho medo de falhar, de fazer feio, de não estar a altura, de desiludir, de me desiludir. Estive parada 7 meses e assim tinha que ter sido. Quem me lê há algum tempo sabe que os últimos meses me morderam os tornozelos e me mandaram de cara ao chão algumas vezes. Foi uma altura de mudanças, redireccionamentos, reposicionamentos, reorganização planetária e de descoberta. 

Criei novas crenças e aboli algumas do antigamente, descobri que há coisas que não duram para sempre mas que as memórias são eternas, que os corações de carne também se partem e que isso dói, muito. Aprendi que não sou menos do que ninguém mas que sou um portento de rapariga, sei agora quem vai ficar comigo e quem não pode estar perto de mim, quem me faz feliz e quem só me deixa triste. E passou rápido, passou tão rápido...

A partir de hoje e se tudo correr bem, eu passo a fazer parte dos sortudos da sociedade, passo a ter um bem de luxo e de primeira necessidade. Desejem-me sorte que vou precisar dela!




Liz

Sexo e a Cidade

Eu pecadora e gaja me confesso: sou viciada nisto! Na sua futilidade, nas suas roupas bonitas, nos seus diálogos parvos e de como tudo isto acaba por se encaixar na dita vida  "real". Desde adolescente que vejo esta série mas só agora começo a entender algumas das piadas que fazem parte do guião. Em tempos passados tive um blog que assinava como Carrie (pita) e onde escrevia das futilidades de que uma miúda de 17 anos escrevia e era feliz até que um dia a coisa deu para o torto e eu encerrei o blog mas o gosto pela série continuou.

Sei como a série é mal falada por muitos, uma espécie de "delírio cor-de-rosa" fútil e fora da realidade pois nem as mulheres são assim tão amigas nem podem ser tão bem sucedidas como aquelas 4 são, todas ricas e poderosas e divas e tão novaiorquinas. Mas eu permito-me dar à história a minha interpretação e eu gosto, gostei e vou continuar a gostar muito. Há episódios fortes que me fizeram chorar que nem uma menina pequena e outros que me deixaram bem disposta. Há coisas em que me revejo e outras que me passam completamente ao lado. Há uma profissão que eu quero e, talvez, eu a consiga. Contudo, há coisas que nem eu consigo digerir muito bem:

Samanta: Mulher nenhuma faz tanto sexo como ela sem apanhar doenças venéreas, ficar grávida ou acabar mal falada, mesmo em Nova Iorque. Não é uma visão machista da personagem mas para mim ela é um bocado anedota. Em suma, faz aquilo que todas as mulheres queriam fazer mas que nenhuma tem coragem de assumir.

Miranda: Um misto de sapatona com dona de casa desesperada, Nunca gostei muito dela mas confesso que ela até diz umas coisas bem ditas.

Charlotte: Não tivesse eu uma amiga assim cor de rosa como ela e arriscava-me a dizer que ninguém é assim! Que mulher nenhuma passa pelas relações e continua uma princesa linda e a acreditar no amor. Claro que ela tinha que ficar afectada das ideias ou não casaria com um judeu gordo e que parece um macaco só porque o sexo é bom. Na..

Carrie: Aquela com que mais me identifico, até no Big. Escritora, desbocada, mais frágil do que se pinta, só gosta do que é bom e é apaixonada. Infelizmente, toda a série congenima em torno da história de "amor" dela com o Big trasmitindo a todas as mulheres por este mundo fora a seguinte ideia

Por mais merda que ele vos faça, mesmo que vos deixe no altar, mesmo que seja mulherengo, mesmo que não vos dê segurança, mesmo que vos tenha deixado na mão 1000 vezes, mesmo que só vos queira quando estão ocupadas e felizes

NÃO DESISTAM DELE!

É o que mais me enerva em toda a série: um homem que ok, é charmoso, sexy, rico, sabe dizer as coisas certas, mas que não passa de um cabrão que durante 10 anos a deixa andar na cepa torta por ele. Em parte porque ela quer, em parte porque ele não desaparece. E com isto, durante anos, esta série transmitiu a todas as mulheres que a ela assistiam a ideia de que mais vale um cabrão na mão do que um marido e dois filhos. E o pior? Impossível não torcer por aqueles dois...

 Enfim...fora as más línguas, vou continuar a vê-la e a digerir cada episódio como se fosse o último, o meu guilty pleasure. 




Liz

domingo, 14 de julho de 2013

Back in the Business

Bem minha gente, confessem lá a vossa Liz: quantos de vós já ponderavam ligar amanhã para os hospitais todos de Lisboa à minha procura?? Mas nada temam, a menina está de saúde e recomenda-se mas tive coisas para pensar, situações para digerir e planos para fazer. Amanhã conto.

De resto, o tempo da treta deixou-me toda toda com um ameaço de depressão que a cor boa de Verão já se começa a escapulir-se-me do corpo, estou naquela altura do mês em que vou pedir para a porta das Igrejas e há 6 meses que não dou um beijinho num moço jeitoso e isso começa a afectar-me o sistema!

Na manhã de ontem fui uma linda e dediquei-me à bicharada: Literalmente! A convite fui ter com a APCA em Sintra com a intenção de passear um cão. Confesso que a minha conforto zone me remete para gatos e coisas assim mais pró piqueno mas não podia ter gostado mais. Calhou-me a Violeta, uma princesa com uns anitos e nervosa, muito nervosa. Acreditem que passear pela serra de Sintra aka monte das cabras com um cão stressado que puxa e corre e foge deixa as suas mazelas mas sinto-me bem (fora a dor nas pernas e o braço direito no limiar de me cair). Ao fim de uma meia hora ela já estava muito mais calma e eu a sentir-me o senhor César Milan!! muahah Escusado será dizer que o que custa mesmo é devolvê-los ao canil, ver como ficam pé para não entrarem e como olham para nós como quem diz "então?". A repetir. 

Deixo-vos aqui a foto da minha boneca


De resto....ando a ter sonhos eróticos com quem não devia mas que me fazem acordar com um sorrisinho, chega a 00:30 e eu cheia de sono (progresso para quem não sentia ponta de sono antes das 2h da matina), afinal não estava mais gorda as pernas é que incharam com o calor (prevejo uma gravidez pacata daqui a uns anos...humpf) e amanha é um dia importante! Bom resto de domingo meus queridos *


Liz