quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Momentos #1

E no dia seguinte a teres-te queixado de uma situação no trabalho que te deixou triste e desanimada e a pensar que não te devias ter metido nisto, recebes um envelope com notas. 

E o mundo é de novo um lugar maravilhoso onde eu frequentemente me sinto mal por causa da minha boca grande.....


Liz

Dá miminho dá?

Confesso que me tenho visto acometida por alguma intolerância ao queixume estúpido alheio. Porquê queixume estúpido? Ora porque do queixume de quem eu gosto eu não me farto, eu oiço tudo e aconselho tudo, mas quando a coisa passa para queixinhas parvas de quem já se fartou de coçar o espaço entre a virilha esquerda e o respectivo tomate e agora não sabe o que fazer à vida, eu perco alguma da já residual paciência que tenho. É como diz mamãe sempre querida e carinhosa "a ti não se pode dizer nada que respondes sempre com duas pedras na mão". No caso dela, é mais um menir à Obelix mas isso são outras histórias.

Detesto gente que se pinta como carente, que está sempre tudo mal, que a vida não presta e que o amor não lhe bate à porta. Ainda que não por raras vezes esta pessoa seja eu, só o demonstro a uma ou duas pobres almas a quem pago todos os meses uma fiança para que me aturem, por norma, em boleias e gelados. E ainda que também eu me queixe sei que não ganho nada com isso e o mais certo é acabar num centro comercial perto de mim a gastar dinheiro que não tenho em coisas que, efectivamente, são-essenciais-à-minha-felicidade-ainda-que-seja-momentâneo mas ao menos deixo as pessoas em paz.

Agora se há coisa que não suporto mesmo, mas mesmo mesmo, assim a pontos de dizer daquelas palavras feias que fazem as mães por pimenta na língua é ouvir queixumes de quem se pôs mal porque quis. "Ah a minha namorada é horrível para mim, estou tão infeliz". Problema teu, arranja outra. "Ah só me calham cabrões, os homens não prestam". Problema teu, a sério, o problema és tu! "Ah as pessoas não prestam, só apanho desilusões e beka beka". Talvez se deixasses de contar a tua vida a tudo o que mexe e de confiar que toda a gente é como tu podia ser que os "maus" te largassem.

Sim sou uma cabra azeda, maldizente, maldisposta e malf......isso não que já disse que me deixei dessas coisas. Mas fazer o quê? Quando damos com os burros na água tantas vezes há coisas que acabam a mudar no burro em si...


Liz

quarta-feira, 31 de julho de 2013

I´ll show you mine you show me your´s #1

Já muito latim se gastou ao debater o que será mais proveitoso de ter: uma pilinha ou um pipi. Filósofos, feministas, padres e bêbados tendem a andar à volta desta problemática, sempre abordando a mesma aos olhos do próprio pensamento, excepto os bêbados, que se limitam a dizer pilinha e pipi e riem-se. Pois hoje chegou a minha vez de falar deste assunto, eu, que me sinto habilitada para tal pois não só tenho um pipi como conheço imensa gente que tem pilinha, tendo estado em contacto com uma ou outra em tempos passados.

Sendo eu uma pessoa de carácter científico e concreto irei então apresentar uma cuidada dissertação sobre as vantagens/desvantagens de ter um ou outro dos acima citados:

Pilinha

O Bom:

-Podem fazer xixi em qualquer lado sem ficarem com nada à mostra e sem se porem numa posição em que um bicho vos pode entrar nas entranhas, salvo seja!;
-Podem fazer concursos de xixi e calcular distâncias, alvos, potência e outros;
-É a única coisa num homem que cresce pois o cérebro mirra nas primeira 24 horas depois do parto;
-É o suficiente para serem mais bem remunerados do que uma mulher que exerça as mesma funções, podendo esta até ter mais estudos;
-Os vossos amigos podem gozar com vocês ou gabar-vos a dita sem que isso se torne estranho.
-Podem dar-lhe nomes.
-Por terem nascido com uma estão livres de ter que fazer um ser com 4 kg passar por ela. Já as Hienas não têm a mesma sorte...;
-Se dormirem com todas as mulheres da cidade são uns garanhões. Porquê? Porque têm pilinha;
-Podem andar nus pela casa enquanto são pequeninos porque "é uma coisinha tão gira";
-Continuam a andar nus pela casa mesmo quando já ultrapassaram os 70 anos.....;
-Se abençoados com uma de tamanho considerável e se souberem o que fazer com ela, a carreira como actor porno é sempre uma perspectiva de futuro;

O Mau:

-É a coisa mais feia que pende do corpo masculino, não sei porque está à mostra...;
-Estão SEMPRE sujeitos aos humores da dita. Na adolescência tem vida própria, na vida adulta precisa de estímulos e quando são velhos, haja Viagra;
-Podem ter sorte e nascer com uma porreira ou podem ser o homem mais bonito da vossa terra mas ter uma rolha de cortiça. You´ll never know...
-Têm o ponto mais frágil do vosso corpo à mostra;
-Emitem uma hormona que muitas vezes se sobrepõe ao cérebro, deixando-vos vulneráveis a mamas, rabos e caras bonitas;
-Se ela não quer, não quer e pronto. Não há discussão;
-A maioria dos exames envolvem cotonetes com 30 cm;
-Se o tomate avaria lá se vai o "resto".
-Possuir uma pilinha torna pouco másculo gostar de bebés, chorar, ver filmes românticos, gostar de cor-de-rosa, gostar de moda, fazer a depilação e todo um sem fim de situações que se vêm "castradas" só porque se nasceu com eles.....

Mas verdade verdade? O mundo podia existir sem homens e os seus apetrechos, mas não era a mesma coisa.


Liz

Perderam a vergonha

Hoje foi dia de festa aqui no estaminé pois uma das "mobílias" (aquela que eu vim "substituir") vai-se embora agora no fim da semana. O combinado? Almoço surpresa e cada um trás uma coisa. Só para combinar quem trazia o quê foi um bico de obra com 20 mulheres aos berros, depois, para montar o almoço de forma discreta tivemos que inventar uma mentirona mas contas, até correu tudo bem.

A parte gira foi ver que as Misses saladas/dietas/hoje só almoço um copo de água comeram que nem leoas, ou que nem eu, que não tive vergonha nenhuma e ataquei as empadas, croquetes, rissóis e toda uma infinidades de patês. Contas feitas até correu bem e foi um almoço giro, em tudo semelhante a um casamento cigano com gente a falar alto e comida que sobrou para os próximos  3 dias.

Contudo em 3 semanas de trabalho já consegui perceber muita coisa e, por algumas dessas coisas, resta-me rezar ao Menino Jesus e pedir misericórdia pela minha alminha.....



p.s- Dentro de dias terei por aqui uma novidade...mi aguardji!


Liz

terça-feira, 30 de julho de 2013

A intenção foi boa...

Hoje acordei assim meia desanimada e, por norma, umas das minhas soluções para estes dias é ir à gaveta dos rebuçados aka Lingerie e tirar de lá uma das minhas peças "pena que homem nenhum vá ver isto". Foi o que fiz e, graças à leve tonalidade bronzeada que já consegui sobrepor ao meu branco leitoso, fiquei toda contente com o conjunto de hoje, um rosa verão todo fornicoques. 

Vestida e boneca, siga para o trabalho. Trocar de roupa e vestir a farda (uma das melhores invenções das entidades patronais) e quando me vejo ao espelho dou por mim a envergar uma blusa branca meia transparente por cima de um sutien rosa fluorescente! Ora quando se está numa recepção e quando trabalhamos com 20 mulheres isto pode suscitar alguns comentários. Resultado, fui vestir o top de alças com que vim e agora estou a viver a minha própria sauna que a boss tem sempre frio e não podemos ligar o ar condicionado.

A intenção foi boa Liz...pensa assim....




Liz

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Desgraçómetro : ON

O tuga vai longe por uma boa desgraça. Vai muito muito longe pois para o tuga há poucas coisas mais emocionantes do que um desastre, daqueles cheios de mortos, que envolvem crianças e animais e que causam o caos nas redondezas. 

Ainda tenho muito presente o desastre de Entre-os-Rios e de ver um repórter entrevistar um labrego que se abeirava do local onde a ponte tinha caído. Pois o labrego em questão à pergunta do porquê de estar ali responde um "vim cá com a minha família. Tivemos curiosidade e queríamos ver como era ao vivo". Eu era miúda, ainda meia desligada do mundo, mas ouvir aquilo fez-me sentir uma, até então, estranha vontade de regar o senhor labrego com gasolina chegando-lhe de seguida um fósforo. 

Sei que é muito redutor dizer que só o tuga gosta de desgraças quando a atracção à desgraça é uma das peculiaridades da raça humana, mas eu só posso falar do povo que conheço. Se há mais gente a fazê-lo? Sim certamente, mas duvido que muitos mais o façam com o gosto do tuga. Sei que o tuga adora um espetamento na segunda circular ou a zona com mais transito em Lisboa não seria aquele lugar meio limbo do "sentido inverso ao acidente". O tuga abranda, espreita, tenta ver se há sangue, se foi com motas e carros, se foi só toque ou se houve capotamento. Por norma, isto dá azarinho e alguém vai ficar tão imerso no caos alheio que acaba a acelerar sem ver contra quem o faz.

Isto incomoda-me, perturba-me, talvez, por eu já ter tido um acidente, de madrugada, com duas amigas, aparatoso e ninguém parou para ajudar. Também não precisávamos pois o meu anjo da guarda deve ser super importante ou, tendo em conta o aparato da coisa, as probabilidades de ninguém se ter aleijado eram ínfimas. Mas ninguém parou. Sei o medo que agora reina nestas situações, conheço algumas das histórias em que pobres almas pararam para ajudar e acabaram num bordel em Bangkok mas....ninguém parou. 

Agora com a tragédia em Espanha o tuga teve mais uma lufada de ar fresco, mais um tema de conversa à hora de almoço enquanto beberica na bica demasiado quente. E enquanto a maioria dos comentários se prendia com teorias de engenheiros de bancada que falavam de forças centrífugas e angulos mortos, enquanto as Marias Desgraça comentavam a quantidade de sangue e vítimas espalhadas eu só pensava que naquele dia alguém ficou sem pai, mãe, irmão/a, marido, esposa, filho. Mas isto sou só eu....


Liz

Too much info

Comecei ontem a ler o "Fim da Inocência II", isto sem ter lido o I. Em uma hora li 9 capítulos e custou pousá-lo para ir dormir. Até agora estou no mínimo chocada com aquela informação, tendo em conta que se tratam de miúdos uma meia dúzia de anos mais velhos do que eu e já sabem mais "das coisas que os adultos fazem" do que eu saberia com a idade deles. Talvez, por aos 13 anos ainda pedir Barbies para o Natal e a ideia de sexo ser uma coisa feia, inexistente para mim.

Aguardo ansiosamente/cheia de medo os proximos capítulos....

Liz

domingo, 28 de julho de 2013

A menina dança?

Dançar é o que mais parecido existe com fazer amor sem tirar uma única peça de roupa. Sozinho ou a dois, dançar é sentir todos os pelos do corpo eriçarem-se, pequenas gotas de suor escorrem, a respiração acelera ou aprofunda-se e os olhos fecham-se para que tudo isto se sinta verdadeiramente.

Para se dançar não é preciso saber dançar, mas antes, sentir a música. É preciso entregar o corpo ao manifesto e deixá-lo fluir ao som da batida ou da voz, deixando que ela nos possua o corpo quando a alma já esta ganha. Se eu fosse um género musical seria um tango: a media luz, passos rápidos, rostos colados e toda uma envolvência e um poder de sedução que eu, efectivamente, não tenho mas que não me importava nada de um dia vir a ter. Mas do que eu gosto mesmo é de música, balada ou batida, rock n´roll ou jazz, eu oiço o que me encanta e não o que me fica bem ouvir, talvez, devesse ser assim nas outras curvas da minha vida.

Há uns post atrás disse como gostava de ter sido bailarina. De como gostava de conseguir comandar o meu corpo facilmente dispondo as pernas em arco, arabescos, pliês, saltos e piruetas, belíssimos e transcendentais, que dão aos bailarinos a aura mística de quem não é deus mas também não pode ser humano, mas antes, uma espécie de brinquedo divino emprestado aos mortais. Não imagino a sensação de liberdade e prazer interior que a possibilidade de usar o corpo como forma de expressão oferece a quem dança, posso apenas sentir na minha própria pele o que algumas músicas me permitem sentir: livre. 

Sendo uma das mais belas formas de expressão artística a dança tem 90% pain  para 10% gain, pede dedicação, alongamentos, unhas encravadas, calcanhares esfolados, lesões nas vértebras e joelhos e uma quase completa inexistência de vida pessoal. A dança é uma amante carente e pedinchona que não está para ser posta de lado por uma esposa e dois filhos. Vai pedir noites de dedicação à causa, vai pedir presentes caros, vai pedir viagens, vai pedir sangue, suor e lágrimas e eu, teria dado tudo isto de bom grado para um dia, me ter tornado bailarina.


E tal como alguém disse




Liz

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Madrastas

Não entendo a repulsa que algumas pessoas criam em relação ao novo conjugue daquele com quem tivemos filhos, especialmente, se essa pessoa trata as nossas crias como suas. Dizem que são ciúmes, medo que a mãe/pai novo sejam superiores a nós em afectos, carinhos e grau de fixeza (coisa em que eu costumava medir os adultos) acabando a mãe ou pai verdadeiros levados para um segundo plano, uma despromoção parental.

Conheço N casos de gente a quem isto aconteceu, mas, porquê? Porque o pai/mão verdadeiro era um autêntico zero à esquerda, um disfuncional, um ausente, um homem ou uma mulher que se demitiu desse cargo logo à nascença. Contudo, são os únicos que não reconhecem e aceitam este facto, passando para a criança as suas frustrações fazendo com que aquela que podia ser uma relação positiva e segura para uma criança que viu os pais a deixarem de gostar um do outro se torne um tormento, um alvo a abater.

Quanto a mim, e do alto da minha sabedoria de quem não percebe nada de coisa nenhuma, serei capaz de admitir ao pai dos meus filhos que seja um mau marido mas nunca um mau pai, tal como sou capaz de admitir que ele siga com a sua vida mas nunca, que exponha os meus filhos à porca barraqueira com quem poderá "namorar" depois da nossa separação. Se, ao invés, essa mulher tratar bem os meus filhos, lhes der carinho e bons tratos e se eu sentir que os trata com os cuidados de mãe e não de madrasta, então que seja! "Quem meus filhos beija minha boca adoça" e é exactamente o que penso, eu, que não tenho filhos, nem tive marido e tenho uma certa tendência a chamar nomes às posteriores ao meu reinado. Contudo, pelos meus petizes, serei certamente uma senhora, apesar dos pequenos estarem obrigados ao seguinte discurso:

-Madrasta tu és gira mas a minha mãe é linda!
-Madrasta tu cheiras bem e tens um colo fixe mas a minha mãe é perfeita!
-Madrasta tu e o pai ontem a noite fizeram muito barulho mas a minha mãe fez-me!
-Madrasta a tua comida é boa mas a da minha mãe tem duas estrelas Michelin!

And so on.....o quê? Sou sensata mas não deixo de ser mulher!



Liz