segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Recadinho

Dizem-me que ainda sou muito julgadora ou judgemental e acreditem que já o fui muito mais. Dizem também que tenho uma opinião sobre tudo e que tenho uma mania estranha de ver tudo no preto e no branco, abolindo a zona cinzenta da minha vida. Dizem que a isto se chama falta de visão. Para mim, prefiro chamar-lhe princípios e por isso, aqui vai:

Ás meninas inseguras:

-Se sabem do passado de um gajo, se o viram enquanto namorava com outra e se presenciaram o belo merdas que ele foi para ela não se espantem que ele vos coma as papas na cabeça e vos minta descaradamente nas vossas trombinhas;

-Apagar números de telefone, Facebook, Skype, Linkedin ou qualquer merda destas não corta qualquer ligação. Aprendam: um homem quando quer, faz. Venha o exército, o Rei de França ou a Merkel montada no Passos Coelho que ninguém os pára. Um homem é fiel porque quer não porque lhe é imposto;

-Nem todas as gajas são como vocês e nem todas as gajas se podem gabar de namorar com um portento de homem para, contas feitas, só não apanharem uma surra porque o vosso anjinho da guarda se meteu ali no meio e a discussão amainou:

Os cabrõeszitos:

-Se esperam fidelidade e um futuro lindo e feliz com uma gaja que se enrolou convosco enquanto ainda namorava com o coitado que a tinha como deusa da coca-cola, desenganem-se. É aparecer outro otário que lhes dê mais e vocês acordam na manhã seguinte enfeitados e lindos;

-Educação e espinha dorsal nunca foi sinónimo de burrice ou falta de amor próprio e tal como dizia avózinha, há quem veja mais a dormir do que muita gente acordada. 

-Os princípios não mudam conforme as situações e tomates e personalidade não são sinónimos de testículos e egoísmo.


Posto isto, a amiga Liz vai dormir que hoje o dia foi estranho. 


Liz

Meu coração faz *pum pum*

Segunda feira de manhã, comboio finalmente cheio como no mês de Agosto nunca o apanhei, plataforma cheia como no mês de Agosto nunca esteve, Liz de calção e e top fru-fru contrastando em tudo com o ar cinzentão e deprimido da maioria das pessoas que, claramente, acabou ontem as férias. 

Liz entra no comboio de phones nos ouvidos a curtir um som do além  quando olha para trás e se vê perante este cenário: 

-Cabelo realtivamente curto, barba negra, cerrada, a ficar grisalha mas impecavelmente aparada. Perfeita. Braços tatuados nas chamadas sleeves  e uma tatuagem a espreitar do "decote".

-T-shirt vermelho escuro, meio justa, decote em V e com uma serigrafia impressa.

-Calças azuis escuras, meias as losangos, ténis.

-Um livro de desenho e ,na mão, uma lapiseira. Será tatuador, artista, só um gajo com mesmo muita muita mas muita pinta?

Levantou-se e saiu na paragem antes da minha. É um pouco mais alto do que eu e espantem-se as alminhas (como a minha) que esperavam um físico descuidado:

-Mesmo em frente a mim o senhor levanta uma ponta da t-shirt para limpar os óculos de sol fashion e eu vejo-me perante um V perfeito e um peitoral trabalhado e bonito.

Perante isto, peço ao Santo padroeiro dos encontros fortuitos dentro de comboios que olhe por mim e me volte a fazer cruzar com aquele homem sexy e com ar mauzão que aqui a Je ficou levemente apaixonada por ele. Sim?


Liz


Leve leve leve...

Há meses que não me sentia assim, há muito mais de 7 meses certamente. Depois de uma semana igual às outras, meio turbulenta, meio desanimada, meio eu-estou-farta-desta-vida-assim, consegui um fim de semama perfeito onde me consegui sentir como não sentia há muito tempo....leve.

Hoje quero dormir, hoje quero dormir bem, refastelada na cama onde na 6ª feira eu não cabia mas onde hoje, eu me quero deitar como se fosse a maior almofada do mundo. Aqui que ninguém nos ouve eu até me arriscava a dizer que sinto em mim uma ínfima e residual ponta de felicidade e isto senhores, é o maior luxo a que me permiti desde há muito, muito tempo. 


Liz

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Melancolia das horas de trabalho

Gosto de ritmo acelerado, preciso dele, é o que me mantêm mentalmente sã (como se ainda existisse algo são dentro desta cabeça). Gosto de não ter tempo para respirar, de ter que ir à casa de banho a correr e de tirar 5 minutos para enfiar um iogurte goela abaixo. Gosto de me fardar à pressa e de apanhar o cabelo num rabo de cavalo pois o calor já não se aguenta. 

E porque gosto eu deste ritmo que tantas pessoas consideram avassalador e fisicamente traumático? Porque um corpo cansado é sinal de noite bem dormida e eu, não tenho conseguido dormir. A cama que é minha há 5 anos, composta pelo colchão escolhido a dedo para mim, feita com os lençóis sempre imaculadamente por mim passados a ferro, é-me agora estranha, desconfortável. 

Estou cansada, doí-me o corpo, a cabeça, e os olhos pesam mas não consigo dormir. Não um sono reparador, descansado, daqueles que gabamos aos pequeninos a sorte de  dormirem assim. Ando às voltas, tenho calor e fico suada, arrefeço e acordo a tremer em pleno mês de Agosto. Os pés batem no fundo da cama em madeira corpulenta e a cabeça, dá demasiadas marradas dolorosas. É como se tivesse ficado demasiado grande para a cama onde durmo, como se um colchão de corpo e meio já não fosse o suficiente para 1,74 e 60 kg de gente. 

E o resto se passa com tudo o resto. Tudo me aperta, constringe, empacota ou deixa desconfortável quando até o comboio é demasiado pequeno para mim, eu, que se quero ir confortável, vejo os meus joelhos a baterem no banco da frente. Sinto-me fora do meu meio, do meu habitat natural e, quase como  um caranguejo ermitão, a minha concha está agora demasiado pequena. Preciso desesperadamente de encontrar outra, de preferência hoje, porque hoje, eu só me queria sentir pequena outra vez...


Liz

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ah realidade...


Porque à noite não tenho sono e de manhã acordo de rastos. Porque lá fora está um dia espectacular e eu tenho janelas com vista para o Tejo mas, cá dentro, tenho o ar condicionado ligado. Porque o meu bronze estonteante debaixo destas luzes fica amarelo. Porque hoje saí de casa e, pela primeira vez, estava vestida como alguém da minha idade e isso foi muito muito estranho....

Desculpa escolinha ter falado mal de ti tantas e tantas vezes.....


Liz

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conhecer um ginásio ou a história de como quase perdi um rim

E como tudo o que já é bom só pode ficar melhor (e vice-versa) la foi sô D. Liz de seu nome tentar conhecer melhor um ginásio aqui na sua zona. Viagem inocente e depois do trabalho (logo, pouca paciência) e lá fui eu para o dito espaço. A entrada tá gira, meia de esguelha e cheia de recantos mas toda moderna e cenas. Dirijo-me à recepção onde um senhor cujo bícepes eram maiores que a minha cabeça me pediu para aguardar um momento que ia chamar a colega comercial. E assim foi e uma pequena e saltitante loira enérgica veio ter comigo toda ela "transpirando comercial". 

Volta pelo ginásio, balneários, estúdios de exercício e estamos novamente no átrio! Ora fartinha de conhecer a conversa de comercial estou eu pois desde tenra idade cabe a mim a tarefa de mandar embora as pessoas que vêm à minha porta vender coisas à hora do jantar, logo, topei-a à distância.


Quanto ao ginásio:

-Moderno e até moderadamente bem equipado mas pequenino pequenino. Senti que se fosse para a máquina que trabalha as costas acabaria certamente a dar um cotovelada a alguém e isto deixou-me ansiosa.

-Os balneários têm 30000000 de cacifos mas a zona de duche não tem portas, só uns vidros assim em posição estratégica. Se eu quiser tomar banho em jogo de luzes com mais umas 10 mulheres eu vou para o exército e não para o ginásio.

-As aulas são todas naquela hora de m**** em que, ou estou ainda no trabalho, ou já-tá-tarde-como-tudo-e-eu-cheia-de-fome.

-Pelo preço que pedem posso muito bem ir para um ginásio "fino" onde me dão toalhas e onde tenho porta para tomar banho.

-Cheirava a homem no ginásio todo. 

Quanto à comercial:

-Insistente, intrusiva, marketeer de guerrilha. Detestei, fiquei desconfortável, quis-me vir embora. 

-Deu-me um convite para ir treinar mas nunca mais lá volto pois se há coisa que não gosto é de me sentir obrigada ao que quer que seja, seja por quem for e depois de hoje temo perder um rim ou um pulmão se lá voltar a pôr os pés pois a mulher não tem noções.

Valeu-me a ratiçe de ter dado o número de telefone errado ou ela vinha-me buscar a casa....e eu só queria um panfleto...




Liz

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Porque não é nem nunca foi um lacinho cor-de-rosa

Digam o que disseram, nada há de mais feminino no corpo de uma mulher do que os seus seios. Grandes, pequenos, arrebitados ou descaídos são e sempre serão uma parte importante (talvez, demasiado?) do corpo e da mulher. Os seios de uma mulher são seus e só seus. Cresceram com ela, obrigaram à compra do primeiro sutien, doeram quando deixaram de ser "caroçinhos" para se tornarem mamas, tornaram-se objecto de desejo ou de dores de costas e de cabeça, mas sempre, foram única e exclusivamente, seus. 

O The Scar Project fala exactamente disto e mostra, da maneira mais explícita e até crua possível, o que um cancro da mama faz a uma mulher. Não é a quimioterapia, a cirurgia, o perder o cabelo. A quimio passa, a cirurgia, se Deus quiser, há-de correr bem e o cabelo volta a crescer mas, o peito? A mama que se perdeu? Essa já ninguém a trás de volta pois com ela foi-se a paz que qualquer mulher deveria sentir com o seu corpo, porque o "meu" corpo não me pode por doente, não me pode fazer mal e "eu" não o quero mutilar porque lá no fundo no fundo, eu até gosto muito dele assim. Uma exposição que tem tanto de bela como de dolorosa.....as mulheres vão-me entender. 



Liz

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

De volta ao batente

E entediada como o raio. Não gosto disto, não funciono bem assim, preciso estar a mexer, preciso sentir-me útil, que mereço o dinheiro no fim do mês....

O mais provável é daqui a dois dias estar a escrever em puro desespero enquanto espumo levemente e tenho quebras de tensão porque o ritmo de trabalho não se aguenta. Pela boca morre o peixe Lizinha....

Liz

domingo, 25 de agosto de 2013

Inquérito online #7

Eu tenho visto todo o Sexo e a Cidade que o meu corpo aguenta, eu leio todas as revistas femininas que apanho, vejo o Dr. Phill e até já fui à bruxa e, ainda assim, há uma questão não me deixa dormir:

Será que homens e mulheres não podem mesmo ser SÓ amigos?

Passo a explicar: 

Eu prefiro amizades com homens. Porquê? Porque os homens não complicam, não coxixam, não metem veneno, não competem na roupa e quando um homem quer dar a sua opinião, dá e pronto. Sem rodeios e sem os medos que as mulheres sentem. Além disso eu gosto de ir à bola, de comer nas roulottes, de conduzir, falo alto e "com as mãos" pelo que não há por aí muitas mulheres que achem piada a isso. O problema é que também não tenho encontrado muitos homens que alinhem comigo nisto e ao fim de algum tempo não queiram "ver com as mãos" como é ser-se uma miúda assim e estou um bocado farta disto porque eu não dou sinais de nada, não me ponho a jeito nem deixo transparecer de algo que depois não dou por isso, não entendo. Posto isto:

Será que mulheres e homens não podem mesmo ser amigos ou será que isto é possível sem que existam momentos constrangedores em que alguém acaba a sentir-se usado? 


Liz



Anda tudo a gozar com uma pessoa....

No Feicebuke é só gente a assumir relações, fazendo disso um evento com fotos do casal e bla bla bla. Depois há também os que se casam ou os que vão casar e escarrapacham a festa toda na rede social. Há também quem tenha bebés ou tenha ficado agora grávido (sim, a típica frase do "estamos" grávidos). E como se isto não bastasse agora o anúncio de fundo de quando inicio sessão no dito cujo é sobre um site de encontros......

Alguém me está a querer dizer alguma coisa? Não? Okay...paranóia minha portanto....





Liz