quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Momento lindinho do dia


Boa noite :)

Liz

Mas....é meu.

Eu não sou mãe nem sei se vou ser, contudo, há algo em relação a esta coisa dos petizes que me deixa certezas e me faz tecer afirmações nada flexíveis: eu não conseguiria dar um filho para adopção. Choca-me, levanta-me demasiadas questões, faz-me pensar em coisas em que eu não gosto de pensar...

Concebi-o dentro dentro de mim, dei-lhe do meu corpo para ele crescer, senti-o mexer, senti a fome que dizem que estar grávida dá, acordei a meio da noite com um pezinho enfiado num pulmão e, no fim, dei-o à luz. E ele nasce e pode ser parecido comigo, com o pai, com uma tia-avó que nem nunca vi e é meu, 50% daquela amostra de gente é minha! Como terei eu coragem para depois de tudo isto o dar a alguém para ser essa pessoa a sua mãe, a sua família? E se não o tratam bem? E se ele um dia descobre que eu o dei e vem à minha procura e me pergunta "porque me deste tu?"? Como posso pedir à outra família para mantermos o contacto e como podem eles aceitar? 

Acho duma nobreza de espírito imensa o gesto de adoptar e eu própria gostava de um dia dar uma casa a uma criança, dar-lhe a minha casa, mas dar um filho meu? Perder a minha criança? Perdoe-me (ou não) os conservadores mas choca-me muito menos fazer um aborto às primeiras semanas, quando ainda é pouco mais que células em divisão e crescimento a dar um filho para adopção depois de feito e nascido. É que depois de nascer eu tenho o direito de o ver crescer e ele tem o direito de me ter como mãe e se for um dia a mãe que penso que posso ser....vou ser a maior galinha do mundo e coitados dos meus filhos que vão andar lambuzados de beijos e repletos de cuidados e colos quentinhos. Mas isto são tudo suposições...


Liz

Críticas VS Aziamento

Gosto de críticas. Fazem-me bem, cresço, aprendo e sou suficientemente desprovida de inflações do ego para as aceitar, quando justificadas, com um propósito.

Não suporto o aziamento. Detesto, repudio, acho ridículo e de uma falta de coisas melhores para fazer ou  de loiça para lavar. Não acrescenta nada, só diz que está mau, pega nas pequenas coisas para meter veneno, enoja-me, revolta-me. 

Aos críticos, eu agradeço. Aos aziados, mando-os f......copular de forma abrupta e violenta no traseiro  :)






Liz

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aquela sensação

Sabem quando estão apaixonados? Aquele sentimento, os pés que não tocam mais o chão, o sorriso parvo estampado no rosto, os olhos que brilham, o coração que bate acelerado mas a compasso, a boa disposição constante? Pois eu estou assim. E a melhor parte? Não estou apaixonada por ninguém, logo, este sentimento não se vai embora porque não estou "dependente" de mais ninguém para o viver. 

Depende de mim, nasceu em mim e bate unicamente dentro do meu peito. É meu, a minha paixão, a minha pancada, o meu flirt, a minha relação. O porquê de estar assim? Imaginem que descobrem que a vossa paixão, a vossa "coisa preferida no mundo", é também apreciada pelos outros. Imaginem fazer algo que vocês fazem por amor à camisola e que, afinal, é bom, há mais quem goste, faz nascer nos outros empatia e solta uns "é como eu penso/sinto/concordo"?

Conseguiram imaginar? Então agora digam lá que eu não tenho motivos para estar assim...


Liz

terça-feira, 3 de setembro de 2013

As maravilhas do mundo animal

Segundo esta notícia

http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/uma-das-ras-mais-pequenas-do-mundo-consegue-ouvir-com-a-boca-1604756

É possível ouvir pela boca! Não imaginam o jeito que isto dava a algumas pessoas e as chatices que isto me poupava! É que assim, se certas pessoas ouvissem a quantidade de porcaria que estão a dizer ao mesmo tempo que as proferem talvez tivessem maior consciência da quantidade de caca que dizem :)

Liz

B-A-BA do Casal Mitra

Quem nunca teve a felicidade de se cruzar com um casal de mitras então nunca teve o prazer de se sentir como o David Attenborough, o cientista do National Geographic. São uma visão de rara beleza, que não prima pela beleza em si mas pelo choque que consegue despertar em quem os observa, uma espécie de Flamingos azul-turquesa com olhos amarelos. Para quem ainda não se viu perante tamanha demonstração da falta de limites do ser humano eu, Liz Efigénia, irei proceder a uma cuidada e extremamente científica demonstração de como estes seres funcionam no seu dia-a-dia: (imaginem isto com o sotaque inglês do David)

Presenting



O Casal Mitra

Os nomes - Os nomes do casal mitra têm que ser completamente caóticos e um atentado à boa fonética e audição de qualquer mortal mas, acima de tudo, têm que funcionar entre si! Para ela encontramos variações como Jessica Patrícia, Cátia Vanessa ou Rute Micaela. Já para ele podemos ver coisas como Jackson Rúben, Flávio André ou Ivo Mauro. Para quem leu o B-A-BA do Jogador de Futebol decerto encontra aqui semelhanças. Tal facto não é de admirar ou não fosse a maioria dos jogadores de futebol mitras com dinheiro.

A roupa- Espampanante, horrorosa, com tachas e brilhos e pelo menos dois tamanhos abaixo do recomendado pela Sociedade Portuguesa de Doenças Vasculares. Para ela, o rosa choque e o amarelo canário têm tudo para dar certo, sempre conjugados com a sandaleca mais feia da Seaside (ou do chinês, vai dar ao mesmo) ou com uma bota cowgirl em branco puro e com padrão crocodilo. Para ele, "téni" da Airmax, calça da Salsa a apertar no rabinho e ligeiramente mais larga na perna e t-shirts demasiado justas, quer tenha ele uma largura de costas em tudo igual à de um armário do Ikea ou uma barriga gorda e flácida e saltitante. Mas o mais casual que um mitra consegue usar é mesmo o fato de treino da adidas ou da nike. 

O carro- o carro do casal mitra é a base do seu amor. É o que os mantêm juntos e unidos, acima de tudo, quando vão para os picanços na Vasco da Gama, onde cabe à gaja gritar um "vai bé!!!" enquanto ele acelera num saxo de 1258 1.2 e com a panela de escape rota. E depois sim realmente há casais mitras que têm os carros modificados à laia da Lei do Xuning e realmente ficam com grandes máquinas mas esses não são diferentes dos outros, simplesmente preferem passar fome a passar vergonha na Ponte.

Saúde e Higiene pessoal- Tem que existir gel, tem que existir muito gel. Tem que existir um dente podre ou com um piercing brilhante. Tem que existir um piercing ali entre o queixo e o lábio ou no sobrolho mas este não pode ter cicatrizado bem e tem que ter deixado uma marca nojentinha. Elas, têm que estar ou demasiado maquilhadas ou a parecer a Charlize Theron no Monster; Eles, têm que parecer o Cristiano Ronaldo ou....o Cristiano Ronaldo num dia "casual".

Os empregos- os empregos do casal mitra costumam ser:

Elas: funcionárias numa qualquer loja do grupo Inditex, manicures, cabeleireiras ou funcionárias numa cadeia de fast-food. Algumas têm sorte e tornam-se mulheres de futebolistas.

Eles: Mecânicos, funcionários em lojas Inditex ou cadeias de Fast-Food, Barman´s ou trolhas.

As crianças do casal mitra - Como será de esperar, estes petizes nascem para continuar o legado dos pais deixando-os orgulhosos não quando começam a falar, a fazer gracinhas ou a andar mas antes, quando dizem o primeiro palavrão, dão um estalo à mãe ou cospem para o chão tal como o seu santo pai faz. Ah claro, o nome da criança! Lyonceé Vicktória diz-vos alguma coisa?

A casa - Por norma partilhada com os pais de ambos, a tia velha maluca, o avô com incontinência e a irmã que ficou grávida aos 16 anos. Sem nunca esquecer o Pitbull dele e o Caniche dela já o coitado com mais de 30 anos e meio amarelado como se tivesse apanhado humidade. 

Agora, a verdade verdadinha? Para todo o tacho existe a sua tampa e por mais que eu goze com este estereótipo por todos nós tão bem conhecido quem me dera a mim ser tão feliz a passear à beira mar (Praia de Sto Amaro de Oeiras...) de mão dada com alguém como já vi uma vez um casal de mitras sem dentes e cenas....





Liz

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Recadinho

Dizem-me que ainda sou muito julgadora ou judgemental e acreditem que já o fui muito mais. Dizem também que tenho uma opinião sobre tudo e que tenho uma mania estranha de ver tudo no preto e no branco, abolindo a zona cinzenta da minha vida. Dizem que a isto se chama falta de visão. Para mim, prefiro chamar-lhe princípios e por isso, aqui vai:

Ás meninas inseguras:

-Se sabem do passado de um gajo, se o viram enquanto namorava com outra e se presenciaram o belo merdas que ele foi para ela não se espantem que ele vos coma as papas na cabeça e vos minta descaradamente nas vossas trombinhas;

-Apagar números de telefone, Facebook, Skype, Linkedin ou qualquer merda destas não corta qualquer ligação. Aprendam: um homem quando quer, faz. Venha o exército, o Rei de França ou a Merkel montada no Passos Coelho que ninguém os pára. Um homem é fiel porque quer não porque lhe é imposto;

-Nem todas as gajas são como vocês e nem todas as gajas se podem gabar de namorar com um portento de homem para, contas feitas, só não apanharem uma surra porque o vosso anjinho da guarda se meteu ali no meio e a discussão amainou:

Os cabrõeszitos:

-Se esperam fidelidade e um futuro lindo e feliz com uma gaja que se enrolou convosco enquanto ainda namorava com o coitado que a tinha como deusa da coca-cola, desenganem-se. É aparecer outro otário que lhes dê mais e vocês acordam na manhã seguinte enfeitados e lindos;

-Educação e espinha dorsal nunca foi sinónimo de burrice ou falta de amor próprio e tal como dizia avózinha, há quem veja mais a dormir do que muita gente acordada. 

-Os princípios não mudam conforme as situações e tomates e personalidade não são sinónimos de testículos e egoísmo.


Posto isto, a amiga Liz vai dormir que hoje o dia foi estranho. 


Liz

Meu coração faz *pum pum*

Segunda feira de manhã, comboio finalmente cheio como no mês de Agosto nunca o apanhei, plataforma cheia como no mês de Agosto nunca esteve, Liz de calção e e top fru-fru contrastando em tudo com o ar cinzentão e deprimido da maioria das pessoas que, claramente, acabou ontem as férias. 

Liz entra no comboio de phones nos ouvidos a curtir um som do além  quando olha para trás e se vê perante este cenário: 

-Cabelo realtivamente curto, barba negra, cerrada, a ficar grisalha mas impecavelmente aparada. Perfeita. Braços tatuados nas chamadas sleeves  e uma tatuagem a espreitar do "decote".

-T-shirt vermelho escuro, meio justa, decote em V e com uma serigrafia impressa.

-Calças azuis escuras, meias as losangos, ténis.

-Um livro de desenho e ,na mão, uma lapiseira. Será tatuador, artista, só um gajo com mesmo muita muita mas muita pinta?

Levantou-se e saiu na paragem antes da minha. É um pouco mais alto do que eu e espantem-se as alminhas (como a minha) que esperavam um físico descuidado:

-Mesmo em frente a mim o senhor levanta uma ponta da t-shirt para limpar os óculos de sol fashion e eu vejo-me perante um V perfeito e um peitoral trabalhado e bonito.

Perante isto, peço ao Santo padroeiro dos encontros fortuitos dentro de comboios que olhe por mim e me volte a fazer cruzar com aquele homem sexy e com ar mauzão que aqui a Je ficou levemente apaixonada por ele. Sim?


Liz


Leve leve leve...

Há meses que não me sentia assim, há muito mais de 7 meses certamente. Depois de uma semana igual às outras, meio turbulenta, meio desanimada, meio eu-estou-farta-desta-vida-assim, consegui um fim de semama perfeito onde me consegui sentir como não sentia há muito tempo....leve.

Hoje quero dormir, hoje quero dormir bem, refastelada na cama onde na 6ª feira eu não cabia mas onde hoje, eu me quero deitar como se fosse a maior almofada do mundo. Aqui que ninguém nos ouve eu até me arriscava a dizer que sinto em mim uma ínfima e residual ponta de felicidade e isto senhores, é o maior luxo a que me permiti desde há muito, muito tempo. 


Liz

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Melancolia das horas de trabalho

Gosto de ritmo acelerado, preciso dele, é o que me mantêm mentalmente sã (como se ainda existisse algo são dentro desta cabeça). Gosto de não ter tempo para respirar, de ter que ir à casa de banho a correr e de tirar 5 minutos para enfiar um iogurte goela abaixo. Gosto de me fardar à pressa e de apanhar o cabelo num rabo de cavalo pois o calor já não se aguenta. 

E porque gosto eu deste ritmo que tantas pessoas consideram avassalador e fisicamente traumático? Porque um corpo cansado é sinal de noite bem dormida e eu, não tenho conseguido dormir. A cama que é minha há 5 anos, composta pelo colchão escolhido a dedo para mim, feita com os lençóis sempre imaculadamente por mim passados a ferro, é-me agora estranha, desconfortável. 

Estou cansada, doí-me o corpo, a cabeça, e os olhos pesam mas não consigo dormir. Não um sono reparador, descansado, daqueles que gabamos aos pequeninos a sorte de  dormirem assim. Ando às voltas, tenho calor e fico suada, arrefeço e acordo a tremer em pleno mês de Agosto. Os pés batem no fundo da cama em madeira corpulenta e a cabeça, dá demasiadas marradas dolorosas. É como se tivesse ficado demasiado grande para a cama onde durmo, como se um colchão de corpo e meio já não fosse o suficiente para 1,74 e 60 kg de gente. 

E o resto se passa com tudo o resto. Tudo me aperta, constringe, empacota ou deixa desconfortável quando até o comboio é demasiado pequeno para mim, eu, que se quero ir confortável, vejo os meus joelhos a baterem no banco da frente. Sinto-me fora do meu meio, do meu habitat natural e, quase como  um caranguejo ermitão, a minha concha está agora demasiado pequena. Preciso desesperadamente de encontrar outra, de preferência hoje, porque hoje, eu só me queria sentir pequena outra vez...


Liz