sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A imagem

....do meu emprego de de sonho


e que não sei se vou algum dia conseguir ter.

Não sirvo para viver para o trabalho. Para me entregar durante horas e dias a uma tarefa só porque ela me dá dinheiro. Preciso de mais, duma bonificação mental, dum imenso prazer que faça valer a pena qualquer dinheiro. A minha mãe diz que para se ter dinheiro é preciso gostar de dinheiro e eu não gosto. Eu gosto daquilo que me ele proporciona, os prazeres que daí advém, a estabilidade financeira. Talvez por isso eu nunca vá ter dinheiro, ou nunca vá ser rica. Talvez um dia consiga o emprego de sonho onde me pagam para escrever todos os dias, unica e exclusivamente, escrever todos os dias sobre assuntos que me interessam e motivam.

Talvez eu nunca consiga o meu emprego de sonho, talvez mais tarde eu me sinta comida por um emprego ou por 1000, talvez a carreira me leve a melhor e....talvez...com mesmo muita muita sorte....eu consiga o meu emprego de sonho. Talvez..


Liz

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

E fosse eu um marmanjo

Já por aqui algumas vezes disse que eu e o meu grupo de amigas somos umas espécies de gajos presos nos corpos de gajas boas (claro que todas as minhas amigas são boas OH!) e como tal, não raras vezes demos por nós a pensar que tipo de gajo seríamos se tivéssemos nascido com uma pilinha e não com um pipi. Do fruto da minha conturbada e psicadélica imaginação, nasceu o

Ricardo

-Porquê Ricardo? 
Porque a minha mãe já deixou claro umas 12564185 vezes que se eu fosse o 3º menino dela me chamaria Ricardo, nome que o meu irmão do meio devia ter mas, espantem-se, o meu pai quando o foi registar enganou-se e chamou-lhe outra coisa! :) (este episódio ajuda a explicar algumas situações na minha vida...)

-O físico:
Bem tendo em conta que em gaja sou alta como gajo (e olhando para os meus irmãos) devia ser um escadote. Teria os olhos verdes ou assim naquele castanho cor-de-burro-quando-foge tal como o meu pai e os meus irmãos (cabrones...) e cabelo castanho escuro. Provavelmente teria continuado a natação (coisa que deixei aos 15 pois parecia uma jogadora de rugby) e hoje teria assim uma largura de ombros bem sexy. 

-A maneira de ser:
Aqui a coisa complica-se pois duvido que fosse muito diferente. Seria um daqueles gajos com piada, amigalhaços, sempre bem dispostos mas um conas com as gajas, pois é assim que sou como mulher, mudando a direcção da minha conice claro. Até podia ter sido um cabrão em tempos mas depois de uma porca sem coração me ter partido o meu, certamente, teria encontrado a luz e seria agora um homem para casar.

-Gaja-tipo:
Alta ou baixa mas morena que não acho piada às loiras. Curvas e uns dentes bonitos e bem cuidados. Tendo em conta que olho descaradamente para o peitoral definido de um homem imaginem enquanto homem para onde ia eu olhar....Tinha que ser de sorriso fácil e entender o meu sarcasmo ou levava com o meu sovaco peludo na cara e nunca mais me via. 

-Os amigos:
Todas as minhas gajas em versão gajo com a diferença de que não falaríamos uns dos outros nas costas (bem, mal, maisómenos, vocês sabem) e se houvesse merda entre nós andaríamos à batatada e depois jogávamos à bola e bebíamos cervejas como se nada se tivesse passado. Como o mais velho do grupo seria uma espécie de paizinho de todos eles (como já sou mãezinha) mas sempre que possível tentava ser mais estúpido, sem vergonha e trolha do que todos eles juntos. 

-Emprego de sonho:
Piloto de qualquer coisa desde que tivesse motor e fizesse vruuuuuum! Ou massagista da selecção portuguesa de andebol de praia (o mesmo se aplica à Liz gaja). 

-Filhos:
Queria ter uma penca de putos (claro, não os tendo eu era só manda vir!) assim uma equipa de futebol sabem? E as minhas filhas seriam guardadas por mim, pelos irmãos, pelos 4 Mastiffs Tibetanos que gostava de ter e pelo meu pai que foi atirador especial no Ultramar! Queria ver quem teria coragem de magoar as minhas princesas....

E é isto. Como me visualizo como gajo? Algo deste género:



Digam lá que não era um granda gato? Mas pronto...o que vale é que ser mulher é uma das minhas coisas favoritas de ser!

Liz

12 anos depois

Tinha 13 anos, tinha vindo a casa almoçar pois a próxima aula era só no alongado da tarde e os meus pais não me queriam na escola a matar tempo. Estava à mesa com o meu pai, a comer algo que até estava bastante bom, o quê, não me perguntem. Estava sol e as cortinas da cozinha estavam abertas iluminando todo o espaço e o meu prato, era um bom almoço. 

De repente todos os noticiários focavam-se em Nova Iorque e nuns arranha céus que estavam em chamas. Do alto da minha inocência dos 12 anos pensei tratar-se de mais uma mega promoção norte-americana sobre o fim do mundo, sabem, aqueles filmes em que os os ET´s invadem a cidade e matam toda a gente até o Will Smith vir e salvar o mundo. Mas não era, infelizmente, não era. 

O resultado da "brincadeira" levada a cabo por uns extremistas doentios foi a morte de quase 3000 pessoas, entre passageiros dos aviões, transeuntes das torres do World Trade Center, bombeiros, polícias, pais, mães, irmãos de alguém. Neste dia o mundo mudou e o gigante americano até ai retratado como invencível, inquebrável e super poderoso viu-se qual Super Homem sob os efeitos da Kryptonite. Para mim, este sim foi o big-bang da viragem do século, este sim foi o grande vírus do novo milénio que levo os Estados Unidos para uma guerra contra um Deus. 

E neste dia, há 12 anos atrás, o meu almoço caiu-me mal e eu já não quis voltar para a escola.


Liz

Ter fé

Ter fé é no dia 11 de Setembro ir sentada no comboio ao lado de dois muçulmanos vestidos a rigor e com mochilas. Um deles abriu a mochila e nesse momento, ocorreu-me o seguinte pensamento:

Se eles explodem com isto de mim não se aproveitam nem as pestanas e a minha mãe vai-me mandar enterrar dentro dum saco de plásticos para sandes....

E de dentro da mochila ele tira uma maçã. E eu ia chorando com o nervo e acabei a viagem toda a rezar...



Liz

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Liliput

Conhecem a fábula As Viagens de Guliver? Sim certo? Se não, googalizem e não sejam preguiçosos mas é bom que a investiguem ou metade deste post vai-vos passar ao lado:

É 6ª feira, uma amiga faz anos, junta-se a malta toda e Liz, que não pode ter uma coisa nova que corre logo a arranjar maneira de a usar, viu neste evento a oportunidade perfeita de usar as suas sandálias novas que comprou em saldos ao preço da chuva! 

Que a Liz tem 1,74m já toda a gente sabe, que a Liz mora em Portugal toda a gente sabe, agora querem saber quanto ficou a amiga Liz a medir quando calçou as suas tamancas com uns residuais 12 cm + o compensado? Se forem bons a matemática já lá chegaram sozinhos, senão:


1,86 m

É verdade meus humanos fofinhos, eu fiquei com esta altura megalómana e pouco sexy (para uma mulher claro). À minha volta só via cabecinhas e couros cabeludos, estava ao pé de mim gente que nem ao ombro me chegava (man included) e sei que devo ter pregado alguns cagaços a quem distraidamente se voltava e tinha à sua frente Liz, a Rainha das Amazonas com problemas na glândula pituitária! O "problema" é que eu não me senti mal com isto! Gostei das sandálias que não me magoaram, gostei de dançar com elas e não me despencar (queda que demoraria 2 horas até chegar ao chão) e gostei de ver a equipa de basquetball que lá estava, infelizmente, todos horrorosos mas ainda assim, maiores que eu. Uns dias depois, em conversa com uma amiga, eu dizia que gostava de as combinar com um vestidinho giro para outfit dos meus anos (EVENTO DO ANO!!), ao que ela me responde:

- Mas.....pensas usá-las outra vez?

Silêncio constrangedor.....Liz sem saber o que responder mas a sentir-se um cigano na quinta da Beloura. Sei que ela não o disse por mal, brinquei com a situação e a moça ainda me disse que parecia uma top model e cenas mas....caraças, eu fiquei mesmo grande. Eu fiquei gigante, eu fiquei em Guliver em Liliput....e disso, eu já não gostei. 




Liz

Falta-me qualquer coisa....

As vezes dou por mim ali numa zona meio límbica onde ora estou bem, do alto da minha independência de rapariga solteira ora sinto uma saudade desgraçada de andar de mão dada com o meu amor...

E isso faz-me pensar até que ponto estarei a precisar de ir ao psicólogo falar com um desconhecido e ainda lhe pagar para ouvir as minhas coisas ou, em último caso, aquilo que preciso mesmo é de um par de estalos e deixar-me de merdas que o que não falta no mundo é homem! Mas vocês que por aqui andam já sabem bem o que a casa gasta: sabem que gosto de me pintar um rochedo quando por dentro pareço uma gelatina treme-treme, sabem que ando por aí desbocada a dizer que quero namorado e ronhónhó quando estou morta de medo de me envolver com alguém pois sei que estou em "bitch mode" e sabem, acima de tudo, que eu sou de luas, de feitios, de altos e baixos e que papai e mamãe combinaram aqui neste ser de elevada perfeição todas as merdas que residem dentro de cada um deles.

Assim sendo eu digo que me falta algo, qualquer coisa, aquele sentimento de que falei aqui ainda há uns dias, falta-me....paixão. Agora não só por mim mas uma paixão que envolva alguém, que não tem que ser o meu espelho, que não tem que ser para casar, que a única coisa que tem que ter é uns cojones de aço pois eu ando de língua afiada e bruta nas horas.....e nós sabemos que homens destes já não vão existindo. Valha-nos o chocolate....


Liz

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Patrão fora...

.....zero dia santo na loja! Está tudo calmo, tranquilo, as pessoas sorriem e ainda não ouvi ninguém aos gritos. Mas sabem que mais? Não gosto disto! Se tenho tempo para vir ao blog? Tenho mas também podia vir cá no fim do dia. Se já consegui reunir informações sobre o o novo seguro do carro (que agora passa a ser pago por mim que me f****)? Sim e continuo a sentir pontadas no peito de cada vez que vejo os valores. Se o dia até se passa bem assim? É verdade mas eu gosto de não contar as horas e só olhar para o relógio (novo, lindo, invejado pelas gajas!!!) quando é hora de apanhar o comboio!

Ah e por falar em comboio, adivinhem lá com quem a amiga Liz tem viajado quase todos os dias?! El Gato Barbudo desenhador ahahaha mas ele já cagou bem na minha raça por isso vou ali comer chocolates e já volto!


Liz

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Momento lindinho do dia


Boa noite :)

Liz

Mas....é meu.

Eu não sou mãe nem sei se vou ser, contudo, há algo em relação a esta coisa dos petizes que me deixa certezas e me faz tecer afirmações nada flexíveis: eu não conseguiria dar um filho para adopção. Choca-me, levanta-me demasiadas questões, faz-me pensar em coisas em que eu não gosto de pensar...

Concebi-o dentro dentro de mim, dei-lhe do meu corpo para ele crescer, senti-o mexer, senti a fome que dizem que estar grávida dá, acordei a meio da noite com um pezinho enfiado num pulmão e, no fim, dei-o à luz. E ele nasce e pode ser parecido comigo, com o pai, com uma tia-avó que nem nunca vi e é meu, 50% daquela amostra de gente é minha! Como terei eu coragem para depois de tudo isto o dar a alguém para ser essa pessoa a sua mãe, a sua família? E se não o tratam bem? E se ele um dia descobre que eu o dei e vem à minha procura e me pergunta "porque me deste tu?"? Como posso pedir à outra família para mantermos o contacto e como podem eles aceitar? 

Acho duma nobreza de espírito imensa o gesto de adoptar e eu própria gostava de um dia dar uma casa a uma criança, dar-lhe a minha casa, mas dar um filho meu? Perder a minha criança? Perdoe-me (ou não) os conservadores mas choca-me muito menos fazer um aborto às primeiras semanas, quando ainda é pouco mais que células em divisão e crescimento a dar um filho para adopção depois de feito e nascido. É que depois de nascer eu tenho o direito de o ver crescer e ele tem o direito de me ter como mãe e se for um dia a mãe que penso que posso ser....vou ser a maior galinha do mundo e coitados dos meus filhos que vão andar lambuzados de beijos e repletos de cuidados e colos quentinhos. Mas isto são tudo suposições...


Liz

Críticas VS Aziamento

Gosto de críticas. Fazem-me bem, cresço, aprendo e sou suficientemente desprovida de inflações do ego para as aceitar, quando justificadas, com um propósito.

Não suporto o aziamento. Detesto, repudio, acho ridículo e de uma falta de coisas melhores para fazer ou  de loiça para lavar. Não acrescenta nada, só diz que está mau, pega nas pequenas coisas para meter veneno, enoja-me, revolta-me. 

Aos críticos, eu agradeço. Aos aziados, mando-os f......copular de forma abrupta e violenta no traseiro  :)






Liz