Pessoas giras que por aqui andam, a amiga Liz tem mais um canto, recanto, livro de rascunhos. Chama-se Sala dos Tecidos e podem encontrá-lo aqui
Enjoy*
Liz
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Hoje vim de botas
Muito contrariada, muito maldisposta e com uma birra como não fazia desde os 5 anos mas lá tive que vir de botas pois não me apetecia nada que me chovesse nos pés. A situação foi maisómenos esta
Não estou preparada psicologicamente para isto...nem os meus pés, nem o meu cabelo, nem o meu guarda roupa que eu não sei o que vestir...
Liz
Não estou preparada psicologicamente para isto...nem os meus pés, nem o meu cabelo, nem o meu guarda roupa que eu não sei o que vestir...
Liz
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Paizinho #1
Decidi iniciar uma nova rubrica chamada "Paizinho" que vai falar da actual conjuntura económica aplicada à reprodução assexuada dos caracóis! NOT! Vai pura e simplesmente falar das peculiaridades di papai que é tão rico nestas coisas como o Outono em folhas caídas:
Inicia assim.....
O Acordar
Para papai o acordar é sempre um momento especial do dia, não para ele mas para quem está à volta dele. Ora qual a melhor maneira de se acordar uma adolescente já por si só minada de maus feitios matinais e com uma sede de matança própria da idade? Deixo aqui as técnicas di papai:
Entrar à bruta no quarto soltando um berro;
Entrar à bruta no quarto e acender todas as luzes possíveis e imagináveis ao mesmo tempo;
Entrar à bruta no quarto e abrir as persianas fazendo a maior quantidade de barulho possível;
Entrar à bruta no quarto e puxar a roupa à adolescente deixando-a completamente destapada em pleno inverno quando esta achava por bem dormir de calções e top mesmo nesta altura do ano;
Entrar à bruta no quarto e fazer tudo isto ao mesmo tempo;
Resultado (e já não moro com ele):
Hoje durmo numa espécie de casulo noctívago sendo completamente impossível deixar-me destapada;
O interruptor da luz do tecto está escondido;
Não tenho persianas;
Qualquer tipo de acordar que não me assuste, destape, cegue ou me dê um enfarte é recebido com um sorriso e o mais caloroso dos bons dias com beijinhos e tudo;
E vocês pensam: Oh Liz e mandares tu um berro ao teu pai e dizer-lhe que aquilo não é uma caserna nem tu um fuzileiro maluco dos cornos!?
Ao que eu respondo: vocês faziam isso a um atirador especial que andou na guerra do Ultramar?! As possibilidades de ser fuzilada com uma colher de sobremesa estavam sempre presentes...
to be continued...
Penso, logo deixo de existir
Dizem que as pessoas caladas têm as mentes mais ruidosas. Não podia concordar mais. É como sou, como fui concebida, como estou formatada, criada de silêncios para viver no constante caos mental em que me formei.
Dentro de mim tenho viagens sentada nas costas de um elefante, tenho um Unicórnio que canta Elton John, tenho um arco-iris que no fim não tem um pote de ouro mas o Ryan Gosling numa banheira de chocolate, tenho o meu best seller a ser comentado no The Guardian, tenho uma adaptação de uma história minha ao cinema, tenho um vestido de noiva cor de rosa, tenho um quarto com vista para a Torre Eifel, tenho a roda gigante de Londres no fundo da minha rua, tenho um templo tailandês a 15 minutos a pé da minha casa, tenho um por do Sol na Gorongosa todos os fins de tarde, tenho as noites mornas numa praia no Havai.
As vezes isto só vai lá assim, com muita imaginação, criatividade, sonhos tontos e conversas que tenho comigo mesma. Porque as vezes só dá para aguentar cá fora com a ajuda do que se passa "cá dentro".
Liz
O maravilhoso mundo dos transportes públicos
No maravilhoso mundo dos transportes públicos temos muitas coisas, lá está, maravilhosas e lindas que todos os dias nos deixam com um novo ânimo para encarar mais um dia de trabalho numa empresa cheia de mulheres (às vezes não há paciência...):
Os Encostos:
Os encostos são aqueles seres bafejados pelo capeta que veem tão mal tão mal que até confundem uma pessoa com um dos varões ou pegas do comboio, encostando-se aqui à je com todo o vagar e conforto do mundo! Coitadinhos....o problema é quando aqui "o poste" se desvia e acabam a patinar pelo comboio, soltando uns risos tímidos a quem vê a cena.
Os Espaçoso:
Ok que os transportes publicos não são conhecidos pelo seu espaço e por mim falo, que se me sentar refastelada os joelhos tocam no banco da frente, mas eu não tenho obrigação de ir a levar com o traseiro da senhora que se senta ao meu lado, ou de ir a levar na testa com a mala da gaja que está de pé!
Os cheirosos:
Aqui aplico as duas variações da expressão: ora os que se banham em perfume ora os que não sabem o que isso é, nem banho quanto mais perfume. E aos perfumados...gente....eu não preciso ficar com o vosso cheiro no meu nariz o dia todo okay? Ainda pior se for aqueles perfumes de velhas que cheiram longe.
Os sonâmbulos:
Não gosto de cabeças, braços ou outras partes corporais que não minhas encostadas a mim. NÃO GOSTO!
Os jogadores de Rugby:
Não, o meu comboio não dá boleia à selecção portuguesa de rugby. Falo das velhinhas que todos os dias quase me batem para conseguir um lugar sentadas. Quem diz velhinhas diz algumas senhoras em tudo semelhantes a tanques de guerra, das quais eu tenho medo e com as quais nem me atrevo a disputar o lugar.
Há dias que tudo isto se atura, há dias que uma pessoa até se ri mas outros dias, assim tido o de hoje, só dá vontade de gritar bem alto que dentro da lancheira vai uma bomba e não um arroz de frango.....
Liz
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A carência do que não se pode ter
Há algo de magnífico no "não", no impossível, no alcançável pois perante eles comportamos-nos como os meninos pequeninos que já não devíamos ser, passando a desejar com todo o nosso ser aquilo que até há bem pouco tempo era irrelevante, dispensável. O porquê de funcionarmos assim? Pura natureza humana: precisamos de objectivos, metas, "quereres" e se não os temos estagnamos, paramos no tempo e deixamos de evoluir, então inventámos esta forma de "movimento" que nos leva a querer o que não temos, o que não quisemos e o que já tivemos mas perdemos, sendo este último, o "querer" mais incomodativo.
Por norma, só queremos aquilo que em tempos tivemos se esse objecto de desejo nos remete para um tempo em que éramos felizes, realizados, completos por dentro. Quem diz objecto pode muito bem dizer pessoa (acima de tudo pessoa), colocando em outrem a imagem da felicidade de tempos passados conotando-o/a com uma carga emocional pesadíssima, carga essa com que não temos o direito de carregar ninguém e com a qual ninguém deve nunca ser conotado pois é de uma injustiça tremenda ser a fonte da felicidade de alguém que nos rejeitou, alguém por quem passámos e que não nos deixou ou fez ficar.
Sei que é um tremendo cliché dizer que só damos valor ao que temos quando nos vemos privados da sua existência mas não é esta uma das grandes verdades do Universo? É que só sente saudades das aulas às 8h da manhã quando se começa a trabalhar sem interrupções durante o dia; só se sente falta do calor reconfortante ou sufocante do Verão quando se apanha uma valente molha ou se tem as mãos num permanente estado de congelação; só sente falta daquela pessoa insuportável, carente, pedinchona e sensível quando vemos que essa mesma pessoa era engraçada, conversadora, carinhosa, ombro amigo, amor, chão. E ao constatarmos que o enjoo em nós sentido por causa dessa mesma pessoa não passava de cansaço, exaustão, tempo a mais juntos, descobrimos que o afastamento foi a melhor das soluções ainda que a mais dolorosa e, agora, arriscamos dizer que todos os dias é como se o sol nascesse directamente do traseiro deste indivíduo que até há bem pouco nem com o seu melhor fato nos agradava.
Que o ser humano é estúpido, egoísta e funciona muitas vezes com um imenso retardamento já não é novidade para ninguém mas bem que podia ir aprendo algumas coisas com as pedras que a vida lhe vai atirando ou com as sérias americanas que também são boas a falar destas coisas. É que a desculpa do "se arrependimento matasse" ou o "se pudesse faria tudo diferente" já não cola com ninguém e reconhecer, ao fim de meses ou anos, que não se soube cuidar daquilo que hoje se vê ter sido a melhor coisas que nos aconteceu não muda as acções mal praticadas, as palavras que cortaram e muito menos mudam o traseiro de onde o sol nasce, que vai agora alumiar para outros horizontes.
Não quero!
Hoje saí de casa como tenho saído nas últimas semanas: blusa airosa e casaquinho que não aquece coisa nenhuma. Até aqui tudo bem, o problema claro está no facto de que hoje ESTÁ FRIO! Resultado? Liz na plataforma para apanhar o comboio toda encolhida, fungando e geladinha até aos ossos!
Eu não estou ainda preparada psicologicamente para isto, não quero, não gosto, não quero brincar ainda aos Invernos! A parte boa? Dormir é agora um gosto e não um suplício já que o meu quarto numa noite quente de Verão é em tudo semelhante ao assador de uma churrasqueira....
Mas eu ainda quero calções, saias, vestidos leves e esvoaçantes. Ainda quero praia, pôr do sol com os pés na areia, noites mornas nas esplanadas, a liberdade física de não sentir aquele frio que só alguém consegue tirar de nós....a cuddle season vai começar e estive com frio a maior parte do ano....deixem-me aproveitar isto mais um bocadinho sim?
Liz
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
A Meca das Altas
Descobri!!! Eu descobri onde se escondem todos os homens altos de Lisboa!
LUX
É verdade minha gente, no Sábado passado dei por mim a olhar para cima muitas vezes, meia embasbacada, cara de parva e aos saltinhos. Numa nigth-out com as amigas à única discoteca em Lisboa onde quanto mais estranho for o teu ar mais facilidade tens em entrar, eu fui toda boneca mas de rasos (traumatizei tá!?) e quando dou por mim vejo indivíduos do tamanho das torres do Técnico a passar por mim! Fiquei feliz, senti-me muito bem, especial, pequenina e assediada também que aquilo parecia uma festa da mangueira, mas nada com que eu não tenha sabido lidar...if you know what I mean muahaha
Só continuo sem saber onde eles andam durante o dia mas tenho fortes suspeitas de que um Mau os tem enclausurados dentro do Lux, não os deixando sair de lá enquanto não voltarem a ser baixinhos. Enfim...lá vou eu ter que pagar 12€ sempre que quiser ver este tipo de coisas.....
Liz
Mudanças
Está a mudar alguma coisa. O tempo, a estação do ano, a rotina. Em mim o que muda? Não sei mas muda, sinto-o, é palpável, toco a mudança com as minhas mãos nuas e nelas ela queima, incomoda e vai-se instalando sem pedir licença ou aceitação, simplesmente, mudando.
Muda a forma de vestir, adoptando agora roupas que há 8 meses não usava, sendo agora mais ego e mais Eu ao invés do não-sei-se-deva-vestir-isto-pois-podem-não-gostar. Mudam de tal maneira as músicas que oiço que dou por mim a curtir sons que há uns meses atrás considerava música de maluquinhos ou de doentes da cabeça, ouvindo agora desde Artic Monkeys a Queens of The Stone Age, sem nunca esquecer Katy Perry e Bruno Mars. Bem doente esta cabeça hein?! Mudam as ambições, os sonhos, as metas e os tracejados por mim feitos anteriormente, sabendo agora por onde devo ir, mesmo que vá ainda muitas vezes às cegas.
Muda a minha postura perante os homens e o amor. Não, nem todos os homens são uns merdas insuportáveis e inúteis. Não, nem todos os homens traem, enganam, mentem com quantos dentes têm na boca e sim, há homens que merecem que se lhes tire o chapéu pois para além de serem homens com H grande, são também uns senhores.
Muda a perspectiva do futuro amoroso. Não, não tenho ninguém e já me incomoda que mo perguntem com um ar tristonho mas esperançoso de quem espera ouvir de mim um sim, mas eu estou sozinha e assim vou ficar enquanto não valer a pena mudar de estado. Tenho padrões, sonhos, ideais, esperanças e recuso-me a contentar-me com menos do que aquilo que sei merecer só para não estar sozinha. E sei que um dia vou ter do meu lado a pessoa que eu mereço e não aquela que me acha merecer mas que pouco ou nada está disposto a dar em troca. Muda a maneira de ver o compromisso e o casamento....duas coisas que agora, efectivamente, não quero.
Muda a maneira de ver o dinheiro que agora já não é junto para comprar trapinhos da moda ou para ir sair à noite com as amigas. Agora o dinheiro é para juntar, poupar, render. Quero fazer uma viagem grande todos os anos, quero fazer escapadelas de Lisboa, quero ver bons espectáculos e comprar bons livros, quero a minha independência financeira, quero sair de casa, quero sentir-me uma mulher.
Não quero dar contas, sinais, ser cobrada ou ter que cobrar alguém. Quero a independência do outro, do que ele me dá, quero que sejam independentes de mim. Quero filhos mas daqui a muitos anos, quero gatos mas sou extremamente alérgica a eles. Quero peças de roupa icónicas como um par de luvas da Ulisses e um chapéu da Azevedo porque o que é Nacional não é só bom, é espectacular!
Muda tudo, muda quase nada, vai mudando aos poucos. Se há dias que me sinto no topo da minha montanha, noutros, acabo rolando montes abaixo. Se há dias em que um abraço do homem que um dia se vai amar resolvia todas as dores e todos os meus problemas, outros há em que só quero ficar sozinha. Muda muita coisa, só não mudo Eu.
Liz
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