segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Fáceis

Não gosto de gente fácil. Não gosto de privar com gente fácil. Mas o que é para mim isto do ser-se fácil? Simples: a total falta de vontade de se mostrar como alguém que reconhece o próprio valor e trata o corpo como mercadoria, pondo-se facilmente ao dispor, sem nada pedir em troca, ou pedindo muito pouco. Não gosto de gente que solta uns ruidosos e bem ordinários palavrões por gosto em o fazer. A minha família é toda do Norte do país por isso palavrões conheço eu mas os deles são por mim "perdoados" pelo simples facto de que a maldade que "cá em baixo lhes damos" "lá em cima não existe". Entendo que sejam ditos num momento de raiva, como forma de deixar sair o stress. Não entendo nem gosto que o façam por gozo, porque é de homem/mulher dizer umas quantas asneiradas. Não gosto que o façam perto de mim e se num homem já não acho bonito numa mulher, acho uma vulgaridade, feio feio feio. 

Não gosto de quem se gaba com quantos/as dormiu. Não me interessa, não me fascina e , no máximo, só me faz olhar a outra pessoa de lado, de cima para baixo, como eu sei que sei olhar, pedante. Eu sei os parceiros que tive e essa informação só a mim interessa, no máximo, o número sai numa conversa de amigas, no conforto da nossa intimidade. Não são porcas as que dormiram com muitos homens, são porcas as que o dizem à boca cheia (...) como quem se orgulha dos Km´s que já fez com o carro. Aqui também falamos de Km´s, mas de outra coisa. 

E desengane-se quem pensa que esta é a minha postura machista da situação porque eu também não aprecio este comportamento nos homens. Gajo que se gaba das mulheres com quem dormiu das duas uma: ou não dormiu nem com metade ou, se fosse alguma coisa de jeito, elas tinham querido ficar com ele. Acho ordinário tratar alguém com quem se partilhou o corpo como mais um simples número. Mas isto sou eu e os meus romantismos....

Não vi a mais recente edição da casa dos Segredos. Porquê? Porque se em todas as outras senti que os meus neurónios se suicidavam, estanão deve estar diferente e quando ando a fazer zapping e tenho o azar de passar pela TVI quando a coisa está no ar até me assusto: Pigotas, porcas, ordinárias. Cabrõezitos, wannabe Cristianos, brojeços. Mas aparentemente é isto que dá audiências, é com isto que o pessoal se entretém no Domingo à noite e é com isto que as criançinhas crescem. Não que no meu tempo eles não existissem, só não era em horário nobre. 


Liz

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Coisa Feia a Inveja!

Há uns tempos saiu um trabalho fotográfico que mostrava como ficam os corpos das mães nos primeiros meses após o nascimento dos filhos. Trabalho louvado, quase endeusado, por glorificar um corpo flácido, com estrias, marcado, "em baixo de forma" mas como as mães estavam felizes com os seus petizes ao colo.



No pólo oposto, temos uma mãe de 3 filhos com uma forma física que nem eu tenho. Mostra-se a ela em roupa desportiva curtinha e com os 3 miúdos à volta dela. Reacções das maioria das mulheres que viu o poster com o título "What´s your excuse"? Inveja, más línguas, sentiram-se insultadas, que não há direito, que parece que com aquela foto está a chamar gordas flácidas a quem não tem esta figura e filhos. 

Pois que ninguém comenta o facto de ela ter sofrido de um distúrbio alimentar. Pois que ninguém comenta que tem uma associação fitness sem fins lucrativos onde sugere exercícios e treinos para quem teve um bebé. Pois que nem comenta que realmente há uma coisa chamada de força de vontade, resiliência, organização, objectivos, e que ela, os tem. 

Se acho que é de louvar o à vontade com o corpo "acabado" de dar à luz o mesmo deveria ser feito com quem consegue ficar com uma forma invejável depois de um filho. Há a genética é verdade. Há corpos que com ou sem filhos não há muito a fazer. Há quem tenha uma gravidez santa com 8 kg a mais, há quem engorde 20. Há quem faça por comer bem e cuidar do corpo, há que responda "tenho que comer por dois". 

 Mulher é uma coisa impressionante mesmo.....




Liz

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS

Sim, sou uma mulher feita e responsável e cenas mas no dia de hoje, todos os anos, todos os 17 de Outubro comporto-me como uma pirralhita de 5! Acordo aos saltinhos, rio-me para toda a gente, dou abraços e beijinhos a toda a gente, em suma, sou o ser humano que não consigo ser em mais dia nenhum do ano!!

Hoje faço 26 anos mas não os sinto. Não sinto o "faltam 4 para os 30" pelo simples facto de que ainda me comporto como uma miúda de 19, sendo muitas vezes a mais tolinha do grupo. 

Os 25? Ano complicado. Não, minto, ano de merda. Há um ano atrás o meu irmão mais velho era operado a um cancro na língua. Não tive bolo de anos, não me cantaram os parabéns, não havia ânimo, uma família de coração nas mãos à espera que o meu irmãos saísse do bloco operatório. E saiu. E falava. E ria-se. E está rijo como nunca. Se há um ano me permiti pedir um desejo.....foi que isto corresse bem. Correu. 

Nos 25 anos foram mais as perdas que os ganhos, ou pelo menos, era assim que pensava. Não gostava de mim mas amava perdidamente alguém. Não o tive nos meus anos pois estava emigrado (e ainda está) e senti-lhe a falta o dia todo. E já não sinto. Estava em baixo de forma, carente, super emotiva, frágil, um caco. Não tinha emprego nem perspectivas de. Ia emigrar e não queria mas também não queria continuar a minha vida do jeito que ela estava, precisava de mudança e ela deu-se. Saí da minha zona mais confortável - os braços dele - pois já não eram de aconchego mas de castração. 

Mas nem tudo foi mau, só foi diferente. Nem tudo foi choro, mágoa e desconsolo. Também me ri, muito, alto, até doer a barriga. Fui de excessos, ora muito feliz, ora muito bêbeda, ora muito cansada, ora tudo isto ao mesmo tempo. Fui como sou, de extremos. Viajei pouco e só dentro de portas e isso custou-me pois desde há 3 anos para cá viajar tornou-se vício. Se tudo correr bem, viajar vai-se tornar "obrigação". Wish me luck...

E este ano toda a gente está bem, saudável. Este ano já tive mais de meia dúzia de votos de parabéns e à meia noite já tive bolo. Este ano já tive abraços apertados e dados com muito muito amor. E olhos sorridentes olhando para mim. Já tive presentes, cada um recebido com o maior carinho. Este ano não espero nada pois tudo o que vier é lucro e é tão melhor viver assim!


Este ano faço 26 anos....e eles que venham!!!


Liz

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Da má língua #1

Descobri o blog do Cláudio Ramos. Nunca pensei que uma mulher ficasse tão bem de barba....


Liz

E a culpa....

Bem miguinhos a Liz queria por aqui um vídeo .G.E.N.I.A.L mas o Youtube achou por bem dizer que o vídeo não existe. Enfim! Segui o link alminhas do Senhor e preparai-vos para rir às gargalhadas!





Liz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Teorias emocionalmente irrefutáveis

Dizem que só se desilude quem um dia se deixou iludir. Dizem, os emocionalmente inteligentes, os saudáveis, os felizes, os que só mantêm nas suas vidas as coisas belas da mesma, que em ordem de não nos desiludirmos, não podemos nunca cair no erro de esperar dos outros mais do que eles podem dar, mais do que são, que sejam iguais a nós, ou seja, não nos podemos deixar encantar pelas maravilhosas ilusões (as de óptica e as outras). 

Dizem também que o que os olhos vêm e a mente acredita. É este o princípio básico que os ilusionistas usam, mas eu nunca gostei de magia, vá-se lá saber porquê, contudo, deixo-me iludir, uma e outra vez, caindo qual pata num charco morno que afinal não é mais do que uma panela ao lume. E ainda voltando à magia, posso dizer que nunca a apreciei pelo simples facto de saber que estou a ser descaradamente enganada pelos meus olhos que, por sua vez, enganam a mente fazendo-me acreditar que um Boing 747 consegue ser desaparecido debaixo de um lencinho de assoar em algodão branco e eu, não gosto disto. Não gosto que me enganem propositadamente, mais ainda, não gosto, detesto, repudia-me, ser enganada por mim mesma, deixando-me cair nos truques e jogos de luzes e espelhos que os outros me fazem.

E dizem que a isto se chama desilusão: a confrontação do Eu enganado com o Eu que se engana a si mesmo, sendo que o Eu enganado fica depois danado da vida porque o Eu que devia ser seu amigo e alertá-lo para estes ilusionismos ainda se dá ao luxo de gozar com o pobre coitado dizendo coisas do tipo "seu grande otário que caíste de boca!". Mas a bem da verdade, nenhum dos dois é bem culpado deste engodo pois ambos acreditaram no que lhes foi mostrado, dito, prometido. Simplesmente um dos Eu aceitou sem enganado. E porquê? Porque o engano era bom, era doce, era tão mais bonito e colorido do que a realidade que se tornou mais fácil agarrar-se à ilusão do que à certeza concreta de que efectivamente, há gente não vale um tostão furado. 

E se a falta de qualidade dos outros é problema deles a desilusão é exclusivamente nossa e o melhor consolo que ouvimos dos outros é um encolher de ombros e um "aguente-se". E perdoe-me o tom por norma sempre educado e bem falante deste blog mas hoje, a única coisa que me apetece dizer em jeito de closure é um




Liz

Ah então é isto...


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos para o futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isto é… SABER VIVER!!!"


Chaplin


Um dia Liz...um dia....

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O depois

A minha avó faleceu há 4 meses e na altura prometi que assim que me sentisse "resolvida" com este facto escreveria sobre esta minha experiência, eu que só há muito pouco tempo comecei a passar por este tipo de perdas. Prometi que, tal como deixei aqui a minha partilha de como foi na altura, ainda a quente, mais tarde falaria do que se sente, do que se pensa, do que fica e este texto é sobre isso exactamente.

Sobre o sentir neste campo sou suspeita. Não fui criada com os meus avós (nem paternos nem maternos) e só os via no Verão, durante umas semanas ou caso acontecesse algo que fugisse à rotina, tendo por isso uma ligação algo precária com eles. Também não eram as pessoas mais afectuosas que eu conhecia e eu sempre fui uma miúda demasiado bichinho do mato para me chegar a quem por mim não puxava, tendo a relação ficado assim a boiar numas águas mornas. Ainda assim, eram os os meus avós, a razão de eu ter pais e isso, já devia ser o suficiente para eu nutrir algo de muito bom por eles. A avó que perdi era a mãe do meu pai e, para quem não conhece a história, morreu aos 96 anos e eu apelidei-a da McGyver das avós pois a vida com ela não foi madrasta, foi um personagem mau da Disney.

Do que o meu pai e tios falam era uma mulher dura, sempre de soco ou vergasta na mão mas também, não era fácil criar uma tropa de filhos sozinha visto que o meu avô só vinha a casa a cada 15 dias, numa boa fase lá no trabalho. Ficou sem mãe pequenina e essa perda marcou-a para sempre, endurecendo o coração de menina que de repente se viu a servir na casa do Coronel pois o pai não se sentiu capaz de a criar sozinho. Não era boa pessoa mas era uma boa mulher e isto, de algo lhe deverá ter valido ao longo da vida. Era feita de uma espécie de liga metálica que a tornou moldável mas inquebrável, dura e resistente mas facilmente adaptável às situações. Não posso dizer que lhe sinto saudades mas reconheço o seu valor intrínseco e a noção de que, nos dias de hoje, são poucas as mulheres feitas da mesma fibra.

No que penso? Penso no medo de quando for "a minha vez". Os pais e as mães também morrem e, independentemente da idade que possamos ter, seremos sempre a mais frágil e indefesa das crianças no dia em que perdemos o nosso pai ou mãe. Penso em algumas atitudes que tive que não foram correctas, penso de quando não foram correctos comigo, penso que as coisas já podiam ser como são há muito muito tempo e penso, como penso, que se assim fosse, eu nem teria nascido. Penso nas palavras do meu pai que agora fala somente das coisas boas da mãe e penso na minha mãe que viu perder a sua sem nunca terem sido verdadeiramente sinceras uma com a outra, nunca se arrumaram por dentro. Penso que a continuar assim, estou no mesmo caminho....

O que fica? A realidade de que ninguém é eterno, que eu tenho quase 26 anos, que os meus pais já têm 65. A realidade é que um dia vai ser muito muito difícil passar por isto porque sou um coração com perdas que não sabe lidar com perdas. Mas sei que quando for a minha vez só quero poder tê-los perto, muito perto, junto a mim e do meu jeito dizer-lhes adeus...até qualquer dia. 




Liz

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Oi?

É impressão minha ou a blogosfera anda com a pipoca aos saltos e dos blogues que sigo já são 4 os que contam que ontem andaram a dar cambalhotas acompanhadas!?

Deco minha gente, decoro....


Liz

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

B-A-BA da Malta do Ginásio

Regressada das catacumbas emocionais causadas pelas recentes chuvadas que me deixaram à beira da toma de anti-depressivos com álcool estou de novo preparada para voltar a escrever sobre mim, as minhas cenas e as minhas coisas, independentemente disso interessar a alguém ou não!
Quanto ao título, quem leu os anteriores B-A-BA já sabe que vem aí escrita de escárnio e maldizer, cheia de clichés e más línguas mas que, contas feitas, até é verdadeira e ainda consegue sacar a quem por aqui anda umas gargalhadas! Posto isto, não é que a amiga Liz agora anda num ginásio?! É bem verdade minha gente pois eu acredito que tudo o que já está bom só pode ficar melhor (e o inverso também é possível) e tendo eu encontrado um daqueles ginásios low-cost que agora estão tão na moda lá me decidi aventurar pelo maravilhoso mundo das pessoas que se deslocam a um espaço fechado para suarem todas em conjunto.

Posto isto...Presenting!

O maravilhoso mundo dos ginásios

Os Gajos:

Nos ginásios encontramos dois tipos de homens: os Massudos e os que querem ser Massudos. Os Massudos são aqueles gajos que vão para o ginásio ora de calças de lycra justinhas ora de calções que quase deixam escapar um tomatinho, top´s (sim, TOP´S) ou t-shirts 3 tamanhos abaixo e acessórios como um daqueles cintos para proteger as costas ou luvas sem dedos para "o ferro não fazer calos". Como os identificamos se não forem assim vestidos? Eles gemem, muito, alto, como se estivessem a ser possuídos à bruta por um angolano abonado. E levantam sempre peso a mais para aquilo que o corpo deles aguenta deixando-os num estado lastimoso e a cheirarem a cavalo a 3 metros de distância.
Já os wannabe Massudos são uns tipos, muitas vezes, mais giros que os massudos mas que suam e gemem ao levantarem uns halteres com uns ridículos 15 Kg. O sonho deles é terem os bícepe maior que a própria cabeça pois estão piamente convencidos de que isso os fará engatar gajas. São tristes. Ambos. Por vezes encontramos um espécime raro, raríssimo: os homens que estão na sua vidinha e que só querem ficar com um corpo saudável. Ainda não vi lá no meu ginásio um destes mas dizem que eles existem....dizem....


As Gajas:

Neste departamento também temos dois tipos de gajas: As que vão para o ginásio com o único intuito de arranjar homem e as que realmente querem melhorar a sua forma física. As que querem única e exclusivamente arranjar gajo vão para o ginásio meias descascadas, mais bem vestidas e condizentes do que eu ando no meu dia-a-dia mas em versão roupa desportiva, fazem exercício de cabelo solto ou com um apanhado fashion cujo único objectivo é deixá-las "sexys". Não suam, não ficam rosadas, saltitam entre as máquinas e só falta despejarem sobre si a garrafa de água, qual anúncio dos anos 80. Ainda assim, muitas exibem uma forma física invejável. Porcas.
Depois no polo oposto temos as mulheres que querem mesmo trabalhar o corpo e a mente, procurando saúde, resistência e tonificação (sim sou eu..). Estão vão para o ginásio com umas leggings velhas, uma t-shirt larga, cabelo apanhado, mas apostam em bons ténis e sutiens de desporto. Suam que nem animais, ficam vermelhas e peganhentas mas puxam pelo físico em todas as máquinas. No fim do treino, são aquelas mulheres que se arrastam até ao duche mas sempre, com a sensação de dever cumprido! Eventualmente, ficarão em forma....

Os Balneários:

Balneário sem gaja nua não é balneário mas zona de troca de roupa! Parece que é obrigatório, impositivo até, sermos confrontadas com um rabo do tamanho de uma monovulme bem perto da nossa cara, ou com um peito descaído que mostra as agruras da maternidade. Há as que andam em pêlo como se estivessem na casa de banho lá de casa, ignorando na totalidade as outras que se tentam desviar dos seus corpos desnudados sem serem por eles atingidas. Há as que se escondem por detrás da toalha até a deixarem cair de rompante como que produzindo uma onde de choque sobre quem humildemente tenta trocar de roupa sem levar com uma mama na testa e por fim, há as que nunca deixam ver uma pontinha de pele e fazem da sua toalha de banho uma espécie de tenda-vestiário só saindo dela para vestir o sobretudo. Não sei como são os balneários masculinos mas cheira-me que a coisa não muda muito.


Os PT´s:

Há os homens e as mulheres, há os giros e os que têm corpo de quem não se levanta de uma cadeira sem ajuda; há os mirones que tentam controlar a zona para ver quem poderá ser um possível alvo e há os que querem mesmo ajudar quem treina; há as marias-rapaz cujo físico não queremos e há as jeitosas com as quais nos queremos parecer. O comum a todos estes grupos: só querem alguém que aceite pagar um balúrdio para um treino acompanhado.


A Malta:

Há quem encare isto do ginásio com a mesma religiosidade com que se vai à missa ou à bola, há a malta que só lá vai quando chove ou quando não tem planos; há quem controle toda a sua vida em função dos resultados esperados e há os que saem do ginásio e vão comer bolos; há os que entram mudos e saem calados, concentrados no seu treinos e há as bestas sociais que entram e automaticamente cumprimentam toda a gente e conhecem toda a gente e são super felizes e simpáticos e chatos como a m****; há os que olham envergonhados para quem treina e tentam replicar os movimentos pois aquilo parece resultar bem e há os que acham já saber tudo. 

Em suma, o que mais parecido temos com um micro cosmos (suado) do mundo "lá fora" é o ginásio e para quem gosta de observar a vida selvagem pode dar consigo a perder alguns exercício ou mesmo aulas de grupo mas a ganhar conhecimentos socialmente preciosos que podem muito bem funcionar como desbloquadores de conversa.


Liz