terça-feira, 22 de outubro de 2013

Butt

Para quem tem curvas, nomeadamente, ali na zona dos glúteos, sabe o quão difícil pode ser encontrar um par de calças que passe dos joelhos, que não entale as coxas, que não espalme o rabo, que não fique super largo na cintura, que não corte a circulação ao presuntinho, que não faça camel toe, enfim, um sem número de incómodos que as rabudas deste mundo encontram por aí!

E ontem, Liz Maria e sua amiga saíram de casa para ir ver montras aka "estou chateada, discuti, mandei alguém à merda, preciso gastar dinheiro", e eu saí de casa decidida a encontrar o par de calças da minha vida (já que do homem eu desisti..). Por norma passo por todos os incómodos acima citados e ontem não foi diferente até que, como tudo na vida, quando já tinha perdido a esperança, quando já só me queria focar na minha carreira e ser uma bad ass do mundo empresarial, ele apareceu! O par de calças que o homem continua a monte. 

Dei com elas na Mango, lindas, arrumadas, com aquele ar de quem nunca viu outro rabo se não o meu. Peguei nelas e esperançosa (e debaixo de olhares matadores das vendedoras que se queriam ir embora) dirigi-me aos provadores. 

-Passaram nos pés;
-Passaram nos joelhos;
-Passaram nas coxas;

(ansiedade, nervosismo, gotinha de suor escorrendo pela fonte)

-Encaixe perfeito, botão fecha, correr o zipper e uma nuvem de Querubins com harpas e sombreros dançando à minha volta. 

Corri para a caixa, tinha que as ter, tinha que sentir que eram minhas, que o meu traseiro ia finalmente ser compreendido por um par de calças que merecia ver o seu rebolado! Paguei 35€.....

Sou uma mulher feliz! 




Liz

Cansei

Cansei de gente mole, morninha, que cozinha em lume brando, que faz amor com as meias ainda calçadas, que responde um "vai-se andando", que não f**** nem sai de cima. 

Cansei ainda mais de quem não era assim mas agora e porque "assim tem que ser, acho que entendes" se tornou uma massa amorfa de olhos, cabelo e pele quando antigamente era um portento da decisão e da forma. 

Cansei do chove não molha que eu não sou tola que se deixe molhar. Cansei de ler sinais, entrelinhas, a minha sorte nas borras do café que já não bebo. 

Quero aquilo que já tive, aquilo que contenho todos os dias dentro de mim, aquilo que fui, que sou, que já não sei ser. Quero paixão, beijos, dentadas, mãos, puxar cabelos, puxar roupa, beijar à chuva, fugir para um sítio mais calmo, perder a vergonha, perder o resto. Quero isto e tudo mais....quero uma lufada de ar fresco, sentir, que cá dentro, ainda mexe...


Liz

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Malta ajudai ajudai!!

Tenho tido inúmeras queixas de que o meu blog bloqueia, tem travadinhas, amoques e outros que tais. Já carreguei nos botões todos e nada. Já lhe bati e nada. Já me deixei dos meus mui amados GIFS  e nada...


QUEM ME AJUDA?! :/



Liz

Fáceis

Não gosto de gente fácil. Não gosto de privar com gente fácil. Mas o que é para mim isto do ser-se fácil? Simples: a total falta de vontade de se mostrar como alguém que reconhece o próprio valor e trata o corpo como mercadoria, pondo-se facilmente ao dispor, sem nada pedir em troca, ou pedindo muito pouco. Não gosto de gente que solta uns ruidosos e bem ordinários palavrões por gosto em o fazer. A minha família é toda do Norte do país por isso palavrões conheço eu mas os deles são por mim "perdoados" pelo simples facto de que a maldade que "cá em baixo lhes damos" "lá em cima não existe". Entendo que sejam ditos num momento de raiva, como forma de deixar sair o stress. Não entendo nem gosto que o façam por gozo, porque é de homem/mulher dizer umas quantas asneiradas. Não gosto que o façam perto de mim e se num homem já não acho bonito numa mulher, acho uma vulgaridade, feio feio feio. 

Não gosto de quem se gaba com quantos/as dormiu. Não me interessa, não me fascina e , no máximo, só me faz olhar a outra pessoa de lado, de cima para baixo, como eu sei que sei olhar, pedante. Eu sei os parceiros que tive e essa informação só a mim interessa, no máximo, o número sai numa conversa de amigas, no conforto da nossa intimidade. Não são porcas as que dormiram com muitos homens, são porcas as que o dizem à boca cheia (...) como quem se orgulha dos Km´s que já fez com o carro. Aqui também falamos de Km´s, mas de outra coisa. 

E desengane-se quem pensa que esta é a minha postura machista da situação porque eu também não aprecio este comportamento nos homens. Gajo que se gaba das mulheres com quem dormiu das duas uma: ou não dormiu nem com metade ou, se fosse alguma coisa de jeito, elas tinham querido ficar com ele. Acho ordinário tratar alguém com quem se partilhou o corpo como mais um simples número. Mas isto sou eu e os meus romantismos....

Não vi a mais recente edição da casa dos Segredos. Porquê? Porque se em todas as outras senti que os meus neurónios se suicidavam, estanão deve estar diferente e quando ando a fazer zapping e tenho o azar de passar pela TVI quando a coisa está no ar até me assusto: Pigotas, porcas, ordinárias. Cabrõezitos, wannabe Cristianos, brojeços. Mas aparentemente é isto que dá audiências, é com isto que o pessoal se entretém no Domingo à noite e é com isto que as criançinhas crescem. Não que no meu tempo eles não existissem, só não era em horário nobre. 


Liz

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Coisa Feia a Inveja!

Há uns tempos saiu um trabalho fotográfico que mostrava como ficam os corpos das mães nos primeiros meses após o nascimento dos filhos. Trabalho louvado, quase endeusado, por glorificar um corpo flácido, com estrias, marcado, "em baixo de forma" mas como as mães estavam felizes com os seus petizes ao colo.



No pólo oposto, temos uma mãe de 3 filhos com uma forma física que nem eu tenho. Mostra-se a ela em roupa desportiva curtinha e com os 3 miúdos à volta dela. Reacções das maioria das mulheres que viu o poster com o título "What´s your excuse"? Inveja, más línguas, sentiram-se insultadas, que não há direito, que parece que com aquela foto está a chamar gordas flácidas a quem não tem esta figura e filhos. 

Pois que ninguém comenta o facto de ela ter sofrido de um distúrbio alimentar. Pois que ninguém comenta que tem uma associação fitness sem fins lucrativos onde sugere exercícios e treinos para quem teve um bebé. Pois que nem comenta que realmente há uma coisa chamada de força de vontade, resiliência, organização, objectivos, e que ela, os tem. 

Se acho que é de louvar o à vontade com o corpo "acabado" de dar à luz o mesmo deveria ser feito com quem consegue ficar com uma forma invejável depois de um filho. Há a genética é verdade. Há corpos que com ou sem filhos não há muito a fazer. Há quem tenha uma gravidez santa com 8 kg a mais, há quem engorde 20. Há quem faça por comer bem e cuidar do corpo, há que responda "tenho que comer por dois". 

 Mulher é uma coisa impressionante mesmo.....




Liz

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS

Sim, sou uma mulher feita e responsável e cenas mas no dia de hoje, todos os anos, todos os 17 de Outubro comporto-me como uma pirralhita de 5! Acordo aos saltinhos, rio-me para toda a gente, dou abraços e beijinhos a toda a gente, em suma, sou o ser humano que não consigo ser em mais dia nenhum do ano!!

Hoje faço 26 anos mas não os sinto. Não sinto o "faltam 4 para os 30" pelo simples facto de que ainda me comporto como uma miúda de 19, sendo muitas vezes a mais tolinha do grupo. 

Os 25? Ano complicado. Não, minto, ano de merda. Há um ano atrás o meu irmão mais velho era operado a um cancro na língua. Não tive bolo de anos, não me cantaram os parabéns, não havia ânimo, uma família de coração nas mãos à espera que o meu irmãos saísse do bloco operatório. E saiu. E falava. E ria-se. E está rijo como nunca. Se há um ano me permiti pedir um desejo.....foi que isto corresse bem. Correu. 

Nos 25 anos foram mais as perdas que os ganhos, ou pelo menos, era assim que pensava. Não gostava de mim mas amava perdidamente alguém. Não o tive nos meus anos pois estava emigrado (e ainda está) e senti-lhe a falta o dia todo. E já não sinto. Estava em baixo de forma, carente, super emotiva, frágil, um caco. Não tinha emprego nem perspectivas de. Ia emigrar e não queria mas também não queria continuar a minha vida do jeito que ela estava, precisava de mudança e ela deu-se. Saí da minha zona mais confortável - os braços dele - pois já não eram de aconchego mas de castração. 

Mas nem tudo foi mau, só foi diferente. Nem tudo foi choro, mágoa e desconsolo. Também me ri, muito, alto, até doer a barriga. Fui de excessos, ora muito feliz, ora muito bêbeda, ora muito cansada, ora tudo isto ao mesmo tempo. Fui como sou, de extremos. Viajei pouco e só dentro de portas e isso custou-me pois desde há 3 anos para cá viajar tornou-se vício. Se tudo correr bem, viajar vai-se tornar "obrigação". Wish me luck...

E este ano toda a gente está bem, saudável. Este ano já tive mais de meia dúzia de votos de parabéns e à meia noite já tive bolo. Este ano já tive abraços apertados e dados com muito muito amor. E olhos sorridentes olhando para mim. Já tive presentes, cada um recebido com o maior carinho. Este ano não espero nada pois tudo o que vier é lucro e é tão melhor viver assim!


Este ano faço 26 anos....e eles que venham!!!


Liz

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Da má língua #1

Descobri o blog do Cláudio Ramos. Nunca pensei que uma mulher ficasse tão bem de barba....


Liz

E a culpa....

Bem miguinhos a Liz queria por aqui um vídeo .G.E.N.I.A.L mas o Youtube achou por bem dizer que o vídeo não existe. Enfim! Segui o link alminhas do Senhor e preparai-vos para rir às gargalhadas!





Liz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Teorias emocionalmente irrefutáveis

Dizem que só se desilude quem um dia se deixou iludir. Dizem, os emocionalmente inteligentes, os saudáveis, os felizes, os que só mantêm nas suas vidas as coisas belas da mesma, que em ordem de não nos desiludirmos, não podemos nunca cair no erro de esperar dos outros mais do que eles podem dar, mais do que são, que sejam iguais a nós, ou seja, não nos podemos deixar encantar pelas maravilhosas ilusões (as de óptica e as outras). 

Dizem também que o que os olhos vêm e a mente acredita. É este o princípio básico que os ilusionistas usam, mas eu nunca gostei de magia, vá-se lá saber porquê, contudo, deixo-me iludir, uma e outra vez, caindo qual pata num charco morno que afinal não é mais do que uma panela ao lume. E ainda voltando à magia, posso dizer que nunca a apreciei pelo simples facto de saber que estou a ser descaradamente enganada pelos meus olhos que, por sua vez, enganam a mente fazendo-me acreditar que um Boing 747 consegue ser desaparecido debaixo de um lencinho de assoar em algodão branco e eu, não gosto disto. Não gosto que me enganem propositadamente, mais ainda, não gosto, detesto, repudia-me, ser enganada por mim mesma, deixando-me cair nos truques e jogos de luzes e espelhos que os outros me fazem.

E dizem que a isto se chama desilusão: a confrontação do Eu enganado com o Eu que se engana a si mesmo, sendo que o Eu enganado fica depois danado da vida porque o Eu que devia ser seu amigo e alertá-lo para estes ilusionismos ainda se dá ao luxo de gozar com o pobre coitado dizendo coisas do tipo "seu grande otário que caíste de boca!". Mas a bem da verdade, nenhum dos dois é bem culpado deste engodo pois ambos acreditaram no que lhes foi mostrado, dito, prometido. Simplesmente um dos Eu aceitou sem enganado. E porquê? Porque o engano era bom, era doce, era tão mais bonito e colorido do que a realidade que se tornou mais fácil agarrar-se à ilusão do que à certeza concreta de que efectivamente, há gente não vale um tostão furado. 

E se a falta de qualidade dos outros é problema deles a desilusão é exclusivamente nossa e o melhor consolo que ouvimos dos outros é um encolher de ombros e um "aguente-se". E perdoe-me o tom por norma sempre educado e bem falante deste blog mas hoje, a única coisa que me apetece dizer em jeito de closure é um




Liz

Ah então é isto...


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos para o futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isto é… SABER VIVER!!!"


Chaplin


Um dia Liz...um dia....