sábado, 24 de agosto de 2013

Hoje canta-se Fado

Podia ir para a gandaia, podia ir ver lojas ou podia ir para as festas do mar mas hoje, houve-se fado, ainda que seja em casa e na RTP mas meus caros, é um musical do La Féria e isso é coisa que não se perde.

Silêncio, que hoje, houve-se fado.


Liz

Instinto maternal ao máximo ou como um pai não sabe estar doente

O meu  pai é o equivalente humano a um dos cabeçudos da ilha de Páscoa: trabalha desde os 7, começando no meio do monte na pastorícia. Veio para Lisboa com 14 anos, foi merceeiro, moço de recados, lavador de pratos, empregado de mesa, soldado no Ultramar, reformado e ainda gosta de ir fazendo os seus "biscates" a 16 horas de trabalho cada um! Tudo isto me faz pensar que a continuar assim já vou eu andar cheia de reumáticos e anda ele fresco que nem uma alface. Ora ser-se assim a vida toda condiciona um bocado o estar doente. Porquê? Porque ele não sabe como isso se faz. 

E ele ficou doente. Nada de muito sério porque foi tratado a tempo (porque eu o mandei ao médico) mas que do nada se podia ter tornado em algo mau, muito mau. Foi ao médico (depois de eu o ameaçar com um dedo enfiado na cara do senhor) e de lá veio com 300000 caixas de remédios e pomadas e gotas e coiso. Até aqui tudo bem, não fossem os medicamentos provocar-lhe os enjoos e indisposições que só uma mulher grávida deve conhecer, deixando-o num assustador branco-morto e com tonturas. Hoje cheguei lá a casa e deparei-me com isto:

-Pai verde e a suar em bica;
-Almoço a ter que ser feito e ele a ter um badagaio;
-Nada de chá feito para acalmar o estômago;
-No frigorífico: iscas, camarões, cerveja, lombinhos de porco, chouriço de porco preto, moelas;
-Nada de canja ou algo parecido com uma galinha que me deixasse fazer uma;
-Liz de avental a deixar sair cá para fora a mãezinha que todos os dias luta para manter num canto escuro e húmido do seu sótão;

Almoço e canja feitas, chá quente e carregado de açúcar como ele gosta, pai deliciado com os mimos. Liz a sentir-se uma crescida porque cuida de pessoas e, contas feitas, toda a gente ficou feliz! Eu sabia que os homens quando estão doente são uns fiteiros do pior mas nunca pensei que o meu pai fosse assim também. Eles estão sempre onde não imaginamos....



Liz

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A irreverência de um personagem da blogosfera

A autora tentou acabar comigo. Tentou deixar-me, fazer-me parar de escrever. Dizia que já era demasiado, demasiado pessoal, um livro aberto de quem não quer mostrar como é mas que por dentro, já é transparente. Mas eu, a Liz, lutei, resisti, bati o pé, dei com os punhos na mesa (e doeu para caraças!) e voltei! 

Em debate com a autora ambas chegámos à conclusão que o blog já não seguia a via que o fez nascer: uma forma de desabafo, de medicação para a depressão, um Xanax das letras. E com o tempo e com o distanciamento de toda a situação ambas vimos que seguir essa linha já não tinha lógica, não fazia sentido, mas o problema é que me nos vimos demasiado envolvidas nesta "relação blogosférica" para a terminarmos, para nos subjugarmos a mais uma separação dolorosa e esta, seria talvez ainda mais dolorosa já que mexe com a única coisa que realmente fazemos bem: escrever. E já não nos sentíamos a escrever bem...parámos, organizámos e tudo ganhou uma nova lógica e sentido de propósito. 

Pois que Liz e autora voltaram, lindas e bronzeadas e cheias de vontade de escrever! Sei que quem viu o post antes do amoque que nos deu estranhou este desaparecimento já que as férias tinham soado a mel do melhor mas, como tudo na vida da autora, nada é fortuito, inocente ou coincidência e aquelas que deveriam ter sido umas noites de maluqueira alrgarvia revelaram-se mais uma lição. Percebi que há coisas que tenho que mudar, posturas que tenho que adoptar e merdas que tenho que deixar de pensar, ah e desisti de vez dos conventos, por duas razões:

-Não há conventos mistos onde a saudável convivência de géneros é bem aceite e isso é chato. 
-É um crime tapar este corpinho 86-60-86 (mas em bom) com um traje pesado e largueirão. 

Portantos, cá vou eu de arco e flecha ao ombro caçar moços casadoiros por esta Lisboa fora! Nada temam os comprometidos e sérios que eu não sou dessas. 

Quanto as férias, das 3 semanas que tive, somente numa delas tive efectivamente de férias e isso fez-me uma confusão tremenda. Eu gosto de viajar, eu preciso, está-me no sangue, é vício, doença e este ano ainda não saí de Portugal, nem que fosse para ir a Badajoz comprar caramelos. Porque não fui, se tinha tempo e algum dinheiro? Falta de companhia. Não me venham com teorias budistas de que só viajando sozinho nos conhecemos verdadeiramente que eu sou daquelas turistas tipo Maria-Arminda-veio-à-cidade e comento tudo e, sejamos coerentes, andar por Londres, Paris ou Amesterdão a falar sozinha não me fica nada bem. Contudo, descansei, dormi, mal como sempre, mas ganhei bronze e isso senhores e senhoras, é um Happening!

E é assim, não chorem mais, não bebam mais, não se droguem mais que a Liz (e às vezes a autora) voltou para ficar que daqui eu não saio, daqui ninguém me tira! Olé!





Liz

domingo, 18 de agosto de 2013

Break Up

Caros leitores da Liz eu, a autora, venho por este meio dizer que a Liz vai de férias, por tempo indeterminado. Não que ela queira ir mas....quero eu. A autora. Há coisas que têm que ser arrumadas e isso só pode acontecer sem a Liz a meio caminho.


Até qualquer dia