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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS

Sim, sou uma mulher feita e responsável e cenas mas no dia de hoje, todos os anos, todos os 17 de Outubro comporto-me como uma pirralhita de 5! Acordo aos saltinhos, rio-me para toda a gente, dou abraços e beijinhos a toda a gente, em suma, sou o ser humano que não consigo ser em mais dia nenhum do ano!!

Hoje faço 26 anos mas não os sinto. Não sinto o "faltam 4 para os 30" pelo simples facto de que ainda me comporto como uma miúda de 19, sendo muitas vezes a mais tolinha do grupo. 

Os 25? Ano complicado. Não, minto, ano de merda. Há um ano atrás o meu irmão mais velho era operado a um cancro na língua. Não tive bolo de anos, não me cantaram os parabéns, não havia ânimo, uma família de coração nas mãos à espera que o meu irmãos saísse do bloco operatório. E saiu. E falava. E ria-se. E está rijo como nunca. Se há um ano me permiti pedir um desejo.....foi que isto corresse bem. Correu. 

Nos 25 anos foram mais as perdas que os ganhos, ou pelo menos, era assim que pensava. Não gostava de mim mas amava perdidamente alguém. Não o tive nos meus anos pois estava emigrado (e ainda está) e senti-lhe a falta o dia todo. E já não sinto. Estava em baixo de forma, carente, super emotiva, frágil, um caco. Não tinha emprego nem perspectivas de. Ia emigrar e não queria mas também não queria continuar a minha vida do jeito que ela estava, precisava de mudança e ela deu-se. Saí da minha zona mais confortável - os braços dele - pois já não eram de aconchego mas de castração. 

Mas nem tudo foi mau, só foi diferente. Nem tudo foi choro, mágoa e desconsolo. Também me ri, muito, alto, até doer a barriga. Fui de excessos, ora muito feliz, ora muito bêbeda, ora muito cansada, ora tudo isto ao mesmo tempo. Fui como sou, de extremos. Viajei pouco e só dentro de portas e isso custou-me pois desde há 3 anos para cá viajar tornou-se vício. Se tudo correr bem, viajar vai-se tornar "obrigação". Wish me luck...

E este ano toda a gente está bem, saudável. Este ano já tive mais de meia dúzia de votos de parabéns e à meia noite já tive bolo. Este ano já tive abraços apertados e dados com muito muito amor. E olhos sorridentes olhando para mim. Já tive presentes, cada um recebido com o maior carinho. Este ano não espero nada pois tudo o que vier é lucro e é tão melhor viver assim!


Este ano faço 26 anos....e eles que venham!!!


Liz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ah então é isto...


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos para o futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isto é… SABER VIVER!!!"


Chaplin


Um dia Liz...um dia....

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Paizinho #1

Decidi iniciar uma nova rubrica chamada "Paizinho" que vai falar da actual conjuntura económica aplicada à reprodução assexuada dos caracóis! NOT! Vai pura e simplesmente falar das peculiaridades di papai que é tão rico nestas coisas como o Outono em folhas caídas:

Inicia assim.....

O Acordar

Para papai o acordar é sempre um momento especial do dia, não para ele mas para quem está à volta dele. Ora qual a melhor maneira de se acordar uma adolescente já por si só minada de maus feitios matinais e com uma sede de matança própria da idade? Deixo aqui as técnicas di papai:

Entrar à bruta no quarto soltando um berro;
Entrar à bruta no quarto e acender todas as luzes possíveis e imagináveis ao mesmo tempo;
Entrar à bruta no quarto e abrir as persianas fazendo a maior quantidade de barulho possível;
Entrar à bruta no quarto e puxar a roupa à adolescente deixando-a completamente destapada em pleno inverno quando esta achava por bem dormir de calções e top mesmo nesta altura do ano;
Entrar à bruta no quarto e fazer tudo isto ao mesmo tempo;

Resultado (e já não moro com ele):

Hoje durmo numa espécie de casulo noctívago sendo completamente impossível deixar-me destapada;
O interruptor da luz do tecto está escondido;
Não tenho persianas;
Qualquer tipo de acordar que não me assuste, destape, cegue ou me dê um enfarte é recebido com um sorriso e o mais caloroso dos bons dias com beijinhos e tudo;

E vocês pensam: Oh Liz e mandares tu um berro ao teu pai e dizer-lhe que aquilo não é uma caserna nem tu um fuzileiro maluco dos cornos!? 
Ao que eu respondo: vocês faziam isso a um atirador especial que andou na guerra do Ultramar?! As possibilidades de ser fuzilada com uma colher de sobremesa estavam sempre presentes...


to be continued...


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Falta-me qualquer coisa....

As vezes dou por mim ali numa zona meio límbica onde ora estou bem, do alto da minha independência de rapariga solteira ora sinto uma saudade desgraçada de andar de mão dada com o meu amor...

E isso faz-me pensar até que ponto estarei a precisar de ir ao psicólogo falar com um desconhecido e ainda lhe pagar para ouvir as minhas coisas ou, em último caso, aquilo que preciso mesmo é de um par de estalos e deixar-me de merdas que o que não falta no mundo é homem! Mas vocês que por aqui andam já sabem bem o que a casa gasta: sabem que gosto de me pintar um rochedo quando por dentro pareço uma gelatina treme-treme, sabem que ando por aí desbocada a dizer que quero namorado e ronhónhó quando estou morta de medo de me envolver com alguém pois sei que estou em "bitch mode" e sabem, acima de tudo, que eu sou de luas, de feitios, de altos e baixos e que papai e mamãe combinaram aqui neste ser de elevada perfeição todas as merdas que residem dentro de cada um deles.

Assim sendo eu digo que me falta algo, qualquer coisa, aquele sentimento de que falei aqui ainda há uns dias, falta-me....paixão. Agora não só por mim mas uma paixão que envolva alguém, que não tem que ser o meu espelho, que não tem que ser para casar, que a única coisa que tem que ter é uns cojones de aço pois eu ando de língua afiada e bruta nas horas.....e nós sabemos que homens destes já não vão existindo. Valha-nos o chocolate....


Liz

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Das coisas boas

Já por aqui disse que sou a minha pior inimiga, que mais ninguém me deita abaixo com a eficácia com que eu o faço e sou a primeira a julgar-me e a castigar-me, até mesmo quando a culpa não é minha. É assim que sou, é assim que sempre fui, dizem, que por ter sido mal amada. Pessoalmente, não acredito, pois o que não falta neste mundo é gente mal amada que se torna insuportável de tanto ego e amor próprio. Sinceramente? Acho que quando somos os nossos maiores críticos, as críticas dos outros tornam-se muito menos dolorosas. 

Contudo, no meio deste meu auto-jugo eu devo estar a fazer alguma coisa bem, não por mim mas pelos outros pois, por vezes, muitas vezes sem eu saber bem como, coisas boas acontecem, coisas que eu não sei porque me acontecem e às quais não sei como reagir. Não sinto que faça nada demais pelos outros e, quando o faço, não me gabo. Não gosto de me gabar de quando ajudei alguém pois fico com a sensação de que o bom dessa situação está a ser dissecado na minha "conta kármica", como se eu tivesse uma espécie de cartão de pontos kármicos, que acumula boas acções e que, um dia, me vai dar um lugar no Céu. 

Talvez por pensar assim me surpreenda quando alguém tem um gesto bonito comigo, quando alguém me diz que gosta de mim, que tem saudades minhas ou que eu faço falta. Eu muito raramente verbalizo este tipo de coisas e nos últimos tempos então....ou estou numa situação de choro em cascata ou com os copos e como chorar faz rugas e costumo ser a designated driver, não é algo que aconteça muito. Mas quando digo....bolas, sinto o peito crescer, riu-me com os olhos e com o corpo todo, emano um calor qualquer sobrenatural e vejo borboletas azuis à volta da minha cabeça. É desta maneira que sou, meia lamechas, meia durona, do 8 e do 80, do muito feliz e da tristeza profunda, do Pico e do Abismo, do tudo e do nada. Se eu podia mudar? Não....já tentei e não consegui. 

Vidas....




Liz

domingo, 21 de julho de 2013

Leva-me #1

Fazer as malas é uma das coisas que mais gosto. Para passar a noite na companhia de quem se ama, para um fim de semana com os amigos, para uma semana na terrinha, é sem dúvida uma das coisas que mais me anima e me deixa com um sorriso. Pensar no que levar (e esquecer-me sempre de alguma coisa), fazer os conjuntos, planear, deixar-me ir de uma forma física já que a mente não se desliga nunca. Nunca.

Passei o fim de semana fora, festival no Meco, calções, tops curtos, escaldão no peito, sangria, gargalhadas, noites geladas, conduzir uma espécie de tractor familiar, ouvir bandas de luxo, saltar até me doerem todas as articulações da cintura para baixo, bandanas coloridas, ténis porcos, pó, 3 palcos, não ter horas para chegar, não ter horas para nada, um Sharpei preto com 2 meses, ouvir esta ás cavalitas de um amigo feito há um dia, lembrar-me da primeira vez que a ouvi, dormir numa tenda sendo levemente claustrofóbica, ir adormecendo com a cara no prato, comer os melhores secretos de porco preto da minha vida, beber o melhor café com leite de sempre e não sonhar todas as noites, um luxo para mim.

A merda é quando tem que se voltar e se está à porta de casa, carregada com as malas e a vontade de entrar não existe. Não por quem me espera mas pelo o que me espera, o mesmo, o igual, o "todos os dias". E a cidade que amo, a menina dos meus olhos, que todos os dias me dá motivos para me lembrar de quem me quero esquecer, com as suas curvas e esquinas onde um dia fui feliz e onde hoje, ou sinto um pequeno aperto no peito ou, ainda pior, não sinto nada. E sou dada a estas coisas, a estas estupidezes a que mais ninguém se dá, às quais mais ninguém se entrega. Já por aqui disse que emocionalmente sou um acidente de percurso e que vivo as coisas a extremos, ora ridiculamente feliz ora muito em baixo e isso ainda me vai dar conta do sistema mas, fazer o quê, quando nos fizeram nascer com o coração maior do que o peito?

Neste momento, só queria que alguém me levasse....

Liz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sofrimento que me acomete

Eu preciso confessar algo: não sei lidar com gente burra. É verdade, sei que sou eu que estou mal e que eu é que tenho o defeito e não os burros em si mas não consigo. Eu tento, respiro, faço ali uns segundos de Yoga, penso no Gosling nu, mas não consigo. Há um calor que se apodera de mim e não é um calor dos bons, é daqueles calores que iniciaram conflitos bélicos ou que fazem pessoas andarem à pancada no trânsito. 

Porquê todo este discurso? Passo a explicar:

Conheci uma miúda porreirissima no curso, super disponível, queridinha,  mitrinha, mas boa miúda e eu, Liz A Diplomata, aceitei-a no grupo de pessoas que deixo que falem comigo e às quais respondo com educação. Mas ela tem uma pequena falha, que consiste no curto circuito que por vezes se dá entre o hemisfério direito e o esquerdo da massa cor-de-rosa que reside dentro do seu loiro crânio (sem conotação com as loiras mas acho que o pigmento se entranhou...). E hoje, tive mais um momento lúdico com essa piquena amorosa:

-Olá estás boa miga (trato-a assim..)?
-Heyyyy sim migaaaaaa e tu?? (entendem agora?)
-Sim está tudo! Olha conheces alguma depiladora boa e que não seja muito cara?

Cito:

Máquina para fazeres? Se quiseres empresto-te a minha que nunca a usei e a minha arranca! Senão vê no forretas.com. Há la muitos descontos de depilação. Era lá que comprava.

.......
-Não querida! Eu quero é uma senhora depiladora. Conheces?
-Bah não sei mesmo! Já viste nos forretas.com?

Meus caros, a não ser que agora nos sites de compra e venda de coisas o tráfico humano seja permitido e estejam lá senhoras esteticistas/depiladoras à venda, por nacionalidade, experiência e especialidade, estou perante um caso gravíssimo de estupidez. A minha que ainda enviei uma segunda mensagem depois da primeira respostas dela....


Liz

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Primeiro dia!

Ora pois sobrevivi! Tretas, foi muito mais fácil do que pensava o que me deixa um pouco receosa pois pintaram-me a coisa um bocado negra e acelerada e, olhando para o dia da senhora que vou substituir, só me resta pedir ao Jesus que tenha pena de mim! 

Temendo o trânsito Lisboeta saí de casa uma hora antes. Resultado, em 15 minutos estava no trabalho (o meu Ferrari é liiiindo) e fiquei quase uma hora a olhar para o boneco dentro do carro. Deu para observar a quantidade de velhos que aquela hora já está a pé a fazer coisas e cenas de velhos, que a maioria das pessoas que vai abrir os escritórios chega atrasada e a correr, que a melhor parte de chegar uma hora antes ao trabalho é que se escolhe o lugar que se quer para estacionar e, em suma, eu fazia dinheiro a seguir pessoas pois ninguém pareceu notar que eu ali estava. 

Quanto ao trabalho: demasiada gente para decorar os nomes, malta jovem que posso tratar por tu, uma senhora engenheira, 3 homens numa firma com 22 empregados, sou a maior aos telefones e sinto-me pela primeira vez na minha vida constrangida pela quantidade de comida que consigo comer. Vou ser um bocado pau para toda a obra mas não me importo, desde que no fim do mês ele caia certinho.

Chegada a hora de almoço fui para a cozinha: 6 mulheres a comerem ao mesmo tempo, autêntico galinheiro, todas na base da saladinha, duas almôndegas, um ovo estrelado e um tomate e a xô dona Liz com um Tupperware com cerca de meio kilo de jardineira de frango. Ora pois que não pude despejar aquilo tudo no prato ou logo no primeiro dia me tornaria "A Alarve" e esta figurinha de vespa não comporta tais alcunhas! Contudo, continuo a não entender como mulheres adultas vivem a alface e atum, sem hidratos de carbono, calorias ou gorduras saturadas. Gajas..

O dia passou bem, voo, e eu a pedir aos meus santinhos todos que assim fosse. Não sirvo para estar parada, sentada, sem stress. Preciso sentir necessidade de me sentar e de fugir para lanchar ou fazer o xixizinho. Em suma, o dia passou bem, sou capaz de me sentir bem ali e, se tudo correr bem, comecei hoje a ser crescida :)




Liz

Brand new Start

E é hoje. É hoje que começo a trabalhar. Estou nervosa (em pânico), tenho medo de falhar, de fazer feio, de não estar a altura, de desiludir, de me desiludir. Estive parada 7 meses e assim tinha que ter sido. Quem me lê há algum tempo sabe que os últimos meses me morderam os tornozelos e me mandaram de cara ao chão algumas vezes. Foi uma altura de mudanças, redireccionamentos, reposicionamentos, reorganização planetária e de descoberta. 

Criei novas crenças e aboli algumas do antigamente, descobri que há coisas que não duram para sempre mas que as memórias são eternas, que os corações de carne também se partem e que isso dói, muito. Aprendi que não sou menos do que ninguém mas que sou um portento de rapariga, sei agora quem vai ficar comigo e quem não pode estar perto de mim, quem me faz feliz e quem só me deixa triste. E passou rápido, passou tão rápido...

A partir de hoje e se tudo correr bem, eu passo a fazer parte dos sortudos da sociedade, passo a ter um bem de luxo e de primeira necessidade. Desejem-me sorte que vou precisar dela!




Liz

domingo, 14 de julho de 2013

Back in the Business

Bem minha gente, confessem lá a vossa Liz: quantos de vós já ponderavam ligar amanhã para os hospitais todos de Lisboa à minha procura?? Mas nada temam, a menina está de saúde e recomenda-se mas tive coisas para pensar, situações para digerir e planos para fazer. Amanhã conto.

De resto, o tempo da treta deixou-me toda toda com um ameaço de depressão que a cor boa de Verão já se começa a escapulir-se-me do corpo, estou naquela altura do mês em que vou pedir para a porta das Igrejas e há 6 meses que não dou um beijinho num moço jeitoso e isso começa a afectar-me o sistema!

Na manhã de ontem fui uma linda e dediquei-me à bicharada: Literalmente! A convite fui ter com a APCA em Sintra com a intenção de passear um cão. Confesso que a minha conforto zone me remete para gatos e coisas assim mais pró piqueno mas não podia ter gostado mais. Calhou-me a Violeta, uma princesa com uns anitos e nervosa, muito nervosa. Acreditem que passear pela serra de Sintra aka monte das cabras com um cão stressado que puxa e corre e foge deixa as suas mazelas mas sinto-me bem (fora a dor nas pernas e o braço direito no limiar de me cair). Ao fim de uma meia hora ela já estava muito mais calma e eu a sentir-me o senhor César Milan!! muahah Escusado será dizer que o que custa mesmo é devolvê-los ao canil, ver como ficam pé para não entrarem e como olham para nós como quem diz "então?". A repetir. 

Deixo-vos aqui a foto da minha boneca


De resto....ando a ter sonhos eróticos com quem não devia mas que me fazem acordar com um sorrisinho, chega a 00:30 e eu cheia de sono (progresso para quem não sentia ponta de sono antes das 2h da matina), afinal não estava mais gorda as pernas é que incharam com o calor (prevejo uma gravidez pacata daqui a uns anos...humpf) e amanha é um dia importante! Bom resto de domingo meus queridos *


Liz

terça-feira, 11 de junho de 2013

Nas mãos deles

Sempre me senti fascinada pelas culturas grega e romana. Desde o seu modelo de governação política (actual até aos dias de hoje), passando pelos engenhos a que já recorriam naquela altura (foram os inventores da canalização) e acabando nas suas magníficas historias de deuses e seres mitológicas, estas culturas sempre me deixaram de boca aberta. Na faculdade tive a sorte de ter duas cadeiras leccionadas pelo melhor professor que tive na minha vida, José Pedro Serra, que abordavam exactamente o lado mitológico destas culturas e como elas foram as raízes da cultura europeia que hoje temos. Escusado será dizer que foram as minha melhores notas pois estudar para elas nem era estudo, era divertimento, era como ler BD ou ver um bom filme. Resumi a Ilíada de Homero capítulo por capítulo e o mesmo aconteceu com a Odisseia ou com a Eneida de Virgílio. Soube os nomes dos deuses de cor, quem era pai de quem e cheguei à conclusão que Zeus era o maior safado do Olimpo já que as deusas eram quase todas suas filhas e, na terra, os heróis meio-deuses eram às mãos cheias que o Deus do Trovão não podia ver uma mulher bonita.

Mas estas culturas fascinam-me não só pela sua riqueza em deuses mas, acima de tudo, pela dedicação que lhes tinham, o respeito e a total adoração pelos mesmos. Diz-se que os homens e as mulheres das ciências não se conjugam bem com as crenças religiosas, mas ali, a sintonia era quase perfeita. Se nos apaixonássemos a culpa era de Cupido, filho de Afrodite a deusa do amor. Antes de partir para a guerra tinhamos que orar a Ares o deus da guerra e a Atena a deusa do conhecimento, para que nos desse rapidez de pensamento e discernimento na hora. Se são os mares o nosso território então que Poseídon no guie e na altura das sementeiras então que seja Apolo do nosso lado, o deus do sol e da abundância. Acima de Zeus somente Gaia, a mãe Terra, aquela de onde todos nascemos e que com Cronos, o Deus do tempo, deu à luz a Zeus e aos seus irmãos. Magnífico não acham? Toda uma riqueza histórica baseada em divindades e heróis bélicos, belas donzelas e batalhas de séculos. Até os heróis como Aquiles ou Ulisses, meios deuses, eram retratados como detentores de características divinas e, quando um herói morria, não se sentia tristeza mas júbilo pois um herói nasceu para isto mesmo: morrer em glória ou a morte não fará sentido. 

Os gregos e os romanos punham-se nas mãos do seus deuses, aceitavam o seu destino pois era o que os deuses queriam e criticavam os que cometiam o pecado da ubris ou falta de humildade perante os deuses, julgando-se como um. Daquilo que estudei, dos conhecimentos (parcos) que tenho e acreditando eu naquilo que bem me apetece, dou-me ao luxo de dizer que quanto a mim o Cupido anda completamente vesgo, Zeus anda a apostar a minha sorte nos dados e Ares anda sentado no meu ombro sempre incitando-me à guerra. Misericórdia deuses....misericórdia....


Liz

domingo, 6 de janeiro de 2013

The sound....of Silence

Sempre fui uma miúda calada. Acho ridículo falar só por falar e alguns dos momentos mais belos e puros da minha vida foram pautados por um enorme e estridente...Silêncio.
Contudo, é capaz de ser uma das coisas que mais me assusta. Porquê? Porque talvez tenha vivido demasiado tempo em silêncio, porque me tenha forçado a estar em silêncio e, porque o silêncio, só sabe bem quando o procuramos.
Pois há uns dias, numa "sessão de esclarecimento" foi-me pedido que retirasse de um baralho de Tarot uma carta. Sem saber o que esperar e de uma forma intuitiva retirei uma carta e saiu-me o Silêncio .
Além de ser uma carta lindíssima, que inspira uma paz de espírito e remete à meditação é também a carta numero 17, número que me é muito querido e que para mim sempre significou sorte. A primeira pergunta que me fizeram:

-"Porque achas que te saiu esta carta?"
- Para deixar de estar em silêncio?
-"Será? Ou será para pela primeira vez, aprenderes a viver com ele de forma pacifica?"
-Não sei...as duas opções parecem-me lógicas e adequadas ao momento que atravesso.
-"Não sei....pensa. Reflecte e eu tenho a certeza que dentro de ti encontraras o porquê de entre uma baralho com 79 cartas escolheste O Silêncio".

Fui pesquisar o significado da carta e indica que este é um momento de reflecção e que tenho dentro de mim todas as minhas respostas, só tenho que me encontrar aqui no meio do caos, pois normalmente, esta carta significa que temos à nossa volta pessoas que só existem para destabilizar, julgar e por em causa.

Na mouche!!!

A verdade é que por enquanto o silencio dói. Por norma, só procuro o silencio e o isolamento quando estou bem comigo e me sinto bem com os meus pensamentos e não é assim que me sinto agora. Contudo espero chegar rapidamente às minhas 3000000 respostas que neste momento procuro....

A dor e o sofrimento que associamos a algo só tem a dimensão que lhe damos. Tudo pode ser racionalizado e relativizado e como o povo diz

"Para tudo há solução, menos para a morte"

E eu não morri. Só tenho que sair do meu silencio, ou abraça-lo.

Liz