sábado, 11 de maio de 2013

Um achado

Antes de namorar com o H. tive aí um ameaço de relação com um rapaz feito a photoshop, ou não fosse ele jogador federado de hóquei, mas que tinha uma pequena característica que me incomodava um pouco: era burro que nem uma porta. Não era só distraído ou com "inteligência direccionada" para um único assunto (hóquei), ele era mesmo burro mas de cada vez que tirava a camisola, até podia declamar Pessoa que eu queria lá saber...

Como podem calcular, aqui a je ainda tentou aguentar a coisa mas como a minha parte favorita num homem é mesmo o cérebro, passados pouco mais que dois meses a coisa foi ao ar. Custou-me não porque estivesse loucamente apaixonada por ele mas porque levei um pé no rabo por mensagem num Domingo à noite e meu ego ressentiu-se tendo eu chegado a dizer as seguintes palavras

Como é que aquele mentecapto se atreve a acabar comigo?!

Andei ali um mês aos caídos, tristinha, em baixo e no mês seguinte já queria era fandango e vida boa. Ele afastou-se como disse que ia fazer mas, aquilo que fez dele o ex-namorado perfeito foi única e simplesmente o facto de nunca mais me ter dito nada, nicles batatóides. Nem uma mensagem por engano, nem um "como estás?", gente, nada! E foi a melhor coisa que podia ter feito pois todos nós sabemos que custa muito mais fazer o moving on do que quer que seja quando o outro teima em regressar dos confins dos infernos. Quanto a isto, fiquei-lhe eternamente grata.

Ora pois adivinhem lá quem aqui a Liz encontrou esta tarde enquanto laureava a pevide!? Sua excelência passeando com a família. E está tremendamente diferente! Mais gordo/quadrado? e de cara então se não fosse uma característica muito própria do rapaz eu nem sei se o teria reconhecido. Cruzámos-nos mas sem tempo para fixar feições mas sei que era ele e sei que me viu. O melhor? Estou completamente imune à sua pessoa, pelo menos de um estou mais do que curada! E isto foi a melhor sensação que tive durante todo o dia....priceless.



 

Liz

Wide Awake

Acabo de ver o documentário sobre a Katty Perry, sim aquela cantora pop que deita chantilly do sutien. Mas ela é mais do que isso...tão mais do que isso, acima de tudo, é uma miúda e se já gostava dela antes, então agora.....

Ficam aqui o documentário e sabem que mais? Eu não sei porque algumas pessoas pensam que devo ter vergonha de ouvir estas músicas coloridas e felizes. Eu gosto de coisas que me deixam a pensar, que mexem comigo, quer sejam os FooFighters, Depeche Mode, Bruno Mars ou Katty Perry. Eu não tenho vergonha daquilo que gosto de ouvir pois isso significaria ter vergonha de mim.

http://www.movie2k.to/Katy-Perry-Part-of-Me-watch-movie-1697324.html

Liz

A desconstrução do mito

Quem por aqui me segue sabe que eu tenho um calcanhar de aquiles chamado Ryan Goslin pois não bastava ao rapaz ser jeitoso nas horas como ainda consegue ser bom actor. Incrível hein? Contudo, já me perguntaram que raio tem o rapaz para deixar tanta mulher doida. Elementar meus caros Watsons...ele é alcançável. Oi? Eu explico

A grande qualidade do Ryan, aquilo que nos faz olhar para ele e pensar que bem que ficava de mão dada connosco é o facto de ele ser um comum mortal! Tem umas feições bonitas sem ser completamente perfeito e intocado, tem um corpo muito jeitoso mas nada que um rapaz que se dedique o mesmo que ele também não consiga e, acima de tudo, aparenta ser um "boyfriend type". Olhando para ele não o imaginamos com grandes bombas ao seu lado (sim como se a Eva Mendes não fosse bomba suficiente...) e aparenta ser um gajo porreiro, simples, sem grandes manias. Correndo os meninos de Hollywood a maioria é super sexy e nada alcançável para uma comum mortal, namoram com tudo o que mexe, põe os palitos a tudo o que mexe e contas feitas, estão casados durante 15 dias e a coisa "não funciona por diferenças irreconciliáveis" . Este parece ser um bom rapaz, calminho e, em suma, o tipo de namorado que qualquer moça quer. Ah e tem um cão que é o maior porreiro.

Está explicado senhores, não precisam chorar mais. Digam lá se não ajudou?

E caso não estejam bem a ver quem é....eu ajudo




É tipo isto....

Liz

Eu entendo-te

Quem não procura estas palavras, esta forma de consolo que, por vezes, é mesmo a única coisa que queremos ouvir? Queremos sentir-nos compreendidos, aceites, que alguém neste mundo vai olhar para nós com olhos de ver e não com uma visão deturpada pelos preconceitos em que determinada situação nos coloca.

Desde que o meu namoro terminou eu tenho vindo a sentir em mim muitas mudanças, principalmente, no que diz respeito a algumas ideias que eu tinha como os "eu nunca" e que, contas feitas, dei por mim a fazer exactamente o mesmo "erro". Todas nós conhecemos histórias de namoros poucos saudáveis, doentios mesmo, e aos quais nós gostávamos de tecer sentenças, julgamentos, apontar dedos, mesmo que os intervenientes fossem amigas chegadas. Dizíamos que ela só podia ser muito estúpida para se deixar sujeitar a determinadas situações e que se fosse connosco, seria assim ou assado, sempre certas e seguras, doutoras em causa alheia, até ao dia. Até ao dia em que somos nós a dar com os burros na água e, ainda que em situações diferentes, deixámos-nos levar a extremos iguais aos daquela amiga que um dia julgámos.

E aí o que fazemos? Recorremos a quem um dia julgámos pois sabemos que ela é a única que não nos vai julgar, a única que vai dizer "eu entendo-te". E mesmo que ela acabe a ralhar muito, a ser dura e até mesmo sincera demais, sabemos que ela o faz porque sabe como dói, como custa e não nos quer a sentir o mesmo, quer poupar-nos ao sofrimento. 

Aprendi muito nestes meses, tornei-me uma pessoa muito mais tolerante e a minha veia diplomática tem vindo ao de cima em várias situações onde antes, eu julgava pelo simples "prazer" de julgar, se direito para o fazer. As coisas começam a mudar e eu gosto das mudanças...


Liz

Gritinhos

O Bruno Mars vem a Portugal dia 16 de Novembro.

Gritinhos histéricos da Liz, saltinhos e guinchos! E claro está, dia 16 de Novembro estarei eu na fila da frente com um cartaz a dizer que ele podia ser o meu man se quisesse, só para cantar para mim. Tenciono aparecer na televisão aos gritos e a chorar para provar às bimbas do Bieber que não há grupies dos dias de hoje que se comparem às de antigamente. 



AHHHH que eu fico doida com isto!!!

Liz, a Groupie

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Let´s get Physical

Dado o mau feito e pouca paciência com que me vi durante o dia de hoje, peguei em mim e fui correr. Sozinha, só com o meu mp3, de calções e t-shirt 30 tamanhos acima (mais confortável impossível). Até aqui tudo bem, estava com um bom ritmo, cheguei mesmo a CORRER sem desmaiar e confesso que o treino de hoje não me podia ter sabido melhor. Mas eu, antropóloga nas horas vagas, dei por mim a analisar os outros "atletas" que por mim iam passando e consegui criar um ensaio científico sobre o tipo de gente que se pode encontrar enquanto se corre/anda/arrasta. Segue-se uma mui cuidada e solene apresentação

As múmias - corredores que aparentam ter uns 350 anos, cadavéricos, meios curvados e com bronze à camionista e calções pequeninos que ainda assim, têm a melhor forma física de todo o recinto, correndo durante horas sem uma única gota de suor. Deslocam-se em grupos de 20 ou mais.

Os daddys e as mummys - Gente já entradota, ali a partir dos 40´s, mas que faz por cultivar uma forma física saudável, ora porque o médico lhes disse que a continuar gordos iam morrer, ora porque se divorciaram e querem estar em forma para ferrar os dentes em gente tenra e mais nova.

As porn stars - Gajas boas, cujo físico não pode em tempo algum vir apenas de umas meras corridinhas ao fim do dia, com dois imensos melões saltitantes que as fazem ter que correr de cabeça levantada ou levam com uma mama na testa. Usam sempre roupa demasiado justa e reveladora e causam aos homens várias quedas e acidentes, mesmo sem lhes tocar.

Os gatos - Gajos bons, que também não ficaram com aquele corpo só a correr e que, por norma, se fazem acompanhar de um acessório sobre a forma de cão que deixa as gajas malucas, como se o valente par de tetos aka peitorais definidos já não fossem suficientes. Por norma, quando já estão suados e com o corpo quente tiram a t-shirt....a partir daqui não me lembro de mais nada...

Os runners - Estes fazem parte daquela malta "estranha" que correr porque GOSTA de correr. Usam a roupa que acham mais confortável, com calçado apropriado e mantêm um ritmo de exercício estável e adequado ao seu sistema. Causam em mim uma inveja daquela...

Os Begginners - Malta que começou à pouco tempo a correr e que não tem puto de ideia do que anda a fazer. Correm com qualquer sapato (lixando joelhos, pés, costas...), chegam a ir correr com calções de praia (eles) ou calções que deixam assar as coxas (elas) e quando passam por nós estão sempre no limiar do enfarte, ofegando, correndo num passo pesado e claramente muito acima daquilo que o corpo que não está habituado a exercício pode aguentar.


E é isto. Penso ter reunido aqui uma boa amostra daquilo que encontramos quando nos dedicamos às lides do exercício físico e eu, a incluir-me, confesso estar ali ainda com um pé nos Begginers mas esperançosa de mais tarde ou mais cedo estar nos Runners, que o bicho do exercício pegou na Liz e não a quer deixar mais.


Liz

Killing me Softly #20

Ainda que não me possa queixar de uma TPM muito demoníaca, o maior efeito nefasto que a dita tem em mim é mesmo a redução drástica de paciência e tolerância ao outro. Pois eu já disse que tenho um menino no curso que me diz que eu sou um bocado bruta, que acha que conduzo como um homem e que hoje me chamou má. E porquê? Bem aparte da minha inexistente paciência durante todo o dia de hoje, confesso ser uma pessoa pouco dada a muitas perguntas, daquelas muito óbvias, que querem saber de coisas minhas que eu não quero falar com ninguém ou de que só falo com quem quero. Pois ele perguntou-me a mesma coisa.....3 vezes. Escusado será dizer que quando se preparava para perguntar uma 4ª levou com um certeiro

Não achas que já estás a fazer muitas perguntas? :) (sim, tudo com um sorriso)

E ele...calou-se. Acho que lhe caiu a ficha e minha gente calma que  eu não gosto de ser má para ninguém e desprezo profundamente quem é desagradável para o outro por puro prazer mas....quando eu digo que não quero falar sobre isso...não forcem a "barra" ou estão sujeitos a levar uma chapada verbal. Ups.


Liz

Pitoresca

Há uns tempos alguém que por aqui andava e leu um post em que eu falava das minhas sardas acabou a pedir-me uma foto das mesmas. Ora eu, como pensei que se calhar esta podia ser uma curiosidade generalizada pela blogosfera, aqui vos deixo uma foto das mesmas


Bem lindas não são!? Tenho alguma pena que só no Verão fiquem mais visíveis pois adoro ver-me pintalgada, tendo mesmo uma sarda favorita, a Mikelina, que me nasceu exactamente na ponta do nariz. Deixo-vos com a foto dela


Digam lá que não é a sarda mais linda e jeitosa que já viram? :)

Liz

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Desafio de Escrita

Andava eu entediada como o raio quando descubro um texto simplesmente delicioso sobre limões apaixonados e carroças e rapazes a dormirem a sesta! Como vi que esse texto tinha nascido de um desafio da escrita (e sendo eu uma fuça que não pode ver nada) claro que me senti logo tentada a mostrar os meus dotes de ficção e cenas de escrita e também eu vou pegar nas palavras que me são dadas para o desafio. 


O desafio foi lançado pela Pseudo, e o objectivo é escrevermos um texto, que terá que ter, obrigatoriamente, 10 palavras fornecidas pelo desafiador. O texto pode ser pequeno ou grande, ficção ou comédia, drama ou terror, é à escolha do freguês, e as palavras aparecem pela ordem que quiserem e podem ser flexionadas para adaptação ao contexto da frase. As palavras são as seguintes:
carroça
fio
sexo
ponte
mente
rir
espreguiçar-se
palrear
limão
livro

Brace yourselfs.....A big text is coming!

Há muito muito tempo, numa aldeia perdida entre montes e vales, morava uma jovem rapariga sonhadora que ocupava a maior parte dos seus dias em divagações, sempre rodeada por pequenos livros de contos e fábulas que lhe eram enviados pela madrinha que morava na cidade grande. Apesar de muito bela, tinha uma saúde muito frágil, o que a fazia estar quase sempre dentro de portas, resguardada dos fortes e sadios ares do campo mas, ainda assim, tinha como suas características uns olhos preto-azeitona muito brilhantes e uma pele rosada que lhe davam um aspecto mais saudável do que o da maioria das jovens conterrâneas. 
Passava a maior parte do dia à janela, muito observadora e atenta, conhecia os passos de cada habitante, as horas a que cada um saía de casa e quando devia regressar, quais eram as suas profissões e se o dia lhes tinha corrido bem ou não. A sua capacidade de observação era tão sagaz que sempre que algum pastor perdia um animal ou alguma mãe procurava a sua criança, a primeira pessoa a quem os aflitos se dirigiam era a ela.  A aldeia não era rica mas tinha fartura de gente e alimentos, fartura essa que não lhe garantia visitas amiúde por parte das outras jovens, sendo que a sua única companhia era um gato vadio, que aproveitava o alpendre soalheiro da menina para apanhar sol, ficando ela deliciada com a sua elegância felina que o deixava espreguiçar-se vagarosamente num espaço com a largura de pouco mais de um palmo.
Contudo, era da pessoa que lhe despertava maior curiosidade que ela menos sabia. Tratava-se de uma velha muito velha, curvada pelos anos e pelos campos por si tantas vezes lavrados, que só vestia de negro e nunca ninguém tinha visto rir, sendo que na aldeia era conhecida como a velha dos limões, de tão azeda e amarga ser sempre a sua expressão. Mas se os outros se afastavam dela, a menina só a queria mais perto, só queria saber o porquê de tal amargo de vida, o que lhe teria sucedido para se ter tornado uma velha solitária e sempre perdida nos seus pensamentos. Só saía de casa para ir à missa ao fim do dia e, por alguma razão que a menina desconhecia, o seu pachorrento gato fazia sempre questão de acompanhar a velha, como se fosse aquele o momento do dia que dedicavam um ao outro e ela reparava que, a velha azeda não queria ninguém perto, ia todo o caminho a palrear com o gato, como se ele a entendesse. Faziam um par caricato. 
Os anos passaram, a menina fez-se mulher e sob a sua janela aparecia agora um jovem rapaz, meio franzino mas com os mais belos olhos azuis que a menina já tinha visto na sua vida. Todas as noites, depois da ceia, esperava-a escondido atrás da carroça que usava para se deslocar, pois moravam em pontas opostas da aldeia. Tinha-a visto pela primeira vez nas festas do santo padroeiro em que a menina, apesar de não ter saído de casa, era a mais bela moça que já vira na sua vida, ricamente vestida num belo vestido branco salpicado com pequenas flores de cerejeiras bordadas à mão e com o cabelo entrançado com um vistoso laço de fita. Ele trazia o seu fato de domingueiro, num azul que competia com os vivos e pestanudos olhos azuis que herdou de uma avó que nem nunca conheceu. Dizem que a isto se chama amor à primeira vista, para eles, era a simples necessidade de todas as noites se verem, ela da sua janela, ele empoleirado do chão. O desejo entre eles foi crescendo e certa noite, não conseguiram mais resistir aos avanços do corpo e da alma e a menina saltou a janela, ela tão frágil e magra caiu no braços fortes do rapaz que se fez homem a cavar no campo e a na pastorícia e, nessa noite, consumaram o que pareciam sentir desde sempre. Depois daquela noite vieram muitas mais noite de sexo e amor até que o inevitável se deu e a menina ficou de esperanças. Desgraça das desgraças, como iria um corpo franzino que não aguentava os ares do campo suportar uma gravidez? A família dela expulsou o rapaz da aldeia acusando-o do assassínio da sua amada ainda viva, ficando ela apenas com uma recordação do amor da sua vida: um frágil fio de prata que ele lhe dera numa daquelas noites. Os meses foram passando e ela cada vez mais fraca mas que tinha agora uma lufada de ar fresco todos os dias: a velha dos limões visitava-a, dizia que tinha sido o gato a pedir-lhe para o fazer. Todos os dias a velha lhe lia umas cartas tão velhas com ela, com manchas de lágrimas e esborratadas pelas suas mãos, onde moravam as palavras do seu grande amor que um dia foi para a guerra e pelo qual ela esperou a vida toda, mas ele nunca mais atravessou a ponte da aldeia, ele morreu em batalha. No amontoado de cartas estavam duas fotos, uma dele, um belo oficial do exército e uma da velha, dos tempos em que o cabelos brancos eram negros e cacheados e a pele ao invés de enrugada era lisa e frágil, fazendo-a parecer uma boneca de porcelana. Para a menina quase a ser mãe, ter aquele consolo de uma alma sofrida como a sua foi o bálsamo dos dias maus e a luz dos dias bons, deu-lhe forças, esperança, talvez o seu menino dos olhos azuis um dia voltasse, talvez um dia ela o visse passar aquela ponte. Na sua mente e no seu coração sabia agora quem era aquela velha amarga de quem ninguém gostava, aquela velha era ela mesma personificada se o seu amor um dia não voltasse, era o seu futuro, mas ela sabia que ele ia voltar, ele tinha que voltar!
Chegou o dia do parto, foi difícil, foi doloroso, foi demasiado para a frágil menina que não sobreviveu para ver o seu amor voltar. Mas ele voltou. Voltou passados poucos anos, procurava a sua amada e o seu menino, procurava a velha de quem a menina lhe falara em tempos e procurava o gato que falava com humanos. A velha partiu levada pelas doenças que só os velhos têm, o gato, com o desgosto, deixou a aldeia para nunca mais ser visto - reza a lenda, que era o amor da velha reencarnado - e o seu menino, encontrou-o à janela onde um dia se apaixonou pela mãe dele, lindo, forte, de pele rosada, com um frágil fio de prata ao pescoço e com um olho azul céu e um olho preto-azeitona. Infelizmente o rapaz do campo que se fez doutor não foi feliz para sempre mas, dizem até hoje, que foi o melhor pai do mundo.

Liz


Passo o desafio a quem o quiser aceitar :)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

No limiar do enfarte

Eu gosto de viver no limite, na linha que separa os rijos dos comuns mortais, naquele estado de semi-consciencia que apenas me permite decidir entre o sim e o não e por isso, acabei de me pôr mais uma vez à prova. 

Case scenario

Um copo de chá, pequenino, parece daqueles copinhos dos tascos. Imaginem uma Liz com braços alados e demasiado grandes para a sua secretária. Imaginem a Liz a derramar o copito (que já nem estava cheio) e que o conteúdo desse copo abrange o comando da tv, a ficha tripla no chão (onde estão ligados o  pc e a impressora), a calculadora usada para fazer o IRS e , last but not least, o telemóvel. 

Imaginem agora a Liz a cagar no resto das coisas e ir para o wc em busca de uma toalha e a fazer reanimação ao telefone dizendo baixinho "por favor não. Tu não, logo tu não, não me abandones agora, por favor!" e a mãe do outro lado a perguntar se me está a dar outro badagaio. Saio do wc e obrigo a senhora a ligar-me enquanto vou para a outra ponta da casa para ver se o coitadinho funciona ainda na perfeição. IT´S ALIVE!!!! 

São estas coisas que fazem o meu coração fazer "pum pum", que é isto que me põe o sangue a correr tresloucado nas veias e, acima de tudo, sei que se faço mais uma destas acabo no serviço de urgência de um qualquer hospital pois a idade já não permite destas coisas....



Liz

A insustentável leveza do ser

Durante 3 anos eu preocupei-me, eu fui uma preocupada crónica. Preocupei-me com o que ele podia pensar se me visse a falar com outro rapaz ou se soubesse que falava com outro rapaz que ele não conhecia, preocupei-me com o que ele podia pensar se eu fizesse amigos novos e, ao fim de algum tempo, descobri que isso era significado de cenas de ciúmes colossais, dignas de filmes. Durante 3 anos tive sempre cuidado, tive sempre cautela, "portei-me" muito bem, estando completamente formatada para ele e ele, chegava-me, só o queria a ele. Avisava quando ia a algum sítio, mesmo que fosse já ali, e mandava mensagem quando estava a voltar e quando chegava a casa. Até aqui nada demais, era uma coisa mútua, mas hoje começo a ter consciência da realidade que vivi e vejo o que este controle de parte a parte me fez: uma desconfiada crónica.

Porque hoje I expect the unexpected, conto sempre que haja no outro algo de errado e descobri, que só sofre de ciúmes crónicos e doentios, quem guarda para si as culpas no cartório, julgando o outro pelos seus parâmetros de actuação. Em 3 anos habituei-me a isto, era a norma, foi o que estipulámos e nem me custava fazer-lhe o relato detalhado de cada passo de cada dia. Se não respondia logo algo se passava e o mais certo era receber um "psiu" mas, com o tempo, até isto mudou e passavam-se horas, até 5/6 horas sem saber dele. Se isto não parece nada? Meus caros imagem trocar mensagens e haver assunto para as mesmas de meia em meia hora ou até menos, durante dias inteiros, do acordar ao deitar, e teçam daí as vossas conclusões em relação às "ínfimas" 5 horas. 

O que é que eu sabia do que era namorar com 21 anos? Se para muitas, com esta idade, já têm a teoria e a prática apreendidas para mim, a experiência era inexistente e para ele, apenas um ano mais velho que eu, isto foi como encontrar um diamante em bruto e lapidá-lo à sua imagem e semelhança. Eu não era ciumenta, talvez um pouco possessiva, mas agora, mordo, ferro os dentes e ninguém mexe no que é meu. Não via maldade em quase nada, claro que rapazes e raparigas podem ser amigos, o problema é que quando descobrimos que a "amiga" que assim nos foi apresentada afinal teve uns momentos tórridos com o agora nosso namorado. Claro que não tem mal dar boleia até acasa ou aceitar a boleia de um colega de curso, a maldade surge quando omitimos isto ao namorado pois sabemos que ele vai fazer mais uma daquelas cenas de ciúmes dele. Claro que as suas atitudes não tinham maldade e para mo provar, contava tudo ao mais ínfimo pormenor, na tentativa de me "descansar" mas o problema é que já nada me descansava, tornei-me uma S. Tomé de dedo enfiado na ferida. 

Com ele aprendi muita coisa, aprendi basicamente a namorar, a lidar com o outro na nossa vida e 3 anos depois, vi-me livre desta rotina, deste colete de forças, que tanto tinha de emocional como de físico. Hoje não me apetece enviar mensagem a ninguém a dizer onde estou, com quem e a fazer o quê. Não me apetece sentir-me na obrigação do que quer que seja e já cheguei a sair e a deixar o telefone em casa. Não há mais "saco" para cobranças, controle, pedidos, ciúmes ou cenas em público. Já não tenho nada nem ninguém que me faça sentir culpada de falar ou estar com quem seja e, acima de tudo, à noite, posso deitar a cabeça na almofada sem ter que esperar uma mensagem de hora a hora porque ele foi sair e eu não estou descansada...

Dizem que isto se chama liberdade.



Liz

terça-feira, 7 de maio de 2013

Desabado #2

Talvez tenha sido da paragem da digestão de ontem me afectou os miolos mas..

Como é que depois de tanta merda que o H. aprontou comigo eu ainda me deixo sentir a falta dele, de falar com ele pelo menos? Como se essa pessoa ainda existisse.....

Eu realmente mereço ficar desfeita em sucos gástricos..

Liz

Ai Dios mio

A coisa hoje não está famosa por estes lados e quem saber porquê? Claro que querem meus lindos e mui amados "stalkers"!

Ora bem, sabemos que algo de muito errado se passa connosco quando às 3 da manhã temos que pôr um pé fora da cama e pousá-lo no chão para ver se a nossa cabeça pára de andar à roda. A variável? Não bebi uma pinga de álcool pelo que andar à roda só podia querer dizer uma coisas: paragem da digestão!

Levantei-me devagarinho, ou o estrago seria todo feito no quarto, e fui à casa de banho, mas tudo muuuito devagarinho. Ora quando se tem uma mãe que dorme no quarto ao lado e que afirma que desde que teve filhos nunca mais dormiu com os dois olhos fechados, escusado será dizer que ao fim de segundos tinha uma senhora a bater-me à porta a perguntar se precisava de ajuda. 1, 2, 3  e a "magia" acontece e, ou eu muito me engano, ou até o jantar de 6ª feira passada fez um comeback. Sensação de alívio gigante, mãe a obrigar-me a beber chá para "lavar o estômago", Liz volta para a cama e aterra, com a graça do Senhor.

De manhã a vontade de gramar com 3 horas de alemão era mais que muita (era o alemão e o marido da Laura a discursar) e cheguei mesmo a ouvir um "hoje está um bocado bruta!" (coitado do meu amigo novo...mal ele sabe...). Voltar para casa e uma canja à minha espera e todos os mimimimi´s que só as mães reformadas nos podem dar e cama que continuava tudo a andar à roda.

Às vezes acho que sou uma princesa, outras, tenho a mais concerta certeza de que efectivamente sou.

Liz

Aquele sítio...


....."em que o lado esquerdo chora quando se lembra de nós".

Boa noite*

Liz

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ah Juventude

Durante cerca de um ano trabalhei com crianças e isso fez-me calcorrear a maioria dos colégios de Lisboa, daqueles finórios em que as empregadas e as educadoras tratam os meninos por você e onde os ditos meninos andam com fardinhas lindas e compostas. Ora sendo eu um ser dado à observação da vida animal à minha volta, vulgo, humanos( fico muitas vezes de boca aberta a olhar para estranhos), reparei que existem dois tipo de mãe: as dondocas, as coquetes, as que só servem para enfeitar e parir de dois em dois anos, mas depois é a Maria que o cria, e contas feitas, servem para o marido mostrar aos amigos. O segundo tipo, mora no pólo oposto a estas são as gordas, trambolhas, do fato de treino, que não pintam o cabelo, que vão buscar os miúdos com uma t-shirt do marido e com umas calças de fato de treino que mostram a cueca para-quedas 3 tamanhos abaixo que a senhora enverga. 

Se as primeiras, as dondocas, me causam espécie pois mãe nenhuma que se empenhe nesse papel consegue passear filhos ou andar com bebés ao colo em cima de uns saltos de 15 cm e dentro de umas calças que não deixam dobrar as pernas, as segundas, fazer palpitar em mim a questão:

Será que um dia foram giras, jeitosas, todas boas, uns pedaços de gaja, ou o homem estava mesmo tão desesperado para procriar que acedeu por a sua pilinha naquela pessoa?

(eish oh Liz, ganda porca......)

Eu sei que posso estar a ser um bocado sincera nisto que digo e eu sei lá o que o futuro me trás (por isso todos os dias tiro uma foto em pêlo para mais tarde mostrar aos netos a tesudice da avó) mas vou fazer por me cuidar, por me manter bem tratada, nem tanto pelo marido que se já me fez filhos agora ele que se lixe (tou a brincar...) mas para mim, pela minha auto-estima, pois vejo que muitas mulheres quando se tornam mães, deixam de ser mulheres tornando-se o 3º sexo: as mummys.

Há filhos complicados que comem às mães anos de vida e vigor, que as deixam loucas, à beira de uma depressão pós parto, que arruínam toda e qualquer oportunidade de um banho de imersão e loção no corpo. Mas aqui deve entrar o marido/companheiro, deve fazer por elevar o ego da sua esposa , deve fazer por a ajudar quando pode, aliviando-lhe um bocado da carga dos putos e, acima de tudo, deve dizer que (mesmo tendo posto no mundo um leitão com 4kg) continua linda, sexy, fazendo-a sentir-se desejada. É o que eu sei que um dia o meu man vai fazer por mim....ou acaba a jantar cojones.



Liz

Sie sprechen Deutsch?

Bom hoje iniciei, um curso de Alemão que me vai tomar as manhãs dos próximos dois meses. Como, porquê, onde? Centro de Emprego, porque quero aprender mais uma língua e o Alemão neste momento, é a Língua e o sítio é o centro de emprego do guetto fabulous. Passo a explicar: imaginem chegar a uma escola/centro de formação e automaticamente na vossa cabeça começa a tocar isto. Porquê? Porque aquilo é um autêntico faróeste! Eu cresci e ainda moro numa zona nada chique da cidade e toda a vida convivi com os índios aqui da zona, nunca tive problemas, e caso tivesse, tenho boas pernas e um vozeirão que parece a sirene dos bombeiros, portanto, devia estar mais do que habituada a ver mitras, xungas, props niggas, street niggas e outros que tais. Agora imaginem o que por ali ia para eu, filha do "guetto", me ter encolhido quando passo por aqueles corredores tortuosos e cheios de Neides Vanessas e Wilsons Patricks. Ainda por cima fui para ali toda betinha e bem vestida.... amanhã a coisa já muda de figura. 

Chegada à sala de aula, começam as apresentações e esta parte não é para brincadeiras: ali dentro estavam 3 engenheiros, uma psicóloga, uma arquitecta, 2 gestores comerciais, um físico nuclear (um génio portanto), um fasmacêutico, uma técnica de ecoturismo com formação em vida selvagem, uma advogada e eu. Todos nos apresentámos e contas feitas, estamos ali todos para o mesmo, aprender uma língua que é falada na maior potência europeia com o objectivo de mais cedo ou mais tarde nos pormos na alheta. Triste hein?

A professora pareceu-me uma porreira, nada Frau Preceptora alemã cabra nas horas, a turma tem tudo para ser genial pois somos todos relativamente porreiros e espertos e, aparte de passar os próximos dois meses com 3 horas diárias de Alemão de 2ª a 6ª feira, tem tudo para ser uma experiência fantástica que eu tenho mais é que aproveitar!

Ah e estou tão orgulhosa ! No primeiro dia de aulas já consegui fazer amigos! Tão lindinha Liz....tão lindinha, tu que, por norma, precisavas de um mês para abrir a boca já tens amiguinhos! Vai ser bom....vai ser muito bom.

Liz


Boa 2ª feira!

Estes meus votos de 2ª feira vão para aqueles stressados, que vivem num constante estado de alarme e que há pequena coisa fritam das ideias! Não vale a pena minha gente...não vale mesmo

http://www.tabonito.pt/miudo-que-roubou-acidentalmente-copo-em-restaurante-tem-reaccao-epica/

Liz

domingo, 5 de maio de 2013

Balanço

4658 visitas, 212 (com esta 213) mensagens e 18 seguidores

Para quem começou um blog ainda sem ter um qualquer objectivo concreto, só queria mesmo escrever, que acabou a derramar aqui as suas desgraças, emoções, sentimentos e desgostos, acabando por vezes, talvez, a falar demais, até que não está mau. Não "procuro" seguidores, fãs nem que me puxem o lustro ao ego pois aqui escrevi, escrevo e continuarei a escrever para mim. A quem gosta de me ler e por aqui tem partilhado coisas e sentimentos comigo, fica o meu obrigada.

Mi casa es su casa

Liz

Sou sexy e sei disso

Não sou nada, tava a brincar, só queria chamar a atenção. Bom, aqui a dona Liz, segundo o seu ego, até é uma moça assim para o jeitoso e assim para o engraçada e tal e é porreira e tal (basa Ego!) mas tem ali um calcanhar de Aquiles que se revela quando está ao pé de homens bonitos: perde toda a e qualquer capacidade de sedução e até mesmo de dicção perceptível para outro ser humano, acabando por responder a todas as perguntas que o moço bonito lhe possa fazer com um erudito "batata".

É verdade, ao pé de homens bonitos eu descompenso, desformato, desconjunturo-me toda e venho sempre para casa toda envergonhada enquanto as minhas amigas se riem de mim. Durante algum tempo sujeitei-me a um estudo intensivo em que tentava averiguar se este atraso todo acontecia aquando da presença de todo e qualquer homem, ou se era mesmo só dos bonitos e sim, só com os bonitos. Quando estou na presença de homens menos bonitos eu sou um portento da graça e da conversa, falo de futebol, de comida e até de gajas (sempre com as devidas adaptações ao género) e toda eu sou à vontade e graça, uma fofa portanto. Contudo, se no meio desta amena cavaqueira entrar na conversa um homem bonito, o tico e o teco abandonam-me e eu, feita parva, fico com vergonha do que ele poderá pensar de uma jovem que diz que a Sofia Vergara é o seu "tipo de mulher" e que gosta mais de carros do que de crianças e, neste momento, calo-me. Remeto-me ao silêncio, caput! E depois o que acontece? Vem a gaja que se calhar não é tão espectacular como eu (cof cof) mas que é toda sabidona e segura de si e lá vai o meu soon to me Romeu e eu fico-me com os Shrek´s.

Blogueiros, ajudem a Liz: O que fazer perante isto? É que o maior dos meus males é que o H. gostava de mim por ser exactamente como sou e era bonito (era, agora recuso-me a achá-lo bonito!) mas ele também era um bocado deficiente. Help please?


Liz

Há dias assim..

....em que uma gaja tem que se deixar ser gaja. Isso implica o quê? Ir para um centro comercial gastar dinheiro (que diz sempre não ter mas...que bem puxadinho....) e ficar toda vaidosa por ter trazido, uns ténis, umas sandálias, umas calças de ganga, dois cintos e um top e ter gasto 20€. "Ah minha cabra consumista, com tanta gente a passar fome e com dívidas e tu a gastar dinheiro em merdas que se calhar até não faziam falta mas que tu por alguma razão não conseguiste deixar na loja e vir embora!".

Epah pois sou e depois? Como já disse há uns post atrás, o dinheiro que tenho e que gasto foi ganho por mim, com o meu esforço e sem ter que me deitar com ninguém para o ter. Portantos....deixem-me ser fútil, deixem-me ser gaja e deixem-me ir para a Costa da Caparica apanhar cadelinhas durante a tarde toda que às vezes tudo o que uma gaja precisa é que lhe dêem um desconto.


Liz

Senhora

É verdade, dia da mãe e eu que escrevi uma coisa tão bonita no dia do pai vejo-me entalada para escrever sobre a senhora minha mãe. Porquê? Porque nutrimos uma pela outra a relação de amor-ódio mais caótica que conheço. Se por um lado (por tantos lados) quando "for grande" quero ser como ela em muitas coisas, por outros (ainda mais lados) ela é o exemplo perfeito de quem não quero ser. 

Quando nasci rezam as más línguas que eu era um tipo de bebé carrapato/macaquinho sempre pendurada na pobre da senhora e, tendo em conta os seus redondos 39 anos, digamos que dei mais trabalho do que os outros dois hermanos que me antecederam. Dizem também as más línguas que quando via outro bebé no colo da minha mãe era o fim do mundo em cuecas (já era possessiva tadinha..) e enquanto o outro não zarpasse do MEU colo era um berreiro terrível. Dizem também as más línguas que olhava para o meu pai de lado com cara de "e tu és...?" e que só a minha mãe acalmava os dramas existenciais da criança. 

Hoje sei que realmente deve ter sido mesmo assim pois eu já nasci a saber mais do que devia (um dia explico) e agarrei-me à minha mãe com unhas e dentes, e ela deixou. E este foi o seu maior erro....Lembro-me das tardes em que íamos passear por Lisboa, em que andámos em quase todos os eléctricos e elevadores da cidade, em que devemos também ter andado em todos os autocarros e só do metro ela fugia pois dizia que tinha muito tempo para andar debaixo do chão. Ela era a minha companhia e eu a companhia dela e posso dizer que, com ela, tenho algumas das melhores memórias da minha infância. O problema é que entre nós temos 39 anos, ela não pôde ser criança quanto mais adolescente e, quando um dia eu entrei na idade da estupidez, ela não me soube acompanhar.

Ela tem a língua afiada e eu também não me calo. Ela apela ao sentimento e faz comigo terrorismo psicológico e eu viro-lhe as costas, ela diz-me que eu vou ficar sozinha e quem já está sozinha é ela. No fundo, sei que ela só me quer proteger, fazer com que eu passe pela vida sem sofrer metade do que ela sofreu mas o problema, é que eu só funciono por tentativa e erro e enquanto não bater com os cornos na parede, acho sempre que não vai doer. Ela não é má mãe, só não sabe ser a mãe que eu precisava.

Apesar de tudo, Mãe, sei que não lês isto mas.....Feliz Dia da Mãe! E agradeço-te teres ficado tão feliz com as duas frigideiras que te dei. Tal como ficavas com os papéis gatafunhados que eu te dava dizendo "é tu!"




Liz

Killing me Softly #19

Hoje a chegar a casa tinha vários lugares de estacionamento à porta, o que é uma raridade pois anda por aí a coisa chamada crise mas anda tudo de cu tremido (cof cof) mas eu como boa obssessivo-compulsiva que acho que sou tenho uma tara qualquer com um lugar específico, que estava livre. Contudo estava um senhor parado em 2ª fila e dentro do carro em frente a esse lugar que, quando me viu a olhar com cara de cão para o dito lugar de estacionamento, fez o quê? 

Ligou o carro dele e tirou-o de frente do lugar que eu queria para assim pode estacionar em paz sem ter que dar duas voltas ao quarteirão enquanto coço o nariz e mordo os lábios. 

Este gesto foi tão bonito, tão educado, tão fofinho que eu quase senti uma necessidade de ir ter com o senhor e enchê-lo de beijinhos!! Mas depois calculei que estivesse a espera de alguma senhora e que essa senhora podia sair a qualquer momento e vendo-me aos beijinhos ao homem dela...ia haver certamente sangue.

Mas estas atitudes, estas simpatias para com o outro, as chamadas delicadezas começam a ser tão raras como um lugar no metro em hora de ponta. Um bom dia no elevador, o segurar da porta para alguém que vai a passar, o dizer obrigado quando alguém é agradável para nós....parece que até à boa educação já chegou a crise.




Liz