sábado, 11 de maio de 2013

Eu entendo-te

Quem não procura estas palavras, esta forma de consolo que, por vezes, é mesmo a única coisa que queremos ouvir? Queremos sentir-nos compreendidos, aceites, que alguém neste mundo vai olhar para nós com olhos de ver e não com uma visão deturpada pelos preconceitos em que determinada situação nos coloca.

Desde que o meu namoro terminou eu tenho vindo a sentir em mim muitas mudanças, principalmente, no que diz respeito a algumas ideias que eu tinha como os "eu nunca" e que, contas feitas, dei por mim a fazer exactamente o mesmo "erro". Todas nós conhecemos histórias de namoros poucos saudáveis, doentios mesmo, e aos quais nós gostávamos de tecer sentenças, julgamentos, apontar dedos, mesmo que os intervenientes fossem amigas chegadas. Dizíamos que ela só podia ser muito estúpida para se deixar sujeitar a determinadas situações e que se fosse connosco, seria assim ou assado, sempre certas e seguras, doutoras em causa alheia, até ao dia. Até ao dia em que somos nós a dar com os burros na água e, ainda que em situações diferentes, deixámos-nos levar a extremos iguais aos daquela amiga que um dia julgámos.

E aí o que fazemos? Recorremos a quem um dia julgámos pois sabemos que ela é a única que não nos vai julgar, a única que vai dizer "eu entendo-te". E mesmo que ela acabe a ralhar muito, a ser dura e até mesmo sincera demais, sabemos que ela o faz porque sabe como dói, como custa e não nos quer a sentir o mesmo, quer poupar-nos ao sofrimento. 

Aprendi muito nestes meses, tornei-me uma pessoa muito mais tolerante e a minha veia diplomática tem vindo ao de cima em várias situações onde antes, eu julgava pelo simples "prazer" de julgar, se direito para o fazer. As coisas começam a mudar e eu gosto das mudanças...


Liz

2 comentários:

  1. Eu entendo tudo o que quiseste dizer;)
    E gosto muito desta nova pessoa que vejo a crescer Liz:)

    jinho

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    1. Também eu....tenho estado muito entretida com ela :D

      Beijinhosss

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