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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

5 stages of pain


"De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, quando sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco fases diferentes de dor. Começamos pela negação. A perda é tão impensável, que achamos que não pode ser verdade. Zangamo-nos com todos. Zangamo-nos connosco mesmos. E depois negociamos o que sentimos. Imploramos. Pedimos. Oferecemos tudo o que temos. Oferecemos a nossa alma em troca de apenas mais um dia. Quando a negociação falha e é difícil continuarmos zangados, entramos em depressão. Em desespero. Até que aceitamos que fizemos tudo o que podíamos. E deixamos ir. Deixamos ir e passamos à aceitação.

A dor pode ser algo que todos temos em comum, mas é diferente em cada um de nós. Não é apenas a morte que temos que chorar. É a vida! A perda! A mudança! E quando nos perguntamos porque tem de ser tão mau, porque tem de doer tanto, é quando percebemos que tudo pode mudar de repente. É assim que nos mantemos vivos. Quando dói tanto que não conseguimos respirar. É assim que sobrevivemos e continuamos.

A dor chega na altura própria para cada pessoa. A seu modo. E tudo o que podemos fazer, é tentar ser honestos. Mas o que é mesmo doloroso, a pior parte da dor, é que não conseguimos controlá-la. Por isso o melhor a fazer é permitirmos-nos senti-la quando chega e deixá-la partir quando conseguimos. Mas ás vezes quando pensamos que já a ultrapassámos, ela começa de novo. E de cada vez que começa... deixa-nos de rastos... sem fôlego.

Há cinco fases de dor. São diferentes em todos nós, mas são sempre cinco. Negação. Ira. Negociação. Depressão. Aceitação."

Anatomia de Grey


Estou claramente na fase da Ira. Estou zangada até aos ossos! O local onde só existia amor encheu-se de uma raiva colérica que me faz conduzir até locais inóspitos só para poder gritar sem que me tomem por louca. Mas eu estou louca! Estou louca de raiva. Sinto-me traída, gozada, enganada até à minha 5ª casa! Sinto vontade de bater, de partir loiça, de rasgar cortinados e arrancar os quadros da parede! Vontade.....de arrancar o coração do peito pois não há dia que não me doa.

Desde dia 28 de Dezembro que não ha um único dia que não me doa o peito até o ar me faltar. Não tive um único dia que não acordasse a pensar nele e não me deitasse a pensar nele, por mais séries que visse, por mais livros que possa ter lido, por mais manhãs de sol magnificas. Não tive um único dia de paz! E eu mereço....eu mereço ter paz já que não tenho mais nada.

Estou na fase da ira, não sei quando passarei à negociação e se essa passagem algum dia se vai dar pois o que posso eu negociar? O que lhe posso eu pedir? Amizade? Não quero ser amiga dele. Desde o ínico que sempre lhe disse que se um dia tivéssemos um fim eu seria para ele um grande nada, um vazio, pois não consigiria lidar nunca com a existencia de outra num lugar que me foi para sempre assegurado.

Depressão? Não me deixo deprimir...não posso. Como é que eu saio da depressão se entrar nela? E a aceitação....lá virá o dia em que tudo isto não passou de passado e vai ser arrumado numa gaveta, daquelas perras que nós sabemos que se a empurrar-mos para além de determinado ponto já não a vamos conseguir abrir.

Por agora, só posso pedir que deixe de doer...só isso.


Liz

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Really!? # 3

Tínhamos combinado uma hora para termos a tal conversa que previmos na noite anterior. Fui ter a tua casa, estavas no quarto, imerso em arrumações, o que logo aí, nunca é bom sinal, pois tu só arrumas o teu quarto por duas razões:

-perdes-te alguma coisa;
-estás extremamente nervoso e precisas de fazer algo porque se paras, rebenta-te uma veia na cabeça;

Sentaste-te na cama e eu de frente para ti sentei-me também. Estávamos em Dezembro mas estava um dia bonito, quente e isso ajudou a disfarçar o clima gélido que se sentia naquele quarto. Deixei que fosses tu a falar, que falasses tudo de uma vez, como sempre fiz nas nossas conversas/discussões. As palavras que ouvi já as tinha imaginado mas nunca em tempo algum imaginei a sua materialização e nunca da forma como o fizeste, a sangue frio.

"Não me sinto um bom namorado, o namorado ao qual te habituei, nem sequer me sinto um namorado. Não me apetece dar do meu tempo, fazer coisas coisas que o outro quer mas que eu não quero fazer, perder o meu tempo que quero só para mim. Até quando tu dizes que nunca irei encontrar ninguém que me faça rir como tu fazes....tu enervas-me. Quando estás muito bem disposta ou muito feliz e de tudo fazes uma piada enervas-me! Não me apetece estar com ninguém  nem contigo....e nem amor me apetece fazer. Só quero estar quieto"

Eu ouvi isto, cada palavra, cada frase, e tinha-me doído menos se me tivesses batido. O coração disparou louco e os olhos não conseguiram conter cada palavra tua que imediatamente me escorreu pela cara e me manchou as calças de ganga. Foi uma torrente de choro. Foi um soluçar desesperado que eu não consegui conter e que te deixou em pânico  Soltas um "eu não quero acabar Liz! Eu não quero acabar contigo!" e chegas-te para mim do mesmo jeito que nos precipitamos para um bebé quando este cai e se magoa. Afastei-me, afastei-te e enxuguei as lágrimas. Preparei-me para o que vinha.

Voltas-te a dizer que não querias acabar comigo, que isto não seria o nosso fim, mas mais uma fase! Mais uma "crise" igual às outras 4 que já tinhas tido durante o ano, desde que te foste embora, desde que nos deixas-te em prol de ti do que tu procuras para ti. És egoísta  egocêntrico e as vezes mesmo megalómano, mas na relação que talhas-te comigo sempre te deste por inteiro, mais do que eu até e isso fez que durante um ano longe de ti me agarra-se ao que tivemos e ao que me prometias que ainda íamos ter. Era só mais uma fase dizias tu e, não sei se por aflição ou por finalmente teres noção das barbaridades que disseste, agora também tu choras.

Passam-se duas horas. As duas horas mais tristes da minha vida, duas horas em que estou certa de ter perdido 5 anos de vida e vigor pois saí de perto de ti completamente consumida, exausta, curvada perante as evidencias. Foram duas horas em que falámos de tudo, do que passámos e do que poderíamos ter vivido, Duas horas em que eu pela primeira vez tive coragem de te dizer tudo o que pensava e sentia, coragem para te dizer que a única relação que agora consegues nutrir é a que construíste contigo mesmo.

"Não estou preparado para isto, para que vivas comigo. A minha vida é o trabalho, não tenho tempo nem para mim e sei que não ia conseguir ser o apoio que mereces e precisas num momento de mudança como este"

Não só me fizeste sentir um estorvo, como um estorvo inútil que por alguma razão achavas incapaz de construir a sua vida e a sua independência num país que não o seu (coisa que tu conseguiste) como ainda me fizeste sentir que a ir ter contigo, iria concorrer pelo ar que respiras. Mais tarde viria a descobrir que vieste a casa com esta conversa pensada.....mais traída me senti. 

A luz morna que entrava pela janela transformou-se num ar gélido onde quase conseguia ver a minha respiração. Eu estava gelada e não te podia pedir calor como me habituei a fazer. Das vezes que olhava para ti via que também tu não previas que as coisas corressem como estavam a correr, também tu estavas meio que em choque mas comigo, por eu te dizer que acabou aqui, que eu estou cansada disto e que para mim já não dá mais. E passaram-se duas horas....e eu não me conseguia ir embora. A ideia de que o amor da minha vida acabava ali, naquele quarto, naquela cama, onde tantas vezes o validámos, matava-me por dentro. Mas que amor é este que nos faz sofrer deste jeito? Que nos faz chorar em coro durante horas sem que o outro o saiba como consolar? Isto já não era amor...era tortura. 

Levantei-me, tinha que ir trabalhar (coisa que acabou por não acontecer pois tinha a cara em obras). Vesti o casaco, fui à casa de banho ver se havia maneira de disfarçar o estado em que me encontrava  voltei ao quarto e olhei para ti. Por momentos, quando te vi sentado na cama, um homem com o teu tamanho enrolado em si mesmo, chorando, quase te tomei nos braços e te aconcheguei no meu colo...e foi o que fiz. Pedi-te um abraço pois não conseguia virar costas a 3 anos da minha vida sem lhes dar pelo menos um abraço. E que abraço...pelos deuses, que abraço! 

Não sei quanto tempo durou, sei que o choro que tinha conseguido controlar se soltou de novo e não havia forma de o agarrar. Os teus braços À minha volta, os meus apertando-te o corpo e as mãos passando pelas tuas costas como se procurando uma memória física que me fizesses lembrar um dia de como era abraçar-te. Tu passavas os dedos no meu cabelo, beijavas-me a testa e dizias baixinho "calma.....respira....." enquanto eu afundava a cara no teu peito e agarrava a tua camisola. 

-eu não sei como isto se faz....
-e eu nunca o fiz a gostar tanto de alguém, respondes-te

Olha-mo-nos, beijámos.nos, e um não conseguia soltar o outro. Soltei em sussurro um amo-te...disseste que um dia....um dia tudo ia ficar bem e nós íamos ficar juntos. Afastei-me, baixas-te a cabeça e saí. 

Podia escrever sobre o que se passou nos restantes dias, podia dizer o que me apeteceu fazer-te perante os 5 dias que se seguiram e perante as atitudes que tiveste. Podia enxovalhar-te e mostrar ao mundo a merda de pessoa e de homem que consegues ser quando o teu orgulho se sobrepõe a ti mas não vale a pena. Prefiro pensar em ti neste momento, sofrido como eu sofri, com medo de me perder, de perder aquela a quem chamas-te mulher da tua vida, de quem querias filhos e uma vida a dois, vida que cada vez mais sei não ser para ti. Perdoei-te mais do que uma vez, por mais do que um motivo, mas deste vez não deu, não deu mais. Deixas-te-me por minha conta na fase mais complicada e triste da minha vida e isso não faz, um amor verdadeiro e para a vida toda não faz isto. 

E agora, que sei eu de ti? Se me sofres ou me procuras, se já te arrependes-te ou se continuas a achar que assim foi melhor. Se já tens quem te aconchegue nas noites frias que só nesses países existem ou se ainda guardas o lado direito da cama para mim, tu, que nunca te ajeitas-te a dormir comigo e eu, que sempre dormi colada a ti. Deixei-te, deixo-te mas não te consigo virar as costas, talvez por hábito, necessidade, talvez, por durante tanto tempo te ter visto como o homem da minha vida. 


Liz

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tomorrow´s another day

É este o meu lema de vida

Tomorrow´s Another Day

E porquê? Fora a explicação cientifica de que os dias e o tempo não se repetem e que o dia de hoje não será jamais em tempo algum o dia de amanhã, este lema de vida baseia.se em todas as noites que não dormi por não aguentar o que me tinha acontecido naquele dia. Fala de ter pensado em situações criticas que "é desta que não sobrevivo". Fala daquilo que eu me digo a cada manhã depois de uma noite sofrida até à exaustão...amanhã é outro dia. 
Vais-te levantar, vais-te vestir e vais sair de casa com o mesmo nariz empinado e sorriso fácil. Vais e pronto. Porquê? Porque se ontem aquilo era a pior coisa que me tinha acontecido na vida, hoje, aquilo que me aconteceu ONTEM foi a pior coisa que me aconteceu na vida. 
E prometo não descansar enquanto não marcar no corpo o lema da vida. 

Liz

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Parachutte

Analisando-me à luz das teorias da inteligência emocional eu seria o exemplo de como não podemos em momento algum ser, pois segundo estas teorias, quem é emocionalmente inteligente afasta-se de quem magoa, de quem faz sofrer. Não se sujeita a situações de dor e põe se acima da relação, não deixando que esta o/a consuma. Sabe dizer não quando quer dizer não, sabe afastar-se quando a relação acarreta uma carga emocional demasiado grande e luta somente por relações saudáveis. Posto isto podia ser considerada um caso de estudo. Pessoalmente, acho que me limito a amar sem para-quedas. 

Eu não me dou facilmente, ou não teria aos 25 anos dois namorado no meu historial (sendo um deles um come back), mas quando me dou, dou e pronto. Claro que nem sempre fui assim, na adolescência apaixonava-me ate pelos actores das Marés Vivas! Mas isso eram as hormonas e não eu... Hoje vejo como me sentia carente e sempre com a necessidade de me sentir querida, desejada. Por isso não me critico, mas critico-me por me ter posto em N situações extremamente desconfortáveis e ridículas só para me sentir aceite, querida. Não tenho por norma pensar no que passou, prefiro pensar no que aprendi. Fica a lição.

Eu não me dou a muita gente. Tenho uma mão cheia de amigas, as quais trato por meus unicórnios por serem uns seres tão raros e espectaculares a quem conto tudo. Com elas choro, grito, vou-me abaixo, dou as minhas melhores gargalhadas e em conjunto, comporta-mo-nos como um bando de rapazolas sem vergonha (sim, rapazolas, sem conotação de orientação sexual). Com elas eu deixo-me ser como sou, mas só com elas. Para os restantes...mostro o que me convém, o que me permito mostrar, pois cansei de ser tomada por parva por querer ajudar, ou por permissiva por dar a outra face. Fora os meus unicórnios  só uma pessoa me conheceu assim e essa pessoa acabou por se tornar amante, namorado, melhor amigo, sidekick! 

Ele foi o primeiro homem com quem eu me consegui comportar como me comporto com as minhas amigas e que ainda por cima ele adorava que eu assim fosse. Ele adora que eu goste de futebol e me comporte como treinador de bancada, adora que eu conduza melhor que ele, adora que eu coma como um homem e ainda assim tenha curvas, adora que eu ria alto e dum jeito sem vergonha, adora que eu me arme em coronel Jesuíno dizendo de um jeito altivo "deite-se. eu vou lhe usar!". Adora que eu compare orgulhosamente o músculo residual que o meu braço aka caniço com os dois troncos que ele usa como braços. Adora que no meio das lutas em que eu, mais uma vez, subestimo a sua força, acabe a gritar "não quero brincar mais!" Adora....talvez devesse ter escrito adorava, pois agora as minhas piadas estúpidas que lhe arrancaram boas gargalhas irritam-no e tudo na minha existência lhe causa desconforto. A verdade, é que vendo que com ele poderia ser o rapazinho que gosto de ser...me dei. 

Dei tudo. Dei corpo, alma, coração e, se me pedisse, o c* e 10 tostões. Dei-me sem pensar duas vezes, deixei que as suas palavras e os seus gestos me levassem à certa, deixe que virasse o meu mundo de há 3 anos (um mundo de que eu gostava muito) de pernas para o ar. Deixei...e deixava novamente pois em momento algum me arrependo de ter sido um rapazinho pois ao menos hoje eu digo

Amei, fui amada, fiz alguém feliz e fui estupidamente feliz. Foi o meu primeiro amor, foi com quem eu tive mais primeiras vezes e a quem daria o direito de ter todas as outras primeiras vezes que quero para mim. Chorei até quase desmaiar e ri até me doer a barriga. Conduzi milhares de km´s para estar contigo alguns minutos e esperei cada regresso teu com uma ansiedade que me tomava as noites de sono, parecia Natal nesses dias. Fizeste-me extremamente feliz, aquele tipo de feliz que nos deixa mais bonitas e mais bem dispostas e mais tudo. Não foi sempre, nem foi assim durante tanto tempo...mas fizeste-me feliz.

O problema de me ter dado a alguém desta forma? Eu não uso para-quedas, eu sou uma skydiver do amor. Se tiver que me espetar dum jeito horroroso eu espeto mas a viagem fez com que tudo valesse a pena. Espetei-me....esperei, pedi, implorei que me agarrasses e tu deixaste-me cair. Ainda assim, só posso dizer que desde que o ano começou a atitude mais inteligente já tomei foi a de me afastar e pedir que te afastasses. É que neste momento são demasiados os ossos que tenho para cicatrizar para me poder dispor a ajudar-te a cicatrizar os teus. 

Se me sinto culpada de alguma coisa? Sim. Amei-te demais. 



Liz

domingo, 27 de janeiro de 2013

Now that I think about it....

Fiz ontem uma pequena análise das situações que anteciparam o inicio da melhor das "coisas" que agora se finda:

-Volto a permitir que me fales 3 anos depois de me teres desvirtuado corpo e mente (sim isso mesmo que pensam...);
-Falamos durante um mês e eu, morta de medo de te voltar a ver, evito todo e qualquer convite da tua parte com desculpas como " eu até gostava de aceitar o teu convite mas amputaram-me os pés pelo que não será possivel!";
-Quando finalmente, ao fim deste mês em que todo o santo dia eu falei contigo, eu ri contigo e comecei a sentir coisas que não queria nem me podia permitir sentir por ti.... aceitei encontrar-me contigo;
-Três horas antes de da minha caminhada voluntária para a forca digo que não posso porque me apareceram cenas e tenho que resolver umas cenas!!! Tu berras comigo, insultas-me e dizes que no dia seguinte era bom estar no local marcado;
-Estúpida fui (adoro um homem que me põe nos eixos);
-Quando ao fim de 3 anos...te volto a ver....se não tivesse de saltos altos e se tu não fosses um velocista em potencia tinha corrido na direcção oposta ao estilo "os-pés-até-batem-no-rabo", mas temi ser placada por 90 kg de homem;
-Estranho e contagiante à vontade com a tua pessoa (e a fixação pouco discreta pelo espectacular peitoral  que sempre tiveste) passamos a tarde a ser estúpidos e, quando qual cavalheiro, me acompanhas até ao carro, das-me o melhor abraço que tinha recebido em anos....e os joelhos, ai os joelhos como tremeram;
-Passado este dia, vamos combinando sempre qualquer coisa pelo menos uma vez por semana...até eu me aperceber que já andavas há 3 meses (TRÊS MESES) para em engatar! Poças homem....
-Morrendo de medo com a possibilidade de namorar contigo, venho com uma conversa equiparável a porrada verbal e penso que é melhor assim. Duas horas depois e ando a fazer likes facebookianos em tudo o que se relaciona-se contigo...
-Encontro é-desta-que-ele-me-pede-em-namoro e tu dizes-me que andas-te pelo Lux na noite passada no roça roça com uma individua que, por favor, é um dragão! Fico em choque, bebo de uma vez um café a 70º celsius e venho-me embora. Dizes-me mais tarde que a minha reacção era o espelho de que eu gostava de ti...dei aqui o meu primeiro tiro no pé;
-Vamos ao cinema e finalmente, beijas-me.Por todo o meu ser foram libertadas as hormonas congeladas por 2 anos e meio sem namorado ou roça roça ou mero trocar de olhares;
-Eu, Sportinguista linda e assumida, acabo a ser pedida em namoro no Estádio da Luz (eu devia ter lido os sinais...);
-Dou-te o "sim" no dia seguinte, desta vez, no Tagus Park (Sinais sinais...);
-Conduzo até casa sem saber bem como, pois tinha borboletas a sairem-me pelo nariz e só queria gritar a plenos pulmões que namorava contigo...coisa que acabei por fazer.
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3 anos depois e eu vou lanchar com a tua mãe, bebo mais dois cafés a 70º para não me entregar às lágrimas, saio com as amigas e acabo a beber o juízo.... E não falo contigo há 7 dias...


Liz

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Happy Birthday...

Faríamos amanhã 3 anos. 
Devia ser um dia bom, um dia feliz, ainda que contigo longe...
Faríamos amanhã 3 anos. 
Ainda que estejas a mais de 2000km e eu me tenha vindo a contentar com as migalhas emocionais que te dispuseste a dar durante o ano que passou.
Ainda assim, faríamos amanhã 3 anos. 

Sei que não vale a pena relembrar os outros aniversários, pois se um foi perfeito no outro senti que não passaríamos daquela noite. Não vale a pena também pensar como podia ser o deste ano. 
Eu podia dizer tanto neste texto, podia escrever tudo o que não te consigo dizer, tudo o que já não posso fazer-te ouvir. Podia por mil fotos nossas, falar dos mil locais que já visitámos, podia recordar o que fomos e imaginar o que poderíamos ter sido. Podia ainda cair na tentação de ir contra o que foi "estipulado" e ligar-te, mandar mensagem ou procurar uma forma de ver que tu te lembras-te. Contudo, a única coisa que consigo dizer, é que amanhã faríamos 3 anos.

Parabéns Mr. Big.






Liz

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pettit Prince...

Tu és eternamente responsável por quem cativas

Para mim esta frase sempre fez todo o sentido, aliás, todo o livro sempre fez sentido. Fala de relações, daquelas que nem toda a gente tem e que cada vez menos gente vai tendo.
O que me diz esta frase? Que não temos culpa de cativar ninguém mas, depois de cativos, somos responsáveis por aquela pessoa. Parece uma imensa responsabilidade, até um sentimento castrador...ser responsável por todos aqueles que cativo! Mas ninguém se deixa cativar pelo nada (ok há os platónicos, os stalkers, os malucos de "carteirinha"....), mas regra geral e recorrendo à normalidade do ser, ninguém é cativado pelos picos, mas pelo aroma da rosa. 

Cativamos com um sorriso sincero, com um abraço apertado, com um beijo na testa e com uma gargalhada sonora. Cativamos com uma boa conversa, com um passeio sem destino ou com a mensagem certa na hora certa. Cativamos.....e nem nos damos conta de o ter feito. Deixamos que o outro absorva tudo o que de espectacular está em nós, desde o verde dos olhos, às mãos perfeitas ou o peito largo e forte. Deixamos que ele se chegue que nem bixo assustado e abrimos a nossa porta, deixando-o entrar e acomodar-se ás nossas paredes. Vamos deixando....e quando ele se mudou de armas e bagagens para dentro de nós, somos responsáveis pelo seu conforto, pela sua segurança e pelo bater do seu coração. 

Tu descartas-te-te. Descartas-te-me e puseste-me na rua numa noite de inverno, à chuva, ao frio e ao que mais houvesse. Puseste-me na rua e nem perguntas-te se tinha para onde ir, com quem ficar, se tinha abrigo à minha espera. E eu não tinha, nem tenho nem sei quando terei de novo consolo ou aconchego, mas também não o procuro. Não mais me darei assim, não mais me acomodarei assim, não mais amarei assim. 
Pois eu sou responsável  pois eu sei que se cativar, terei que zelar por quem cativo e eu, não posso zelar por ninguém enquanto sou uma "sem-abrigo". 

Deverias ter sido eternamente responsável por me teres cativado mas acima de tudo, responsável por me teres feito amar-te deste jeito louco, doente, que faz doer no peito. Tu eras responsável mas acho que responsabilidades já tens muitas....e eu não posso ser mais uma entre as outras. 
Eu mereço ser A Responsabilidade.


Liz

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Reallity check

Hoje decidimos não nos falar mais.
Acabaram as mensagens, as conversas arranjadas com assuntos insignificantes mas que ainda assim me sabiam pela vida ter, acabaram-se os boas noites e os bons dias.
Não consigo respirar e doem-me os olhos e a cabeça.
Preciso dormir mas sei que hoje isso não vai acontecer.
A única coisa que me imponho dizer como auto-consolo

Eu vou ficar bem, isto é melhor assim

Mas o meu corpo esta e guerra comigo e castiga-me ainda mais.
E dói...ta doendo.
E eu não consigo dormir.


Liz

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Just a note...

Este post é dedicado a todas as porcas aladas que por alguma razão têm comentado/likado o feicebuke do meu namorado/és namorado:

-sim é lindo, sexy e musculado mas tem medo de trovoadas;
-sim tem uma conversa fantástica e inteligente mas eventualmente vos dirá "conversas inteligente tenho no trabalho. Contigo quero é ser estúpido";
-sim tem um senso estético irrepreensível e tece comentários fantásticos em relação à vossa toillette mas acreditem em mim....não há nem nunca vai haver espaço suficiente nos armários ou gavetas dele para as vossas coisas;
-como será dormir com ele? Uma noite inteira a ser cilindrada por 90kg de homem que não se vira na cama. Salta.
-se vos fala de restaurantes caros e sexys onde vocês iriam comer 3 ervilhas com molho de ar? Fala...mas o que ele gosta mesmo é de comer no Burger King.
-se é charmoso e elegante e se vos aparenta ser o homem mais composto a face da terra? Ele faz "helicópteros" quando está nu.
-se vos promete mundos e fundos, se vos diz que quer filhos vossos e vos apresenta à família toda? Sim....mas depois diz que "não és tu, sou eu".

E por fim....se eu tenho alguma moral para sentir ciúmes ou revoltas por vos ver a vós, porcas aladas, a tentar conquistar território por mim desbravado e cultivado tantas e tantas vezes...nenhuma. Mas sou mulher, o que me faz sentir todo o direito de fazer xixi no poste e por as garras de fora para vós, porcas aladas.


Liz

You´re so fluffy....I´m gonna kill You!

Não sei porque pensas que por seres porreirinho, amiguinho, educadinho e bonitinho pensas que resolves alguma coisa comigo. Se soubesse que te tornarias nesta pessoa fofinha nunca me teria envolvido contigo, pois 3 anos de vida passados contigo teriam sido pura e simplesmente desperdiçados. Mas a verdade é esta: não só te tornas-te um ex namorado, como um ex namorado fofinho! E como isso me faz ferver o sangue nas veias...

É que sabes, o que me fez cair perdidamente pela tua pessoa foi a tua tempestuosidade, o facto de seres um terramoto humano, que abalou o meu mundo fazendo um estrago como nem o Marquês de Pombal viu. És fogo, és quente, exibicionista, exagerado, maldizente, estridente, desavergonhado, em suma, o que conhecemos por larger than life. E conhecer alguém assim, sendo eu um bixinho do mato "de carteirinha" foi a experiência mais explosiva que vivi nos últimos anos. Ainda que te tenha pedido que te afastasses quando me tratavas por amor e me enviavas pelotões de @ (ignorando completamente o estado em que as coisas estão) pois não sentia que magoada como estou te voltasse a tratar desse jeito durante o próximo século, dói- me que te tenhas tornado nesta coisa amorfa.....e fofinha. 

Não gritas, não esperneias, não dizes palavrões  Não me ligas as 4h da manhã perdido de bêbado a dizer que me amas, nem dizes que não vais aguentar continuar a tua existência sem a minha existência. Ao invés  mandas mensagens correctas perguntando como estou, ou o que fiz durante o dia. Se se me pedis-te para por favor não fugir nem desaparecer? Sim pedis-te, mas pouca ou nenhuma diferença te faria se eu o fizesse, é o que constato com as tuas mensagens.....fofinhas! 

"Cometemos erros, eu e tu, mas fazemos por gostar, pelo habito, pela vontade, pela necessidade"

Vontade não manda "um beijinho" acompanhado por um smile enjoadinho e irritantemente feliz. Hábitos...tenho muito, tu não és um deles. Necessidade? Necessidade sinto eu de fazer xixi, de beber água e de te mandar a merda quando és deste jeito. Se me dá uma falsa sensação de segurança  que todos os dias me procures e tentes falar comigo? Dá, infelizmente, mas dá. Agora, se a única coisa que tu neste momento consegues ser para mim, se a única forma de amor que me podes demonstrar é sendo fofinho, então meu amor, meu grande amor....adeus. 

E hoje as "torneiras" estiveram abertas desde as 11h da manhã até...ok ainda não fecharam. O que já me causou alguns embaraços...e ainda que com a cara em obras, ao menos hoje deito-me sabendo que não fui fofinha. 

When the night falls...

....eu vou com ela.
Durante o dia comporto-me e importo-me como uma pessoa normal. Tenho o que fazer e quando não tenho, invento e como eu sou boa a inventar! Faço por ir mandando mensagens à A. que (como dela é tão característico  me responde sempre prontamente e de um jeito meigo, o jeito dela. Saio de casa e vou "trabalhar" e durante aquelas horas estou ali meio entretida com as "minhas" crianças. Gosto deles...é a única coisa que gosto neste trabalho, gosto da inocência deles, fazem-me lembrar alguém  Durante o dia porto-me bem, aguento-me, sou uma linda.

O problema começa de noite....porque quando fica de noite só me posso lembrar de quando, depois de jantar, recebia uma mensagem do Big dizendo somente "desce". E eu descia e íamos ao cinema, ou ver lojas, ou a Belém beber um café, ou onde quer que fosse que a nós nunca nos faltou onde ir ou o que fazer. Era também a noite que te via, que podia ser tua namorada e era quando namorávamos...na tua casa, falando baixinho porque já todos dormiam, no carro parados em Sintra e, mais uma vez, namorávamos onde fosse porque a nós nunca faltou vontade ou motivo para namorar. Era a noite que te tinha, que te abraçava, que te cheirava, que me deitava nesse peito "com mais de metro" e que me fazia sentir pequena, segura, confortável.  Deixei de ter isto e, o que fisicamente me era terno,tornou-se em algo fosse suficiente com um computador pelo meio.
Depois de ires, a noite tornou-se aquele espaço em que te "via", em que falávamos,  em que ríamos e em que eu podia sentir que de alguma forma ainda eras o meu namorado, que ainda estavas "aí". Mas até isso me levas-te.
Agora, a noite é aquele aglomerado de horas infinitas que por mais confortavel que a minha cama esteja, por mais pares de meias que eu calce, ou mais "chás-que-fazem-dormir-como-um-bebe" eu tome não há maneira de o sono me pegar, pois já não há o consolo de uma mensagem de boa noite ou um beijinho, nem a minha estúpida mente se permite descansar de pensar no assunto que já não tem nada que se lhe diga ou pense. É a noite que posso chorar, ainda que seja obrigada a chorar para dentro, baixo e engolindo as lágrimas pois são estas as condições que tenho e nem liberdade para chorar me dão.

A noite custa, dói, e faz.me pensar que é desta que eu não passo. Mas em semelhança, a noite reflecte tudo aquilo que eu me sinto: ás escuras.

Quanto a ti, sei que não choras, que dormes como um anjo e que de manhã te sentes revigorado pela noite bem dormida. Mas esta é só uma das nossas muitas diferenças entre nós...


Liz