quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

5 stages of pain


"De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, quando sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco fases diferentes de dor. Começamos pela negação. A perda é tão impensável, que achamos que não pode ser verdade. Zangamo-nos com todos. Zangamo-nos connosco mesmos. E depois negociamos o que sentimos. Imploramos. Pedimos. Oferecemos tudo o que temos. Oferecemos a nossa alma em troca de apenas mais um dia. Quando a negociação falha e é difícil continuarmos zangados, entramos em depressão. Em desespero. Até que aceitamos que fizemos tudo o que podíamos. E deixamos ir. Deixamos ir e passamos à aceitação.

A dor pode ser algo que todos temos em comum, mas é diferente em cada um de nós. Não é apenas a morte que temos que chorar. É a vida! A perda! A mudança! E quando nos perguntamos porque tem de ser tão mau, porque tem de doer tanto, é quando percebemos que tudo pode mudar de repente. É assim que nos mantemos vivos. Quando dói tanto que não conseguimos respirar. É assim que sobrevivemos e continuamos.

A dor chega na altura própria para cada pessoa. A seu modo. E tudo o que podemos fazer, é tentar ser honestos. Mas o que é mesmo doloroso, a pior parte da dor, é que não conseguimos controlá-la. Por isso o melhor a fazer é permitirmos-nos senti-la quando chega e deixá-la partir quando conseguimos. Mas ás vezes quando pensamos que já a ultrapassámos, ela começa de novo. E de cada vez que começa... deixa-nos de rastos... sem fôlego.

Há cinco fases de dor. São diferentes em todos nós, mas são sempre cinco. Negação. Ira. Negociação. Depressão. Aceitação."

Anatomia de Grey


Estou claramente na fase da Ira. Estou zangada até aos ossos! O local onde só existia amor encheu-se de uma raiva colérica que me faz conduzir até locais inóspitos só para poder gritar sem que me tomem por louca. Mas eu estou louca! Estou louca de raiva. Sinto-me traída, gozada, enganada até à minha 5ª casa! Sinto vontade de bater, de partir loiça, de rasgar cortinados e arrancar os quadros da parede! Vontade.....de arrancar o coração do peito pois não há dia que não me doa.

Desde dia 28 de Dezembro que não ha um único dia que não me doa o peito até o ar me faltar. Não tive um único dia que não acordasse a pensar nele e não me deitasse a pensar nele, por mais séries que visse, por mais livros que possa ter lido, por mais manhãs de sol magnificas. Não tive um único dia de paz! E eu mereço....eu mereço ter paz já que não tenho mais nada.

Estou na fase da ira, não sei quando passarei à negociação e se essa passagem algum dia se vai dar pois o que posso eu negociar? O que lhe posso eu pedir? Amizade? Não quero ser amiga dele. Desde o ínico que sempre lhe disse que se um dia tivéssemos um fim eu seria para ele um grande nada, um vazio, pois não consigiria lidar nunca com a existencia de outra num lugar que me foi para sempre assegurado.

Depressão? Não me deixo deprimir...não posso. Como é que eu saio da depressão se entrar nela? E a aceitação....lá virá o dia em que tudo isto não passou de passado e vai ser arrumado numa gaveta, daquelas perras que nós sabemos que se a empurrar-mos para além de determinado ponto já não a vamos conseguir abrir.

Por agora, só posso pedir que deixe de doer...só isso.


Liz

2 comentários:

  1. Relaxa... no Yoga eu aprendia respiração dos 4 por 4 tipo isto: http://www.salves.com.br/kun-resp4-4.htm

    Experimenta...

    Vou fazer um post piegas e xonar... e merda, as noites custam ainda mais!!

    Bjo*

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  2. Vou tentar! Pode ser que bufando de forma controlada a coisa comece a melhor...


    É NÃO É!!??? Porra....

    Bso

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