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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Freddy

Uma das minhas bandas de culto é os Queen. De cada vez que o rádio toca a "I want to break free" ou a "Bohemian Rapsody" eu tenho uma experiência extra sensorial e o que devia ser uma condução calma e precisa, torna-se num autêntico show de Freddy Marcury com a Liz a mexer os braços muito rapidamente e a fazer sinais com as mãos e cantar alto e...qualquer dia a ser multada (que seja pelo polícia mega gato da O.S. de 2ª feira ihih). E o Freddy...que génio, que voz, que espírito, que perda. Partiu cedo demais mas, apesar da forma como o fez, tem todo o meu respeito pois acredito que naquela fase da sua vida ele já tinha muito pouco de "Diva" dos palcos e estava mudado e vergado pela doença. Quem diria que um dia o menino Farrok Bulsara, nascido em Zanzibar, se tornaria uma estrela à classe mundial, começando nos 70´s com o estilo bem característico da época (e piroso nas horas) e passando uma década mais tarde ao estilo de macho dominador com muito cabedal, muito pelo no peito e muito bigode na cara. Assumindo a sua bissexualidade (namorou 5 anos com Mary a quem dedicou a "Love of My Life") acabou por se tornar num símbolo para a comunidade gay que, naqueles anos, viam em Freddy um exemplo de força, coragem, uma estrela como eles.
Cresci a ouvir Queen no primeiro leitor de cd´s que entrou lá em casa, o do meu irmão mais novo, e lembro-me de naquela altura pensar que fosse quem fosse o senhor que cantava numa banda com nome de senhora, tinha um vozeirão de fazer inveja. Mais tarde, quando a tv cabo chegou ás nossas bandas vi pela primeira vez na VH1 o video do "I want to break free" e parti para lá de Bagdad! Fiquei doida com aquilo e pensei que se devia ser muito macho para se aparecer num videoclip em trajes de senhora e com uma valente bigodaça. E desde esse dia, os Queen entraram no meu coração para não mais de lá saírem e já por várias vezes tentei roubar ao meu irmão a colecção de cd´s do grupo mas o gajo é ninja e tem-na bem escondida. 
A 23 de Novembro de 1991 Freddy Mercury faz um comunicado á empresa a dizer que é portador do vírus da SIDA e que por isso vai deixar a banda pois a saúde já não lhe permite continuar com o desempenho de excelência que sempre apresentou ao mundo. E por falar em excelência, sabiam que ele se formou em design gráfico e de moda com louvores? Morria a 24 de Novembro de 1991, deixava-nos, em prol da criação de mais uma estrela no céu. Ter nascido ja no fim dos anos 80 fez-me "perder" alguns dos grandes momentos da história da música e um desses momentos foi, sem dúvida, o concento em Wembley em 1986,sendo até hoje, um dos melhores concertos ao vivo alguma vez apresentados. 

Sinto falta destas estrelas, deste cometas musicais e são cada vez menos os "novos" artistas que despertam em mim o lado tresloucado e groupie que mantenho contido no dia-a-dia. Deixo-vos com alguns do meus temas favoritos e com saudades....muitas saudades tua Freddy.


Neste tema, gravado em 1991, ele já estava extremamente doente e ainda assim, foi "isto" que saiu

Esta dizem que foi dedicada a Mary, a sua amiga de toda a vida


A única música com mais de 4 minutos que as rádios alguma vez aceitaram passar e que, ainda assim, foi um tremendo sucesso


Tinha que ser não é?

Liz