Eu gosto de viver no limite, na linha que separa os rijos dos comuns mortais, naquele estado de semi-consciencia que apenas me permite decidir entre o sim e o não e por isso, acabei de me pôr mais uma vez à prova.
Case scenario
Um copo de chá, pequenino, parece daqueles copinhos dos tascos. Imaginem uma Liz com braços alados e demasiado grandes para a sua secretária. Imaginem a Liz a derramar o copito (que já nem estava cheio) e que o conteúdo desse copo abrange o comando da tv, a ficha tripla no chão (onde estão ligados o pc e a impressora), a calculadora usada para fazer o IRS e , last but not least, o telemóvel.
Imaginem agora a Liz a cagar no resto das coisas e ir para o wc em busca de uma toalha e a fazer reanimação ao telefone dizendo baixinho "por favor não. Tu não, logo tu não, não me abandones agora, por favor!" e a mãe do outro lado a perguntar se me está a dar outro badagaio. Saio do wc e obrigo a senhora a ligar-me enquanto vou para a outra ponta da casa para ver se o coitadinho funciona ainda na perfeição. IT´S ALIVE!!!!
São estas coisas que fazem o meu coração fazer "pum pum", que é isto que me põe o sangue a correr tresloucado nas veias e, acima de tudo, sei que se faço mais uma destas acabo no serviço de urgência de um qualquer hospital pois a idade já não permite destas coisas....
Liz