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quarta-feira, 3 de abril de 2013

É possivel esquecer-te

É este o titulo do livro que folheei esta tarde numa das minhas visitas à livraria aqui mais perto. Foi com alguma vergonha que peguei nesta obra pois não queria que ninguém ali por perto me pintasse uma coitada-acabou-agora-namoro-e-está-à-procura-do-livro-do-corno, coisa que não estava mesmo. Pensei que fosse mais um daqueles livros de auto-ajuda todos cheios de frases bonitas e com fotografias do mar e de passarinhos pois só a julgar pela capa (de gaja) era este o conteúdo que eu esperava encontrar. Pois enganei-me!

Das poucas linhas que tive tempo para ler descobri ali bons exemplos do que o fim de uma relação nos faz pois a autora do livro foi buscar exemplos a filmes, romances e a mulheres reais com historias reais. Fala-nos da Carrie de O Sexo e a Cidade e de como sofreu quando o seu Big a deixou no altar, ou de como a protagonista de Amor e Preconceito (se não estou em erro) amava em silêncio o Mr. Darcy e não sabia. E depois as comuns mortais como nós, que deixam de comer, de dormir e sofrem um sofrimento atroz que dá vontade de arrancar o coração para que finalmente deixe de doer. Infelizmente, só com o tempo isso acontece pois por muito cliché que pareça, o tempo não cura tudo mas ajuda muito quando nos damos conta que já lá vão 4 meses, 8 meses, um ano...

Tal como já disse, só tive oportunidade de folhear mas parece que os meus dedos sabiam exactamente onde ir pois encontrei frases como

- Não vale a pena dizer a alguém de coração partido para esquecer, passar por cima. Isto só lhe irá soar a uma ofensa, a um convite para um duelo ao nascer do sol atrás da igreja! Quem tem o coração partido tem que sair do seu buraco sozinho, é um projecto a solo, que vem de dentro.

- Esquecer um amor com outro amor não é só uma estupidez como impossível.

- Não vale a pena estar constantemente a repetir ao réu (designação que a autora dá a quem está a atravessar uma perda amorosa) o quão merdas era o outro pois quando a relação acaba, até a simples ida ao supermercado e a passagem pelo corredor da fruta nos vai trazer à memória de como era bom comer uma maçã depois de fazermos amor. Tudo inspira saudade, sofrimento, angústia. Ninguém nunca em tempo algum será tão bonito, tão quente, tão bom na cama como ele e nós nunca mais vamos ser tão felizes. Deixem o réu em paz...

Isto foi só um exemplo mas serviu para me deixar a cabeçinha a deitar fumo e a carteira a juntar tostões pois ainda que neste momento já esteja a anos luz da Liz de Janeiro, todas as "ajudas" são poucas.




Liz


quinta-feira, 21 de março de 2013

Páscoa

Estamos naquilo que os Católicos apelidam de Quaresma, ou os 40 dias que se antecederam à morte de Cristo. Aqui por casa é tudo Católico pelo que ando a peixe há uns bons dias e na 6ª feira Santa então nem ve-la! Confesso que não me incomoda assim muito pois este ano vou passar a Páscoa à terrinha e isto dá-me ânimo para continuar, pois a cada prato de pescada cozinha é com isto que sonho



 Cabrito assado em forno de pedra



 Coelho à caçador



Chocolates e seus derivados


Eu linda quando voltar para casa :)



Que tenham uma Páscoa tão enfardadeira como a minha que já não posso ver nada com escamas à minha frente...nem a Pequena Sereia!!!


Liz

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dissecar

Não acredito em pessoas que superam as mais complicadas situações de uma maneira muito polite, muito superior e muito rápida. Acredito que nem todos lidamos com a mesma situação da mesma forma, pois para cada um a situação terá diferentes perspectivas e um grau muito próprio de importância  contudo, uma pessoa que supere muito bem uma perda (seja ela qual for) não me inspira confiança.

Há quem chore, há quem sinta alívio, há quem prefira resguardar-se e lidar sozinho com a sua dor e há quem se limite pura e simplesmente a não lidar com ela. Eu entendo nos que choram pois faço parte dessa espécie de gente que chora até os olhos doerem e grita e esperneia e sofre de uma forma muito óbvia e dolorosa. Eu entendo os que sentem alívio pois se para uns uma perda significa o vazio, para outros, a perda é o balsamo à tanto tempo pedido, a lufada de ar fresco que finalmente nos fará sentir de novo livres e felizes. Os que se resguardam? Também os entendo e acredito que são mesmo aqueles que mais sofrem, pois o seu sofrimento é tanto e com tamanha intensidade que eles sabem perfeitamente que será uma descida aos infernos e que esta descida é feita a solo. Agora, os que não lidam? Estes, assustam-me

Porque que me assustam? Porque eu sei que um dia, mais cedo ou mais tarde, aquela dor e aquela revoltam vão saltar cá para fora e ai o estrago será sem duvida calamitoso! O meu melhor exemplo é o de um familiar que perdeu o pai numa tenra idade e o pai era o seu herói  o seu chão. Perdeu-o para um cancro, acompanhou o processo todo, tal como a mãe e a irmã, e se a menina o chorou de uma forma que quebrava o coração só de olhar para ela, ele não chorou. Ele nunca chorou, nunca gritou, nunca mostrou um sinal de revolta, assumindo de imediato o papel de "homem da casa" e os homens, não choram. Entretanto já se passaram cerca de 10 anos e o menino que não chorou vive agora uma vida muito dúbia de noitadas, namoradas e bebedeiras épicas e diz para quem o quiser ouvir, que não quer ter filhos. Se eu posso relacionar as duas coisas? Não sei, visto os meus conhecimentos de psicologia se resumirem a um 6º sentido  de mulher e aos anos que tenho de "consoladora oficial do grupo", mas muito humildemente digo que sim, pois quando não sabemos lidar com a dor e com a perda e não lidamos com ela na altura certa, quando está quente, quando acontece, instala-se um vazio e esse vazio vai-se manifestar numa série de comportamentos e "vícios" que mais tarde vão surgir. Não é a toa que vítimas de abusos sexuais se tornam mais tarde promiscuas ou que filhos de pais com um casamento desestruturado abominam a ideia do casamento (isto são generalidades, cada caso é um caso). O que pretendo apenas dizer é que as coisas têm que ser vividas, remoídas  faladas, discutidas e sentidas no momento certo, pois mais tarde estamos sujeitos a manifesta-las numa sombra que aparentemente nada terá a ver com o ocorrido mas que, quando bem analisada, vemos que está tudo ligado.

A dor é minha amiga. É um conceito em que acredito piamente pois a dor obriga-me a mudar, obriga-me a procurar uma saída para ela, obriga-me a mexer e a sair da minha zona de conforto. A dor ensina-me mais que a felicidade pois na felicidade eu não procuro mudança mas estagnação, que nada mude pois o agora está perfeito, enquanto a dor me obriga a esvaziar as "gavetas" que estão todas desorganizadas, arrumando-as de uma forma metodica e escolhendo o que quero manter arrumado e o que vai fora. A dor obriga-me a olhar para mim from the outside, analisando os porquês e os porque não, descobrindo se a pessoa que me tornei era quem eu queria ser ou, se pelo contrário, vivia na dor e não sabia. Não digo que gosto da dor, mas sei que preciso dela pois tal como alguem um dia disse


No pain, no gain.



Liz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O meus critérios para a próxima

Serei eu a única a pensar ou todas as mulheres partilham da opinião que se é para serem trocadas, que seja por um canhão!? Que seja um exagero de mulher, cara de boneca, mamas grandes, rabo, boas pernas, denter perfeito e um cabelo bonito e bem tratado?! Serei a única a pensar assim?

É que muito sinceramente, ser trocada, der "demitida" do cargo de namorada já é mau, mas ser trocada por uma individua que nos faz pensar que tipos de drogas andará o pobre rapaz a consumir para se enrolar com "aquilo", isso já é golpe nos tin-tins.

Há as que dizem "ai ser trocada por um mulherão ia deitar a minha auto-estima para o fosso!" mas eu penso exactamente o oposto. Se for um mulherão é porque realmente ele só quer uma barbie para mostrar aos amigos pois poucos são os homens que lidam bem com mulheres demasiado bonitas. Verdade ou mentira!?

Se eu vejo que sou mais bonita, que sou mais vistosa, e mesmo assim ele me trocou por um dragão.....a única coisa que consigo pensar é que realmente devo ter um defeito gigantesco do qual não me tinha apercebido!

E depois respondem-me "ah se calhar ela tem outros dotes que tu não tens, ou em ultimo caso, o problema é dele!" Não sei....não me convencem. Se é para ser trocada que seja por alguém que eu veja que realmente me faz arrumar os saltos altos a um canto.



Liz

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Listen to the Radio!

A rádio está de parabéns  E eu adoro rádio. Por mim, a minha vida seria uma espécie de inicio de comédia romântica americana, com música de fundo enquanto eu faço a minha rotina diária. E se há sitio onde não dispenso a rádio, é no carro. Poucas coisas me dão tanto gosto (que prazer é outra coisa) como conduzir ao som de boa música, contudo tenho pena que na maioria das rádios nacionais só passe lixo musical e eu tenha que percorrer N estações de rádio até encontrar uma que passe música e não verborreias musicadas. 

Gostava de experimentar fazer rádio. Estar num estúdio  sozinha ou não, de fones nos ouvidos a falar "sozinha" e a passar música. Para um ser tímido e que não fica bem frente às câmaras,  a possibilidade de dizer todas as barbaridades e piadas maldosas que me apeteça sabendo que ninguém me vê, trabalhar na rádio é priceless!! Até consigo imaginar o meu programa, do que falaria, as minhas musicas, o nome....enfim, sonhos! 

Contudo, hoje estou chateada com a rádio, em geral: está insuportável com esta historia do dia de S. Valentim! Eu, mesmo quando namorava,  nunca achei piada a esta americaniçe que só serve para me deixar maldisposta com a quantidade de ursinhos e coraçõeszinhos e amorzinhos e inhos que se vêm nas montras de todas as lojas. Não gosto de ursos de peluche e o homem que me der um vai levar com ele. Não gosto de corações e posso mesmo dizer que do dia de S. Valentim o único presente que gostava mesmo de receber, eram os chocolates. 

Pois se não bastasse o mundo estar coberto de corações e cupidos também a rádio aderiu a esta moda, com períodos publicitários dedicados a serem pirosos e a promoverem locais para jantar no dia dos namorados ou para onde ir numa escapadela romântica  Como se o Oceano Pacífico, que passa na RFM todas as noites, não nos desse já a banda sonora perfeita para o suicídio ainda andam as rádios todas do país a fazer publicidade a um dia ridículo e que para mim não tem razão de existir. 

Apesar disto, continuo a achar que a rádio não pode nunca ser posta em segundo plano pois durante séculos foi o que de mais perto tínhamos de contacto com o resto do mundo e foram muitos os serões passados a ouvir radionovelas ou emissões dos nossos artistas favoritos.

Parabéns à Rádio!



Liz

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Till I Collapse

Hoje recebi mais um não. Mais uma desistência das minhas capacidades pessoais e profissionais, mais um "maybe next time" e o pior foi não me terem dito o porquê. Nunca gostei de coisas mal explicadas e mal consegui juntar duas sílabas a palavra que mais pronunciei foi porquê.

Eu sou boa, reconheço o meu valor e sei que esta cabeça não serve unicamente para usar totós e chapéus bonitos. Sou osso duro de roer e não levo desaforo para casa, mas também sei que para tudo me dou por inteiro. O não de hoje podia ter doído muito mais se este cargo fosse o emprego da minha vida, a minha ambição pessoal, mas não é. Quero alcançar algumas das coisas a que me propunha neste cargo mas certas variáveis incomodavam-me..muito.

Por isso, hoje, enxuto a poeira, levanto o nariz e mostro o meu melhor sorriso. Porque apartir de hoje o mood é este




Till my legs give out, can't shut my mouth 
Till the smoke clears out - am I high? Perhaps 



Liz