É este o titulo do livro que folheei esta tarde numa das minhas visitas à livraria aqui mais perto. Foi com alguma vergonha que peguei nesta obra pois não queria que ninguém ali por perto me pintasse uma coitada-acabou-agora-namoro-e-está-à-procura-do-livro-do-corno, coisa que não estava mesmo. Pensei que fosse mais um daqueles livros de auto-ajuda todos cheios de frases bonitas e com fotografias do mar e de passarinhos pois só a julgar pela capa (de gaja) era este o conteúdo que eu esperava encontrar. Pois enganei-me!
Das poucas linhas que tive tempo para ler descobri ali bons exemplos do que o fim de uma relação nos faz pois a autora do livro foi buscar exemplos a filmes, romances e a mulheres reais com historias reais. Fala-nos da Carrie de O Sexo e a Cidade e de como sofreu quando o seu Big a deixou no altar, ou de como a protagonista de Amor e Preconceito (se não estou em erro) amava em silêncio o Mr. Darcy e não sabia. E depois as comuns mortais como nós, que deixam de comer, de dormir e sofrem um sofrimento atroz que dá vontade de arrancar o coração para que finalmente deixe de doer. Infelizmente, só com o tempo isso acontece pois por muito cliché que pareça, o tempo não cura tudo mas ajuda muito quando nos damos conta que já lá vão 4 meses, 8 meses, um ano...
Tal como já disse, só tive oportunidade de folhear mas parece que os meus dedos sabiam exactamente onde ir pois encontrei frases como
- Não vale a pena dizer a alguém de coração partido para esquecer, passar por cima. Isto só lhe irá soar a uma ofensa, a um convite para um duelo ao nascer do sol atrás da igreja! Quem tem o coração partido tem que sair do seu buraco sozinho, é um projecto a solo, que vem de dentro.
- Esquecer um amor com outro amor não é só uma estupidez como impossível.
- Não vale a pena estar constantemente a repetir ao réu (designação que a autora dá a quem está a atravessar uma perda amorosa) o quão merdas era o outro pois quando a relação acaba, até a simples ida ao supermercado e a passagem pelo corredor da fruta nos vai trazer à memória de como era bom comer uma maçã depois de fazermos amor. Tudo inspira saudade, sofrimento, angústia. Ninguém nunca em tempo algum será tão bonito, tão quente, tão bom na cama como ele e nós nunca mais vamos ser tão felizes. Deixem o réu em paz...
Isto foi só um exemplo mas serviu para me deixar a cabeçinha a deitar fumo e a carteira a juntar tostões pois ainda que neste momento já esteja a anos luz da Liz de Janeiro, todas as "ajudas" são poucas.
Liz

E agora colocaste o "bichinho" também deste lado...é curioso porque, em tempos, disse vezes sem conta a quem me rodava, que todas essas frases feitas não passam disso mesmo e que, por muito que a intenção seja boa, não ajudam.
ResponderEliminarEra exactamente o que pensava e que estes livros eram uma perda de tempo o dinheiro! Mas tlvz por me identificar como que li, ou por precisar de ler o que li ficou a vontade de pegar nele e traze.lo para casa!
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