Como boa desempregada que sou logo pela manhã consigo ver todos os programas que as velhinhas vêm, ou seja, Praça da Alegria, Você na Tv e o Querida Júlia, sendo que para conseguir suportar os dois últimos preciso de ter uma boa caneca de café no bucho senão rebenta-me uma veia na cabeça com os guinchos da Tininha ou da Julinha. Por norma metade do que é falado nestes programas vai para o meu caixote do lixo televisivo e a outra metade uso para forrar o caixote do gato (que não tenho) contudo, se há rubrica que não perco é a do Dr. Quintino Aires! Como sabeis, se há coisa que eu gosto é de "estudar" o ser humano e tenho cada vez mais certezas de que devia ter seguido psicologia e posteriormente dedicado a minha vida ao estudo dos malucos, pelos quais tenho uma atracção tremenda, então se forem homens bonitos...ui!
O tema de hoje era os ciumes: o que são, como "nascem", até onde são excessivos e se fazem ou não falta numa relação. Ora sendo eu um pedacinho ciumenta e tendo eu namorado com um ciumento psicológico (que mais tarde me disse que não tinha vagar para sentir ciúmes) vidrei na conversa. Como é normal, o Dr andou a fazer vox pop para reunir várias opiniões sobre estas e outras questões que posteriormente seriam debatidas no programa e as opiniões não podiam ser mais diversas, desde os que diziam que os ciumes são bons e necessários àqueles que não os suportam nunca em tempo algum.
Eu não era ciumenta. Eu era um ser humano completamente desprovido de ciúmes ou sentimento de posse em relação ao outro, talvez, por nessa altura ser também desprovida de maldades aka tapadinha de todo, ou seja, encarava tudo de um ânimo muito leve com zero preocupações, até ao dia. Durante 3 anos namorei com um homem muito bonito, vistoso e que estava perfeitamente ciente desse facto o que o fazia comportar-se como um holofote humano. Como se isto não bastasse, adorava sentir-se olhado, sentir que reparavam nele e mesmo de mão dada comigo os radares estavam sempre alerta e o mais engraçado: era tremendamente ciumento. Já eu, quando começámos a namorar, fui completamente formatada para ele e nem gostava de olhar para mais homem nenhum e também, para quê?! Já tinha aquilo tudo só para mim! E não é que ele era completamente louco de ciúmes por mim, eu, simplória até à 5ª casa e que até me descuidei um bocado com a imagem, me afastei de algumas pessoas e lhe aturei cenas de ciúmes épicas!?
Hoje percebo porque ele era assim: demasiadas culpas no cartório ou desconforto com os próprios comportamentos que o faziam reflectir em mim as suas inseguranças. É como se costuma dizer, os outros são para nós um espelho. Eu assumo-me ciumenta, faço "xixi no poste" e se há coisa que me tira do sério é gente assim, desbocada e oferecida. Isto abalou muito a minha confiança, a minha auto-estima e sei que no dia que encontrar outra pessoa lhe vou dar um trabalhão pois há por aqui muitos macacos no sótão e eu não gosto disso.
Contudo, gosto de sentir um ciuminho, alguma precoupação em me perder, mas também gosto de um homem que se sinta um pavão por andar de braço dado comigo como quem diz "já viram bem a estampa que se apaixonou por mim!?". Tudo tem que ser com peso e medida pois em demasia só estraga. Sou ciumenta, aceito ciúmes, mas estou certa de que não irei aturar a mais ninguem metade da estupidez e torturinha psicológica que aturei ao H.
Liz
O ciúme... O que eu gosto desse assunto!
ResponderEliminarEu sou ciumenta, muito mesmo. Mas o mais interessante é que sempre recebi queixas do oposto. O que desde cedo me fez concluir que as pessoas confundem o ciume com histerismo. E eu tenho um tom de voz tãooo meloossooo que seria um desperdicio pôr-me aos berros ;)
Ahah és como eu entao!! Levo sempre a coisa na perguntinha facil e tal tudo com muita calma...se tiver que chegar ao ponto de berrar "foge foge malandro!!"
EliminarEm boa verdade, não tenho quaisquer macacos no sotão, logo ciuminho, até me fazerem perceber que se calhar é melhor abrir bem os olhos porque há ali coisa...
ResponderEliminarEu nao gosto que mexam com o que é meu mas tb tem que ser a pessoa a dar.me descanso!
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