E é hoje. É hoje que começo a trabalhar. Estou nervosa (em pânico), tenho medo de falhar, de fazer feio, de não estar a altura, de desiludir, de me desiludir. Estive parada 7 meses e assim tinha que ter sido. Quem me lê há algum tempo sabe que os últimos meses me morderam os tornozelos e me mandaram de cara ao chão algumas vezes. Foi uma altura de mudanças, redireccionamentos, reposicionamentos, reorganização planetária e de descoberta.
Criei novas crenças e aboli algumas do antigamente, descobri que há coisas que não duram para sempre mas que as memórias são eternas, que os corações de carne também se partem e que isso dói, muito. Aprendi que não sou menos do que ninguém mas que sou um portento de rapariga, sei agora quem vai ficar comigo e quem não pode estar perto de mim, quem me faz feliz e quem só me deixa triste. E passou rápido, passou tão rápido...
A partir de hoje e se tudo correr bem, eu passo a fazer parte dos sortudos da sociedade, passo a ter um bem de luxo e de primeira necessidade. Desejem-me sorte que vou precisar dela!
Liz