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domingo, 28 de abril de 2013

E a inveja boa que me corre pelas veias

...quando leio destas coisas


O Meu Amor[Citações da entrevista do jornal Público a Miguel Esteves Cardoso (MEC) e Maria João Pinheiro (MJ), no dia 21 de Abril de 2013] 

MEC - Ela é sempre maravilhosa. Vivia muito desconfiado nos, sei lá, nos primeiros meses e anos. Desconfiava de que ela tivesse uma Maria João verdadeira que não fosse assim mágica. Que fosse prática e muito diferente. Que houvesse - há sempre - uma pessoa escondida dentro dela. Mas não. Não há. 
(...) 
MJ - O Miguel é uma pessoa. Uma pessoa maravilhosa. Um tesouro. 
(...) 
MJ - Foi conhecer a pessoa mais generosa, perfeita, bondosa. A alma mais pura. 
MEC - Devíamos dar mais entrevistas. Eu nunca ouço isto. Estou inchado. Se achavas isso antes, por que é que não disseste? 
(...) 
MEC - Sim. E fiquei como nunca fiquei antes. Fiquei assim toinggg. Parecia extremamente feliz. E eu: «Ah!!» E luminosa. Risonha. Como se fosse um prémio. Sabe?, um prémio. «Aqui está a tua sorte.» Senti uma ausência de dúvida. Eh pá. Só queria que fosse minha. 
(...) 
MEC - É a mulher mais bonita que alguma vez vi. Era linda de morrer e podia ser uma víbora. Era uma mulher linda, linda, linda e isso já era suficiente. 
(...) 
MJ - Amor. Amor. Era a coisa que lhe faltava e que ele encontrou em mim, e eu nele. 
MEC - Foi amor desde o princípio. Amor e encantamento. É muito, muito fun [divertido], isto. O tempo era sempre pouco, como é pouco ainda. Não temos tempo, embora estejamos quase sempre juntos. 
(...) 
MEC - Nós, à mínima coisa, ou se ela estiver a olhar para outra coisa, fico cheio de ciúmes. Faço uma cena. Também é preciso ter atenção a qualquer desvio ou decadência. Dizemos muito: «Tu dantes rias-te mais comigo. Tu dantes perguntavas mais o que é que eu pensava. Tu dantes falavas mais de ti.» Todos os dias temos isto. Todos os dias há coisas de ciúme, de comparação com o passado, reconciliações (depois de eu quase ter tido um ataque cardíaco). 
(...) 
MJ - Ele está a dizer que eu gosto de quem sou e que queria ser ainda mais eu. Também não temos muita escolha, não é? Temos de ser nós. 
MEC - Eu não era eu. Ela ensinou-me isso. Ensinou-me muito bem a estar à vontade. Eu estava sempre a fingir que era outra coisa que não era. Estava sempre muito ansioso. Muito «show off». A tentar disfarçar. Sempre muito malà laise [pouco à vontade, inadequado]. Sempre a querer fazer graças ou a ser o palhaço da turma. Divertir as pessoas à força. Uma coisa desesperada para que gostassem de mim. Era um trabalho. Detestava. 
(...) 
MEC - Ela é sobretudo muito bem-disposta. Muito, muito bem-disposta. Muito, muito boa companhia. As pessoas da minha geração, os meus amigos, a matilha, divertíamos-nos muito. Mas não estava habituado a rir-me com uma rapariga. 
-"-Mas é inveja da boa, daquela inveja do "eu também quero disto para mim" mas sem cobiçar o do outro. Eu quero do meu, do só meu, concebido pelos deuses à minha imagem e semelhança. Quero disto...quero voltar a olhar para alguém e estar certa de que aquele homem é a coisa mais espectacular que já me aconteceu.Liz

terça-feira, 9 de abril de 2013

Um génio e o meu herói


"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. (...)

Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."



O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso,

Diz tudo não diz?


Liz