sábado, 16 de fevereiro de 2013

There goes a Lady..

Por norma, gosto de pensar que sou uma senhora. Que apesar do sentido de humor mordaz que pouco ou nada me inibe de fazer piadas com gente que já morreu ou com gente que merecia morrer, gosto de pensar que sou ,efectivamente, uma senhora. Contudo, há coisas que me tiram a paciência,  que me fazem soltar palavrões dignos de um camionista chamado Horácio (sem qualquer referência negativa a Horácios), que me faz ter atitudes que de senhora não têm nada. Uma dessas coisas é o individuo, o Big.

Pois estava eu muito orgulhosa, do alto do meu pedestal aguentando-me à bronca e mantendo-me calada por mais vontade que tivesse de lhe arrancar umas palavras, quando sua excelência Le Merdas me vem falar. E o que me diz?

Ola ola! Como ta tu?

Eu li isto. Eu reli isto. Eu senti a minha veia temporal palpitar até começar a "ver vermelho"....e pensei cá para mim: ai que c******! Mas respondi.

Passaram-se umas trocas de palavras de índole estritamente profissional, em que sua excelência Le Merdas me perguntava como corriam as coisas (que não correm) e onde eu respondia de forma educada, enquanto enfiava agulhas no bonequinho de voodoo que fiz à sua imagem e semelhança. Como que se sentindo já satisfeito com a imensidão de palavras trocadas vejo aparecer a seguinte frase


Não desistas. Vai-me dizendo coisas....


Desta vez não me senti tolinha, não dei pulinhos de alegria e não partilhei o feito do Le Merdas com as amigas. Não...não desta vez. Desta vez a única coisa que me apeteceu fazer foi dar-te com um destes nas tuas belíssimas trombas até te saltarem as pestanas! Apeteceu-me enviar-te para uma prisão angolana para seres sodomizado pelos seus mui ilustres habitantes, tu, com esse teu coiro branquinho e bem cuidado. Apeteceu-me, sei lá, prender-te numa cela com altifalantes que passassem Nikki Minaj de forma ininterrupta até os teus ouvidos sangrarem. Sim....hoje apeteceu-me infligir-te dor, sofrimento e nódoas negras. Apeteceu-me estragar essa carinha linda e esse corpo bem cuidado e malhado. É, não estivesses tu noutro país e eu teria aparecido no noticiário da TVI e teria tirado o protagonismo ao Pistorius. 

Posto isto, não tenho assim tanta certeza se te devo ir dizendo coisas, é que as coisas que eu te quero dizer tu de certeza não queres ouvir.



Liz

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Killing me Softly #4

Não sei até que ponto este pode ser considerado um momento Killing me Softly mas a verdade é que não posso deixar de dizer que coisas deste género mexem comigo, nomeadamente, o facebook do meu ex namorado se ter tornado nisto




Sei que isto não me devia afectar e sei que se a coisa está neste termos é porque alguém também anda "com a franga solta" procedendo à pesca por arrastão. Sei também que ontem no jantar de solteiras de S. Valentim me comprometi a passar por cima destas mediocridades, afastando-me de alguém que me faz mais mal que bem. Mas pronto...sou mulher, sou curiosa e, por vezes, até demasiado esperta para o meu próprio bem. 


Liz

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A kick in the nuts



Ver. Controlar o descompensamento hormonal que ver isto causa. Se não conseguir controlar, agarrar num pacote de lenços, deitar-se no chão do quarto em posição fetal e chorar até saltar um olho ou até não ter mais lenços. E é isto....Feliz dia de S. Valentim!


Liz

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Listen to the Radio!

A rádio está de parabéns  E eu adoro rádio. Por mim, a minha vida seria uma espécie de inicio de comédia romântica americana, com música de fundo enquanto eu faço a minha rotina diária. E se há sitio onde não dispenso a rádio, é no carro. Poucas coisas me dão tanto gosto (que prazer é outra coisa) como conduzir ao som de boa música, contudo tenho pena que na maioria das rádios nacionais só passe lixo musical e eu tenha que percorrer N estações de rádio até encontrar uma que passe música e não verborreias musicadas. 

Gostava de experimentar fazer rádio. Estar num estúdio  sozinha ou não, de fones nos ouvidos a falar "sozinha" e a passar música. Para um ser tímido e que não fica bem frente às câmaras,  a possibilidade de dizer todas as barbaridades e piadas maldosas que me apeteça sabendo que ninguém me vê, trabalhar na rádio é priceless!! Até consigo imaginar o meu programa, do que falaria, as minhas musicas, o nome....enfim, sonhos! 

Contudo, hoje estou chateada com a rádio, em geral: está insuportável com esta historia do dia de S. Valentim! Eu, mesmo quando namorava,  nunca achei piada a esta americaniçe que só serve para me deixar maldisposta com a quantidade de ursinhos e coraçõeszinhos e amorzinhos e inhos que se vêm nas montras de todas as lojas. Não gosto de ursos de peluche e o homem que me der um vai levar com ele. Não gosto de corações e posso mesmo dizer que do dia de S. Valentim o único presente que gostava mesmo de receber, eram os chocolates. 

Pois se não bastasse o mundo estar coberto de corações e cupidos também a rádio aderiu a esta moda, com períodos publicitários dedicados a serem pirosos e a promoverem locais para jantar no dia dos namorados ou para onde ir numa escapadela romântica  Como se o Oceano Pacífico, que passa na RFM todas as noites, não nos desse já a banda sonora perfeita para o suicídio ainda andam as rádios todas do país a fazer publicidade a um dia ridículo e que para mim não tem razão de existir. 

Apesar disto, continuo a achar que a rádio não pode nunca ser posta em segundo plano pois durante séculos foi o que de mais perto tínhamos de contacto com o resto do mundo e foram muitos os serões passados a ouvir radionovelas ou emissões dos nossos artistas favoritos.

Parabéns à Rádio!



Liz

5 stages of pain


"De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, quando sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco fases diferentes de dor. Começamos pela negação. A perda é tão impensável, que achamos que não pode ser verdade. Zangamo-nos com todos. Zangamo-nos connosco mesmos. E depois negociamos o que sentimos. Imploramos. Pedimos. Oferecemos tudo o que temos. Oferecemos a nossa alma em troca de apenas mais um dia. Quando a negociação falha e é difícil continuarmos zangados, entramos em depressão. Em desespero. Até que aceitamos que fizemos tudo o que podíamos. E deixamos ir. Deixamos ir e passamos à aceitação.

A dor pode ser algo que todos temos em comum, mas é diferente em cada um de nós. Não é apenas a morte que temos que chorar. É a vida! A perda! A mudança! E quando nos perguntamos porque tem de ser tão mau, porque tem de doer tanto, é quando percebemos que tudo pode mudar de repente. É assim que nos mantemos vivos. Quando dói tanto que não conseguimos respirar. É assim que sobrevivemos e continuamos.

A dor chega na altura própria para cada pessoa. A seu modo. E tudo o que podemos fazer, é tentar ser honestos. Mas o que é mesmo doloroso, a pior parte da dor, é que não conseguimos controlá-la. Por isso o melhor a fazer é permitirmos-nos senti-la quando chega e deixá-la partir quando conseguimos. Mas ás vezes quando pensamos que já a ultrapassámos, ela começa de novo. E de cada vez que começa... deixa-nos de rastos... sem fôlego.

Há cinco fases de dor. São diferentes em todos nós, mas são sempre cinco. Negação. Ira. Negociação. Depressão. Aceitação."

Anatomia de Grey


Estou claramente na fase da Ira. Estou zangada até aos ossos! O local onde só existia amor encheu-se de uma raiva colérica que me faz conduzir até locais inóspitos só para poder gritar sem que me tomem por louca. Mas eu estou louca! Estou louca de raiva. Sinto-me traída, gozada, enganada até à minha 5ª casa! Sinto vontade de bater, de partir loiça, de rasgar cortinados e arrancar os quadros da parede! Vontade.....de arrancar o coração do peito pois não há dia que não me doa.

Desde dia 28 de Dezembro que não ha um único dia que não me doa o peito até o ar me faltar. Não tive um único dia que não acordasse a pensar nele e não me deitasse a pensar nele, por mais séries que visse, por mais livros que possa ter lido, por mais manhãs de sol magnificas. Não tive um único dia de paz! E eu mereço....eu mereço ter paz já que não tenho mais nada.

Estou na fase da ira, não sei quando passarei à negociação e se essa passagem algum dia se vai dar pois o que posso eu negociar? O que lhe posso eu pedir? Amizade? Não quero ser amiga dele. Desde o ínico que sempre lhe disse que se um dia tivéssemos um fim eu seria para ele um grande nada, um vazio, pois não consigiria lidar nunca com a existencia de outra num lugar que me foi para sempre assegurado.

Depressão? Não me deixo deprimir...não posso. Como é que eu saio da depressão se entrar nela? E a aceitação....lá virá o dia em que tudo isto não passou de passado e vai ser arrumado numa gaveta, daquelas perras que nós sabemos que se a empurrar-mos para além de determinado ponto já não a vamos conseguir abrir.

Por agora, só posso pedir que deixe de doer...só isso.


Liz

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

I´ll go crazy....crazy.....crazy...

Acho que estou a ficar louca, eu, Liz de apelido, desempregada de profissão, estou claramente a ficar louca. Desde que o meu namoro chegou ao fim que não consigo não gastar dinheiro. São cremes para isto e para aquilo, roupa nova, sapatos, sair para onde bem me apetece, comer onde quero e o que quero e, fora o gastar dinheiro, dou por mim a fazer exercício físico!! 

Para mim, antes desta fase de loucura generalizada, eu considerava exercicio físico correr de manhã para o autocarro ou ir ao supermercado e carregar os sacos para casa. Era exercicio fisico e cansava-me para uma semana! Agora, tenho dias que me levanto e a primeira coisa em que penso é nos agachamentos que vou fazer ou quando vou encaixar no meu dia uma caminhada de meia hora (caminhada, porque se corro tenho um enfarte). 

Procuro uma infinidade de coisas que me entretenham e que possa usar para ocupar o meu tempo. Alinho nos programas quase todos que me propõe e pela primeira vez não me preocupo com horas para voltar para casa. Sinto-me uma Bridgette Jones quando se apaixonou. So que eu não estou apaixonada nem tenho um Mr.Darcy louco por mim. Tal como a Carry de O Sexo e a Cidade, só tenho um guarda roupa que começa a ficar-me demasiado caro e um Mr. Big que me partiu o coração. Este só não me deixou no altar porque não chegámos a esse ponto mas também não me admiro nada que o fizesse...

Sinto-me estranha.....vejo que me cuido mais, até do que cuidava quando namorava, mas a última coisa que quero é atrair as atenções. Quero ser bem difusa na multidão, bem transparente, pois sei que não quero nem consigo lidar com atenções porque, estupidamente, ainda não desformatei o meu sistema e ainda me sinto mal ao despertar interesses masculinos. Não namoro mas também não me sinto solteira, não me habituei ainda a este rotulo nem estou de novo "no mercado". 

Hoje não foi de todo um dia bom e posso mesmo dizer que foi o carnaval mais triste dos últimos anos e eu que gosto tanto do carnaval...e o que faço eu nos dias maus? Vou ao shopping, estrago-me, volto para casa e sinto-me ainda pior. É, é complicado ser eu neste momento e se pudesse tirar férias de mim, era o ideal. 


Liz

A Lady at the table and a......in bed

Nos últimos dias tive que me vestir como "uma senhora", eu, menina de Converse no pé, calça de ganga e sobretudo, tive que me vestir como uma senhora. Saltos altos, saia travada, camisa, blazer e gabardine. Aparte do desconforto físico que foi para mim andar assim vestida, confesso que gostei do que vi e, efectivamente, me senti uma senhora. 

O cabelo impecavelmente arranjado e apanhado num coque, a maquilhagem cuidada e o ter que me comportar e andar como uma senhora soube-me bem à vista. Nunca me achei bonita ou um mulheraço, apesar de não ser baixinha. Nunca me achei miúda de dar nas vistas e isto, conjugado com umas capacidades sociais à vontade junto de gente estranha inexistentes, sempre me valeram a alcunha de bixinho do mato. Contudo, ao ver-me assim vestida e arranjada e a ter que ser sociável e social....senti-me fantástica!  Senti que me conseguia vestir assim todos os dias (para mal dos meus pés e da minha carteira) e, acima de tudo, vi que a puberdade fez maravilhas na minha pessoa! 

Senti-me também muito mais sexy do que com uma mini saia ou um decote vertiginoso e acreditem, a fatiota era muito simples e discreta, mas posso dizer que nesta fase da minha vida mas sinto muito mais sexy sendo uma senhora do que sendo mais uma miúda igual a tantas outras usando cuecas de ganga (que não uso) e nano micro tops! É sem qualquer duvida que digo que um bom vestido preto, com um bom corte e tecido, justo e pelo joelho, não precisando sequer de decote, me faz sentir muito mais bonita do que um vestido que me faça escolher entre o peito ou o rabo pois o pano não chega para tudo! 

Sempre abominei vulgaridades, pecar por excesso, neste caso, de pele. Não penso que andar com tudo à mostra me torne mais desejável ou atraente pois a criatividade que devemos incentivar no sexo masculina morre ao dar-lhes tudo de mão beijada. Um puto gosta de uma gaja boazona, com mini saias ou mini vestidos, que se vista mais para fazer inveja aos amigos do que para ele. Não os critico pois cada um sabe do que gosta numa mulher mas há por aí casais que deviam ser presos por atentados ao pudor e ao bom gosto. Agora um homem, um homem gosta de uma senhora. Uma mulher que possa levar para qualquer local, para qualquer ambiente e para qualquer grupo, sejam os amigos chegados, os colegas da empresa, ou mesmo a família. Da mesma forma que quero do meu lado um homem assim, qualquer homem que goste de guardar para si o que é seu gostará de ter a seu lado uma senhora.

Se ser uma senhora dá trabalho? Claro que dá, pois um belo par de maminhas de fora atrai muito mais atenções do que um vestido sem docote mas justo ao corpo! Mas o segredo, está em usar um vestido sem decote no peito mas super decotado nas costas. Isto é so um exemplo mas há o bom gosto e há o gosto caro, e o gosto caro é mantido em marcas caras enquanto o bom gosto, é algo com que se nasce. 

Talvez por pensar nesta forma tenha uma foto da Ava Gardner no meu perfil e tenha pelos 30´s e 40´s um fascinio total. A meu ver, nunca as mulheres foram tão lindas, tão deusas, como naquelas décadas, apresentando-se sempre impecavelmente vestidas e penteadas e comportando-se como senhoras até quando não o eram. Há uma frase da diva Marylin que adoptei para mim

Your clothes should be tight enough to show you´re a woman, but loose enough to show you´re a lady

Acho que diz tudo. Um ombro despido, umas costas decotadas ou uma saia travada podem ser infinitamente mais sexys e sedutores do que uma peça de roupa que caia na vulgaridade e cada uma se deve sentir confiante com a roupa que usa, seja qual for o seu estilo, desde que a faça sentir bonita e confiante. 


Liz

Killing me Soflty #3

Por norma é-me "fácil" ler nas entrelinhas masculinas (salvo seja). Por norma, quando um homem me diz algo, facilmente identifico as intenções do que foi dito, mesmo  naquelas vezes em que a realidade me causa demasiada vergonha ou desconforto e aí opto por me fazer de parvinha, rindo-me e virando as costas. Contudo, há um indivíduo cujas frases e atitudes me ultrapassam em demasiados sentidos  fazendo.me sentir que ou sou efectivamente burra e que ele me consegue desligar o pessoómetro (objecto que me permite ler pessoas). Quem é ele? O Big como é óbvio.

Depois de duas semanas sem falarmos, sem ele ter um momento drunk dialling e me ter ligado a chorar a dizer que me ama, sem uma mensagem enviada "por engano", sem um like no que fosse, eu recebo a seguinte mensagem via facebook:

Gostei das fotos novas, estás gira.

Admito que durante 5 minutos saltei, mandei mensagens à A e à C e pensei que de alguma foto a minha existência ainda o afecta. Ele não fez conversa, não puxou assunto. Disse isto, eu agradeci e ele calou-se, deixando-me a envelhecer enquanto esperava que me respondesse à pergunta que lhe tinha feito. Surgiram então duas teorias:

- Que ele não aguentou o quão lindinha e princesona estou nas fotos e teve que mo vir dizer;
- Que isto foi uma tentative de "olha que eu ainda aqui estou e não me esqueci de ti por isso não te quero ver muito lindinha por aí que não gosto disso";

Eu, pessoalmente, não acho que seja nem uma nem outra e que ele simplesmente me veio dizer isto do alto da sua lata e indiferença, tal como me costumava dizer que as meninas dos RH da sua empresa o achavam o homem mais bonito da firma. 

Não percebo nada de homens, não entendo este homem e posto isto, vou-me dedicar aos gatos. 

Liz

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Till I Collapse

Hoje recebi mais um não. Mais uma desistência das minhas capacidades pessoais e profissionais, mais um "maybe next time" e o pior foi não me terem dito o porquê. Nunca gostei de coisas mal explicadas e mal consegui juntar duas sílabas a palavra que mais pronunciei foi porquê.

Eu sou boa, reconheço o meu valor e sei que esta cabeça não serve unicamente para usar totós e chapéus bonitos. Sou osso duro de roer e não levo desaforo para casa, mas também sei que para tudo me dou por inteiro. O não de hoje podia ter doído muito mais se este cargo fosse o emprego da minha vida, a minha ambição pessoal, mas não é. Quero alcançar algumas das coisas a que me propunha neste cargo mas certas variáveis incomodavam-me..muito.

Por isso, hoje, enxuto a poeira, levanto o nariz e mostro o meu melhor sorriso. Porque apartir de hoje o mood é este




Till my legs give out, can't shut my mouth 
Till the smoke clears out - am I high? Perhaps 



Liz

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Blame it on the Ladies

Eu sou mulher e até eu que sou mulher, me sinto por vezes ultrapassada pela maneira como as mulheres funcionam. Complicamos muitas coisas, simplificamos outras que tais, amamos como homem nenhum consegue amar e temos atitudes que nos fazem parecer autenticas Medusas petrificadoras. Eu aceito isto, eu entendo isto, mas há algo que me ultrapassa:

Porque razão, quando uma mulher é traída e descobre, a primeira pessoa que ela culpa é a outra, a "porca que lhe deu a volta e fez com que ele me traísse!" 



É que minhas amigas, não é ela que nos deve contas, não é ela que nos deve fidelidade, honestidade e sinceridade. Que eu saiba, homem nenhum alega violação ou coação à pratica sexual. É verdade que soltam argumentos como "ela provocou-me" ou "eu não sei porque o fiz e amo-te muito!", mas não foram, nunca, em tempo algum obrigados/forçados à pratica do encornamento da pessoa "amada". 

Este assunto é-me particularmente sensível  pois mexe com tudo aquilo que sou como pessoa e com tudo aquilo que me enoja e me faz detestar profundamente outro ser humano. Não digo que nunca o farei mas, se me respeito e se me tenho em alta consideração, não irei envolver-me com outro homem enquanto tenho um compromisso assumido e além disso, assumo-me uma mulher que quando está apaixonada e quando ama consegue transformar todos os homens à sua volta em gajas barbudas. 

Nisto sou prática: quem está mal muda-se. Ah porque o meu casamento já não tinha uma vida sexual activa. Que fizesse por ter uma vida sexual que não se resumisse a missionários de 10 minutos onde nem a roupa toda se tira! Ah porque não me sentia ouvido ou compreendido pela minha parceira. Pois não coitado, dividia com ela cama, mesa e máquinas de roupa mas não era homem para desabafar com a "companheira de casa". Ah porque desde que tivemos filhos a nossa relação morreu. Ok, eu aqui não teço comentários pois nunca fui mãe e não sei como será quando for a minha vez mas o casal tem que trabalhar os dois na relação e não deixar para ela aquele ser minúsculo e dependente que ajudaram os dois a fazer....é o que penso. 

Agora....trair, envolver-se emocional e fisicamente com outra mulher/homem? Eu não entendo. Chamem-me quadradona, digam-me que nada percebo da vida, digam.me que não é defeito é feitio e que há gente que nasce com os genes da traição, comigo não pega! Disse e repito, quem está mal muda-se e algo de muito errado se passa para se chegar a este ponto. 

Se flirt é trair? Tecnicamente não mas eu não gosto que meu homem  o faça (namorei 3 anos com o rei do flirt e só agora a ficha me caiu). Se mensagens, chats, telefonemas, é trair? Como é óbvio depende do conteúdo das mesmas mas, para mim, é. Se me magoaria mais saber que há nas minhas costas uma relação e não só um desvario da carne, uma vez sem exemplo? Magoaria, muito. Porque para uma mulher que o seu homem se divida em carne com outra é uma coisa, mas que diga a essa outra que gosta muito dela, que sente a sua falta, que tem saudades, isto é sentir que dividem o homem por inteiro. Mas daqui podia nascer a velha questão do ir às pegas ou ter uma amante (aguardem o próximo episódio).

Se há mulheres que só se sentem atraídas por homens comprometidos? Há que eu conheço uma. Falando com ela pergunto-lhe o porquê de se interessar tanto por homens que já têm "dona" e ela responde-me:

Porque são descomplicados, porque não fazem ciumes e porque não lhes devo nada. Se sou a outra? Sou, mas não sou eu que sou casada, nada devo a ninguém. 

E é isto...este tema dava pano para mangas, as opiniões e histórias de vida são mais que muitas e decerto haverá quem concorde comigo e quem me ache completamente errada. A minha opinião é esta, o blog é meu e eu digo o que quero.



Liz