Faz hoje um mês desde o meu último post, aquele em que falava do primeiro AMOR. Em que o descrevia como a coisa mais espectacular e que meu deu momentos em que me senti a desencarnar. Desde esse post, e para não fugir àquilo que tem sido a minha realidade durante este ano, a minha vida mudou toda de pernas, braços, nariz e cabelos para o ar.
Neste último mês comecei a ter aquilo que julgava ser o renascimento da Liz deprimida, magoada, instável e com um pezinho no desespero que fui durante 2012. Andava animada, com os meus dois trabalhos e a perspectiva de rendimentos mais avultados. Estávamos às portas do Natal, época do ano que me deixa uma tótó completa e que por norma me transmite uma sensação de felicidade e "calor que vem de dentro" imensa, e Ele ia chegar dali a uns dias do seu exílio mais ou menos forçado, mais ou menos difícil. Pela primeira vez em 3 meses iria estar com Ele, abraça-lo, cheira-lo, beija-lo (e outros que tais) e íamos ter aqueles momentos só nossos , aqueles momentos ridículos e completamente vergonhosos, mas que fizeram com que o meu coração batesse mais forte durante 3 anos. Estava num êxtase ridículo e aproveitando a época natalícia, all I wanted for X-mas was you. E foi a única coisa que não tive.
Andávamos bem, meio acelerados mas não discutíamos e as coisas pareciam caminhar a passos largos para a concretização do que andava a ser planeado (e des-planeado) há já 9 meses. Tinha o teu presente comprado (aquele que me pedis-te especificamente com direito a foto e descrição física da coisa) e estava tão ou mais entusiasmada do que tu com o momento em que to daria. Fui-te buscar ao aeroporto como sempre e a espera de uns ridículos 20 minutos parecia sem fim! E tu apareces-te....como sempre, de t-shirt e meio encalorado da correria entre avião, malas e cartões e, imediatamente, levantas-te a cabeça a minha procura. Eu fiz o mesmo e quando nos vimos, corri. Corri meia aos saltinhos pois o aeroporto estava um completo caos e eu tinha que me desviar de gente tão ansiosa como eu. Saltei-te ao pescoço e fiz o de sempre: cheirei-o com os olhos fechados e beijei-o.
Passaram-se 3 meses e estavas finalmente ali, tinha-te finalmente nos meus braços e era uma sensação espectacular! Aquela sensação de quando chegamos a casa ao fim de um dia de cão e o jantar já está feito, ou quando tomamos um banho quente que nos permite voltar a sentir os pés, ou ainda, a materialização de algo tão bom, tão maior que nós e que nos aquece o peito de tal forma que nos faz dizer baixinho....chegas-te.
Depois disto? Depois disto o 6º sentido liga-se e todo o Universo parece trabalhar para que no fim do processo o teu "grilo falante" te diga ao ouvido...eu avisei-te.
Liz