O dia hoje está a puxar por mim. Tive uma entrevista (ALELUIA SENHOR DEUS É PAI!!) mas a coisa não me deixou muito segura pois quando nos pedem para falar duas línguas que não a nossa, antes da hora de almoço, o cérebro tende a responder a tudo com "batata".
Wish me Luck....
Liz
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
My Man is like a Train
Quando for grande quero um destes. E a cada música gosto mais de Passenger.
Liz
Incentivo à Leitura
O objectivo será incentivar a leitura e homenagear livros que, por algum motivo, achamos que devem ser recomendados. Seja qual for o livro, seja um romance ou um trhiller, o objectivo é incentivar alguém a esquecer um pouco a televisão, o computar e sabe-se lá quais sejam as distracções, para dedicar um pouco de si e do seu tempo à leitura.
As regras deste selo são:
Indicar 10 blogs para fazer o desafio - é proibido oferecer o laço "a quem quiser levar" sem indicar os blogs. Os blogs que escolho para passar este selo são:
Indicar 10 blogs para fazer o desafio - é proibido oferecer o laço "a quem quiser levar" sem indicar os blogs. Os blogs que escolho para passar este selo são:
-Avisar os blogs que escolhidos e colocar a imagem no teu blog para apoiar a campanha.
-Comentar o blog que te indicou.
-Responder à pergunta: Qual o livro que indicarias para uma pessoa começar a ler?
Bem, antes de mais, não é de todo um livro fácil de ler. Quem já leu Garcìa Márquez sabe-o mas eu posso dizer que foi com um imenso gosto e entusiamo que li esta obra rica de detalhe e merecedora de um Prémio Nobel. Fala dos Buendìa, uma família fértil em filhos e em loucura, onde o génio não encontrou lugar neste mundo e logo no início lemos "a família cheia de filhos que não terá continuidade". Intrigou- vos? Pois experimentem e não desistam! O fim compensará todas aquelas páginas, algumas um pouco longas, mas que vão de certeza valer a pena.
Cem Anos de Solidão (Cien Años de Soledad no título original)é uma obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prémio Nobel da Literatura em 1982, e é actualmente considerada uma das obras mais importantes da literatura Latino-Americana. Esta obra tem a peculiaridade de ser umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo. Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em Março de 2007, Cem anos de solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha. Utilizando o estilo conhecido como realismo mágico, Cem Anos de Solidão cativou milhões de leitores e ainda atrai milhares de fãs à literatura constante de Gabriel García Márquez.
Liz
Páscoa
Estamos naquilo que os Católicos apelidam de Quaresma, ou os 40 dias que se antecederam à morte de Cristo. Aqui por casa é tudo Católico pelo que ando a peixe há uns bons dias e na 6ª feira Santa então nem ve-la! Confesso que não me incomoda assim muito pois este ano vou passar a Páscoa à terrinha e isto dá-me ânimo para continuar, pois a cada prato de pescada cozinha é com isto que sonho
Cabrito assado em forno de pedra
Coelho à caçador
Chocolates e seus derivados
Eu linda quando voltar para casa :)
Que tenham uma Páscoa tão enfardadeira como a minha que já não posso ver nada com escamas à minha frente...nem a Pequena Sereia!!!
Liz
Limites
"It's like you're screaming but no one can hear. You almost feel ashamed that someone could be that important, that without them, you feel like nothing. No one will ever understand how much it hurts. You feel hopeless, like nothing can save you. And when it's over and it's gone, you almost wish that you could have all that bad stuff back so you can have the good"
É assim que começa a "We Found Love" da Rihanna, aquela rapariga que ficou com a cara feita num bolo após um "arrufo" com o seu ex namorado, o também "famoso" Chris Brown. Ex namorado que entretanto foi promovido a actual e que mereceu um canção, um dueto com a dita rapariga, que se intitula de "Nobody´s Business". Muita gente se indignou com isto, ela uma vítima de violencia domestica voltar para o seu agressor e dizer que está feliz. Eu não me indignei em nada pois quem faz uma introdução assim tem tudo dito. Se a critico? Não, quem sou eu para criticar quem seja, mas ficam as perguntas
-Até que ponto uma relação é só e simplesmente desafiante ou mindfucking e corrosiva?
-Qual é o limite entre o amor e a loucura?
-Até que ponto o "eu" e o "outro" formam um casal feliz sem que se torne numa relação de vampirismo de energia/amor/alma?
-Até que ponto....desejar o que houve de mau pode trazer o bom de volta?
Eu tenho as minhas opiniões mas gostava de saber as vossas
Liz (esta frase já foi a "legenda" de uma foto minha e do H....fritanço hein?)
Hein?!
Estava eu convicta quer hoje data o dia de 21 de Março de 2013 quando vejo no noticiário que José Sócrates aka Portugal´s Most Wanted foi convidado para ser um comentador da actualidade na televisão pública portuguesa, diga-se, RTP. Isto é claramente uma peta do 1 de Abril pois televisão nenhuma no seu perfeito juízo ia colocar as suas instalações em risco de atentado à bomba certo?! Só pode ser anedota!
O sentido de humor do Relvas sempre me conseguiu apanhar desprevenida precisando eu de uma ajudinha para compreender a puch line mas esta oh Relvas...tás um artista!! Tem tudo para ser uma boa aposta da televisão pública que ultimamente se tem baseado em programas que não interessam nem ao menino Jesus, focados numa faixa etária que por norma, e à hora a que o dito programa passa na tv, já adormeceu no sofá. Do serviço público o único programa que ainda vejo é o 5 para a meia noite e até esse às vezes me atormenta o sono. O noticiário é sem duvida o melhor dos 3 canais, pois é o único que evita falar de velhas esfaqueadas (TVI) e onde os pivôs não se comportam como profetas da desgraça (SIC) e gosto especialmente da rubrica 360º.
Agora, por o Sócrates, o maior dos ciganos políticos (sem desmérito para a etnia), a comentar a bela m"#$%$ que fez e o estado em que pôs o país antes de se por na alheta para ir viver à grande e à francesa?! Meus senhores, isso é como posso o Castelo Branco a ensinar jovens rapazes o que é a masculinidade: vai dar asneira.
Liz
quarta-feira, 20 de março de 2013
Ouvir
Hoje fui almoçar com a mãe do H. Se para alguns é simplesmente doentio e reprovável que eu mantenha este contacto, para mim, é lógico e natural que o faça. Foram 3 anos da minha vida em que ela me recebeu na sua casa e na sua família como se me conhecesse à muito tempo, acabando por me tratar em certos momentos, como sua filha. Sempre foi bem disposta e querida comigo e quando a confiança aumentou viu em mim alguém com quem falar, alguém com quem desabafar, alguém que a ouvia. No dia que a conheci estava em pânico! Imaginei-a A Sogra, conhecendo eu de antemão a total adoração e cuidado que nutre pelo seu menino de ouro, por isso esperava encontrar uma senhora que me olhasse de cima a baixo e me desse uma estalada com uma luva. A recepção não podia ter sido mais diferente e o que vi foi uma senhora adorável e que mostrava sinais de ter sido muito bonita quando era mais nova. A frase ficou marcada
"espero que possamos ser amigas"
Isto tirou-me anos de preocupações de cima das costas e esta pessoa acabou por se revelar um apoio muitíssimo importante, sem a qual a relação não tinha durado nem um ano. Cheguei a ir de férias com a família, participei em todos os aniversários e reuniões familiares, dormia lá em casa (comprou uma cama de casal para estarmos mais à vontade) e sempre que havia brócolos para o jantar (vegetal do demónio) ela fazia qualquer coisa diferente para mim. Tratou-me e trata-me por "minha querida" ou "minha menina" e hoje, voltou a dizer como lhe custou a nossa separação, que podia esperar qualquer coisa mas nunca que eu e o H tivéssemos um fim e muito menos da maneira feia como o fim chegou. Da maneira como ela me falou desta parte tão minha, posso arriscar dizer que lhe doeu mais do que ao próprio interveniente, o filho.
Por todas estas razões e por muitas mais custa-me cortar com ela e "demitir-me" do papel que ela desde o primeiro dia me deu: amiga. Ela é uma senhora extremamente carente e frágil que precisa de alguém que a entenda e que lhe diga que não é louca nem descompensada e infelizmente, não tem perto dela quem o faça. Também entendo as pessoas que lhe são próximas pois é difícil viver com alguém com este tipo de perfil, devido às exigências que uma pessoa assim põe aos outros e, numa base diária, pode ser muito desgastante. Mas ela não é má pessoa nem os que lhe estão perto são, simplesmente, é difícil.
Como seria de esperar, o almoço e a tarde foram passados a falar daquela pessoa que mais quero esquecer mas eu ia preparada para isso, pois não lhe podia negar falar do filho, logo eu, a pessoa a quem ela o associa, que ela vê como aquela que o conheceu tão bem ou melhor que ela. E falámos, a tarde toda, de tudo, desde o fim da relação e da sua desilusão pois
"era contigo que eu o via Liz, contigo! Contigo eu estava descansada com o meu filho pois sabia que ele estava em boas mãos. És uma miúda muito bonita, boa dona de casa, uma mulherzinha e serás um dia uma mãe espectacular, pois nasceste para isso"
...aos pequenos tiques e manias dele. Relembrámos historias como aquela em que ela entrou pelo quarto sem bater à porta e lhe perguntou porque estava nu, ou como foi a primeira vez que o levámos ao aeroporto. Durante um ano eu fui a sua companhia nas saudades, falávamos ao telefone ou estávamos juntas, só que aí era bom falar dele, enquanto hoje eu tive que me aguentar à bronca e morder o lábio para não ter "uma fuga" em frente à senhora. Não foi uma tarde má mas foi uma tarde algo demanding (não sei o termo em Português) em que voltar àquela casa me relembrou do quão bem em tempos eu me senti ali. Apesar de tudo ela entende a separação e entende que não haja volta pois
"dizer-te o que ele te disse não se diz a ninguém. É mais que normal que estejas magoada e sabe-se lá se algum dia vais deixar de estar e eu quero que sejas feliz, mesmo que com outro rapaz, mas tu mereces ser feliz"
Há momento em que nós não queremos ouvir certas coisas, mas quem as diz, precisa muito de as verbalizar e quando estes momento aparecem temos que nos esquecer de nós, esquecer as nossas necessidades, e dar ao outro um momento, um escape, um aliviar das saudades ou do que precisa ser aliviado. É por isto que tenho um blog, não porque vocês que me lêem queiram ler o que escrevo mas porque eu preciso de escrever para expurgar a minha alma.
Liz
Sing about love and other things
Well, I don’t know how, and I don’t why.
But when something’s living, well, you can’t say die.
You feel like laughing, but you start to cry.
I don’t know how, and I don’t know why.
Well, I don’t have many, and I don’t have much.
In fact I don’t have any, but I’ve got enough.
‘Cause I know those eyes, and I know that touch.
I don’t have many, and I don’t have much.
But oh, Darling, my heart’s on fire (x3)
For you.
Well, I don’t know where, and I don’t when.
But I know we’ll be lovers again.
I’ll see you some day before the end.
I don’t know where, and I don’t know when.
But oh, Darling, my heart’s on fire. (x3)
‘Cause only love songs will break your heart.
Only love songs will break your heart. (x2)
Oh, Darling, my heart’s on fire (x9)
For you.
(sim é isto que acontece quando se tem um pico de adrenalina às 00:36)
Liz
Quem sabe tudo
Com este tamanho e ainda penso como a menina adorável da camisola branca. Sou tão cor-de-rosa...
Liz
Inconsistências
Porque o ser humano é assim, uma inconsistência pegada. Porque só sente falta quando perdeu, só quer calor no inverno e só sente saudades de casa quando está longe dela. Por isto e por muito mais
amem, sintam saudades, sintam medo, sintam vergonha. sintam vontade de chorar e sintam vontade de rir. e acima de tudo, façam-no.
Good night, good fight
Liz
terça-feira, 19 de março de 2013
Dad
Hoje estou demasiado cansada para conseguir escrever um daqueles meus textos gigantes e super bem articulados, portanto vai sair o que for e peço desculpa a quem está habituado a coisas mais bem escritas e fixes e coiso.
""
Hoje foi dia do pai, dia de fazer-mos mega dedicatórias ao nosso dador de ADN que permitiu a criação da nossa pessoa favorita: Nós. É dia de darmos prendas ao pai e de irmos almoçar ou jantar com ele caso já não moremos juntos. É dia de fazer postagens no facebook a dizer que ele é o homem da nossa vida (mesmo que ele não tenha facebook) e é dia de o mimar-mos. Infelizmente, eu não consigo fazer nenhuma destas coisas. Quer dizer....jantámos e levei-lhe um bolo (o velho é guloso como o raio!) e também lhe liguei de manhã a desejar feliz dia do pai. E foi só. Infelizmente, a proximidade que os anos nos trouxe só dá para estas parcas demonstrações de afecto que, ainda assim, são substancialmente maiores e melhores que as de há 6 anos atrás.
Há 6 anos atrás o meu pai era aquele senhor que morava lá em casa e com quem, efectivamente partilhava ADN e um nariz muito característico (não é feio, é característico!!). Eu pouco o conhecia e ele a mim muito menos. Não éramos de abraços, de beijos, de colo, de risadas, de coisas que pais e filhas fazem e são. Ele era-me um total estranho e eu, aquela miúda parecida com ele que por lá habitava. Mas isto mudou.
Uma grande reviravolta dos acontecimentos fez com que finalmente eu possa dizer hoje, que tenho um pai. Agora nos rimos, nós gozamos com coisas que não deviam ser gozadas (já sei a quem saí), nos fazemos petiscadas do deuses (ele cozinha melhor que a minha mãe) e nós falamos. Nós não nos limitamos a falar, nós temos conversas! Ele fala-me dele e das historias da vida dele e eu falo-lhe da minha e já desabafei com o meu pai. Já chorei ao pé do meu pai e só nesse momento dei conta da falta que ele me fez a vida toda. Ainda não é o melhor pai do mundo, ainda não nos abraçamos, mas já é o meu pai. E hoje teve aquilo que para mim foi a maior demonstração de afecto que eu já lhe vi
-Tens sabido do estrangeiro? (desde que o H emigrou que o meu pai se recusa a trata-lo pelo nome);
-Sim às vezes falamos.
-Tu não vaciles! Manda-o masé pró c"#$$%% (ele é do norte, isto não é de todo um palavrão) que se não serviste antes também não vais servir mais!!
-Sim eu sei. Isso não vai acontecer.
-Acho bem...
E isto, comoveu-me. Porque ele mostrou preocupação comigo, porque ele entrou em pânico quando me viu soluçar ao perguntar-me como estavam as coisas com o H e já não havia coisas para estarem, porque ele já me disse "tu és minha filha e contigo ninguém brinca!" e porque ele esteve no Ultramar e não veio de lá a jogar com o baralhinho todo mas manteve a pontaria de atirador de elite.
Ele pode não ser o mais carinhoso, posso não ter memorias de infância com ele e posso ter em algumas situações sentido que aquele homem não me seria nada, mas hoje digo sem qualquer vergonha,
Feliz dia Pai
Liz
segunda-feira, 18 de março de 2013
Girl´s Talk
Uma das coisas boas da vida é uma conversa entre mulheres, seja qual for o tema, sejam elas muitas ou só duas amigas, sendo poucas as situações na vida de uma mulher que conseguem conjugar caos e ordem de uma forma tão espectacular como uma conversa com as amigas. Caos e ordem conjugados e em perfeita sintonia!? Passo a explicar.
Quem já participou numa conversa de mulheres ou com mulheres sabe que manter o mesmo assunto por mais de 5 minutos se torna uma prova de esforço. Nós (seres criados à imagem e semelhança de todas as coisas boas que há no mundo) saltamos de assunto em assunto numa questão de segundos, nunca nos perdendo na conversa, podendo remeter ao mesmo quando depois dele já se falou da vestimenta da X que parecia um palhacito, ou de quando andávamos na faculdade e a vida era boa. Como se a troca de assunto fulminante não fosse já suficiente, ainda conseguimos falar todas ao mesmo tempo e de temas distintos e todas participamos nas conversas paralelas. Eu já me vi em conversas destas (de amena cavaqueira ou autênticos debates parlamentares) em que a única comparação que encontro é um jogo de rugby, onde uma carrada de homens anda a batatada, no que parece uma zaragata à porta de um bar irlandês e ainda assim, no fim, todos se entendem e "amigos à mesma". É assim que nós conversamos umas com as outras, é para isto que o nosso cérebro esta preparado e eu adoro ser assim.
Aparte a teoria do caos, uma conversa com uma amiga em nada se compara a uma conversa com um amigo. Com a amiga falamos da nossa pele para a pele dela, ela entende cada expressão, cada palavra mais sofrida e sabe exactamente compreender tudo o que é dito no meio de soluços angustiantes, assoadelas de nariz e toda a verborreia que nós mulheres conseguimos proferir em momentos de sofrimento feminino (sim que vocês homens sofrem mas nos somos uma versão Texas, and everything is bigger in Texas). O amigo compreende, dá a visão da outra parte (se o assunto são os amores), dá aquele ombro amigo e, se quiser ser mais que amigo, também vai dar o resto. O amigo manda-nos, cito, "levantar a cabeça e deixar-nos de merdas que a vida continua e o que não falta neste mundo é pila!". Por norma faz-nos rir, aborda a questão pela graça e tenta alivia-la e, quando a verborreia está no seu expoente máximo, o amigo diz que somos a mais fantástica das miúdas e qualquer um seria um sortudo por nos ter a seu lado. Ainda assim, não é como falar com uma amiga...
Eu já aqui referi que as minhas amigas/unicórnios e eu formamos um grupo muito peculiar de amigas, pois tão depressa conseguimos ser as mais femininas e angelicais das criaturas como vamos ao estádio ver a bola, dizemos palavrões e comemos que nem rapazinhos na adolescência. Falamos alto, olhamos para homens bonito e gritamos "miau miau" e rimos durante horas, sem motivos e sem conseguir parar. Muito se fala da falsidade existente na amizade feminina e também não digo que sejam só rosas porque gerir um grupo de mulheres é bem mais complicado que gerir a equipa do Sporting (<3) neste momento! As susceptibilidades são mais que muitas: se contamos a uma e não contamos a outra é porque há ali coisa, se falamos mais com uma e menos com outra é porque há ali coisa, se uma de nos faz anos tem que ser a mais bonita da festa senão é porque há ali coisa....enfim, dá muito trabalho!
E as discussões?! Aqui tenho tido sorte que não têm sido muitas, mas ninguém é tão bom a meter dedos nas feridas e a escorrer maldade como as mulheres. Não chamamos nomes à mãe nem andamos à pancada mas antes fosse, pois ao invés, nós dizemos que afinal ela estava horrorosa naquele vestido ou então vamos buscar uma pequena quezília de há 150 anos atrás mas que ainda assim guardámos no baú "Merdas sem sentido e sem nexo a dizer em discussões com as amigas" (também temos um para as discussões com o namorado).
Contudo, eu não abdicava das minhas amigas por nada nem por ninguém pois quando a vida nos passa a perna, quando o amor-da-nossa-vida-afinal-não-vale-um-pito se vai embora e quando é mais fácil assaltar um banco que arranjar emprego, são elas que nos levantam a cabeça e nos voltam a por a coroa no lugar.
Liz
Amazing!!!
1013 visitas!!!!!! 1013!!! E eu que criei o meu blog como forma de escrever toda a estupidez e lamechice que me corre nas veias, não tendo qualquer esperança que um dia outro ser humano viesse ler o que aqui escrevia e, muito menos, que outro ser humano gostasse do que escrevo!!! Praise The Lord! Aleluia :D
Fora parvoíces ...este blog sou eu, é a minha pessoa transcrita para uma página da internet, tornando-a assim tão pessoal como uma página da internet pode ser. Eu não sou boa com as palavras faladas mas acho que me porto bem com as escritas e a cada dia que escrevo mais vontade tenho de escrever. Um grande obrigada a todos os que vão passando por aqui e que me "conhecem".
Liz
Fora parvoíces ...este blog sou eu, é a minha pessoa transcrita para uma página da internet, tornando-a assim tão pessoal como uma página da internet pode ser. Eu não sou boa com as palavras faladas mas acho que me porto bem com as escritas e a cada dia que escrevo mais vontade tenho de escrever. Um grande obrigada a todos os que vão passando por aqui e que me "conhecem".
Liz
domingo, 17 de março de 2013
A malta avisa...
Vi há pouco esta notícia
A malta avisa, compreende, atura......mas há limites! Compreendo a tua dor irmã. Respect!!
Liz
A malta avisa, compreende, atura......mas há limites! Compreendo a tua dor irmã. Respect!!
Liz
A beleza da Ignorância
Soubesses tu o que já te escrevi aqui e eu estava perdida. Cada texto, cada tema, estivesse eu zangada, com saudades, triste, sempre te glorificou de alguma forma pois nada nos dá maior vitória do que saber que mexemos com alguém. E tu mexes, todos os dias, e como eu queria ser-te imune, indiferente.
Há dia que sinto por mim uma raiva que me vem dos ossos, das profundezas e que me faria matar-te com as própria mão se te apresentasses à minha frente.Noutros dias, os ossos que emanam raiva mudam a sua polaridade e sentem por ti saudades, falta, de ar ou de chão e nesses dias, rasga-se um dos pontos com que tenho vindo a costurar meu coração. E soubesses tu o que aqui te escrevo.
Já apaguei o teu número, mas sei-o de cor. Já destruí algumas das nossas fotos mas algumas ainda me são demasiado sagradas para conseguir elimina-las da minha vista, pois quando as vejo ainda sinto o que senti naquele momento. Sei que a tua ausência do meu mundo é a única coisa que preciso para ficar bem, mas tu teimas em não desaparecer e eu teimo em não te afastar, sendo tudo aquilo que abominas e que de certo, te afastaria. Tenho a casa desarrumada, nas paredes vejo as silhuetas dos moveis que levas-te na tua mudança, na cama o colchão teima em ter a tua forma marcada e na sala, as almofadas estão impregnadas com o teu cheiro. Das molduras tirei as tuas e as nossas fotos mas não sei ainda como as preencher de novo. Nas gavetas tenho demasiado espaço e no armário, o que era um amontoado de camisas perfeitamente engomadas, tenho agora um amontoado de cabides cantantes. A minha casa está desarrumada e eu não sei por onde começar a faxina. E soubesses tu o que aqui te escrevo.
Não és boa pessoa, e é com tristeza que o digo. És demasiado bilateral, bipolar, para que a convivência contigo seja prazerosa ou mesmo suportável. Tudo em ti é demasiado, és um colosso sentimental, busy big and massive e eu não te suporto mais pois fizeste-me chegar ao ponto em que a minha sobrevivência estava ameaçada pela tua existência. Ou eras tu ou eu, já não conseguia amar-te pelos dois, querer-te pelos dois, és um vampiro energético. Mas tal como nas historias de Bram Stroker, quem não gosta de vampiros? Quem não quer um homem que nos ama com a mesma intensidade com que nos odeia e que nos faz sentir por ele o mesmo? Quem? Mas também, quem suporta viver o resto dos seus dias dentro de um vulcão? Eu não conseguia mais e tu não me querias mais. Retirei-me, aceitas-te, mas por alguma razão, recusas o afastamento total, como se a minha presença te fosse precisa para algo.
Até podes gostar de mim, mas não me amas. Já eu amo-te, mas não gosto de ti.
Liz
Sentidos
Sou uma pessoa de sentidos. Rejo-me pelo toque, pelo cheiro, pelo olhar, pelo paladar e pelo ouvido, quase como se fosse um bicho. Há alturas em que os olhos de nada valem, é o cheiro que nos mostra onde estamos e com quem, ou que nos transporta para um local onde já fomos felizes. Há também alturas em que estar junto não chega, tenho que tocar, tenho que criar uma memória visual com as minhas mãos pois só assim consigo criar a memoria perfeita, infinita. Por vezes, só o ouvir de uma certa voz me faz acelerar o coração ou o trava completamente, só aquela voz da qual temos tantas saudades ou que não queremos de todo voltar a ouvir. E depois o paladar...a massa que fica na tigela quando o bolo já entrou no forno, arroz doce acabado de fazer, pele acabada de sair do mar e tão salgada, tão boa. Sou sem dúvida alguém que precisa dos seus sentidos, alguém que tal como o poeta disse "sente tudo de todas as maneiras". Talvez por ser assim seja umas vezes tão feliz e outras tão miserável, talvez por me deixar levar na "aventura dos sentidos" tenha em mim gente que se materializa quando penso naquela característica particular.
Hoje passei a minha tarde numa apresentação de um livro de poesia, uma poesia erótica, de amor, e ao meu lado estava sentado um casal de idosos. Estiveram o tempo todo de mão dada, os dedos bem entrelaçados e enterrados na mão do outro, movendo-os devagarinho, acariciando as mãos e os dedos do outro. Aquelas mãos disseram-me tantas coisas, disseram-me tudo. Quando naquela fase da vida ainda se consegue dar as mãos com tanto amor, com tanto apego, é porque há dentro delas mais amor do que os dois serão capazes de expressar um pelo outro. Ao vê los assim, de mãos tão dadas, não pude deixar de sentir uma certa inveja pois uma das coisas de que mais gosto é de andar de mãos dadas.
Esteja calor e as mãos estejam suadas ou peganhentas, esteja frio e o facto de estarmos com as mãos fora dos bolsos dos casacos se torne em certa altura doloroso, estejamos nós sentados numa mesa de jantar com os amigos à nossa volta e ainda assim, eu gosto de estar de mãos dadas. Eu não era assim e não sou o tipo de pessoa "muito física" mas se há vicio de relação que adquiri foi o do contacto, constante.
Estávamos sempre em contacto, fosse esse contacto na forma de mãos dadas ou mesmo abraçados. Um dos melhores lugares do mundo era quando ele me puxava para debaixo do seu braço e eu encaixava na perfeição naquele recanto de homem podendo ficar ali durante horas. Éramos de toque, de abraços, de beijos, de mãos no cabelo e de apalpões dados em locais públicos. Ele conduzia com a mão na minha perna e eu passava-lhe a mão no pescoço. Quando o sinal ficava vermelho, pedia-lhe um beijo e nunca conseguia sair do carro sem me despedir com um beijo demorado e um abraço. Se a tarde era de chuva e pedia cama, o meu sítio era com a cabeça no peito dele e em 2 minutos dormia, pois o coração que ecoava embalava-me. E o cheiro.....adorava o cheiro dele, não o perfume, o Cheiro! Cheiro nenhum alguma vez será como aquele e nem eu quero que seja pois o meu nariz de perfumista não ia comportar ter que lidar de novo com aquele cheiro em mim.
Sinto falta do toque, não do dele pois esse agora eu repudio, mas de ser tocada. Sinto falta de abraços apertados em que encostamos as cabeças e balançamos um pouquinho. Sinto falta de me por em bicos dos pés para abraçar alguém e, sendo eu alta, tem sido complicado ter um destes. Sinto falta daquele sitio debaixo do braço e de por a mão no pescoço de alguém enquanto conduz. Sinto falta de tudo isto mas, acima de tudo, sinto falta de fazer tudo isto de um modo inato, sem ter que pedir licença ou sem ter que perguntar se é conveniente. Preciso de um abraço em pontas e de uma mão grande e áspera enrolada na minha. Preciso de olhar para a minha mão e ver as mãos que vi hoje.
Liz
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