Hoje estou demasiado cansada para conseguir escrever um daqueles meus textos gigantes e super bem articulados, portanto vai sair o que for e peço desculpa a quem está habituado a coisas mais bem escritas e fixes e coiso.
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Hoje foi dia do pai, dia de fazer-mos mega dedicatórias ao nosso dador de ADN que permitiu a criação da nossa pessoa favorita: Nós. É dia de darmos prendas ao pai e de irmos almoçar ou jantar com ele caso já não moremos juntos. É dia de fazer postagens no facebook a dizer que ele é o homem da nossa vida (mesmo que ele não tenha facebook) e é dia de o mimar-mos. Infelizmente, eu não consigo fazer nenhuma destas coisas. Quer dizer....jantámos e levei-lhe um bolo (o velho é guloso como o raio!) e também lhe liguei de manhã a desejar feliz dia do pai. E foi só. Infelizmente, a proximidade que os anos nos trouxe só dá para estas parcas demonstrações de afecto que, ainda assim, são substancialmente maiores e melhores que as de há 6 anos atrás.
Há 6 anos atrás o meu pai era aquele senhor que morava lá em casa e com quem, efectivamente partilhava ADN e um nariz muito característico (não é feio, é característico!!). Eu pouco o conhecia e ele a mim muito menos. Não éramos de abraços, de beijos, de colo, de risadas, de coisas que pais e filhas fazem e são. Ele era-me um total estranho e eu, aquela miúda parecida com ele que por lá habitava. Mas isto mudou.
Uma grande reviravolta dos acontecimentos fez com que finalmente eu possa dizer hoje, que tenho um pai. Agora nos rimos, nós gozamos com coisas que não deviam ser gozadas (já sei a quem saí), nos fazemos petiscadas do deuses (ele cozinha melhor que a minha mãe) e nós falamos. Nós não nos limitamos a falar, nós temos conversas! Ele fala-me dele e das historias da vida dele e eu falo-lhe da minha e já desabafei com o meu pai. Já chorei ao pé do meu pai e só nesse momento dei conta da falta que ele me fez a vida toda. Ainda não é o melhor pai do mundo, ainda não nos abraçamos, mas já é o meu pai. E hoje teve aquilo que para mim foi a maior demonstração de afecto que eu já lhe vi
-Tens sabido do estrangeiro? (desde que o H emigrou que o meu pai se recusa a trata-lo pelo nome);
-Sim às vezes falamos.
-Tu não vaciles! Manda-o masé pró c"#$$%% (ele é do norte, isto não é de todo um palavrão) que se não serviste antes também não vais servir mais!!
-Sim eu sei. Isso não vai acontecer.
-Acho bem...
E isto, comoveu-me. Porque ele mostrou preocupação comigo, porque ele entrou em pânico quando me viu soluçar ao perguntar-me como estavam as coisas com o H e já não havia coisas para estarem, porque ele já me disse "tu és minha filha e contigo ninguém brinca!" e porque ele esteve no Ultramar e não veio de lá a jogar com o baralhinho todo mas manteve a pontaria de atirador de elite.
Ele pode não ser o mais carinhoso, posso não ter memorias de infância com ele e posso ter em algumas situações sentido que aquele homem não me seria nada, mas hoje digo sem qualquer vergonha,
Feliz dia Pai
Liz
:) É bonito! E prova que nunca é tarde.
ResponderEliminarSem dúvida :)
EliminarOlha querida...
ResponderEliminarAntes de mais bom dia, porque são horas de ir levantando e eu já tou no trabalho a tomar o pequeno almoço.
Depois, tomara eu ter prosa para ter escrito esse post... Como é que escreveste? "vai sair o que for e peço desculpa rnhónhónhó".
Há pais dados à palavra. Há pais dados aos afectos (quandp for grande vou ser um assim) e depois há pais que são 100% puro coração. O teu é assim, o meu assim...
LINDO!
Bom diaaa!! :D
EliminarSim nao podemos pedir o pai que queremos so podemos pedir o pai que aquele homem pode e quer ser, e ele quer ser este pai que escrevi!!
Um graaande dia pot esses lados :p
Aos quase 80 anos se o meu pai batesse À minha porta e me pedisse para conversar...ainda iamos muito a tempo:)
ResponderEliminarjinho
Iam nao iam?! Ha gente que vamos querer sempre na nossa vida,nem que seja um so dia :)
EliminarBeijinho