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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Não sei se será boa ideia...

Volta não volta trabalho com miúdos. Confesso que até gosto, que me riu imenso, que alguns dá vontade de trazer para casa, mas quando saio de perto deles respiro de alívio. Porquê? Porque não tenho paciência. Não é falta de vontade, não é nem mesmo má vontade, só não tenho paciência. As mil perguntas constantes, o mexerem em tudo, o cheirarem tudo, o comerem coisas como lápis ou meterem borrachas no nariz...são tudo coisas para as quais não tenho paciência. Adoro miúdos, derreto com bebés e quero um dia ter os meus mas vejo o caso muito muito mal parado se este problema da paciência e da falta de disponibilidade não for resolvido.

Neste momento sinto-me egoísta é verdade. Estou muito pouco disponível para fazer o que não quero, quando não me apetece, com quem não me apetece estar. Sinto-me zero dada às obrigações e até aquelas a que não posso fugir mesmo vou fazendo com alguma relutância. Sei lá...acho que fui demasiado disponível durante demasiado tempo. E vejo que às vezes sou um pouco dura com as crianças sem que eles tenham alguma culpa disso, são como são, curiosos, metediços, chatos até, mas eu também fui assim (e ainda vou sendo..) e vejo hoje que a paciência que tinha há um ou dois anos atrás agora parece ter evaporado fazendo-me pensar várias vezes que tipo de mãe vou ser eu. 

E no outro dia consegui da minha mãe um olhar de reprovação que me fez pensar que ia ser deserdada com a seguinte afirmação

"As crianças são uns seres bem nojentinhos. Suam que se farta, tiram macacos do nariz, dão puns e riem-se. Sei que são tipo namorados em ponto pequeno mas os namorados sempre tomam banho antes de se agarrarem a nós aos beijos com a boca cheia de chocolate e migalhas. E não pedem ajuda para limpar o rabo"

Resposta..

"Devias ter vergonha de dizer isso! Se uma criançinha não se consegue limpar bem tens que ajudar!!! Ou como vai ser com os teus?! Que vergonha...dizer que tem nojo dos maus cheiros e fluidos das crianças..."


E fui para o meu quarto a sentir-me a madrasta da Branca de Neve e a ponderar uma histerectomia pois um ser como eu não merece por ninguém no mundo. Há gente que parece ensinada e super preparada para isto de ter filhos, são felizes, bem dispostos, rabos sujos e xixi´s em jacto não os incomoda, vomitados pelo decote também não. "Oh é do meu bebé...não me incomoda!" Se só a ideia de passar um pedaço de carne com uns 4 kg pelo meu sítio especial já me deixa a tremer das perninhas quanto mais criá-lo e saber que vai ser a "coisa" mais definitiva que algum dia vou ter na minha vida!? 

Digo várias vezes em tom de brincadeira que se não tiver um homem decente comigo que arrisco na produção independente mas, aqui que ninguém nos ouve, eu lá quero passar por isto sozinha, sem ter um homem a quem dizer "vai lá que o filho também é teu!" ?


Liz


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Critérios de beleza

"Quem feio ama bonito lhe parece"

E consegue ser assim tão vaga a definição de beleza, que está unica e exclusivamente "agarrada" ao gosto de cada um. Claro que todos apreciamos um corpo saudável (não falo de gordas ou magras, falo de saudáveis), claro que todos apreciamos um cabelo bonito, um belo sorriso, modos delicados e educados e mais um sem fim de coisas que fazem uma pessoa bonita. 

Contudo entre ser-se bonito e ser-se interessante ainda vai uma boa distância. Tal como vai do ser-se uma gaja boa e uma mulher elegante, ou um bonzão e um charmoso. Uma mulher elegante não tem que ser bonita mas é SEMPRE alguém a quem não se aponta uma falha, quer seja de vestuário, comportamentos ou atitudes, enquanto que uma gaja boa pode ser elegante ou não, educada ou não, ter uma boa conversa e estar completamente alheada do seu aspecto físico ou estar convencida de que só falam com ela porque é boa. 

O mesmo se passa com os homens, sendo que um homem elegante e charmoso não tem que ser bonito, ter um corpo escultural ou ser rico. Tem sim a capacidade de falar com uma mulher pelo interesse naquilo que ela tem para dizer e não com o objectivo de "vou-te comer". Não a elogia demasiado a ponto de a deixar desconfortável e, muitas vezes, basta a maneira como olha para ela, sem proferir uma palavra, para a fazer ficar com os joelhos a tremer. Não quero com isto dizer que uma mulher ou um homem elegantes têm que ser uns panhonhas sem mácula e intocáveis! Conheço exemplos dos dois sexos que se fazem pautar por um sentido de humor delicioso e uma maneira super agradável de tratar com tudo. Lady na mesa louca na cama, como disse el grande Marco Paulo remember?! 

Agora já me aconteceu achar que X ou Y era pouco atraente e cativante e depois deixar-me ir na conversa boa até o achar giro, tal como já conheci homens bonitos mas cheios de si mesmos, só faltava o espelhinho pendurado no nariz. Certamente, o mesmo já aconteceu com mulheres. Como já por aqui disse, a atracção para mim começa na cabeça, na conversa boa, na troca de ideias, no entender as minhas piadas, no ser "parecido" comigo. Preciso disto, da "pica" que isto me dá. 

Dois exemplos de mulheres que não enxaixam nos padrões de beleza ditos comuns são a Manuela Moura Guedes e a Sónia Tavares, vocalista dos The Gift. A primeira de bonita não tem nada mas tem uma personalidade e um porte de se lhe tirar o chapéu. Diz o que pensa, o que quer, é segura, independente, forma opinião. A segunda, além de ser um portento vocal, é diferente! Tão diferente! Tatuada, rock a billy, cabelo vermelho, mãe. Ousa dar nas vistas num país onde quem sai à rua de chapéu ainda é visto de lado e das tatuagens então nem se fala. Tudo isto para no fundo ser uma romântica, uma sensível. 

Gosto de pessoas assim, diferentes, alternativas, únicas, fora dos moldes, genuínas, bonitas. 


Liz

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS HOJE FAÇO ANOS

Sim, sou uma mulher feita e responsável e cenas mas no dia de hoje, todos os anos, todos os 17 de Outubro comporto-me como uma pirralhita de 5! Acordo aos saltinhos, rio-me para toda a gente, dou abraços e beijinhos a toda a gente, em suma, sou o ser humano que não consigo ser em mais dia nenhum do ano!!

Hoje faço 26 anos mas não os sinto. Não sinto o "faltam 4 para os 30" pelo simples facto de que ainda me comporto como uma miúda de 19, sendo muitas vezes a mais tolinha do grupo. 

Os 25? Ano complicado. Não, minto, ano de merda. Há um ano atrás o meu irmão mais velho era operado a um cancro na língua. Não tive bolo de anos, não me cantaram os parabéns, não havia ânimo, uma família de coração nas mãos à espera que o meu irmãos saísse do bloco operatório. E saiu. E falava. E ria-se. E está rijo como nunca. Se há um ano me permiti pedir um desejo.....foi que isto corresse bem. Correu. 

Nos 25 anos foram mais as perdas que os ganhos, ou pelo menos, era assim que pensava. Não gostava de mim mas amava perdidamente alguém. Não o tive nos meus anos pois estava emigrado (e ainda está) e senti-lhe a falta o dia todo. E já não sinto. Estava em baixo de forma, carente, super emotiva, frágil, um caco. Não tinha emprego nem perspectivas de. Ia emigrar e não queria mas também não queria continuar a minha vida do jeito que ela estava, precisava de mudança e ela deu-se. Saí da minha zona mais confortável - os braços dele - pois já não eram de aconchego mas de castração. 

Mas nem tudo foi mau, só foi diferente. Nem tudo foi choro, mágoa e desconsolo. Também me ri, muito, alto, até doer a barriga. Fui de excessos, ora muito feliz, ora muito bêbeda, ora muito cansada, ora tudo isto ao mesmo tempo. Fui como sou, de extremos. Viajei pouco e só dentro de portas e isso custou-me pois desde há 3 anos para cá viajar tornou-se vício. Se tudo correr bem, viajar vai-se tornar "obrigação". Wish me luck...

E este ano toda a gente está bem, saudável. Este ano já tive mais de meia dúzia de votos de parabéns e à meia noite já tive bolo. Este ano já tive abraços apertados e dados com muito muito amor. E olhos sorridentes olhando para mim. Já tive presentes, cada um recebido com o maior carinho. Este ano não espero nada pois tudo o que vier é lucro e é tão melhor viver assim!


Este ano faço 26 anos....e eles que venham!!!


Liz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ah então é isto...


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos para o futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isto é… SABER VIVER!!!"


Chaplin


Um dia Liz...um dia....

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O depois

A minha avó faleceu há 4 meses e na altura prometi que assim que me sentisse "resolvida" com este facto escreveria sobre esta minha experiência, eu que só há muito pouco tempo comecei a passar por este tipo de perdas. Prometi que, tal como deixei aqui a minha partilha de como foi na altura, ainda a quente, mais tarde falaria do que se sente, do que se pensa, do que fica e este texto é sobre isso exactamente.

Sobre o sentir neste campo sou suspeita. Não fui criada com os meus avós (nem paternos nem maternos) e só os via no Verão, durante umas semanas ou caso acontecesse algo que fugisse à rotina, tendo por isso uma ligação algo precária com eles. Também não eram as pessoas mais afectuosas que eu conhecia e eu sempre fui uma miúda demasiado bichinho do mato para me chegar a quem por mim não puxava, tendo a relação ficado assim a boiar numas águas mornas. Ainda assim, eram os os meus avós, a razão de eu ter pais e isso, já devia ser o suficiente para eu nutrir algo de muito bom por eles. A avó que perdi era a mãe do meu pai e, para quem não conhece a história, morreu aos 96 anos e eu apelidei-a da McGyver das avós pois a vida com ela não foi madrasta, foi um personagem mau da Disney.

Do que o meu pai e tios falam era uma mulher dura, sempre de soco ou vergasta na mão mas também, não era fácil criar uma tropa de filhos sozinha visto que o meu avô só vinha a casa a cada 15 dias, numa boa fase lá no trabalho. Ficou sem mãe pequenina e essa perda marcou-a para sempre, endurecendo o coração de menina que de repente se viu a servir na casa do Coronel pois o pai não se sentiu capaz de a criar sozinho. Não era boa pessoa mas era uma boa mulher e isto, de algo lhe deverá ter valido ao longo da vida. Era feita de uma espécie de liga metálica que a tornou moldável mas inquebrável, dura e resistente mas facilmente adaptável às situações. Não posso dizer que lhe sinto saudades mas reconheço o seu valor intrínseco e a noção de que, nos dias de hoje, são poucas as mulheres feitas da mesma fibra.

No que penso? Penso no medo de quando for "a minha vez". Os pais e as mães também morrem e, independentemente da idade que possamos ter, seremos sempre a mais frágil e indefesa das crianças no dia em que perdemos o nosso pai ou mãe. Penso em algumas atitudes que tive que não foram correctas, penso de quando não foram correctos comigo, penso que as coisas já podiam ser como são há muito muito tempo e penso, como penso, que se assim fosse, eu nem teria nascido. Penso nas palavras do meu pai que agora fala somente das coisas boas da mãe e penso na minha mãe que viu perder a sua sem nunca terem sido verdadeiramente sinceras uma com a outra, nunca se arrumaram por dentro. Penso que a continuar assim, estou no mesmo caminho....

O que fica? A realidade de que ninguém é eterno, que eu tenho quase 26 anos, que os meus pais já têm 65. A realidade é que um dia vai ser muito muito difícil passar por isto porque sou um coração com perdas que não sabe lidar com perdas. Mas sei que quando for a minha vez só quero poder tê-los perto, muito perto, junto a mim e do meu jeito dizer-lhes adeus...até qualquer dia. 




Liz

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A carência do que não se pode ter

Há algo de magnífico no "não", no impossível, no alcançável pois perante eles comportamos-nos como os meninos pequeninos que já não devíamos ser, passando a desejar com todo o nosso ser aquilo que até há bem pouco tempo era irrelevante, dispensável. O porquê de funcionarmos assim? Pura natureza humana: precisamos de objectivos, metas, "quereres" e se não os temos estagnamos, paramos no tempo e deixamos de evoluir, então inventámos esta forma de "movimento" que nos leva a querer o que não temos, o que não quisemos e o que já tivemos mas perdemos, sendo este último, o "querer" mais incomodativo.

Por norma, só queremos aquilo que em tempos tivemos se esse objecto de desejo nos remete para um tempo em que éramos felizes, realizados, completos por dentro. Quem diz objecto pode muito bem dizer pessoa (acima de tudo pessoa), colocando em outrem a imagem da felicidade de tempos passados conotando-o/a com uma carga emocional pesadíssima, carga essa com que não temos o direito de carregar ninguém e com a qual ninguém deve nunca ser conotado pois é de uma injustiça tremenda ser a fonte da felicidade de alguém que nos rejeitou, alguém por quem passámos e que não nos deixou ou fez ficar. 

Sei que é um tremendo cliché dizer que só damos valor ao que temos quando nos vemos privados da sua existência mas não é esta uma das grandes verdades do Universo? É que só sente saudades das aulas às 8h da manhã quando se começa a trabalhar sem interrupções durante o dia; só se sente falta do calor reconfortante ou sufocante do Verão quando se apanha uma valente molha ou se tem as mãos num permanente estado de congelação; só sente falta daquela pessoa insuportável, carente, pedinchona e sensível quando vemos que essa mesma pessoa era engraçada, conversadora, carinhosa, ombro amigo, amor, chão. E ao constatarmos que o enjoo em nós sentido por causa dessa mesma pessoa não passava de cansaço, exaustão, tempo a mais juntos, descobrimos que o afastamento foi a melhor das soluções ainda que a mais dolorosa e, agora, arriscamos dizer que todos os dias é como se o sol nascesse directamente do traseiro deste indivíduo que até há bem pouco nem com o seu melhor fato nos agradava. 

Que o ser humano é estúpido, egoísta e funciona muitas vezes com um imenso retardamento já não é novidade para ninguém mas bem que podia ir aprendo algumas coisas com as pedras que a vida lhe vai atirando ou com as sérias americanas que também são boas a falar destas coisas. É que a desculpa do "se arrependimento matasse" ou o "se pudesse faria tudo diferente" já não cola com ninguém e reconhecer, ao fim de meses ou anos, que não se soube cuidar daquilo que hoje se vê ter sido a melhor coisas que nos aconteceu não muda as acções mal praticadas, as palavras que cortaram e muito menos mudam o traseiro de onde o sol nasce, que vai agora alumiar para outros horizontes. 



Não quero!

Hoje saí de casa como tenho saído nas últimas semanas: blusa airosa e casaquinho que não aquece coisa nenhuma. Até aqui tudo bem, o problema claro está no facto de que hoje ESTÁ FRIO! Resultado? Liz na plataforma para apanhar o comboio toda encolhida, fungando e geladinha até aos ossos! 

Eu não estou ainda preparada psicologicamente para isto, não quero, não gosto, não quero brincar ainda aos Invernos! A parte boa? Dormir é agora um gosto e não um suplício já que o meu quarto numa noite quente de Verão é em tudo semelhante ao assador de uma churrasqueira....

Mas eu ainda quero calções, saias, vestidos leves e esvoaçantes. Ainda quero praia, pôr do sol com os pés na areia, noites mornas nas esplanadas, a liberdade física de não sentir aquele frio que só alguém consegue tirar de nós....a cuddle season vai começar e estive com frio a maior parte do ano....deixem-me aproveitar isto mais um bocadinho sim?




Liz

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mudanças

Está a mudar alguma coisa. O tempo, a estação do ano, a rotina. Em mim o que muda? Não sei mas muda, sinto-o, é palpável, toco a mudança com as minhas mãos nuas e nelas ela queima, incomoda e vai-se instalando sem pedir licença ou aceitação, simplesmente, mudando.

Muda a forma de vestir, adoptando agora roupas que há 8 meses não usava, sendo agora mais ego e mais Eu ao invés do não-sei-se-deva-vestir-isto-pois-podem-não-gostar. Mudam de tal maneira as músicas que oiço que dou por mim a curtir sons que há uns meses atrás considerava música de maluquinhos ou de doentes da cabeça, ouvindo agora desde Artic Monkeys a Queens of The Stone Age, sem nunca esquecer Katy Perry e Bruno Mars. Bem doente esta cabeça hein?! Mudam as ambições, os sonhos, as metas e os tracejados por mim feitos anteriormente, sabendo agora por onde devo ir, mesmo que vá ainda muitas vezes às cegas.

Muda a minha postura perante os homens e o amor. Não, nem todos os homens são uns merdas insuportáveis e inúteis. Não, nem todos os homens traem, enganam, mentem com quantos dentes têm na boca e sim, há homens que merecem que se lhes tire o chapéu pois para além de serem homens com H grande, são também uns senhores. 

Muda a perspectiva do futuro amoroso. Não, não tenho ninguém e já me incomoda que mo perguntem com um ar tristonho mas esperançoso de quem espera ouvir de mim um sim, mas eu estou sozinha e assim vou ficar enquanto não valer a pena mudar de estado. Tenho padrões, sonhos, ideais, esperanças e recuso-me a contentar-me com menos do que aquilo que sei merecer só para não estar sozinha. E sei que um dia vou ter do meu lado a pessoa que eu mereço e não aquela que me acha merecer mas que pouco ou nada está disposto a dar em troca. Muda a maneira de ver o compromisso e o casamento....duas coisas que agora, efectivamente, não quero. 

Muda a maneira de ver o dinheiro que agora já não é junto para comprar trapinhos da moda ou para ir sair à noite com as amigas. Agora o dinheiro é para juntar, poupar, render. Quero fazer uma viagem grande todos os anos, quero fazer escapadelas de Lisboa, quero ver bons espectáculos e comprar bons livros, quero a minha independência financeira, quero sair de casa, quero sentir-me uma mulher. 

Não quero dar contas, sinais, ser cobrada ou ter que cobrar alguém. Quero a independência do outro, do que ele me dá, quero que sejam independentes de mim. Quero filhos mas daqui a muitos anos, quero gatos mas sou extremamente alérgica a eles. Quero peças de roupa icónicas como um par de luvas da Ulisses e um chapéu da Azevedo porque o que é Nacional não é só bom, é espectacular!

Muda tudo, muda quase nada, vai mudando aos poucos. Se há dias que me sinto no topo da minha montanha, noutros, acabo rolando montes abaixo. Se há dias em que um abraço do homem que um dia se vai amar resolvia todas as dores e todos os meus problemas, outros há em que só quero ficar sozinha. Muda muita coisa, só não mudo Eu. 


Liz

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Porque não é nem nunca foi um lacinho cor-de-rosa

Digam o que disseram, nada há de mais feminino no corpo de uma mulher do que os seus seios. Grandes, pequenos, arrebitados ou descaídos são e sempre serão uma parte importante (talvez, demasiado?) do corpo e da mulher. Os seios de uma mulher são seus e só seus. Cresceram com ela, obrigaram à compra do primeiro sutien, doeram quando deixaram de ser "caroçinhos" para se tornarem mamas, tornaram-se objecto de desejo ou de dores de costas e de cabeça, mas sempre, foram única e exclusivamente, seus. 

O The Scar Project fala exactamente disto e mostra, da maneira mais explícita e até crua possível, o que um cancro da mama faz a uma mulher. Não é a quimioterapia, a cirurgia, o perder o cabelo. A quimio passa, a cirurgia, se Deus quiser, há-de correr bem e o cabelo volta a crescer mas, o peito? A mama que se perdeu? Essa já ninguém a trás de volta pois com ela foi-se a paz que qualquer mulher deveria sentir com o seu corpo, porque o "meu" corpo não me pode por doente, não me pode fazer mal e "eu" não o quero mutilar porque lá no fundo no fundo, eu até gosto muito dele assim. Uma exposição que tem tanto de bela como de dolorosa.....as mulheres vão-me entender. 



Liz

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dá miminho dá?

Confesso que me tenho visto acometida por alguma intolerância ao queixume estúpido alheio. Porquê queixume estúpido? Ora porque do queixume de quem eu gosto eu não me farto, eu oiço tudo e aconselho tudo, mas quando a coisa passa para queixinhas parvas de quem já se fartou de coçar o espaço entre a virilha esquerda e o respectivo tomate e agora não sabe o que fazer à vida, eu perco alguma da já residual paciência que tenho. É como diz mamãe sempre querida e carinhosa "a ti não se pode dizer nada que respondes sempre com duas pedras na mão". No caso dela, é mais um menir à Obelix mas isso são outras histórias.

Detesto gente que se pinta como carente, que está sempre tudo mal, que a vida não presta e que o amor não lhe bate à porta. Ainda que não por raras vezes esta pessoa seja eu, só o demonstro a uma ou duas pobres almas a quem pago todos os meses uma fiança para que me aturem, por norma, em boleias e gelados. E ainda que também eu me queixe sei que não ganho nada com isso e o mais certo é acabar num centro comercial perto de mim a gastar dinheiro que não tenho em coisas que, efectivamente, são-essenciais-à-minha-felicidade-ainda-que-seja-momentâneo mas ao menos deixo as pessoas em paz.

Agora se há coisa que não suporto mesmo, mas mesmo mesmo, assim a pontos de dizer daquelas palavras feias que fazem as mães por pimenta na língua é ouvir queixumes de quem se pôs mal porque quis. "Ah a minha namorada é horrível para mim, estou tão infeliz". Problema teu, arranja outra. "Ah só me calham cabrões, os homens não prestam". Problema teu, a sério, o problema és tu! "Ah as pessoas não prestam, só apanho desilusões e beka beka". Talvez se deixasses de contar a tua vida a tudo o que mexe e de confiar que toda a gente é como tu podia ser que os "maus" te largassem.

Sim sou uma cabra azeda, maldizente, maldisposta e malf......isso não que já disse que me deixei dessas coisas. Mas fazer o quê? Quando damos com os burros na água tantas vezes há coisas que acabam a mudar no burro em si...


Liz

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Madrastas

Não entendo a repulsa que algumas pessoas criam em relação ao novo conjugue daquele com quem tivemos filhos, especialmente, se essa pessoa trata as nossas crias como suas. Dizem que são ciúmes, medo que a mãe/pai novo sejam superiores a nós em afectos, carinhos e grau de fixeza (coisa em que eu costumava medir os adultos) acabando a mãe ou pai verdadeiros levados para um segundo plano, uma despromoção parental.

Conheço N casos de gente a quem isto aconteceu, mas, porquê? Porque o pai/mão verdadeiro era um autêntico zero à esquerda, um disfuncional, um ausente, um homem ou uma mulher que se demitiu desse cargo logo à nascença. Contudo, são os únicos que não reconhecem e aceitam este facto, passando para a criança as suas frustrações fazendo com que aquela que podia ser uma relação positiva e segura para uma criança que viu os pais a deixarem de gostar um do outro se torne um tormento, um alvo a abater.

Quanto a mim, e do alto da minha sabedoria de quem não percebe nada de coisa nenhuma, serei capaz de admitir ao pai dos meus filhos que seja um mau marido mas nunca um mau pai, tal como sou capaz de admitir que ele siga com a sua vida mas nunca, que exponha os meus filhos à porca barraqueira com quem poderá "namorar" depois da nossa separação. Se, ao invés, essa mulher tratar bem os meus filhos, lhes der carinho e bons tratos e se eu sentir que os trata com os cuidados de mãe e não de madrasta, então que seja! "Quem meus filhos beija minha boca adoça" e é exactamente o que penso, eu, que não tenho filhos, nem tive marido e tenho uma certa tendência a chamar nomes às posteriores ao meu reinado. Contudo, pelos meus petizes, serei certamente uma senhora, apesar dos pequenos estarem obrigados ao seguinte discurso:

-Madrasta tu és gira mas a minha mãe é linda!
-Madrasta tu cheiras bem e tens um colo fixe mas a minha mãe é perfeita!
-Madrasta tu e o pai ontem a noite fizeram muito barulho mas a minha mãe fez-me!
-Madrasta a tua comida é boa mas a da minha mãe tem duas estrelas Michelin!

And so on.....o quê? Sou sensata mas não deixo de ser mulher!



Liz

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Das coisas boas

Já por aqui disse que sou a minha pior inimiga, que mais ninguém me deita abaixo com a eficácia com que eu o faço e sou a primeira a julgar-me e a castigar-me, até mesmo quando a culpa não é minha. É assim que sou, é assim que sempre fui, dizem, que por ter sido mal amada. Pessoalmente, não acredito, pois o que não falta neste mundo é gente mal amada que se torna insuportável de tanto ego e amor próprio. Sinceramente? Acho que quando somos os nossos maiores críticos, as críticas dos outros tornam-se muito menos dolorosas. 

Contudo, no meio deste meu auto-jugo eu devo estar a fazer alguma coisa bem, não por mim mas pelos outros pois, por vezes, muitas vezes sem eu saber bem como, coisas boas acontecem, coisas que eu não sei porque me acontecem e às quais não sei como reagir. Não sinto que faça nada demais pelos outros e, quando o faço, não me gabo. Não gosto de me gabar de quando ajudei alguém pois fico com a sensação de que o bom dessa situação está a ser dissecado na minha "conta kármica", como se eu tivesse uma espécie de cartão de pontos kármicos, que acumula boas acções e que, um dia, me vai dar um lugar no Céu. 

Talvez por pensar assim me surpreenda quando alguém tem um gesto bonito comigo, quando alguém me diz que gosta de mim, que tem saudades minhas ou que eu faço falta. Eu muito raramente verbalizo este tipo de coisas e nos últimos tempos então....ou estou numa situação de choro em cascata ou com os copos e como chorar faz rugas e costumo ser a designated driver, não é algo que aconteça muito. Mas quando digo....bolas, sinto o peito crescer, riu-me com os olhos e com o corpo todo, emano um calor qualquer sobrenatural e vejo borboletas azuis à volta da minha cabeça. É desta maneira que sou, meia lamechas, meia durona, do 8 e do 80, do muito feliz e da tristeza profunda, do Pico e do Abismo, do tudo e do nada. Se eu podia mudar? Não....já tentei e não consegui. 

Vidas....




Liz

De boas contas

11743 visitas, 350 mensagens, 36 seguidores

Matematicamente, isto é o meu blog. Felizmente, eu nunca fui boa a matemática e por isso prefiro por as coisas nestes modos:

-Por 11743 vezes alguém me leu, alguém me procurou, alguém gostou do que escrevi, alguém soube exactamente do que falava, alguém odiou, alguém não gostou, alguém voltou para uma segunda vez;

-Por 350 vezes eu fiz-me de letras e desabafos. Escrevi sobre mim, talvez demasiado, talvez sobre demasiadas coisas, mas precisei, teve que ser, pois ou vos escrevia aqui ou tinha morrido sufocada nas palavras que nunca direi. 

-Com os meus 36 seguidores eu partilho a estupidez crónica dos meus dias, os meus desabafos mais profundos, as minhas piadas parvas, os meus vídeos engraçados, as minhas músicas tristes. Com os meus 36 estranhos falei de coisas que não consegui contar a alguns dos meus conhecidos mais chegados, por isso, os meus 36 estranhos são hoje os meus 36 colos, abraços, ralhetes, parceiros.

E é isto, o meu blog. Uma página da internet onde não sou capaz de colocar um foto minha ou de dizer como me chamo mas onde, efectivamente, toda a gente me conhece. Obrigada.


Liz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pequenas constatações em 4 dias

Nestes últimos quatro dias da minha vida profissional adquiri para mim estas pequenas constatações:

-Almoçar numa mini cozinha cheia de mulheres é como estar no Parlamento Europeu no dia em que a Alemanha disser que vai sair do Euro. Todos os dias!

-Se nos fizermos assim de meio distraídas ficamos a saber a vida de toda a gente sem ser preciso fazer uma única pergunta.

-Nunca contes a tua vida a ninguém!!!!

-Diz muitas vezes "desculpe", "obrigada", "com certeza" e "sim senhora".

-Come bolos e tostas carregadas com doce em frente à gaja que está a fazer dieta e ninguém te vai renovar o contrato.

-Um homem que trabalhe por um longo periodo de tempo num ambiente com muitas mulheres das duas uma: ou entra em modo "música de elevador" e ignora metade da informação ou vira gaja e começa a guinchar como elas.

-Gravidez, tampões, menopausa e manicure são temas de conversa comuns e recorrentes.

-Dizeres que moras ao pé de 3 bairros sociais já não provoca medo mas admiração.

Esperemos pelos próximos episódios!




Liz

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Primeiro dia!

Ora pois sobrevivi! Tretas, foi muito mais fácil do que pensava o que me deixa um pouco receosa pois pintaram-me a coisa um bocado negra e acelerada e, olhando para o dia da senhora que vou substituir, só me resta pedir ao Jesus que tenha pena de mim! 

Temendo o trânsito Lisboeta saí de casa uma hora antes. Resultado, em 15 minutos estava no trabalho (o meu Ferrari é liiiindo) e fiquei quase uma hora a olhar para o boneco dentro do carro. Deu para observar a quantidade de velhos que aquela hora já está a pé a fazer coisas e cenas de velhos, que a maioria das pessoas que vai abrir os escritórios chega atrasada e a correr, que a melhor parte de chegar uma hora antes ao trabalho é que se escolhe o lugar que se quer para estacionar e, em suma, eu fazia dinheiro a seguir pessoas pois ninguém pareceu notar que eu ali estava. 

Quanto ao trabalho: demasiada gente para decorar os nomes, malta jovem que posso tratar por tu, uma senhora engenheira, 3 homens numa firma com 22 empregados, sou a maior aos telefones e sinto-me pela primeira vez na minha vida constrangida pela quantidade de comida que consigo comer. Vou ser um bocado pau para toda a obra mas não me importo, desde que no fim do mês ele caia certinho.

Chegada a hora de almoço fui para a cozinha: 6 mulheres a comerem ao mesmo tempo, autêntico galinheiro, todas na base da saladinha, duas almôndegas, um ovo estrelado e um tomate e a xô dona Liz com um Tupperware com cerca de meio kilo de jardineira de frango. Ora pois que não pude despejar aquilo tudo no prato ou logo no primeiro dia me tornaria "A Alarve" e esta figurinha de vespa não comporta tais alcunhas! Contudo, continuo a não entender como mulheres adultas vivem a alface e atum, sem hidratos de carbono, calorias ou gorduras saturadas. Gajas..

O dia passou bem, voo, e eu a pedir aos meus santinhos todos que assim fosse. Não sirvo para estar parada, sentada, sem stress. Preciso sentir necessidade de me sentar e de fugir para lanchar ou fazer o xixizinho. Em suma, o dia passou bem, sou capaz de me sentir bem ali e, se tudo correr bem, comecei hoje a ser crescida :)




Liz

Sexo e a Cidade

Eu pecadora e gaja me confesso: sou viciada nisto! Na sua futilidade, nas suas roupas bonitas, nos seus diálogos parvos e de como tudo isto acaba por se encaixar na dita vida  "real". Desde adolescente que vejo esta série mas só agora começo a entender algumas das piadas que fazem parte do guião. Em tempos passados tive um blog que assinava como Carrie (pita) e onde escrevia das futilidades de que uma miúda de 17 anos escrevia e era feliz até que um dia a coisa deu para o torto e eu encerrei o blog mas o gosto pela série continuou.

Sei como a série é mal falada por muitos, uma espécie de "delírio cor-de-rosa" fútil e fora da realidade pois nem as mulheres são assim tão amigas nem podem ser tão bem sucedidas como aquelas 4 são, todas ricas e poderosas e divas e tão novaiorquinas. Mas eu permito-me dar à história a minha interpretação e eu gosto, gostei e vou continuar a gostar muito. Há episódios fortes que me fizeram chorar que nem uma menina pequena e outros que me deixaram bem disposta. Há coisas em que me revejo e outras que me passam completamente ao lado. Há uma profissão que eu quero e, talvez, eu a consiga. Contudo, há coisas que nem eu consigo digerir muito bem:

Samanta: Mulher nenhuma faz tanto sexo como ela sem apanhar doenças venéreas, ficar grávida ou acabar mal falada, mesmo em Nova Iorque. Não é uma visão machista da personagem mas para mim ela é um bocado anedota. Em suma, faz aquilo que todas as mulheres queriam fazer mas que nenhuma tem coragem de assumir.

Miranda: Um misto de sapatona com dona de casa desesperada, Nunca gostei muito dela mas confesso que ela até diz umas coisas bem ditas.

Charlotte: Não tivesse eu uma amiga assim cor de rosa como ela e arriscava-me a dizer que ninguém é assim! Que mulher nenhuma passa pelas relações e continua uma princesa linda e a acreditar no amor. Claro que ela tinha que ficar afectada das ideias ou não casaria com um judeu gordo e que parece um macaco só porque o sexo é bom. Na..

Carrie: Aquela com que mais me identifico, até no Big. Escritora, desbocada, mais frágil do que se pinta, só gosta do que é bom e é apaixonada. Infelizmente, toda a série congenima em torno da história de "amor" dela com o Big trasmitindo a todas as mulheres por este mundo fora a seguinte ideia

Por mais merda que ele vos faça, mesmo que vos deixe no altar, mesmo que seja mulherengo, mesmo que não vos dê segurança, mesmo que vos tenha deixado na mão 1000 vezes, mesmo que só vos queira quando estão ocupadas e felizes

NÃO DESISTAM DELE!

É o que mais me enerva em toda a série: um homem que ok, é charmoso, sexy, rico, sabe dizer as coisas certas, mas que não passa de um cabrão que durante 10 anos a deixa andar na cepa torta por ele. Em parte porque ela quer, em parte porque ele não desaparece. E com isto, durante anos, esta série transmitiu a todas as mulheres que a ela assistiam a ideia de que mais vale um cabrão na mão do que um marido e dois filhos. E o pior? Impossível não torcer por aqueles dois...

 Enfim...fora as más línguas, vou continuar a vê-la e a digerir cada episódio como se fosse o último, o meu guilty pleasure. 




Liz

domingo, 14 de julho de 2013

Back in the Business

Bem minha gente, confessem lá a vossa Liz: quantos de vós já ponderavam ligar amanhã para os hospitais todos de Lisboa à minha procura?? Mas nada temam, a menina está de saúde e recomenda-se mas tive coisas para pensar, situações para digerir e planos para fazer. Amanhã conto.

De resto, o tempo da treta deixou-me toda toda com um ameaço de depressão que a cor boa de Verão já se começa a escapulir-se-me do corpo, estou naquela altura do mês em que vou pedir para a porta das Igrejas e há 6 meses que não dou um beijinho num moço jeitoso e isso começa a afectar-me o sistema!

Na manhã de ontem fui uma linda e dediquei-me à bicharada: Literalmente! A convite fui ter com a APCA em Sintra com a intenção de passear um cão. Confesso que a minha conforto zone me remete para gatos e coisas assim mais pró piqueno mas não podia ter gostado mais. Calhou-me a Violeta, uma princesa com uns anitos e nervosa, muito nervosa. Acreditem que passear pela serra de Sintra aka monte das cabras com um cão stressado que puxa e corre e foge deixa as suas mazelas mas sinto-me bem (fora a dor nas pernas e o braço direito no limiar de me cair). Ao fim de uma meia hora ela já estava muito mais calma e eu a sentir-me o senhor César Milan!! muahah Escusado será dizer que o que custa mesmo é devolvê-los ao canil, ver como ficam pé para não entrarem e como olham para nós como quem diz "então?". A repetir. 

Deixo-vos aqui a foto da minha boneca


De resto....ando a ter sonhos eróticos com quem não devia mas que me fazem acordar com um sorrisinho, chega a 00:30 e eu cheia de sono (progresso para quem não sentia ponta de sono antes das 2h da matina), afinal não estava mais gorda as pernas é que incharam com o calor (prevejo uma gravidez pacata daqui a uns anos...humpf) e amanha é um dia importante! Bom resto de domingo meus queridos *


Liz

terça-feira, 11 de junho de 2013

Nas mãos deles

Sempre me senti fascinada pelas culturas grega e romana. Desde o seu modelo de governação política (actual até aos dias de hoje), passando pelos engenhos a que já recorriam naquela altura (foram os inventores da canalização) e acabando nas suas magníficas historias de deuses e seres mitológicas, estas culturas sempre me deixaram de boca aberta. Na faculdade tive a sorte de ter duas cadeiras leccionadas pelo melhor professor que tive na minha vida, José Pedro Serra, que abordavam exactamente o lado mitológico destas culturas e como elas foram as raízes da cultura europeia que hoje temos. Escusado será dizer que foram as minha melhores notas pois estudar para elas nem era estudo, era divertimento, era como ler BD ou ver um bom filme. Resumi a Ilíada de Homero capítulo por capítulo e o mesmo aconteceu com a Odisseia ou com a Eneida de Virgílio. Soube os nomes dos deuses de cor, quem era pai de quem e cheguei à conclusão que Zeus era o maior safado do Olimpo já que as deusas eram quase todas suas filhas e, na terra, os heróis meio-deuses eram às mãos cheias que o Deus do Trovão não podia ver uma mulher bonita.

Mas estas culturas fascinam-me não só pela sua riqueza em deuses mas, acima de tudo, pela dedicação que lhes tinham, o respeito e a total adoração pelos mesmos. Diz-se que os homens e as mulheres das ciências não se conjugam bem com as crenças religiosas, mas ali, a sintonia era quase perfeita. Se nos apaixonássemos a culpa era de Cupido, filho de Afrodite a deusa do amor. Antes de partir para a guerra tinhamos que orar a Ares o deus da guerra e a Atena a deusa do conhecimento, para que nos desse rapidez de pensamento e discernimento na hora. Se são os mares o nosso território então que Poseídon no guie e na altura das sementeiras então que seja Apolo do nosso lado, o deus do sol e da abundância. Acima de Zeus somente Gaia, a mãe Terra, aquela de onde todos nascemos e que com Cronos, o Deus do tempo, deu à luz a Zeus e aos seus irmãos. Magnífico não acham? Toda uma riqueza histórica baseada em divindades e heróis bélicos, belas donzelas e batalhas de séculos. Até os heróis como Aquiles ou Ulisses, meios deuses, eram retratados como detentores de características divinas e, quando um herói morria, não se sentia tristeza mas júbilo pois um herói nasceu para isto mesmo: morrer em glória ou a morte não fará sentido. 

Os gregos e os romanos punham-se nas mãos do seus deuses, aceitavam o seu destino pois era o que os deuses queriam e criticavam os que cometiam o pecado da ubris ou falta de humildade perante os deuses, julgando-se como um. Daquilo que estudei, dos conhecimentos (parcos) que tenho e acreditando eu naquilo que bem me apetece, dou-me ao luxo de dizer que quanto a mim o Cupido anda completamente vesgo, Zeus anda a apostar a minha sorte nos dados e Ares anda sentado no meu ombro sempre incitando-me à guerra. Misericórdia deuses....misericórdia....


Liz

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Inquérito Online #4

É possível manter uma amizade no fim de um relacionamento?

Sei que os factores e as condicionantes são mais que muitas, sei que por norma há sempre um que sai magoado, muito magoado, e há sempre um que segue com a sua vida primeiro. Contudo, será possível manter uma amizade com alguém que um dia amámos? Estar perto dessa pessoa, sem o/a abraçar, beijar, dar algum tipo de carinho e isso ser tido como normal? Também não apoio o "cuspir no prato onde se comeu", andar por aí a falar raios e curiscos de alguém que já nos foi tudo mas, amizade? Quando há uma história imensa por trás. Sei que é possível, conheço N casos mas as opiniões nunca são demais..

Liz

quinta-feira, 16 de maio de 2013

...é o momento em que eu me dou, em que te dás

E como se a versão original já não fosse suficientemente genial vem este grande senhor com a sua lindíssima voz e dar uma nova roupagem à coisa....lindíssimo


Até deixa uma lagriminha não?

Liz