Eu pecadora e gaja me confesso: sou viciada nisto! Na sua futilidade, nas suas roupas bonitas, nos seus diálogos parvos e de como tudo isto acaba por se encaixar na dita vida "real". Desde adolescente que vejo esta série mas só agora começo a entender algumas das piadas que fazem parte do guião. Em tempos passados tive um blog que assinava como Carrie (pita) e onde escrevia das futilidades de que uma miúda de 17 anos escrevia e era feliz até que um dia a coisa deu para o torto e eu encerrei o blog mas o gosto pela série continuou.
Sei como a série é mal falada por muitos, uma espécie de "delírio cor-de-rosa" fútil e fora da realidade pois nem as mulheres são assim tão amigas nem podem ser tão bem sucedidas como aquelas 4 são, todas ricas e poderosas e divas e tão novaiorquinas. Mas eu permito-me dar à história a minha interpretação e eu gosto, gostei e vou continuar a gostar muito. Há episódios fortes que me fizeram chorar que nem uma menina pequena e outros que me deixaram bem disposta. Há coisas em que me revejo e outras que me passam completamente ao lado. Há uma profissão que eu quero e, talvez, eu a consiga. Contudo, há coisas que nem eu consigo digerir muito bem:
Samanta: Mulher nenhuma faz tanto sexo como ela sem apanhar doenças venéreas, ficar grávida ou acabar mal falada, mesmo em Nova Iorque. Não é uma visão machista da personagem mas para mim ela é um bocado anedota. Em suma, faz aquilo que todas as mulheres queriam fazer mas que nenhuma tem coragem de assumir.
Miranda: Um misto de sapatona com dona de casa desesperada, Nunca gostei muito dela mas confesso que ela até diz umas coisas bem ditas.
Charlotte: Não tivesse eu uma amiga assim cor de rosa como ela e arriscava-me a dizer que ninguém é assim! Que mulher nenhuma passa pelas relações e continua uma princesa linda e a acreditar no amor. Claro que ela tinha que ficar afectada das ideias ou não casaria com um judeu gordo e que parece um macaco só porque o sexo é bom. Na..
Carrie: Aquela com que mais me identifico, até no Big. Escritora, desbocada, mais frágil do que se pinta, só gosta do que é bom e é apaixonada. Infelizmente, toda a série congenima em torno da história de "amor" dela com o Big trasmitindo a todas as mulheres por este mundo fora a seguinte ideia
Por mais merda que ele vos faça, mesmo que vos deixe no altar, mesmo que seja mulherengo, mesmo que não vos dê segurança, mesmo que vos tenha deixado na mão 1000 vezes, mesmo que só vos queira quando estão ocupadas e felizes
NÃO DESISTAM DELE!
É o que mais me enerva em toda a série: um homem que ok, é charmoso, sexy, rico, sabe dizer as coisas certas, mas que não passa de um cabrão que durante 10 anos a deixa andar na cepa torta por ele. Em parte porque ela quer, em parte porque ele não desaparece. E com isto, durante anos, esta série transmitiu a todas as mulheres que a ela assistiam a ideia de que mais vale um cabrão na mão do que um marido e dois filhos. E o pior? Impossível não torcer por aqueles dois...
Enfim...fora as más línguas, vou continuar a vê-la e a digerir cada episódio como se fosse o último, o meu guilty pleasure.
Liz

Não posso comentar o teu gosto por "futilidades", depois tu ficas de birra comigo... :P
ResponderEliminarOh pra este tema já estou preparada :P
EliminarMas alguns de nós não lêem post desta magnitude literária e elevada concentração de palavras a esta hora do dia!! :P
EliminarNos ultimos dois dias, vi 3 episodios disto, e ouvi 50 gajas falarem de que gravam e veem isto religiosamente. Sinceramente, não acho grande piada à serie, e é como dizes, passa mesmo a ideia de que por mais cabrões que os gajos sejam, ah e tal se gostam dele, não desistem e vãoa trás dele, mesmo que só consigam que ele fique convosco depois dos terem os ovários secos.. De todas, e na minha opinião, a personagem mais real é mesmo a Miranda.
ResponderEliminar(ps: toma mais atenção ao mail.. :p)
Gajas...lol e sim a Miranda acaba por sera mais normal!!
EliminarQuando puder vou checar ;)
Gostava de ver um episódio quando às vezes tinha dias complicados, como eu costumo dizer "Para distrair"...A vida real "bate" a série de larguete...
ResponderEliminarDestesto o tipo mulheres que se deixam arrastar para relações género Mr. Big...é o tipo de homem que não molha, nem faz sol, credo!!!!! quer-se um homem que saiba o que quer da vida, se não não passa de um menino (e eu não nasci para baby-sitter) neste caso teriam de mudar o nome do personagem para Big Kid...
Completamente! o "mind-fucking" pode ser muito sedutor mas ao fim de anos nessa treta....que canseira! Homens feitos sim! Meninos mimados não! :P
EliminarEu cá torcia mais pelo Aidan ♥ deve ser por ele ser um querido e ter um cão... vai tudo das prioridades eheheheh
ResponderEliminarOlá Liz!!! Beijinhos :)
Eu quando tinha menos anos e menos histórias para contar também pensava que o Big é que era o tal. Agora?! Aidan ao poder e quem me dera a mim um dia ter um, mesmo! Uma parvalhona esta Carrie ;)
EliminarOlá Anita! ahaha***