Sinto que devemos ter esta conversa. Sei que nem sempre tenho estado presente e que te tenho negligenciando em prol de outras coisas. Desculpa, não foi por mal, simplesmente estava em demasiados sítios ao mesmo tempo para conseguir estar só aqui. A partir de agora vais começar a ver-me com uma maior e melhorada assiduidade e só te peço que não estranhes nem temas que te volte a "abandonar".
O porquê desde regresso da filha pródiga? Bom......digamos que a coisa por estes lados não está boa. Preciso falar, verbalizar tudo o que penso e sinto, uma e outra vez até sentir....que já não sinto nada. Nunca fui boa a falar, nunca soube bem o que dizer e sempre me assumi publicamente como Liz aka O Bicho do Mato. Não te assustes Tenho capacidades suficientes para a vida em sociedade e não te escrevo de uma ermida no meio do monte! Só que escrever....faz bem ao corpo e à mente. Escrever é eternizar o que a cabeça pensa e o que a boca não consegue dizer. Escrever, para mim, é a minha terapia da fala.
Sobre o que vou escrever? Não sei bem. Tudo e nada, o que devo e o que se calhar não devo, mas acima de tudo, o que preciso dizer e não consigo.....pois a pessoa a quem o quero dizer perdeu o direito vital a merecer ouvir o que eu penso. Porquê? Eu depois conto..
Só te peço paciência calma (muuuuita calma) e que me oiças, ou leias, tu é que decides. Deixo ao teu critério a "qualidade" do que aqui vai ser publicado, visto não procurar público ou um contrato com uma editora, nem pretendo fazer do meu blog um Diário da Tua Ausência em que exponho diariamente o quão coitadinha, sofridinha e magoadinha estou!
"I´m a "guy" and "guys" don´t cry....well, sometimes they do"
Não acreditando eu em psicólogos, psiquiatras e outros que tais(mas respeitando a profissão e entendendo a falta que eles fazem numa sociedade a morrer por dentro), farei de ti a minha terapia, escreverei aqui tudo o que quero ler daqui a alguns anos, pois o meu único objectivo é ver o quão na fossa estou e o quão bem fiquei, ver que nada é mau para sempre e que por mais que doa eu me levanto, e levanto, e levanto...
Morta por dentro. Mas de pé, como as árvores
Liz
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