O Jesuítas, ou A Companhia de Jesus, são uma ordem religiosa fundada em 1534 formada por um grupo de estudantes liderados por Inácio de Loyola e é maioritariamente conhecida pelo seu trabalho missionário de evangelização dos chamados "povos selvagens", ali para os lados da América do Sul e afins. E agora perguntam-me "sentes-te bem?" E eu respondo, sim sinto mas como sabem, todos os meus posts têm direito a uma introdução, assim tipo série americana que lança um pensamento profundo antes de cada episódio. O fundamento da minha introdução? As mulheres são a coisa mais parecida com um jesuíta que podemos encontrar nos dias de hoje. Porquê? Permitam-me:
-Todas nós (sim incluo-me, eu pecadora me confesso) acreditamos ser a evangelizadora daquele homem que nenhuma outra conseguiu evangelizar. Sim, nós mulheres, olhamos para um grandessíssimo cabrão com os mesmos olhos com que um Jesuíta olha para um "selvagem";
-Todas nós nos vemos em autênticas "travessias do deserto" em prol de um selvagem onde depositámos os nosso ideais. Normalmente, só chegamos à conclusão do imbróglio em que estamos metidas quando o selvagem nos põe um par de patins e vai ser evangelizado por outra.
-Pensamos que com amor, carinho, dedicação, companheirismo e a certeza de que por aquele homem damos o cu e 10 tostões o vamos conseguir mudar, apesar dele não querer ser mudado. Não é defeito, é feitio.
-Quando pensamos conseguir uma pequena vitória, como por exemplo, que nos assuma como A Namorada ou A Mulher da Minha Vida, sentimos-nos omnipotentes, o complexo de Deus toma conta de nós e não há quem nos ature com os nossos sermões de Sto. António aos peixes, cheias de certeza, opiniões e convicções.
-A porra é quando vemos que afinal o selvagem continua a adorar os seus deuses pagãos e nós acabamos recambiadas para a nossa terra natal com um grande melão. Mais tarde vimos a saber que o que o selvagem gosta é de sacrifícios de animais, sangrias desatadas e totens com vários seres míticos e vemos que todas as nossas certezas, convicções e o peito cheio de uma certa presunção não passavam de um engodo por nós criado e a nós imposto.
-Viola no saco e vamos ser todos ateus...
Liz
Ahahahahah:)
ResponderEliminarInspiração da boa!
jinhossssss
Saiu bem não saiu? Eu lembro-me de cada coisa...poças :P
Eliminarbeijoo
O que é que foi este post?
ResponderEliminarSim li todo...
Este post fui eu a assumir-me uma ateia dos amores! ahah mas não tenhas medo que não abdico do meu "maridinho" nem por nada ;)
EliminarUi, Liz, hoje estás bem dispostinha :/
ResponderEliminarOh é como diz ali a Suri....inspirada! ;)
EliminarAdorei este teu texto!! Mesmo :) e claro, revi-me...
ResponderEliminarBeijinho
Oh quem não se viu ou conhece alguma "religiosa" que já não se tenha visto metida em grandes imbróglios emocionais por causa da sua evangelização de quem não quer ser mudado?
EliminarBesoo
Acho que as mulheres são um pouco assim: quando gostam, humilham-se, anulam-se, e submetem-se ao irracional.
ResponderEliminarAcho que nós homens tendencialmente podemos sofrer mas não nos humilhamos da mesma maneira, etc. Eu acho que nestas coisas do coração, o melhor mesmo, quando a coisa corre mal é sofrermos o que temos de sofrer e seguir em frente, sem nos submetermos àquilo que não faz sentido.
Depois, as mulheres tem aquela coisa de gostar de homens "macho". Aqueles que as ignoram, com status social, e que não se fazem de lamechas. Acho que vem do tempo das cavernas: todas as mulheres da aldeia sonhavam com o chefe da tribo, esse que por ter as mulheres todas atrás dele, ignorava metade e escolhia a que queria. Acho que é por sentirem que é o macho com quem estarão mais seguras...
Mas é isso que não entendo! Porquê que as mulheres caiem uma e outra vez na mesma história e porquê que os homens também adoptam o "rainha morta, rainha posta" como solução para o fim de uma relação? E o mais triste é ver gente nova, mais novas que eu e já se deixam envolver nestas esparrelas uma e outra vez.
EliminarQuanto ao homem macho e das cavernas não sei...é verdade que a história do macho bem sucedido ainda tem alguma influência na cabeça das mulheres mas também vejo as mentalidades a mudarem e a emancipação de muitas faz com que se estejam a marimbar para o estatuto do parceiro. Mas fico triste por quase todos os dias ouvir mais uma história de mais uma "jesuíta caída..."
Estou a ver que o Santo António fez-te bem. Simplesmente, perfeito ***
EliminarÉ toda uma iluminação mental que até a mim assusta! Eu ateia do coração me assumo!
EliminarObrigada minha querida :)***