Gosto de ritmo acelerado, preciso dele, é o que me mantêm mentalmente sã (como se ainda existisse algo são dentro desta cabeça). Gosto de não ter tempo para respirar, de ter que ir à casa de banho a correr e de tirar 5 minutos para enfiar um iogurte goela abaixo. Gosto de me fardar à pressa e de apanhar o cabelo num rabo de cavalo pois o calor já não se aguenta.
E porque gosto eu deste ritmo que tantas pessoas consideram avassalador e fisicamente traumático? Porque um corpo cansado é sinal de noite bem dormida e eu, não tenho conseguido dormir. A cama que é minha há 5 anos, composta pelo colchão escolhido a dedo para mim, feita com os lençóis sempre imaculadamente por mim passados a ferro, é-me agora estranha, desconfortável.
Estou cansada, doí-me o corpo, a cabeça, e os olhos pesam mas não consigo dormir. Não um sono reparador, descansado, daqueles que gabamos aos pequeninos a sorte de dormirem assim. Ando às voltas, tenho calor e fico suada, arrefeço e acordo a tremer em pleno mês de Agosto. Os pés batem no fundo da cama em madeira corpulenta e a cabeça, dá demasiadas marradas dolorosas. É como se tivesse ficado demasiado grande para a cama onde durmo, como se um colchão de corpo e meio já não fosse o suficiente para 1,74 e 60 kg de gente.
E o resto se passa com tudo o resto. Tudo me aperta, constringe, empacota ou deixa desconfortável quando até o comboio é demasiado pequeno para mim, eu, que se quero ir confortável, vejo os meus joelhos a baterem no banco da frente. Sinto-me fora do meu meio, do meu habitat natural e, quase como um caranguejo ermitão, a minha concha está agora demasiado pequena. Preciso desesperadamente de encontrar outra, de preferência hoje, porque hoje, eu só me queria sentir pequena outra vez...
Liz
Venha de lá esse ritmo para que tudo corra bem.
ResponderEliminarhomem sem blogue
homemsemblogue.blogspot.pt
E ele veio! Se veio :)
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