quarta-feira, 11 de setembro de 2013

12 anos depois

Tinha 13 anos, tinha vindo a casa almoçar pois a próxima aula era só no alongado da tarde e os meus pais não me queriam na escola a matar tempo. Estava à mesa com o meu pai, a comer algo que até estava bastante bom, o quê, não me perguntem. Estava sol e as cortinas da cozinha estavam abertas iluminando todo o espaço e o meu prato, era um bom almoço. 

De repente todos os noticiários focavam-se em Nova Iorque e nuns arranha céus que estavam em chamas. Do alto da minha inocência dos 12 anos pensei tratar-se de mais uma mega promoção norte-americana sobre o fim do mundo, sabem, aqueles filmes em que os os ET´s invadem a cidade e matam toda a gente até o Will Smith vir e salvar o mundo. Mas não era, infelizmente, não era. 

O resultado da "brincadeira" levada a cabo por uns extremistas doentios foi a morte de quase 3000 pessoas, entre passageiros dos aviões, transeuntes das torres do World Trade Center, bombeiros, polícias, pais, mães, irmãos de alguém. Neste dia o mundo mudou e o gigante americano até ai retratado como invencível, inquebrável e super poderoso viu-se qual Super Homem sob os efeitos da Kryptonite. Para mim, este sim foi o big-bang da viragem do século, este sim foi o grande vírus do novo milénio que levo os Estados Unidos para uma guerra contra um Deus. 

E neste dia, há 12 anos atrás, o meu almoço caiu-me mal e eu já não quis voltar para a escola.


Liz

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