Começou há pouco mais de um ano a minha "saga aeroporto". Ora para o ir buscar, ora para o ir levar, ora para ir eu ter com ele, ora quando estava de regresso. Hoje voltei lá, não por ele, mas pela minha C., a minha querida C. que partiu hoje para a "aventura" da sua vida por terras do pau brasil para só voltar daqui a um ano (e sei lá eu se ela volta). Partiu feliz, sorridente, enérgica, partiu quem ela é e sempre foi. Por cá ficou uma família chorosa, um ex namorado que com todo o descaramento se foi despedir dela sabendo que o "actual" ia lá estar e nós, duas amigas batalhantes entre a alegria de a ver concretizar o sonho da sua vida e a tristeza de a ver ir embora.
E tu? Lembras-te de como era quando era de ti que me despedia ou quando era a ti que esperava? Se nas partidas o meu coração se partia em mais um caco, nas chegadas, era como se fosse Natal e dia de Aniversário, tudo ao mesmo tempo. De véspera nem dormia tal era a ansiedade por te voltar a abraçar e beijar e ia sempre demasiado cedo para o aeroporto, pois ninguém me segurava em casa sabendo que tu vinhas a caminho. E os minutos de espera que pareciam horas infinitas até que tu aparecias, de cabeça alta procurando-me e eu meia tola e de olhos brilhantes corria na tua direcção, abraçando-te com toda a força com que os meus "caniços sexys" me permitiam abraçar.
Lembras-te de como dizias ser bom ser recebido por um sorriso meu, quer me tivesses visto há dois dias, ou há dois meses? Lembras-te de como me pendurava nesses teus braços e procurava neles o que em mais lado nenhum até hoje encontrei? Lembras-te de quando fazia kms só para estar 5 minutos contigo? Lembras-te? Espero que sim pois agora tudo isso não passam de lembranças, pequenos passados que foram remetidos para uma zona cinzenta onde o coração procura conforto e a cabeça procura forças para continuar com o rumo escolhido.
Sei que chegas amanhã pois tiveste o desplante de mo dizer, horas inclusivé, talvez esperando que mais uma vez, eu te espere á saida do terminal com os meus olhos brilhantes e os braços bem abertos. Há 5 meses, há uns míseros e vergonhosos 5 meses seria essa a nossa realidade. Amanhã, espera-te a lembrança de que um dia eu te esperei.
Liz