No últimos tempos tenho-me sentido no meio de um remoinho sentimental, que não me envolve mas que envolve quase todos à minha volta. Quase todos os que estão à minha volta estão neste momento envolvidos num trágico drama sentimental, daqueles que nos faz ligar para os amigos em total desespero a pedir respostas, que nos deixa assim entre o loucos e o estúpidos. Ora porque ela se afastou e ele não sabe porquê porque gosta dela, ora porque ela está apaixonada por dois, ora porque ele pediu para se afastar e ela nunca lidou com a distância, em suma, casais felizes, conheço um.
Como fiel depositária dos desabafos de muita gente dou por mim a saber muita coisa, tudo informação que eu não procurei nem pesquisei mas que chegou a mim trazida por vários passarinhos. Muita dessa informação, infelizmente,
prende-se com factos que as partes envolvidas não conhecem e que, se conhecerem, não vão gostar nada do que isso fará por eles. Uma dessas situações embaraçosas envolve uma amiga minha, linda e loira mas com muito pouco juízo e que se tem metido nos maiores berbicachos que podem imaginar. Saiu de uma relação (de m***) e partiu para a loucura, a soltura e a libertação total. Perdeu a vergonha e juízo e teve atitudes tão mas tão feias, daqueles atitudes que nos fazem chamar nomes feios à pessoa que assim se comporta mas, que neste caso, é minha amiga. E, mais uma vez, eu sei mais do que conto até porque não sinto ter o direito de contar, até porque se o fizer, sei que sou eu que fico mal vista porque fui "má amiga" e não ela por ter sido indecente.
Muito já se falou das amizades masculinas que tudo protegem e ocultam aos seus camaradas, que juram pela alma da mãe e que são, sem qualquer margem de dúvida, muito mais unidas que as amizades femininas. Amigo que é amigo encobre o amigo cabrão que pôs os cornos à namorada, ainda que ela seja uma santa rapariga; amigo que é amigo diz, mesmo que sobre tortura, que naquela noite o amigo esteve com ele a noite toda; amigo que é amigo aconselha que o amigo apague aquelas mensagens comprometedoras e critica o amigo se não o faz; amigo que é amigo, zela pelo amigo, sob a velha máxima do bros befor hoes. E nós, mulheres, teremos o direito de os criticar por serem assim? Como posso eu criticar este comportamento tão masculino se agora estou eu do outro lado da barricada, a saber muito mais do que conto e do que posso contar, quando eu não concordo, critico e julgo mas, contas feitas, não posso mudar nada?
Se em termos morais isto me choca, me faz extrema confusão e me deixa sem reacção perante tamanha dualidade de comportamentos e fraca noção de certo e errado, fora dos moralismo, eu não tenho nada a ver com isso, eu já me queimei antes e não dou mais a minha opinião sem que ma peçam. A até mesmo pedindo penso sempre duas vezes.
Liz

Também não sei explicar, mas já encobri alguns grandes amigos (homens) e nunca traí uma mulher.
ResponderEliminarNo entanto esses meus amigos agora, estão casados ou em relações estáveis e eu não! Acho que os encobri e encobrirei as vezes que forem precisas, porque no fundo e por mais que os critique, uma parte de mim pensa: "Eles devem ter razão e eu é que estou errado"!
E tu que neste momento, aposto que "trocavas o teu trono" por um bocadinho de paz... cai-te isso tudo em cima...
Bjo*
Eu também encubro e vou encobrir sempre porque....olha porque tu sabes! E sinto exactamente o mesmo que tu:
Eliminareu fujo aos dramas, eu deixo de falar, deixo de responder e o que tenho? Nada. Eles estão metidos em N dramas e é toda uma animação!
Acredita que trocava...até porque para algumas pessoas a paciência começa a escassear pois vejo os meus preciosos conselhos cair em saco roto. Enfim!
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