domingo, 21 de julho de 2013

Leva-me #2

Decisão tomada, compro o passe de 3 dias e está resolvido. Se não me posso dar a estes luxos e extravagâncias quando o meu dinheiro ainda é só meu quando o vou fazer? To hell with that...

Trouxa feita e levada para o trabalho, 18:30 e saiu rumo ao Meco. Ansiosa, animada, aos pulos dentro do carro, eu só queria chegar aos concertos! Jantar rápido, trocar para uma roupa mais festival-logo-merdosa-que-já-se-sabe-que-vai-haver-pó-e-coisas e siga para o recinto. Foi o meu primeiro SBSR por isso só posso falar do que sei e o que sei é que toda a gente falava cobras e lagartos do recinto, empoeirado e caótico, com um campismo terrível e umas parcas condições de higiene. Pois que fiquei bastante surpreendida: apesar de ter vindo para casa com as pernas e os ténis castanhos, de ter estado durante um ou outro concerto a roer poeira e de ter visto na wc portátil onde fui a maior poia da minha vida, no geral, foi confortável e o espaço estava muito giro. 

Os concertos. Bem, os concertos foram só assim a atirar para o genial: 

Dia 1- perdi Arctic Monkeys porque os senhores do festival acham por bem começar uma coisa destas a uma 5ª feira quando toda a gente trabalha no dia seguinte, logo, o primeiro dia ia ser perdido. Pelo que me relataram e pelo que já vi no Youtube, terá sido o melhor concerto dos Macacos em Portugal, com o público e a banda ao rubro.

Dia 2- A começar pelos Kaiser Chiefs as apresentações estavam feitas! Vocalista louco, animal de palco, animadíssimo, a correr junto ao público e a tirar às meninas uns sofridos gritinhos cheios de estrogéneo. Seguindo para os cabeças de cartaz The Killers confesso que tive ali um momento ou outro que ia chorando. O espectacular show de luzes, o fogo de artifício, conffetis, chuva de fogos e a sensação de que eu estava num concerto privado e não num festival fizeram-me ficar ainda mais fãs destes senhores. Ah e a camisa às estrelas do Brando Flowers deu-me fornicocos nos joelhos!

Dia 3- Noite mal dormida, um dedo negro e uma forme de leão. Vamos para a praia, escaldão nas maminhas e um almoço feito de bolas de berlim. Chegar a casa, banho de água fria que o gás acabou, ir ao restaurante, sair para o festival. Confesso que me senti algo desiludida com o Gary Clark Jr. Dentro dos meus parcos conhecimentos musicais, só posso dizer que inventou demasiado, muita guitarrada e poucas letras. E chegam os Reis da noite: Queens of the Stone Age. Não sou fã de carteirinha, mas gosto muito de algumas das músicas e meus senhores, que concerto! Recinto cheio, metaleiros, rastafaris e betos, tudo aos saltos pela mesma banda. Moches, subir às cavalitas, 3 filmes no telefone. Um som fantástico, um show de luzes igual e um vocalista emocionado com a especialidade tuga: ser o melhor público para quem um artista pode actuar.

E hoje acordar sem voz e a cheirar a coisas que nem quis identificar, com um ninho de ratos num cabelo liso mas de barriga cheia, de emoções e não de comida. Gosto disto dos festivais, uma plateia inteira, milhares de pessoas em uníssono, a pensarem e a verem o mesmo, juntos, unidos, daquelas coisas bonitas de que o ser humano ainda é capaz. Uma pequena depressão-pós festival e até para o ano!



A abertura do concerto



O melhor de todos


Last but not Least
Liz

3 comentários:

  1. ofereceram-me bilhetes para o ultimo dia e não aceitei porque ainda tenho um exama na terça-feira e preciso estudar, mas teria adorado ver o QotSA! :)

    De resto, há quem diga que sou parecido com o BrandoN Flowers.. :p

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    1. A sério?? Olha que o Brandonzinho tava de barba bem feita....

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    2. Já sabes que a minha barbona foi à vida... agora só tenho barba... mas se quiseres, e por ti, fica só barbinha..! :D

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