Gosto das artes, de música, de cinema, de literatura mas confesso que o teatro tem em mim um cantinho especial. É que no teatro temos perante nós, à distância por vezes de um braço, um autêntico mito, a personificação de um personagem diabólico ou do deus que existe em cada um. Costumo dizer que se o cinema é fazer amor com as luzes apagadas, o teatro, é fazê- lo com as luzes acesas. No teatro à lugar para tudo: para esquecimentos, para choros, para vergonhas, para identificação, para reacção, para medo e para libertação. No teatro, deixamos que o actor se exponha para nós sem filtro, sem segundos takes, dando-nos por vezes mais do que estamos preparados para receber.
E não será assim, o amor? Se há quem entre numa relação recorrendo a efeitos especiais, duplos e greenscreen´s com o único objectivo de, contas feitas, ver o seu desempenho reconhecido sobre a forma de um Óscar, quem entra numa relação como se essa fosse uma peça de teatro sujeita-se a que tudo corra mal sem que dê para filmar de novo. É certo que temos o contra-ponto, uma cábula escrita na mão ou mesmo, em último caso, mandamos que se apaguem as luzes,contudo, nunca deixamos de estar expostos ao nosso "público" e ele, se for esperto, vai perceber se somos ou não bons "mentirosos".
Tenho pena de não ir mais vezes ao teatro e tenho pena de não ter para isso mais companhia, mas tal como o ano passado comecei a ir sozinha ao cinema (experiência a não repetir) talvez este ano seja a vez de ser o teatro um dos meus novos prazeres a solo.
Liz
A ultima e a unica vez que eu foi ao teatro foi em 2010, foi ao teatro do La Feria ver uma peça dele, mais precisamente esta peça
ResponderEliminarhttp://www.filipelaferia.pt/agaioladasloucas/
Muito boa mesmo, fiquei rendido, grande José Raposo.
Abraço
Pedro Ferreira
Não tive a oportunidade de ver mas da críticas que li, foi o papel da vida (até ao momento) do José Raposo! E não era nada fácil, não só pelo papel em si, mas porque o público tinha várias referências desta peça. filme inclusive!
Eliminar:)
Já agora gostei da comparação entre o amor e a peça de teatro, acho que está bem conseguida.
ResponderEliminarAbraço
Pedro Ferreira.
Obrigada Pedro :)
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